quinta-feira, 12 de setembro de 2013
BLOGDOROCHA: O ANIVERSÁRIO DOS DEZOITO ANOS DO ZÉ MUNDÃO
BLOGDOROCHA: O ANIVERSÁRIO DOS DEZOITO ANOS DO ZÉ MUNDÃO: O Zé estava revirando o seu velho baú, parou para dar uma olhada numa velha foto tirada com uma máquina descartável “Love”, era a festa ...
terça-feira, 10 de setembro de 2013
UM PÔR DE SOL EM MANAUS
Fotografia tirada há poucos minutos atrás, mais um pôr do Sol, mais um dia que se vai, a cada dia ficamos mais velhos - é a vida! Lembrei daquela frase latina que está no Relógio Municipal de Manaus: Vulnerant omnes, ultima necat (Todas ferem, a última mata) – alusiva às horas, significando que a cada hora fere a nossa vida até que a derradeira a roube. Foto: Rocha
OS BANGALÔS DOS DESPACHANTES ADUANEIROS DE MANAUS
Décadas passadas, existia em
Manaus, uma classe forte de prestadores de serviços, conhecidos como
Despachantes Aduaneiros, eles executavam as liberações de mercadorias nacionais,
denominado de cabotagem e, estrangeiras (importação), junto a Alfândega de Manaus
(Aduana) – era um grupo restrito, apesar de terem passando em concurso público,
tocados por familiares, que fatura muito alto e, desfrutavam de todas as benesses
que o dinheiro podia oferecer, tanto que construiu um conjunto de casas (bangalôs)
na Avenida Constantino Nery, próximo a entrada do bairro de São Jorge, era
conhecida como “A Vila dos Despachantes”.
Como sabemos, o termo
bangalô significa “bengali” (casa no estilo de Bengala [Índia]), designa um
tipo de casa de somente um andar, com uma varanda, em oposição às casas de
apartamentos – ficou muito popular entre os norte-americanos, porém, com todo o
requinte - dando um símbolo de status para os seus moradores.
O local escolhido tomava
toda uma quadra da Avenida Constantino Nery (conhecida até meados da década de
70 como Avenida João Coelho), entre o início da Avenida São Jorge (Drogaria
Nazaré) e Travessa Arthur Bernardes (Posto de gasolina), um local privilegiado
do Bairro de São Geraldo.
Na realidade, eles imitaram
as casas construídas nas proximidades da Ponte Presidente Dutra (Estrada do São
Raimundo, atual Avenida Kako Caminha), pois eram amplas e confortáveis e era um
orgulho para os moradores daquele bairro.
Os Despachantes Aduaneiros
formaram uma associação denominada “Caixa de Aposentadoria e Pensões dos
Despachantes do Estado do Amazonas”, tinha a seguinte diretoria: Presidente: Ícaro
de Carvalho – 1º Secretário: Geraldo Dantas – 2º Secretário: Thomaz Amazonino
Aguiar – Tesoureiro: Carlos Gonçalves Filho.
A Associação possuía recursos
próprios para tal empreitada e, financiou a construção, com a cobrança de
prestações mensais com módicos juros, num prazo de 10 (dez) anos.
Na foto antiga (acima),
aparece a casa do presidente da C.P.A.D.E.A, o despachante Ícaro de Carvalho,
fora construída pela Construtora Antônio Goios & Cia.
Na outra foto (acima)
aparece a do despachante Edílio R. Farias, construída também pela mesma
construtora acima citada.
Na terceira fotografia,
temos o bangalô do despachante Carlos Gonçalves.
Conheci na década de oitenta o interior do bangalô que pertencia ao despachante Diniz.
Em 1992, houve, por parte
da Receita Federal, a regulamentação da profissão de Despachante Aduaneiro, na
qual bastava um profissional passar dois anos como Ajudante para requerer o
título de Despachante, além de permitir as empresas fazerem o seu próprio
Despacho Aduaneiro, surgindo também várias Comissárias de Despachos, isso
enfraqueceu a categoria e o poderio econômico de um seleto grupo, dessa forma,
a Vila dos Despachantes entrou em declínio e, muitos deles venderam ou alugaram
os seus imóveis, indo morar em outros lugares da cidade.
Com a duplicação da
Avenida Constantino Nery, em 2004, ocorrida na Administração Municipal do
Alfredo Nascimento e terminada no mandato tampão do Luiz Alberto Carijó, os
proprietários da Vila dos Despachantes foram indenizados – os tratores passaram
por cima e destruíram tudo, colocando abaixo os bonitos bangalôs.
Hoje, quem passa pelo
local, ver apenas um matagal, onde se escondem marginais e usuários de drogas –
o Prefeito Arthur Neto bem que poderia fazer benfeitorias no local, quem sabe
um logradouro público - sugiro que faça a “Praça dos Despachantes Aduaneiros”
ou a “Praça dos Bangalôs”, fica a dica. É
isso ai.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
FOTOGRAFIAS
FOTOS: LAMPIÃO DO LARGO DE SÃO SEBASTIÃO - OBRA DO ARTÍSTICA PLÁSTICO PALHETA - CURUMINS NA PRAÇA DE SÃO SEBASTIÃO. ROCHA
PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHECK EM VISITA A MANAUS E NOVA OLINDA
Estamos em Setembro, o mês
do meu aniversário, por sinal, nasci no mesmo dia e mês do presidente Juscelino
– por algum tempo fui chamado por esse nome, mas, por ser filho de cearense, o
meu pai me registrou como José, fazer o quê – para homenagear esse inesquecível
mandatário maior do nosso país, pelo meu aniversário, pela Semana da Pátria e
também pelo aniversário da minha pequena Duda (ela nasceu no dia da Independência
do Brasil) -, faço essa postagem relatando um pouco sobre a presença dele em
nossa cidade e em Nova Olinda.
No ano de 1956, o então
Presidente da República, o Juscelino Kubitschek, fez uma memorável visita a
Manaus e ao município de Nova Olinda - a empresa PETROBRÁS havia encontrado
petróleo em Nova Olinda e, a presença do presidente foi para comemorar esse
achado, bem como, presenciar o jorro do poço NO-1-AZ.
A cidade de Manaus vibrou
com a presença do Presidente, chegando no dia 18 de abril de 1956 – ele foi
recepcionado no Aeroporto de Ponta Pelada pelo Governador, autoridades civis e
militares, representantes das classes conservadoras e do povo em geral. Passou
revista as tropas do 27 BC e da Polícia Militar. Houve desfiles de tropas em
continência do Presidente da República. Ele veio com uma comitiva de 35 pessoas
e ficou alojado no Hotel Amazonas, onde houve uma recepção por parte dos
escolares de Manaus, depois, desfilou em carro aberto entre as alas dos
estudantes. Fez uma visita a Assembléia Legislativa e a Refinaria de Manaus.
A equipe de jornalistas do
Amazonas, Pará e Rio de Janeiro, atendendo a programação do Coronel Janari
Nunes, foram até o local no Navio “Lobo D´Almada, da frota da SNAPP. O
presidente foi direto ao Rio Abacaxis, num avião da Força Aérea Brasileira - as
obras foram todas paralisadas, para que os operários pudessem participar dos
festejos. Retornou junto com os jornalistas no barco “Lobo D´Almada e, viajou de volta ao Rio de Janeiro no dia 20.
O presidente fez um eloquente discurso no Ideal Clube – “...
a Amazônia é um grande tesouro que se acha encoberto, estando diante da terra
enigmática à espera da energia humana que a subjugue, discipline e dela faça um
fator de enriquecimento do país e da sua consolidação da independência
econômica. No Palácio do Catete, sempre me vem ao espírito este mundo
abandonado, que uns poucos heróis sustentam, sabe lá Deus com que esforço, com que
sacrifício, com que tenacidade. É a lembrança do muito que há a fazer, de tudo
o que é preciso construir para a configuração deste desmesurado território, me
assalta a consciência, me fere e me inquieta. A Amazônia não pode ser apenas um
tema literário, um assunto internacional, um paraíso de historias exóticas. A
Amazônia é um problema de governo que deve ser colocado com grandeza e
exatidão. É mais do que um problema de
governo, é na verdade um problema de consciência da nacionalidade. Que Deus
permita que esta região se transforme e desenvolva. É o destino do Brasil e não
apenas o vosso que o exige...”
Parabéns a todos! É isso
ai.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Conhecido como JK, foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas Gerais (1951-1955), e presidente do Brasil entre 1956 e1961.
Conhecido como JK, foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas Gerais (1951-1955), e presidente do Brasil entre 1956 e1961.
Foi o primeiro presidente do Brasil a nascer no século XX.
Foi o último político mineiro eleito para a presidência da república pelo voto direto, antes de Dilma Rousseff.
Casado com Sarah Kubitschek,
com quem teve a filha Márcia Kubitschek de Oliveira e adotaram a Maria Estela Kubitschek2 , foi o responsável pela construção de
uma nova capital federal, Brasília,
executando, assim, um antigo projeto, já previsto em três constituições
brasileiras, da mudança da capital federal do Brasil para promover o
desenvolvimento do interior do Brasil e a integração do país.
Durante todo o seu mandato como presidente da
República (1956-1961), o Brasil viveu um período de notável desenvolvimento econômico e relativa estabilidade política. Com
um estilo de governo inovador na política brasileira, Juscelino construiu em
torno de si uma aura de simpatia e confiança entre os brasileiros.
Segundo seu adversário José Sarney,
Juscelino foi o melhor presidente que o Brasil já teve, por sua habilidade
política, por suas realizações e pelo seu respeito às instituições democráticas.3
No ano de 2001, Juscelino Kubitschek de
Oliveira foi eleito o "Brasileiro
do Século" em uma eleição que foi publicada pela revista Isto É.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O COMÉRCIO DA ZONA FRANCA DE MANAUS NA DÉCADA DE SETENTA
Ao olhar a fotografia da
década de setenta, mostrando um fervilhar de pessoas passando pela Rua Marechal
Deodoro, lembrei-me da época em que trabalhava na Importadora Souza Arnaud, um
grupo empresarial que junto com outros do comércio de Manaus, faturavam os
tubos com os produtos importados, pois compradores vinham do Brasil inteiro
para adquirirem nas nossas lojas.
Com a regulamentação da
Zona Franca de Manaus, através do Decreto-Lei no. 288/67, o tripé do nosso
desenvolvimento estava direcionado ao setor agropecuário, industrial e de
serviços, o primeira a despontar foi o comércio de importados, pois o nosso
país estava com o mercado fechado para o exterior, com altíssimas alíquotas do
IPI e II e, como em Manaus esses impostos estavam suspensos, os produtos
chegavam baratíssimos.
Os índices de ocupação dos
hotéis chegavam aos cem por cento, sendo utilizados até os motéis para abrigar
tanta gente - os vôos comerciais eram lotados, inclusive, alguns vinham fretados
por pessoas ávidas em comprar as novidades de cine-foto-som made in Japan.
Muita gente ficou rica,
onde alguns começaram apenas com uma portinha e, em pouco tempo, montava a sua
loja, com direto a quota de importação da Suframa.
Por falar em “quota de
importação”, os grandes vendiam parte de sua quota para os pequenos ou
vice-versa, pois naquela época o governo federal estipulava um teto máximo de
importação anual e, cada empresa recebia a sua parte de acordo com o seu porte
empresarial.
Trabalhei durante muitos
anos na área de importação, era um expert
em confecção de Guia de Importação junto a SUFRAMA e DECEX, além de conhecer
todo o processo de aduaneiro, desde a emissão da Declaração de Importação até o
Desembaraço Aduaneiro na Receita Federal, em decorrência disso, vivi e usufrui
de todo aquele boom do comércio de importados.
Conheci muitos
Despachantes Aduaneiros que ficam ricos, além de Corretores de Câmbio que
faturavam montanhas de dinheiro com a intermediação nos fechamentos de moeda
estrangeira – na realidade, todos ganhavam: o exportador, o armador, o porto,
os trabalhadores portuários, os fiscais, os despachantes, o transportador, o
importador e também o consumidor, com produtos de ponta e baratos.
O metro quadrado da Rua
Marechal Deodoro era o mais caro do Brasil, com cubículos que valiam uma
fortuna – muitos prédios antigos da “belle époque” foram todos
descaracterizados para virarem “shopping Center”; por aqui aportaram chineses,
libaneses, indianos e brasileiros do sudeste e nordeste, para faturar nesse
comércio frenético.
Existia uma turma que
faturava alto, levando produtos estrangeiros para serem vendidos em outros
Estados – existia uma quota de saída como existe até hoje, mas, naquele tempo,
um videocassete, televisão ou aparelho de som eram disputados à tapa pelos
consumidores brasileiros – tinha neguinho que viajava toda semana para o Rio de
Janeiro ou São Paulo.
Vivíamos num mar de rosas,
todos felizes e com os bolsos cheios de grana – até chegar um cara chamado
Fernando Collor, ele congelou a poupança, fez o diabo na economia, abrindo o
nosso comercio ao exterior, pois achava os nossos carros uma carroça e, era
mesmo – forçou a indústria brasileira a se modernizar e inundou o mercado
brasileiro de produtos estrangeiros.
Bye Bye Zona Franca de
Manaus! Acabou a moleza de fazerem filas nas portas das lojas para comprarem a
vista um aparelho de vídeo cassete – os turistas fugiram, as lojas fecharam,
chegou o desemprego – quem comeu, comeu, quem não comeu, já era!
A Rua Marechal Deodoro
ficou vazia, feia, depois, virou o shopping “Bate Palmas” – alguns lojistas se
especializaram em oferecer produtos de informática, outros, começaram a comprar
produtos de baixíssima qualidade vinda dos tigres asiáticos, no afã de
conquistar o consumidor local.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: EDIFÍCIO DO IAPETEC
BLOGDOROCHA: EDIFÍCIO DO IAPETEC: Este prédio está situado na Avenida Sete de Setembro, bem em frente à Praça D. Pedro II, possui um grande valor histórico para Manaus, por ...
BLOGDOROCHA: APOSENTADOS GOSTAM MAIS DE UM SHOPPING DO QUE UMA ...
BLOGDOROCHA: APOSENTADOS GOSTAM MAIS DE UM SHOPPING DO QUE UMA ...: Antigamente, a grande maioria dos aposentados de Manaus gostavam de uma calça pijama e chinela, ficavam o dia todo lendo jornais numa cade...
terça-feira, 27 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: O SIGNIFICADO DE 05 DE SETEMBRO PARA O AMAZONAS
BLOGDOROCHA: O SIGNIFICADO DE 05 DE SETEMBRO PARA O AMAZONAS: O Amazonas era subordinado ao Estado do Pará, conseguiu a sua liberdade política através da Lei no. 582, de 5 de Setembro de 1850, po...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
FOTÓGRAFO BARROS
Ontem, foi o Dia Mundial
da Fotografia e, nada mais justo do que homenagear o fotógrafo repórter
Raimundo de Barros Souza, o BARROS, um profissional conhecido desde a década de
70. Na sua juventude, foi homenageada na revista “Manaus Magazine”, da
jornalista Denise Cabral dos Anjos:
“É
um conceituado artista da arte de fotografar e pela sua mágica máquina, tem
passado uma grande parte da elegância do nosso mundo social. Barros, como é
mais conhecido, como fotógrafo repórter, vem se conduzindo de maneira sóbria e
respeitosa, razão porque é estimado e sua presença em sociedade, sempre traz
alegria, devido saber transportar para a posteridade, a alegria do momento, com
suas bonitas fotografias”.
Foto: revista Manaus
Magazine
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA
BLOGDOROCHA: DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA: Comemora-se hoje o Dia Mundial da Fotografia. Tenho vários amigos fotógrafos profissionais e amadores; todos se renderam as digitais. A f...
sábado, 17 de agosto de 2013
O BODE CASTELO (CHEIROSO) – O MASCOTE DOS GIMNASIANOS
A Semana da Pátria está
chegando e, nada mais justo do que homenagear um ilustre animal que, na década
de 60 era muito querido e amado pelos alunos do Colégio Estadual do Amazonas
(os gymnasianos), pois desfilava garbosamente nos desfiles escolares – estou-me
referindo ao bode “Castelo”, também conhecido como “Cheiroso”.
Alguém pode achar estranho
em homenagear um bode, mas o “Castelo” fez história na cidade, tanto que foi
citado no livro “Gymnasianos”, do Osíris Silva – além do mais, sempre que
entramos numa rodada de conversa de antigos estudantes daquele colégio, sempre
o seu nome é lembrado, sendo motivo de muitas gargalhadas.
O nome “Castelo” foi dado
em decorrência da “fachada de uma casa nobre” ser o símbolo maior daquela
famosa instituição de ensino e, “Cheiroso”, porque gostava de tomar toda semana
um banho completo, com direito a um perfume para tirar aquela inhaca
característica dos caprinos.
Mas afinal, o que é um
bode – segundo a kiwiquipédia “O bode é o
macho da cabra, possui barba e chifre, emite um som chamado de “balido” – é um
pequeno ruminante que foi domesticado por volta de 7.000 a.C. no Oriente Médio,
possuindo uma resistência natural e capacidade de adaptação a condições
extremas, chegando a viver por mais de vinte anos”.
Segundo o meu xará, o José
Rocha (Presidente da Associação dos Amigos da Praça da Polícia), o Castelo veio
ainda cabrito (neném) para o Estadual – o seu antigo dono, um senhor que
possuía um barco regional que fazia linha para o Careiro e abastecia Manaus de
leite “in natura” – certa vez, foi levar um barril do precioso liquido branco para
a cantina do colégio e, em sua companhia, trouxe o pequeno Castelo – foi
adotado de imediato pelos estudantes e pelo Senhor Henrique (um bedel que
morava no colégio), ficando por lá por toda a sua vida, alguns dizem que ele
chegou aos trinta anos de idade.
O José Rocha, o Amazonino
Mendes e o irmão do Robério Braga (todos ginasianos), gostavam de levar, as
sextas-feiras, o Castelo ao Bar do Jaú (um boteco frequentado pelos pés
inchados), na Avenida Getúlio Vargas, ao lado do Cine Polytheama – eles davam
para o animal uma mistura de groselha com cachaça, com direito a tira gosto de
polpa de coco maduro - pior de tudo, o Cheiroso gostava da birita, tomava todas e ainda lambia os beiços!
Cresceu junto com os
estudantes, tinha até uma sala exclusiva que ficava embaixo da escada que dava
acesso ao andar superior – comia do bom e do melhor, tornando-se o mascote nos
desfiles escolares – deixava as pessoas pegarem nos seus chifres e alisarem a
sua pelagem – quando alguém, inadvertidamente, pegava no seu bigode, ele ficava
invocado e, preparava logo uma chifrada certeira.
O Colégio Amazonense D.
Pedro II, conhecido como “Estadual” foi construído em 1886 e, ficou famoso pelo
rigor no ensino, com acesso somente a estudantes com capacidade intelectual
acima da média, possuindo nos seus quadros professores de altíssimo gabarito,
formando várias gerações, na qual a grande maioria se destacou na política,
economia, administração, medicina e no campo intelectual do Estado do Amazonas.
O colégio possuía a Banda
de Música (fanfarra) melhor de Manaus, vestiam-se a caráter, nos moldes dos
colégios militares brasileiros – nos desfiles da Semana da Pátria, o palco era
a Avenida Eduardo Ribeiro e, o mais esperado e aplaudido de todos, era o famoso
Bode Castelo – ela ficava todo garboso em sua farda oficial, desfilava igual à
cadência de um militar – gostava de acompanhar o comandante da banda, o estudante
Marcus Barros (atual médico e político).
Conversei com o Geraldo Bonates
(o GB, antigo servidor da Sefaz e atual radialista da Rádio Rio Mar), foi meu
vizinho da Vila Paraíso (Avenida Getúlio Vargas), ele é filho do bedel Henrique
– vai me conseguir emprestado um exemplar do livro “Gymnasianos”, do escritor
Osíris Silva, pois a primeira edição foi rapidamente esgotada – será possível
aumentar mais a postagem, pois ele escreveu sobre o Bode Castelo.
Quando saía com a
rapaziada para passear, comia de tudo pela rua, não dispensava nada, detonava
fósforos, baganas de cigarros, plantas, jornais, livros, frutas, ou seja, o que
ele encontrava pela frente, não fazia cerimônia, dava sopa, ele comia, era uma
draga!
Segundo o “Miudinho”, um frequentador do Bar Caldeira e apreciador de uma boa potoca – falou e disse
que, certa vez, ele e outros estudantes o levaram ao Mercado Municipal Adolpho
Lisboa – o Castelo rasgou um paneiro de farinha seca e comeu até o último grão,
depois, ficou numa secura danada, tomou uns dois litros de água do Rio Negro, o
coitado do Cheiroso ficou quase igual à Dona Redonda (da novela Saramandaia) e,
explodiu! Morreu aos trinta anos o mascote dos ginasianos! Selva, Bode Castelo!
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A NOSSA PRAIA DA PONTA NEGRA
Domingo, 11 de Agosto de
2013, comemoração do “Dia dos Pais”, nada melhor do que passear no calçadão da
praia com os filhos e netos – num dado momento voltei ao passado, entrei no
túnel do tempo e, parei em meados da década de 1960 – estava ali com o meu pai
- ele papeando com os amigos e detonando uns “gorós” e, eu um curumim, correndo
e pulando dentro da água gostosa do Rio Negro – era tudo de bom.
Depois de muita onda (ou
marola) na praia, íamos “forrar o bucho” no restaurante de palha que pertencia
ao Senhor Milton, um negão que mandava e desmandava na praia, botava moral em
que se atrevesse a vender bebidas ou qualquer tipo de alimentos, ele reinava
absoluto (se achava o dono praia, pode!) – era brabo, mas, era amigo do papai
e, nos tratava muito bem e servia um jaraqui com baião de dois da melhor
qualidade.
Ao completar dezoito anos,
comecei a frequentar a praia, sozinho ou em companhia dos meus amigos – a onda
era botar pra cima da mulherada, jogar voleibol e pelada, tocar violão, cantar
e tomar uma batida de “Leite de Tigre” ou o manjado “Cuba Libre”.
Passar o réveillon na
praia era obrigatório para a rapaziada, eu não perdia um – ficava amanhecido,
saindo de lá apenas quando o Sol estava a pino – voltava para casa todo sujo,
com arreia até na tampa, ressaca braba e com aquela cara de anteontem – pelo
menos nesse dia eu não levava bronca do meu velho, pois era ano novo, o dia da
paz mundial e, ele, respeitava - bom pra mim, é claro!
Certa vez, logo ao chegar à
praia, sai corrente em disparada e dei “salto mortal”, dei com a cabeça numa
pedra submersa, abrindo um rombo no meu couro cabeludo – fui colocado dentro de
um taxi, passei em casa, peguei grana e fui para o Pronto Socorro do Hospital
de Santa Casa de Misericórdia, perdi a conta de quantos pontos eu levei –
fiquei de molho por uns seis meses, depois, comecei tudo de novo! Eu, hein!
Tempo depois, comprei um
fusca de placa ZD-1307, safra 1975, era “inteirão” e, tudo mudou a partir de
então - foi muito onda, mano, pense! Ai se meu fusca falasse! A pedida era
passar a noite na “Prainha” (no início da Praia da Ponta Negra) com as gatinhas
tipo “Caboca Gasolina”.
Comecei a namorar para
casar, todos os finais de semana estava na praia com a amada, numa dessas,
avancei o sinal e, tive que casar as pressas, pois a mulher embuchou – acabou a
moleza e as ondas na Praia de Ponta Negra! Sem chance!
Pois é, mano velho, o
tempo passou rapidinho, acordei e voltei ao presente - o meu filho mais velho,
o Alexandre já está com 32 anos, a Adriana com 31 e, nos Dias dos Pais, reunimos
com os meus netos, o Victor, de três anos, a Duda, que vai fazer 4, no dia 7 de
Setembro (Dia da Pátria), para curtirmos em novo estilo, as três gerações de
manauaras, na nossa Praia da Ponta Negra! É isso ai.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS
BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS: Foi inaugurado em 1927, na administração do prefeito nomeado José Francisco de Araújo Lima (autor de Amazônia – A Terra e o Hom...
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: A MANAUS DOS NOSSOS SONHOS
BLOGDOROCHA: A MANAUS DOS NOSSOS SONHOS: A bela Manaus do início do século passado, conhecido mundo afora como a “Paris dos Trópicos”, foi parcialmente destruída; pelas fotos antig...
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
BAR CALDEIRA - HOMENAGEM AO ZÉ DA MANOLA
Um grupos de amigos, a sua grande maioria composta de músicos, resolveram fazer uma homenagem ao saudoso cavaquista Zé da Manola, no Bar Caldeira, situado no centro antigo
terça-feira, 6 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: MARINA DO DAVI
BLOGDOROCHA: MARINA DO DAVI: Para as pessoas que não conhecem a Marina do Davi, este é um local estratégico para a mobilidade intermodal na cidade. É um dos pri...
sábado, 3 de agosto de 2013
BLOGDOROCHA: CIRANDA DE MANACAPURU
BLOGDOROCHA: CIRANDA DE MANACAPURU: Manacapuru, cidade próxima a Manaus, faz parte da Região Metropolitana de Manaus, conhecida por “Princesinha do Solimões”; no mês de agosto ...
CICLISTA FOI ATROPELADO PELO AUTO DE CHAPA 3476
"Ontem às 17 horas, na Avenida Sete de Setembro, em frente ao Palácio Rio Negro, o auto de chapa n. 3476 dirigido pelo motorista Américo da Costa, atropelou o ciclista Nilton Pontes de Abreu,filho de João da Costa de Abreu e de Deusalina Alves de Abreu, amazonense, com 15 anos de idade, estudante, residente a Rua Visconde de Porto Alegre n. 327 (Vila Pudico), casa 28. A vítima, que sofreu escoriações generalizadas, foi medicada no SAMDU e em seguida recolhida a sua residência, sendo o fato anotado na Delegacia de Trânsito, onde foi instaurado o competente inquérito"
Este fato ocorreu em 1964, portanto, faz 49 anos. Mas o que tem a ver com a nossa Manaus atual? O lance é o seguinte: Manaus era um ovo naquela época, terminava no Boulevard Amazonas e, o Balneário do Parque Dez (em frente ao Detram) era o “fim do mundo”, existiam poucos automóveis nas ruas, mas, o desrespeito aos ciclistas era um fato, como ainda é hoje.
O governado do Amazonas, o paulista Omar Aziz, jurou de pés juntos que, iria cuidar com carinho das ciclovias, passados um ano e meio e, nada vez! Parece que acordou com os barulhos das ruas e, prepara um plano para efetivar o que prometeu.
Enquanto não sai do papel, os ciclistas manauaras continuam sendo acidentados, alguns de maneira fatal, tão como acontecia em 1964! Pedala Manaus!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=673169526044609&set=a.100657126629188.1324.100000547031730&type=1&theater
Assinar:
Postagens (Atom)










