domingo, 6 de outubro de 2013

PUBLIQUEI NO FACEBOOK


Faço algumas postagens no Facebook (escrevo mais informai, sai até palavrão), algumas pequenas, outras médias e, todas as que publico no Blogspot – reuni as últimas do primeiro, para que os nossos leitores do segundo, possam também acompanhar.

1.      Eu sei que será muito cara, mas, o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus, poderiam muito bem fazer, em conjunto com a Manaus Energia, a distribuição de energia, no centro antigo de Manaus, substituindo a aérea (postes) pelo do tipo subterrânea (com cabos ou fios localizados sob o solo, dentro de dutos), pois não adianta muito retirar aquelas placas feias de frente das lojas, permanecendo a fiação antiga. Você já pensou em ver todos aquelas bonitos prédios da "bele époque" todos revitalizados, sem fios atrapalhando? Manaus seria outra, com certeza!. Diga lá Sebastião Assante você é um dos defensores dessa mudança!

2.      EU SOU É MENGO! – Pois é, a segunda maior torcida está Manaus, perdendo apenas para o Rio – após a realização da Copa do Mundo em 2014, a Arena da Amazônia não ficará ociosa, caso os cartolas acertem um jogo oficial do Mengo todo mês. É isso mesmo, pode vender até 100 paus o ingresso que a casa será cheia. Um amigo gosta de sacanear com o seu neto – aos sábados, ele convida o moleque para irem ao Amazonas Shopping, com direito a tudo o que ele quiser, mas, deve vestir a camisa do Vasco da Gama – na volta, o menino de apenas 5 anos de idade, tira a camisa joga no avô e diz: Eu sou é Mengo, otário! O meu netinho de 4 anos incompletos já é Mengão também! Na realidade, eu gosto dos meus times de Manaus: São Raimundo, Nacional e Fast Clube, mas, estão mais por baixo do que sandália rasteirinha!

3.      BUSÃO LINHA 640 – Tente pegar esse busão, ele sai do Terminal 4, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste, passa pela Cidade Nova, na Zona Norte e, pelos corredores da Avenida Constantino Nery até o Centro antigo de Manaus - com duas horas e meio de ida e volta – Para se ter uma ideia, um caboco que faz o check in no Aeroporto Eduardo Gomes, entra no avião e ruma para a cidade de Belém do Pará, chega no Aeroporto Val-de-Cans depois de uma hora e cinquenta minutos, bem antes do busão 640!
Pois bem, um dia desses encarei a fera, estava lotada até o bico, com aproximadamente 200 pessoas. Lá dentro tinha uma dupla sertaneja, pena que não levei o meu auricular, o meu ouvido serviu de penico – mais a frente, entrou um falso protestante, ele é manjado pela galera, mas, mesmo assim, soltou o verbo, falou tanta lorota que deu vontade de vomitar, ele usa a palavra de Deus para tirar grana dos otários, sempre diz que o dinheiro é para as despesas com ida e volta para as cidades do interior, onde levará a palavra do Senhor - o cara nunca viaja, sempre está dentro do busão!
Depois de quase uma hora, entra um vendedor de bombons: - Bom dia senhoras, senhores, jovens e crianças – desculpe se estou perturbando, mas, esse é o meu trabalho no momento, é melhor do que roubar! Esse saquinho que deixei com vocês é o legitimo bombom de mangarataia, aquele que é bom para o hanhanhanhanha da sua garganta – leva apenas por dois real! Obrigado por aquelas que compraram e para aqueles que não compraram também! Fiquem com Deus!
Depois, entra vendedor de água mineral, pedinte surdo-mudo, bebum falando alto, DJ de busão e, nada de chegar ao centro! Eu, hein! 

4.      25 ANOS DA NOSSA CONSTITUIÇÃO
Pois é, passaram-se 25 anos e, ainda não foi regulamentado o Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF), constante do Artigo 153 CF/88. Pois é, está fora um universo de cinco mil famílias que possuem um patrimônio equivalente a 40 por cento do PIB, ou seja, pouquíssimas pessoas são donas de quase a metade de tudo o que é produzido no nosso país. Aliás, o país das desigualdades, onde poucos, muitos poucos, são ricos e, muitas, muitas pessoas, são pobres! Os nossos representantes na verdade, representam os ricos em seus interesses, ou seja, não regulamentam de forma alguma esse artigo, pois os ricos querem e ficam cada vez mais ricos e, não interessa repartir essa riqueza em forma de imposto! Os ricaços norte-americanos e europeus, quando ficam velhinhos, rodam o mundo distribuindo sua riqueza, enquanto no Brasil, os Eike Batista da vida, não estão nem ai para os pobres!

5.      MEU ALMOÇO BÁSICO: Filezinho de Pirarucu, acompanhado de arroz com verduras e farinha do uarini. Huumm! Bom! Na realidade, quero apenas deixar com água na boca e com saudades dos nossos peixes, a minha amiga amazonense, que mora no Rio de Janeiro, a Fernanda Rodrigues Da Silva Bringel!

6.      Para as mulheres, existe o Outubro Rosa, para a conscientização dos exames de mama. Para os homens, sugiro o Novembro Marrom, para a conscientização dos exames de toque retal (próstata).

7.      A PORTA COLONIAL E A TARTARUGA
Tenho um amigo, conhecido por "Maozinha", ele é marceneiro de alta qualidade, mas, por um descuido, a serra passou na sua mão direita, cortando três dedos. Certa vez, uma dondoca que mora numa mansão do Conjunto D. PedroII, fez um pedido de uma porta no estilo colonial - num sábado, ele foi levar a dita cuja, no mesmo instante, passou por lá um sujeito vendendo uma tartaruga grande, estava escondida dentro de uma caixa de papelão. Não deu outra: a FDP resolveu dar o valor da porta na compra da "bicho de casco", alegando que, uns familiares de fora vinham visitá-la e pediram uma "tartarugada" e ela não poderia perder aquela oportunidade de comprar uma. Ele argumentou que trabalhou "prá caralho" e que aquela porta iria durar para a vida inteira, enquanto a "tartuga" duraria apenas um final de semana. Mesmo assim, ela não voltou atrás! O Maozinha respirou fundo e mandou a velha para "A Puta que o Pariu", botou a porta no ombro e voltou desolado para casa. Uma semana depois, o marido da velha ligou, pedindo para ele levar de volta a porta. Ele falou: - Agora, a porta vale mil reais, o preço normal e mais o de uma tartaruga! A velha teve que entrar com a metade. Pega véia escrota!

8.      É considerada idosa a pessoa que tem idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. A família, a comunidade e o Poder Público têm o dever de garantir ao idoso, com absoluta prioridade, os direitos assegurados à pessoa humana. Entende-se por garantia à prioridade:

a preferência na formulação de políticas sociais;
o privilégio para os idosos na destinação de recursos públicos;
a viabilização de formas eficazes de convívio, ocupação e participação dos mais jovens com os idosos;
a prioridade no atendimento público e privado
a manutenção do idoso com a sua própria família;
o estabelecimento de mecanismos que esclareçam à população o que é o envelhecimento.

Poxa, logo no Dia do Idoso, o local onde eles se reúnem está uma lástima, pois com o vendaval de ontem, destruiu parte do Parque dos Idosos e grande parte do Asilo de Mendicidade - quem tem grana, bem que poderia ajudar na reconstrução daquele lugar, pois ninguém sabe o dia de amanhã - vai que um dia, o jovem de hoje, precise morar lá!

9.      Chegou a grama para a Arena da Amazônia. Veio do interior de São Paulo e, mais uma vez não respeitaram as nossa características (clima e solo). Por que não compraram as gramas cultivadas no município de Presidente Figueiredo? Sacanagem!

10.     A empresa responsável pelo plantio é a Greeleaf e, escolheu a grama tipo Bermuda 419, certificada pela Universidade de Georgia (USA) e, dizem, que ela é a ideal para o clima amazônico e resiste ao pisoteio. Só se as mudas foram cultivas em estufas! Segundo o Eduardo Monteiro de Paula, este tipo de grama suporta apenas um jogo por semana! Quanto ao preço, não encontrei nada na internet, mas, com certeza, deve ser bastante cara, pois o nosso Estado é rico, pode pagar muita grana, não importa - depois, pode ficar abandonado, não interessa mais. Vocês leram uma matéria sobre as faculdades da UEA? Pois é, todas estão um lixo, faltando tudo, mas, o governador vai construir a Cidade Universitária da UEA, grana não falta para obras faraônicas!

11.    Hoje, primeiro de Outubro, faltam 84 dias para o Natal, no entanto, algumas empresas comerciais já estão veiculando comerciais de venda de produtos natalinos! Égua! Sai prá lá!

12.    O Manuara Shopping e o Ponta Negra, foram duas "obras" feitas na marra, com entrega recorde, tudo na afã de faturar logo com o estacionamento, pois rende mais do que o aluguel. Agora, vira e mexe, começam a aparecer os problemas estruturais.

13.    Um cara me perguntou: Rocha, qual foi a última novela da Globo que você assistiu? Respondi: Irmãos Coragem, em preto e branco! Na realidade, não costumo mais assistir a programas de tv´s abertas, com exceção do Amazon Sat e TV Brasil, o resto está a maior fuleiragem! Comprei uma TV e quase não a utilizo como Tv, mas, como monitor, conecto com um cabo HDMI com o meu notebook e, curto filmes e documentários do Youtube ou de DVD´s piratão.

14.    É POR ESSAS E POR OUTRAS QUE O MEU VOTO SERÁ NULO EM 2014
Uma das promessas da Presidenta Dilma, em Manaus, foi estender os benefícios da Zona Franca de Manaus para a Região Metropolitana de Manaus (Iranduba, Novo Airão, Careiro de Várzea, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo e Manacapuru), o projeto está bastante tempo engavetado no Congresso Nacional e, por um “cochilo” da bancada do Amazonas, o Dep. Federal João Magalhães (PMDB-MG) deu parecer contrário ao PL no. 2.633/2011, depois da mancada, os nossos parlamentares entraram com um recurso junto à Mesa Diretora para que o Plenário da Câmara reveja a decisão. Pois é, dormiram, novamente, no ponto.

A PEC da música (no. 123/2011) foi aprovada no Senado, contando com o apoio de toda a região Norte (exceção do Amazonas, é claro!) – esta votação prejudica as indústrias do PIM e beneficiam as de São Paulo e do Rio de Janeiro – os senadores dos Estados do Norte, mesmo tendo os benefícios da SUFRAMA, foram contra o nosso Estado. Sabe por quê? Grana! Isso mesmo, toda a arrecadação da SUFRAMA está contingenciada, ou seja, vai para a União e não pode ser investida nos Estados. Quando esta autarquia tinha poder, todos os governadores e Senadores ficavam babando pela grana e votavam sempre a favor do nosso modelo de desenvolvimento.

O Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, comprou uma mansão por dois milhões de reais, porém, ela vale três milhões (presume-se que um milhão foi pago por baixo dos panos) – ele deu uma boa entrada e financiou o restante (será que foi no programa "MInha Casa, Minha Vida?). Está sendo investigado pelo MPF por não ter renda adequada a essa patrimônio.

O Subsecretário de Educação do Município de Manaus, o Deuzamir Pereira, declarou que existe um esquema nos alugueis de prédios escolares (vinte e nove milhões de reais), foi uma declaração para o bem das finanças do nosso município, mas, foi exonerado. Existe uma CPI em formação na CMM para investigar tudo isso - não sei vai passar, pois a maioria é a favor do que o Prefeito quer e do que é determinado.

O fundo de aposentadoria dos servidores municipais foi manipulado na administração do Sr. Amazonino Mendes – as aplicações financeiras provocaram prejuízos de cinqüenta e cinco milhões de reais.

O vice-governador, o José Melo, justificou a sua saída do PMDB por justa causa: “O PMDB é uma dinastia, fazem parte do partido no Amazonas a esposa, filha, sobrinhos e fiéis amigos do Senador Eduardo Braga. Ele decide as candidaturas, todos estão sob o seu domínio. Ele me tratou com a arrogância que lhe é peculiar”. E agora, Melo?

O Desembargador Sabino Marques sugeriu que a Arena da Amazônia sirva de centro de triagem de detentos. Sabe por quê? Presos não dão voto, isso mesmo, o governo prefere construir obras de milhões e milhões de reais do que investir em presídios decentes.

O Deputado cassado Antônio Cordeiro, foi condenado a 36 anos de prisão – segundo o seu primo, o Altamir Barroso Cordeiro “Ele foi usado pelos políticos, não de forma ingênua, mas foi usado e, quando percebeu, estava só. Quero que ele viva para contar a história. Existem, verdades para serem ditas. É muita culpa para uma pessoa só”. Um amigo do Cordeirinho deu a seguinte declaração: “O ex-deputado pagou um preço alto por causa da personalidade, vivia muito bem, mas sempre foi uma pessoa muita extrovertida, falante, e apresentava ter muito mais do que tinha, isso foi um erro grave na vida dele – hoje, vive uma vida franciscana”. Para quem não sabe, foi 500 milhões o valor das licitações fraudadas pelos envolvidos na Operação Albatroz da PF. Muitos ricaços que estão ai numa boa, rindo da nossa cara - comeram muita grana e estão soltos. O Cordeirinho serviu de bode expiatório!

Fonte: Jornal "A Crítica"

15.    No início da administração municipal, fui convidado pelo então Secretário de Cultura, o Sebastião Assante para assistir a um exelente projeto cultural que acontecia toda quinta-feira na Rua Bernardo Ramos - tive o privilégio de entrar na primeira casa de Manaus (ainda de pé), era um boteco, parece que o nome era Bar Guarany - tempo depois, foi fechado para recuperação, foram mais de oito anos. Minha Santa Genoveva! Que absurdo, uma casinha de taipa, levar tanto para ser revitalizada! Mas, o Arthur Artur Neto chegou e mandou entregar ao povo! Os números 69 e 77 da Rua Bernardo Ramos, no Centro de Manaus, são os endereços das duas casas mais antigas da cidade e que ainda existem. Elas passam por obra de restauro e serão usadas como restaurante, bar e residência depois da reforma. Datadas de 1819, as casas em estilo colonial serão reabertas no primeiro semestre de 2014, garantiu a Fundação Municipal de Cultura e Artes (Manauscult)".


É isso ai.

sábado, 5 de outubro de 2013

BLOGDOROCHA: O SACI DA PARECA

BLOGDOROCHA: O SACI DA PARECA: A figura do Saci é, sem dúvida, uma das mais populares entidades fantásticas do nosso Brasil, um negrinho de uma só perna, de cachimbo e...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

BLOGDOROCHA: OS XERIMBABOS DAS NOSSAS VIDAS

BLOGDOROCHA: OS XERIMBABOS DAS NOSSAS VIDAS: Era um hábito comum entre as famílias pobres de Manaus, criar animais em seus quintais, os mais comuns eram as galinhas, os patos, os papaga...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

PESSOAS FOLCLÓRICAS DE MANAUS


Sabemos que o termo folclore é o conjunto de tradições e manifestações populares, uma junção das palavras inglesas folk (povo) e lore (sabedoria ou conhecimento), agora, um cara folclórico, refere-se a determinadas características pitorescas relacionadas a uma pessoa – quando a nossa cidade era pequena, conhecíamos quase todas as pessoas folclóricas, tais como: Peixeiro do Juizado de Menores, Goiaba, Boca de Bilha, Mococa, Carapeta, Gregório Dias da SHAM, dentre outros – na atualidade, ainda existem muitos, mas, são poucos conhecidos, ficam restritos as empresas, as faculdades, aos bairros e nas ruas onde trabalham, estudam ou moram.

Através de um amigo, que à época era gerente de uma grande empresa de revenda e aluguel de automóveis, fiquei sabendo da existência de um senhor altamente folclórico, ele é o sócio majoritário da empresa, mas, diariamente faz poucas e boas.

Apareceu por lá um representante de aparelhos denominados de Sistema de Posicionamento Global, o conhecido GPS, oferecendo aparelhos de última geração, mostrando ao empresário as facilidades para os seus clientes com relação à praticidade de escolha de rotas, como encontrar pontos de referência e chegar mais rápido ao destino.

Pois bem, antes de comprar centenas deles, o empresário resolveu fazer o teste. Foi até o Aeroporto Eduardo Gomes, onde possui uma loja e, ligou o bicho, seguiu as instruções conforme manda o figurino - determinou o ponto de partida e do destino, colocando-o em viva voz.

Ao chegar bem ao meio do Viaduto Ayrton Senna, conhecido como “Viaduto da UNIP”, o aparelho deu a ordem: - Dobre a direita! O empresário gritou: - Dobrar a direita, nem com nojo, vá matar o caralho!

Ao chegar ao seu estabelecimento, o representante estava lá aguardando o resultado do teste e, foi logo perguntando: - E ai, patrão, tudo certo? Ele detonou a bomba: - Tudo errado, essa porra queria me matar, onde já se viu dobrar a direita no meio daquele viaduto! Pode levar essas geringonças, não quero ouvir falar dessas merdas nunca mais!

Outra vez, resolveu colocar um sistema de vigilância eletrônica em toda a sua loja, o famoso “Big Brother Baré” – ele monitorava tudo pela internet. Num belo dia, fez uma viagem para o Rio Janeiro e ficou hospedado num hotel de luxo, era um sábado à tarde e, não tendo nada para fazer, ficou a observar toda a movimentação no interior da sua empresa.

Um lavador de carros aproveitou o momento e, resolveu entrar no gabinete do patrão, sentou na cadeira tipo executiva, colocou as pernas em cima da mesa, ligou a televisão e ficou numa boa coçando o saco. Mal sabia que estava sendo monitorado lá do Rio de Janeiro.

O patrão ficou puto da vida, ligou para a central e pediu para transferir para o seu gabinete.

- Pois não!
- Quem fala?
- E o lavador João.
- O que você está fazendo ai no meu gabinete?
- Desculpe patrão, mas, passei o dia todo lavando os carros e, ainda resolvi varrer e limpar o seu gabinete - está tudo no jeito!
- Deixa de onda, tô vendo tudo daqui! E ai, a minha poltrona é confortável? Fala sério! Sai daí, agora mesmo, porra!

Pois é, o gaiato do lavador foi demitido por telefone e, depois dessa, o patrão ficava o tempo mais em casa, monitorando tudo e dando ordens sempre à distância. Muito neguinho pegou a conta por causa do big brother - sem chance de ser feliz!

O empresário era considerado um coroa boa pinta por parte do sexo feminino, aliás, estou por ver um homem rico ser feio para a mulherada. Ele possuía uma mulher bem mais nova do que ele (é claro!) – certa vez, estavam no saguão do aeroporto de Manaus – ela tinha acabado de sair da academia e estava com aquela roupa coladinha no corpo. Um cara recém-chegado parou e, ficou a observar atento o traseiro da madame -  o velho não gostou da cena e, cuspiu fogo:

- Gostou do monumento, quer ficar com ela? Pode levar, só tem uma coisa: ela gasta todo mês cinco mil reais somente no cartão de crédito, sem precisar justificar! Vai encarar a fera?

O turista balançou negativamente a cabeça e, saiu em disparada sem olhar para trás!

Numa das suas viagens, resolveu comprar um par de tênis  numa loja “free shop” de um aeroporto do Brasil, viu na papeleta o preço de R$ 250,00, gostou e, pediu para faturar, no caixa a pessoa falou: - São mil reais, senhor! Ele respondeu: O quê? Vi o valor de R$ 250,00! Ela replicou: Na realidade, são quatro parcelas de duzentos e cinqüenta reais! O homem ficou puto, mas, como tem “bala na agulha” e nunca quer ficar por baixo, passou o cartão.

Aos sábados, ele gostava de sair com o citado tênis, quando estava em sua loja e numa rodada de amigos, cruzava uma das pernas, dava um tapa no “pisante” e, mandava ver: - Sapato enganador, fio de uma égua!

Quando ele era mais jovem, gostava de detonar mulheres de programa, escolhia a dedo somente aquelas que eram o filé do boi. Ficava se gabando para os amigos: - Não sou homem de dar dinheiro para raparigas, abro a carteira, tirou uns trezentos paus e digo: toma o do táxi! Pois é, pago o transporte de volta, mas, não dou um centavo pelo programa, nem que a vaca tussa!


É sempre bom lembrar da nossa gente, dos causos, do modo ser das pessoas, aliás, posso afirma que, todos nos temos um pouco de folclórico em nossas vidas! É isso ai.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COISA BOA É PARA SE MOSTRAR




É isso mesmo, o pequeno quadro foi pintado pelo saudoso artista plástico A. Guerra, a obra é de 2009, ele tinha uma técnica de secar as folhas de árvores, cortar conforme o desenho e pintá-la – consegui este trabalho num sorteio no Bar do Armando.
A “Aranha” foi um trabalho em metal com amêndoas de árvores nativas da Amazônia, feita pelos meninos de Paricatuba: o maluco beleza Rogério e o Raul (filho do Paulão e da Dona Rô) –  é tão perfeito que, certo dia resolvi limpá-lo e, para minha surpresa, morava ali algumas pequeninas aranhas, elas foram enganadas.
A pintura sobre tela é do artista plástico Ignácio Evangelistas, foi uma oferta que recebi do meu amigo artista, retrata um barco regional e uma canoa bem cabocla (igarité). É isso ai.

domingo, 29 de setembro de 2013

É POR ESSAS E POR OUTRAS QUE O MEU VOTO SERÁ NULO EM 2014




Uma das promessas da Presidenta Dilma, em Manaus, foi estender os benefícios da Zona Franca de Manaus para a Região Metropolitana de Manaus (Iranduba, Novo Airão, Careiro de Várzea, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo e Manacapuru), o projeto está bastante tempo engavetado no Congresso Nacional e, por um “cochilo” da bancada do Amazonas, o Dep. Federal João Magalhães (PMDB-MG) deu parecer contrário ao PL no. 2.633/2011, depois da mancada, os nossos parlamentares entraram com um recurso junto à Mesa Diretora para que o Plenário da Câmara reveja a decisão. Pois é, dormiram, novamente, no ponto.

A PEC da música (no. 123/2011) foi aprovada no Senado, contando com o apoio de toda a região Norte (exceção do Amazonas, é claro!) – esta votação prejudica as indústrias do PIM e beneficiam as de São Paulo e do Rio de Janeiro – os senadores dos Estados do Norte, mesmo tendo os benefícios da SUFRAMA, foram contra o nosso Estado. Sabe por quê? Grana! Isso mesmo, toda a arrecadação da SUFRAMA está contingenciada, ou seja, vai para a União e não pode ser investida nos Estados. Quando esta autarquia tinha poder, todos os governadores e Senadores ficavam babando pela grana e votavam sempre a favor do nosso modelo de desenvolvimento.

O Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, comprou uma mansão por dois milhões de reais, porém, ela vale três milhões (presume-se que um milhão foi pago por baixo dos panos) – ele deu uma boa entrada e financiou o restante (será que no "MInha Casa, Minha Vida?). Está sendo investigado pelo MPF por não ter renda adequada a essa patrimônio.

O Subsecretário de Educação do Município de Manaus, o Deuzamir, declarou que existe um esquema nos alugueis de prédios escolares (vinte e nove milhões de reais), foi uma declaração para o bem das finanças do nosso município, mas, foi exonerado. Existe uma CPI em formação na CMM para investigar tudo isso - não sei vai passar, pois a maioria é a favor do que o Prefeito quer e do que é determinado. 

O fundo de aposentadoria dos servidores municipais foi manipulado na administração do Sr. Amazonino Mendes – as aplicações financeiras provocaram prejuízos de cinqüenta e cinco milhões de reais.

O vice-governador, o José Melo, justificou a sua saída do PMDB por justa causa: “O PMDB é uma dinastia, fazem parte do partido no Amazonas a esposa, filha, sobrinhos e fiéis amigos do Senador Eduardo Braga. Ele decide as candidaturas, todos estão sob o seu domínio. Ele me tratou com a arrogância que lhe é peculiar”. E agora, Melo?

O Desembargador Sabino Marques sugeriu que a Arena da Amazônia sirva de centro de triagem de detentos. Sabe por quê? Presos não dão voto, isso mesmo, o governo prefere construir obras de milhões e milhões de reais do que investir em presídios decentes.

O Deputado cassado Antônio Cordeiro, foi condenado a 36 anos de prisão – segundo o seu primo, o Altamir Barroso Cordeiro “Ele foi usado pelos políticos, não de forma ingênua, mas foi usado e, quando percebeu, estava só. Quero que ele viva para contar a história. Existem, verdades para serem ditas. É muita culpa para uma pessoa só”. Um amigo do Cordeirinho deu a seguinte declaração: “O ex-deputado pagou um preço alto por causa da personalidade, vivia muito bem, mas sempre foi uma pessoa muita extrovertida, falante, e apresentava ter muito mais do que tinha, isso foi um erro grave na vida dele – hoje, vive uma vida franciscana”. Para quem não sabe, foi 500 milhões o valor das licitações fraudadas pelos envolvidos na Operação Albatroz da PF. Muitos ricaços que estão ai numa boa, rindo da nossa cara - comeram muita grana e estão soltos. O Cordeirinho serviu de bode expiatório!

Fonte: Jornal "A Crítica"

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PAULO MAMULENGO, O VENTRÍLOQUO DE PARICATUBA

Ventríloquo é aquela pessoa que treina a sua voz, manipulando-a, dando fala a um boneco, sem mexer a boca, havendo um diálogo entre o artista e a peça inanimada – o Paulo Mamulengo é um deles, criou e manipula o boneco “Negão”, fazendo a festa da petizada na Vila de Paricatuba (Iranduba) e nos bares de Manaus ,aprontando todas.

O Paulo de Tarso é natural de Capina Grande, na Paraíba, mas, faz muito tempo adotou a Vila de Paracatuba, em Iranduba, no Estado do Amazonas, como a sua terra para viver até a sua morte – ele é polivalente: bonequeiro (fez os bonecos da Banda da BICA, do Cinco Estrelas e da Malhação de Judas do Bar Cipriano), repentista (com um bandeiro não tem igual), poeta (escreveu um poema para o meu pai “A Gaveta do Luthier”), filósofo (formado na UFAM), líder comunitário, membro do grupo Mamulengo, ecologista e ventríloquo (criador do boneco Negão).

Foi escolhido por uma equipe de filmagem para o papel principal do filme “O Conde Stradelli”, um barão italiano que trocou toda a riqueza da sua terra natal, para viver na Amazônia, foi acometido da hanseníase, morreu pobre, sendo sepultado em Paricatuba – depois das filmagens, o Paulão ficou conhecido como o “Dom Paulo de Las Picas, o Conde de Paricatuba”, um título prá lá de nobiliárquico!

Pois bem, o Negão foi idealizado e parido na oficina do Paulão, na Praça da Ponta Branca – aprendendo desde cedo a falar somente putaria, um desbocado da melhor qualidade, querido e amado por muitos e, odiado por alguns, principalmente dos prefeitos e vereadores de Iranduba.

Certa vez, estive em Parituba, para prestigiar o relançamento do Instituto Afonso Pena (Presidente do Brasil que esteve por lá em 1906), foi um ideia de um dos filhos saudoso governador Gilberto Mestrinho – o Paulo e o Negão foram animar a festa nas ruínas de Paricatuba.

A época o prefeito de Iranduba era o Muniz – foi até o evento para puxar o saco do filho do ex-governador e, o Paulão aproveitou para largar o pau no alcaide.

Antes da autoridade chegar, o Paulo fez um show para a petizada de Paricatuba:

- Negão, dá um bom dia para a gurizada.
- Bom dia molecada! Escreveu não leu, o pau comeu!
- Negão, nada de palavrão, vamos respeitar! Vamos falar sobre coisa séria e que possa ser útil para a garotada.
- Na hora!
- Em quantas partes se dividem o corpo humano?
- Depende da porrada!
- Mas, negão, como se chama 24 em inglês?
- Twenty four.
- Muito bem! E em português?
- É viado mesmo!
- E 99 em japonês? Agora eu quero ver!
- kuazi xein!
- Negão, olha quem acaba de chegar!
- Quem é o filho de rapariga que está chegando atrasado?
- Deixe disso, Negão, o cara é o Muniz, o Prefeito da cidade.
- Aquele que rouba o dinheiro da merenda da escola das criancinhas de Paricatuba?
- Negão, deixe disso, o homem rouba, mas faz!
- Ele tá cheio de processo nas costas.
- Negão, assim você me ferra - sou merendeiro da escola e ele pode suspender o meu pagamento!
- Não tô nem ai!
- Negão, sou teu patrão, se eu ficar desempregado, estaremos na pior!
- Eu é que sou o teu padrão, sem o meu trabalho, não roda o chapéu, nem com nojo!
- É por falar em chapéu, vou passar agora, será que o prefeito vai dar uma nota de cemzinho?
- Esse miserável ai só dá grana para negas dele!

Pois bem, o prefeito saiu do local cuspindo fogo, depois, mandou suspender o pagamento do Paulo. O Paulão e o Negão aprontaram com outro prefeito, o Nonato - teve que fazer greve de fome juntamente com o Negão, na Praça dos Poderes, em Iranduba, para poder receber os seus últimos seis salários.


O Paulão e o Negão já estão envelhecendo, mas, continuam aprontando, vez e outra se apresentam no Bar do Armando, no centro antigo de Manaus. È isso ai.

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO: CADELA DAHA

 
 Eu e a minha cadela “Daha”, num ronco federal. A encontrei abandonada na ladeira da Rua Tapajós, centro de Manaus, ela deveria ter uns três meses, foi um belo presente para os meus filhos – Não sabemos qual a sua raça, algumas pessoas falavam que ela era de origem portuguesa, o “Cão D´Água Português”. Deu três crias, um dos seus filhotes foi o “Champanhe”, um cão que foi o xodó do casal Conceição e Afonso Toscano. Era a única fêmea do pedaço e os poodles faziam a festa, tivemos que fazer uma cirurgiã para não emprenhar mais, pois era muito doloroso doar ou vender os seus filhotes de tão bonitos que eram. Gostava de passear de carro, adorava uma janela e, aos domingos corria nas areias da “Prainha (Ponta Negra) e tomava banho no Rio Negro. Ela me adotou como o seu dono, por ter um faro impressionante, ela balançava o rabo quando eu ainda estava chegando a nossa casa e reconhecia o meu assobio de longe. Ficou conosco por onze anos, está enterrada numa área do Conjunto dos Jornalistas. É isso ai Daha. Valeu!


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

FOTOS PARA O BLOGDOROCHA


Muro de arrimo do Rodoway (Porto de Manaus) - Aqui tem história, pois a casa que aparece ao fundo foi onde foi instalado o Forte de São José da Barra, onde começou a cidade de Manaus e, por detrás desse muro deve ter muita coisa enterrada daquele tempo.

Aqui também é Brasil! Cidade Flutuante na orla do Cacau Pirêra - um distrito brasileiro pertencente ao município de Iranduba, localizado no estado do Amazonas. Sua população, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, era de 11 019 habitantes. Está situada a 2 quilômetros de Manaus, capital do estado.

Fotos: Rocha

sábado, 21 de setembro de 2013

BLOGDOROCHA: KÁTIA MARIA

BLOGDOROCHA: KÁTIA MARIA: A cantora amazonense Kátia Maria passou um ano se recuperando de um AVC – graças ao nosso bom Deus, ela não ficou com nenhuma sequela e...

RUA DO PEIXE





É o seguinte, dois pontos, existem algumas coisas engraçadas na cidade de Manaus. Olhe bem a fotografia, o local é uma rua que passa ao lado do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, na realidade, é uma passagem de nível, onde os automóveis que fazem descargas de mercadorias para um porto improvisado da “Manaus Moderna”.

Pois bem, o nível de descida do Rio Negro está muito lento, levando em consideração  os anos anteriores e, como os veículos ainda estão impedidos de circularem em decorrência da natureza, os vendedores de peixes puxam a sua canos abarrotadas de peixes, deixando-as estacionadas no asfalto. 

Já vi muitos barcos encalhadas ao lado Mercado Ver-o-Peso, na cidade de Belém, porém, naquela cidade o rio sofre a influência do mar, provocando a maré, na baixa, os barcos que comercializam produtos regionais, ficam totalmente no chão.

Quem não é de Manaus, deve achar aquilo tudo muito estranho, pois já devem ter visto muitas coisas engraçadas, mas, uma Rua de Peixes, onde não circulam carros, mas, canoas - somente na nossa cidade!  

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A CACHAÇA É NOSSA!


A cachaça é brasileira, o resto é aguardente – é isso mesmo, um produto genuinamente criado na terra Brasilis, obtido de cana e, o nome pode ter vindo de Portugal “cachaza”, ou seja, vinho de borra (inferior) ou de “cachaça, a porca, feminino de porco”, em decorrência dos porcos selvagens encontrados no Nordeste (os caititus) terem a carne muito dura e, a cachaça era usada para amolecê-la – a aguardente (água de fogo) já era conhecida pelos antigos egípcios, gregos e alquimistas, mas, eram obtidas de diversas frutas, sendo na China e no Japão feitas de arroz (Saquê), porém, foram os árabes que descobriram os equipamentos de destilação, assimilados pelos portugueses, onde produziam a “bagaceira”, obtidas do bagaço da uva.

Segundo os historiadores, quem descobriu a cachaça foram os paulistas e, o nome era dado a primeira espuma do caldo de cana (era descartado e dados aos animais), a segunda era consumida pelos escravos, depois, passou pelo processo de destilação e, era  adquirida por pessoas de baixa renda.

A cachaça possui uma grande importância cultural, social e econômica para o nosso país, pois está relacionada ao início de colonização do Brasil, a atividade açucareira e a implantação de estabelecimentos cachaceiros.

Os engenhos produtores de açúcar e os alambiques de cachaça eram conhecidos como “casa de cozer méis” – daí a gíria “vou tomar, hoje, bastante mé”.

Com o aparecimento de ouro em Minas Gerais, se dirigem para lá pessoas de todos os cantos do país e, construíram cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço, entrando a cachaça para amenizar a temperatura – isso incomodou a Corte e, proíbe a sua produção, alegando que o seu consumo prejudica a retirada de ouro, sem resultados, resolveram taxar, sendo um tributo que mais contribuíram para a reconstrução de Lisboa, destruída no grande terremoto de 1755 – além de ajudar na manutenção das faculdades da Corte.

Com o passar do tempo, a cachaça cai no gosto de todos, sendo consumida em banquetes palacianos, era misturado com o gengibre e outros ingredientes, utilizados nas festas religiosas portuguesas – era o famoso quentão.

Com o reconhecimento internacional da nossa caipirinha, contribuiu de fato para acabar de vez com o alto índice de rejeição dos próprios brasileiros a nossa cachaça, tornando-se sinônimo de bebida chique e requintada.

Na Manaus de décadas passadas, a cachaça tinha o seu valor, a preferida pelos “biriteiros” era a Cocal, fabricada no Estado do Pará, ele vinha em garrafas protegidas por palhas de palmeiras, depois, entrou em ação a Tatuzinho, Pitú, Velho Barreiro, Cachaça 51, Cachaça 61, Ypióca, Caninha da Roça e a popular Corote – todas industrializadas.

A cachaça recebeu os mais diversos apelidos: abençoada, abrideira, água que passarinho não bebe, amnésia, birita, conhaque brasileiro, da boa, danada, divina, espevitada, espírito, fava de cheiro, fia do sinhô de engenho, gasolina de garrafa, geribita, imaculada, januária, lambida, levanta velho, lisa, malta, mandureba, Maria branca, mé, néctar dos deuses, paratí, pitú, preciosa, queima goela, refrigério da philosophia, rum brasileiro, salinas, semente de arenga, suor de alambique, terebintina, tinguaça, uca, uma que matou o guarda, vinho de cana, vocação e por ai vai - seus sinônimos passam de 2.000!

Alguns gozadores de plantão dizem que o município amazonense de Humaitá (no Rio Madeira, próximo a Porto Velho/RO), foi assim chamado em decorrência da cachaça: um dos primeiros habitantes abriu um boteco de palha e, os forasteiros que chegavam, pediam logo a primeira marvada, depois, a segunda: - Uma, mai, tá? Para Humaitá foi um pulo!

Sobre a cachaça, o portal G1 de Minas Gerais, preparou os 10 Mitos, vamos lá:

Cachaça, pinga e aguardente são a mesma bebida - Mentira. Pinga e cachaça são a mesma bebida. Pinga é a cachaça artesanal. Cachaça é o destilado do caldo da cana-de-açúcar, de 38% a 48% de teor alcoólico, e pode ser industrial.  De 49% a 54% é aguardente.
Cachaça com mel faz bem no combate à gripe - Meia verdade. A caipirinha era uma espécie de remédio caseiro usado no século XIX. Cachaça com mel pode aumentar o metabolismo e ajudar na cura da gripe
A cachaça pode ser produzida a partir de qualquer fruta - Mentira. A cachaça só pode ser produzida da garapa da cana-de-açúcar. O resto é aguardente, que pode ser feita de qualquer fruta.
A cachaça teve origem em Minas Gerais - Mentira. A cachaça foi criada no século XVI, em 1534, em São Vicente, no estado de São Paulo.
A cachaça de boa qualidade deve ser bebida em pequenos goles - Verdade. Deve ser bebida homeopaticamente, em pequenos goles. Ela deve descansar no ‘chão da boca’ para que todos os gases voláteis sejam sentidos pelo paladar.
Uma dose de cachaça abre o apetite - Verdade. O álcool e o gosto da cana, normalmente, abrem o apetite. É o contrário de quem gosta de beber cerveja: perde o apetite.
Existem cachaças que são boas demais para fazer caipirinha - Mentira. Quanto melhor a cachaça, melhor a caipirinha.
A cachaça nasceu dentro de uma senzala - Mentira. A bebida foi criada nos engenhos de açúcar São Jorge, Santa Maria e São João dos Erasmos, em São Vicente (SP), em 1534. 
A cachaça combina com tira-gosto - Verdade. A cachaça harmoniza com salaminho, carnes bem fritas, assadas e frutos do mar. Cachaça não combina com massas, pães e biscoitos, por exemplo.
A cachaça deve ser bebida em copo de vidro - Verdade. Porque o vidro é um recipiente mais limpo, que não deixa resíduo. De preferência, beba a cachaça em copos mínimos, transparentes, para que a bebida seja apreciada antes da degustação.

Nos tempos atuais, as cachaças artesanais ficaram em evidência, elas possuem algumas características: o descanso ou maturação vai de três a seis meses, onde são eliminados o odor forte - durante o envelhecimento pode ocorrer a interação entre a bebida e a madeira da qual é feita o recipiente - alteração da cor e aromas agradáveis.

Sobre a cachaça:
1.   Possui a sua denominação por lei: De acordo com o Decreto nº 4.851, de 2003, o artigo 92 diz o seguinte sobre a cachaça: Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius (°C), obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose;
2.   Dia Nacional da Cachaça - Em junho de 2009, no 12º Expocachaça, o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) oficializou o dia 13 de Setembro como o Dia Nacional da Cachaça. Posteriormente, no mesmo ano, a data foi oficializada pela lei 5.428/2009;
3.   Degustação - Degustação é uma avaliação que se faz da cachaça para estipular se ela é boa ou ruim. Consiste em exame visual da cachaça na garrafa e no copo, seguido do exame olfativo e depois pelo gustativo da bebida;
4.   Exame da garrafa – a garrafa deve apresentar rótulo contendo dados sobre o produtor, graduação alcoólica, selo de produção e data do envasamento. Ela deve ser agitada levemente para que seja observada a formação de colar (círculo de pequenas bolhas) no gargalo.
5. Exame do copo - no copo o líquido deve apresentar limpidez, ou seja, ser transparente e sem partículas. Deve apresentar brilho vivo e não opaco. O brilho pode ser brilhante, límpido, velado, opaco ou turvo. A cor pode ser amarela, dourada, âmbar ou branca, quando a cachaça não é envelhecida ou o é em tonéis que não alteram a coloração da bebida.

Uma das empresas que mais investiu na “branquinha” é a Cachaçaria e Empório do Dedé, possuindo várias filiais, inclusive nos principais shopping da cidade – possuem mais mil e quinhentos rótulos de cachaça, com destaque para a Anísio Santiago (envelhecida oito anos em bálsamo, ao preço de R$ 300,00 a garrafa), Germana (envelhecida por dois anos e armazenada em barril de carvalho), Canarina, Vale Verde e Seleta. A novidade é uma cachaça feita no Pará, obtida a folha do jambu (utilizado no tacacá), a dose é servida com a folha e um camarão.

O Bar Caldeira, situado no centro antigo de Manaus, o seu proprietário, o Carbajal Gomes, está investimento na aquisição de vários rótulos de cachaça artesanal, todas vindas de Minas Gerais – vende também uma cachacinha armazenada em um pequeno barril, ao preço de R$ 3,00 uma dose – o bar é pequeno, mas, pensa em ampliar os seus negócios no futuro próximo.

É isso ai. Vai uma dose de cachaça brasileira, ai?




Fontes:
Wikipédia

Caderno Elenco do jornal Amazonas Em Tempo

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

BLOGDOROCHA: A HISTÓRIA DO FUTEBOL AMAZONENSE

BLOGDOROCHA: A HISTÓRIA DO FUTEBOL AMAZONENSE: Segundo os historiadores, o futebol amazonense teve início no final do século dezenove, era jogado basicamente pelos ingleses, depois, foi d...

domingo, 15 de setembro de 2013

PASSEIO AO LAGO JANAUARI NO JUMBO DA SELVATUR


Na minha juventude, tive o privilégio de conhecer o Lago Januari, onde existia um espetacular complexo turístico de selva, pertencente a empresa Selva Turismo Ltda. - SELVATUR, conhecido como “Januarilândia” - o significado da palavra Janauari tem origem indígena e foi composta a partir das palavras Jauari (árvore da região) e Jauaná (tribo indígena) - fui uma vez à noite e outras tantas durante o dia, sempre nos finais de semana, a ida e volta era feita no barco JUMBO – o local é composto de uma área de 9 mil hectares de matas de terra firme, várzeas e igapós (floresta inundada), no rio Negro a uma hora de barco de Manaus.


O barco tinha capacidade para 500 pessoas, tipo catamarã (com dois cascos)  - a procura era tão grande que, tinha saídas diárias as 08:00 e 11:00 da manhã – era dotado de todo o conforto possível, com bar, fonia, música ambiente e guia bilíngue  com um preço um pouco salgado para os pobres mortais, na época, ficava na faixa de Cz$ 130,00 (cento e trinta cruzados), incluso a alimentação.

Na viagem, o barco parava no Encontro das Águas, um local mágico e, no lago, os turistas passeavam de barcos pequenos (motor de popa) pelos igapós e visitava as nossas maravilhosas Vitórias Régias – o almoço sempre era servido em um flutuante, com um cardápio regional da melhor qualidade.

Nas sextas e sábados, o barco saía às oito da noite, com direito a jantar e boate, ao preço de Cr$ 40,00 (quarenta cruzados) por pessoa – esses preços são da época da inauguração do complexo - os casais enamorados e os jovens de classe média alta gostavam de ir em peso todos os finais de semana.

Existia também a disponibilização para o pernoite, com alojamento no flutuante, onde existiam 26 apartamentos duplos, com ar condicionado, banheiro privativo, tudo acarpetado, além de piscina natural (com tela de proteção) e restaurante, ao preço de Cr$ 125,00 (cento e vinte e cinco cruzados) por pessoa - o primeiro hotel de selva (flutuante) da Amazônia.

A administração da firma SELVATUR ficava no Hotel Amazonas, pois os donos eram os mesmos, tinha também uma filial na Rua Guilherme Moreira.

Atualmente, o Hotel Amazonas está com as suas portas fechadas, deu lugar a um condomínio de apartamentos e lojas comerciais; as antigas lojas da SELVATUR não existem mais, pois os donos entraram em falência, levando para o fundo do Rio Negro também o navio JUMBO.



Restou somente o Parque Ecológico do Lago Januari, onde várias empresas de turismo continuam operando, com passeios fluviais diários, saídas pela manhã e regresso no final da tarde - geralmente, as agências faz pacotes que incluem almoço regional em restaurante típico, visita ao Encontro das Águas e um tour de canoas pelos lagos e riachos da região – tudo como era antigamente, no entanto, sinto saudades dos antigos passeios no Lago Januari no JUMBO da SELVATUR. É isso ai.

Fotos:
Em preto e branco (Manaus Magazine);
Colorida: Rocha, Eveline e Lucimar (Enfermeiras da primeira turma da Fundação SESP, depois encorporada a UFAM).

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

12 DE SETEMBRO DE 1974





Hoje, 12 de Setembro de 1974, o nosso poetinha está chegando a Manaus, pegará um avião no aeroporto do Galeão, no bonito Rio de Janeiro, vai ficar hospedado no Hotel Amazonas, depois, tomará alguns whiskyzinhos para descontrair, passeará de barco no nosso belo Rio Negro, conhecerá o Encontro das Águas e saboreará um “Tambaqui na Brasa”, procurará uma caboquinha para namorar numa rede gostosa e, no dia seguinte, 13 de Setembro de 1973, visitará a cidade, vai conhecer o Teatro Amazonas e a Praça de São Sebastião e, irá parar no bar mais tradicional de Manaus, o Bar Caldeira, se reunirá com os políticos, empresários, estudantes, poetas, jornalistas, comerciários, enfim, os boêmios da nossa cidade sorriso – ele deixará para a posterioridade um bilhete “Declaro, proclamo e assino que nesta sexta-feira, 13 de mês de Setembro de 1974 estive no “Caldeira”, na boa e carinhosa companhia dos maiores boêmios de Manaus. E adorei. Vinicius de Moraes, 13.9.74”. Depois de longos anos, o Bar Caldeira irá reverenciá-lo, será colocando uma grande fotografia no interior do bar, ficará conhecido como “O Bar do Vinícius de Moraes em Manaus” e, em todos os anos, nessa data, será feita uma grande festa em homenagem ao visitante mais ilustre, ficando o seu nome registrado na calçada da fama, juntamente com o Jairzinho, Silvio Caldas e Jamelão. E assim será!