sábado, 9 de julho de 2011
BLOGDOROCHA: OBELISCO EM HOMENAGEM A CIDADE DE MANAUS
BLOGDOROCHA: OBELISCO EM HOMENAGEM A CIDADE DE MANAUS: "Existem alguns aspectos da nossa cidade que, com o tempo, perde o seu significado, ninguém dar mais valor, as pessoas passam por perto e nã..."
AMAZONAS (CHICO DA SILVA)
Eu amo esse rio da selva
Nas suas restingas, meus olhos passeiam
O meu sangue nasce de suas entranhas
E nos seus mistérios, meus olhos vagueiam
E de suas águas sai meu alimento
Vida, fauna, flora, é meu sacramento
Filho desta terra, da cor morenês
Este sol moreno queimou minha tez
Cabocla cheirosa, caboclo guerreiro
Cunhantã viçosa, curumim sapeca
Eu amo estas coisas tão puras, tão minhas
Gostosa farinha no caldo do peixe
Do banzeiro a canção
E o mais farto verão
Tudo isso me faz com que eu não te deixe
Amazonas, Amazonas, meu amor!
Foto: J. Martins Rocha
Foto: J. Martins Rocha
sexta-feira, 8 de julho de 2011
IMPORTADORA SOUZA ARNAUD
Ao longo da minha vida profissional, passei até o momento por seis empresas, no entanto, a que mais marcou a minha vida foi a “Importadora Souza Arnaud”, foram seis anos de uma excelente convivência com os meus pares e com os proprietários.
Os negócios dessa empresa tiveram início com o patriarca Euclydes de Souza Lima, com a revenda de automóveis DKW (comprada anos depois pela VW), ele possuia muitos imóvies em Manaus, incluindo muitos terrenos no V-8 (atual Avenida Efigênio Sales).
O negócio sempre foi familiar, com o falecimento do pai, os filhos Douglas de Souza Lima e James de Souza Lima, juntamente com as esposas Anabela de Souza Lima e Celeste de Souza Lima, levaram a frente os negócios da família.
Na década de setenta, eles chegaram a formar um grupo sólido, composto pela Importadora Souza Arnaud, com catorze filiais em Manaus, Manacapuru e Belém do Pará; duas lojas de revendas de automóveis da Volkswagen, a Mavel e o Posto Sete; fazendas de gado “Souza Lima”; um estaleiro, a Estaman e, lojas de importados conhecida como Importique.
A matriz ficava na Rua Marechal Deodoro, um prédio de três andares, com uma loja no térreo e a administração nos andares superiores. Eles trabalhavam com móveis em geral e a linha branca (fogões, geladeiras, etc.), motores de centro da marca “Yanmar”, motores de popa da “Yamaha”, artigos importados, partes e peças de reposição.
Eles possuíam uma administração impecável, com profissionais altamente qualificados, além de terem um CPD (Centro de Processamento de Dados), composto de um computador “monstro” conhecido como IBM/3, poucas empresas do comércio detinham essa tecnologia.
A minha entrada nessa empresa foi a convite do meu amigo Lázaro Castro (ele era casado com a Lúcia Bitar, a sua família era muita amiga da nossa), na época, eu trabalhava para as empresas da família Braga (João, Carlos e Ernesto Braga). Ainda muito jovem fui ser chefe de importação de uma grande empresa, apesar de alguns pesares, consegui dar conta do recado.
Lá aconteceram muitas coisas boas para mim, conheci a Nazaré Soares, casei e foi a mãe dos meus filhos; entrei na faculdade e conseguir me formar em Administração de Empresas, o meu Estágio Supervisionado foi lá; consegui com o meu trabalho comprar o meu primeiro carro e o meu apartamento, também fui presidente da associação dos funcionários, a Arsa (fiz uma postagem a respeito: http://jmartinsrocha.blogspot.com/2008/12/arsa-associao-recreativa-dos.html.
Já se passaram trinta anos, lembro de todos os meus colegas de trabalho, alguns já não lembro mais o nome, os que permanecem na minha mente são o seguintes: Jorge Cordeiro, Adelson Cordeiro, Bosco Cordeiro, Conceição Kramer, Sebastiana, Cabralzinho, José Carlos, Agenor Braga, Cleidir, Antonio Folhadela, Domingos, Reis, Celina, Sildete, João Lambança, Gricelda, Antonio da Contabilidade, Carlos Pernambuco, Melo, Nobre, Plínio, Joãozinho, Raimundinho e o Compadre Alberto.
As maiorias das empresas familiares passam por sérios problemas na terceira geração, o Souza Arnaud não foi diferente, houve brigas entres os parentes, a empresa passou por apertos financeiros, tiveram que fechar as lojas e, repartiram a sociedade, poucos anos depois, todas as empresas foram vendidas para terceiros. Tudo o que foi bom um dia, acabou de vez!
Ainda guardo muitas boas lembranças e, esta postagem é dedicada a todos os funcionários da Importadora Souza Arnaud. É isso ai.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
BLOGDOROCHA: TACACÁ DE MANAUS
BLOGDOROCHA: TACACÁ DE MANAUS: "O Tacacá está para o nortista, assim como o Chimarrão está para o sulista. Por incrível que pareça, somente em escrever a respeito, sinto i..."
BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS
BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS: "Foi inaugurado em 1927, na administração do prefeito nomeado José Francisco de Araújo Lima (autor de Amazônia – A Terra e o Homem). O me..."
COLÉGIO SANTA DOROTÉIA DE MANAUS
No ano passado, exatamente no dia 07 de Outubro, este colégio comemorou o seu centenário, fruto de um trabalho pioneiro de um grupo de Irmãs Dorotéias, vindo de além-mar para implantar em Manaus, um colégio voltado para os ensinamentos da Santa Paula Frassinetti (fundadora da Congregação das Irmãs Dorotéias, a 12 de Agosto de 1834, em Quinto AL Mare, Itália) “A instrução moral é necessária, mas deve estar unida à prática, porque, do contrário, saberão falar da virtude, mas não a saberão praticar”.
Atendendo aos inúmeros pedidos do Bispo do Amazonas, Dom José Lourenço de Aguiar (os restos mortais dele está na entrada da Igreja Matriz) e do seu sucessor, Dom Frederico Costa, o colégio foi fundado pela Revdma. Madre Antonieta Montani Leoni, com a ajuda das Irmãs, Madre Maria das Dores Lira, Madre das Dores Wanderley, Madre Sofia Gomes e as das Irmãs Joana Krismancie e Romilda Caiani.
O primeiro endereço do colégio foi na Rua Dez de Junho, nas casas de números 239 e 241 (em frente do Hospital da Santa Casa de Misericórdia). No ano seguinte, transferiram-se para o atual prédio da Avenida Joaquim Nabuco, no. 1.097.
Este colégio é histórico, pois foi a primeira instituição de ensino privado no Estado do Amazonas, tendo por base em priorizar a educação de seus alunos nos valores ético-cristãos.
Possui como princípios: a presença da religiosidade na vida do aluno; a realização de projetos sociais; o envolvimento da família no processo educativo; o exercício da cidadania; oferecer o melhor em recursos didáticos; investimentos na área de esportes; oferecer cursos de dança e escolhinhas de esportes; dinamizar as aulas e investimentos na formação dos educadores.
Inicialmente, o colégio era aberto somente para as mulheres, depois, abriu as portas para os homens, foram anos formando gerações e gerações de jovens, hoje, eles se comunicam pelas mídias sociais, basta acessar o endereço http://www.orkut.com/CommTopics?cmm=711460 para ler no “fórum” os comentários dos atuais e antigos alunos.
No ano passado, em comemoração ao centenário do colégio, a Câmara Municipal de Manaus fez uma justa homenagem, com placas e buquês de flores, as irmãs Adamir Sampaio de Farias, Ildes Maria Lobo Mendes e Jovelina de Araújo Barreto (atual Diretora). Receberam também troféus a irmã Lucília Maria Valença de Freitas e Carmem Nóvoa da Silva, membro da Academia Amazonense de Letras, representantes do ex-alunos.
Segundo a Arquidiocese de Manaus “O Santa Dorotéia é, atualmente, um monumento em sua estrutura material e espiritual. É uma Escola Católica destinada à prestação de Serviços pedagógicos à comunidade amazonense, visando sempre à sua realidade e centrada nos valores cristãos”. É isso ai.
Fonte: Jornal do Commercio, edição de 24/10/2010
quarta-feira, 6 de julho de 2011
AVENIDA CONSTANTINO NERY

Todo o santo dia passam milhares e milhares de pessoas por esta importante avenida, todos, sem exceção, conhecem o seu nome, está na mente das pessoas que moram em Manaus, mas, praticamente uma ínfima parcela da população sabe a sua história e, da pessoa que deu o seu nome a esta via urbana.
Volta a afirmar que, não sou historiador nem pesquisador, apenas pego uma informação aqui e outra acolá e faço algumas postagens procurando resgatar de uma forma bem simplória a história da nossa cidade. Então, vamos lá!
O nosso respeitado Carlos Zamith, no seu blog “BAUVELHO”, fez uma relato minucioso da história dessa avenida. Segundo ele, a denominação oficial foi por força da Lei no. 426, de 30/11/1905, no entanto, ela foi mudada algumas vezes, chegou a chamar-se Avenida João Coelho (em homenagem ao governador do Pará, Dr. João Antônio Luiz Coelho) e Avenida Olavo Bilac (poeta brasileiro e fundador da Academia Brasileira de Letras).
Mas, afinal, quem foi Antônio Constantino Nery? Segundo os historiadores, ele nasceu na Vila de Coari, Amazonas, em 08/12/1859, filho de Silvério Nery e Maria Antony Nery, foi militar, engenheiro, governador do Amazonas (1904 a 1907) e Senador da República (1901 a 1904), escreveu “A quarta expedição contra canudos: cem léguas através do sertão, de Aracaju e Queimadas, via Canudos para Barbosa, 1898.
Membros da sua família tinham um peso político muito grande na cidade de Manaus e no Estado do Amazonas, tanto que além do Constantino Nery, foram governadores o Silvério José Nery (1900-1903), Júlio José da Silva Nery (1946) e Paulo Pinto Nery, governador de 1982 a 1983 e Prefeito, no período de 1965 a 1972.
O Constantino Nery construiu a Penitenciária (na Avenida Sete de Setembro) e a Biblioteca Pública. Não chegou a terminar o seu mandato, ele e o seu vice saíram do Poder alegando problemas de saúde, no seu lugar, assumiu o Affonso de Carvalho (1907 a 1908).
E a Avenida Constantino Nery? Sem sombra de dúvida, é considerada uma das mais importantes vias de Manaus, ela começa na Avenida Torquato Tapajós, no bairro de Flores, ligando a Zona Oeste da cidade até o centro histórico. Foi duplicada em 2004, recebeu uma pista especial para circular os ônibus “Expresso”; ganhou passagens de nível e viadutos, porém, não está aguentando o pesado fluxo de veículos, tanto que estão querendo implantar o “Sistema Binário”, ficando mão única no sentido bairro-centro, na tentativa de amenizar na hora do “rush”.
Ela é uma via tão importante para a nossa cidade que, os homens do governo desejam a todo custo implantar o famigerado “Monotrilho”, um projeto caríssimo que irá cortar a avenida em toda a sua extensão.
Antigamente, na Avenida Constantino Nery ficavam os mais famosos “Randez Vous” (puteiros) de manaus, conhecidos como “Verônica” (atual Shopping Millennium) e “Shangri-lá (entre o Bosque e o Conj. dos Jornalistas); passava por lá a linha de Bonde “Flores”, com 24 viagens diárias; os balneários de águas límpidas do Igarapé do Mindu; a “Chácara do Pensador”, pertencia ao governador Eduardo Ribeiro (atual Hospital Psiquiátrico); o clube dos ingleses (atual Bosque Clube); a Chácara dos Nery (atual Conjunto Parque dos Ingleses); a Fábrica Papaguara; a Usina Alegria (atual Centro Educacional Literatus); o tradicional Olímpico Clube; a Maromba; o famoso “Alonso Bar” e outros mais.
Atualmente, a Avenida possui um comércio intenso de revenda de veículos novos; vários colégios e faculdades; alguns postos de gasolina; muitas igrejas católicas e evangélicas; padarias; bares, lanchonetes e restaurantes; conjuntos habitacionais; abriga o Parque dos Bilhares; em construção a “Arena da Amazônia”, tendo em vista a Copa de 2014; hospitais e clínicas médicas; shopping Center e muitos mais.
Para finalizar, confesso que tenho um carinho muito especial por esta avenida, pois, foi onde os meus filhos e netos nasceram (Conjunto dos Jornalistas), além de ser histórica, possui uma importância enorme para os manauenses. É isso.
terça-feira, 5 de julho de 2011
MÁRIO YPIRANGA POR ELE MESMO
“Não fui um menino criado à barra da mamãe, mas meu pai severamente controlava minhas andanças pelos descaminhos do mundo, a fim de evitar que me acontecesse o mesmo mal que entanguia de ócio a muitos garotos da minha idade, inutilizados desde cedo para o curso de humanidades.
Eu fui cidadão do mundo aos sete aos de idade, solicitado para figurar em pastorinhas, clubes carnavalescos, festinhas escolares, e algumas vezes também ameaçadas nas escolas, pelas pofessoras tolerantes, de bater na marinha. Meu pai me estimulava o gênio competitivo, dava-me versos para decorar e dizer nas ocasiões oportunas, e ainda hoje de alguns deles me lembro perfeitamente. Cantava. Sabia cantarolar e não esqueci as cançonetas alegres e as modinhas de há setenta anos com que alegrava reuniões familiares e escolares. Fui presidente da Escola Dominical, eu que não era batista, nem a família, mas meu pai achava que eu estava bem indo ajudar a louvar a Deus. Impressionante é que por essa época era eu pajem de Santo Antônio na Igreja de São Sebastião, frequentada por minha mãe católica praticante. Como se vê, desde menino eu já acendia vela a Deus e outra ao diabo, pois dizem ser eu o diabo em figura gente.
Aos onze anos andava de escoteiro, na Legião Amazonense de Escoteiros do Instituto Universitário Amazonense. Muita gente admirava-se da minha audácia, sair às quatro da madrugada do bairro dos Tocos (Aparecida) para a sede da Legião, sozinho e a pé.
O primeiro grande périplo que fiz foi aos onze anos de idade, como passageiro de um regatão de quatro faias, para Itaquatiara, para mim o fim do mundo... Talvez essa viagem e mais outra ao rio Mapiá influenciassem as minhas inclinações históricas para o livro que escrevi – O Regatão.
Mas foi no Ginásio Amazonense (Colégio Estadual D. Pedro II) que as minhas talvez encubadas reservas de simpatia pelas línguas, história, geografia e literatura aflorassem com ímpeto decisivo, pois foi ali naquele ninho de poetas adolescentes, de pintores, teatrólogos, caricaturistas, cientistas bisonhos, revolucionários, que iniciei, à altura de 1927, a publicação de jornais estudantis, a princípio manuscritos, depois datilografados e por fim impressos. O meu espírito polêmico alvorecia naqueles ímpetos juvenis, a par dos primeiros versos românticos e dos primeiros contos regionais. Valorizar a terra foi sempre o meu objetivo, e para tanto empenho busquei primeiramente a experiência dos meus ancestrais cabocos.
Deixando o Ginásio em 1930, após o entrevero político que deu a nós ginasianos a glória de havermos sido os pioneiros no deflagrar a guerra contra o regime do Dr. Washington Luís, a política dos homens me desencantou. Arribei com armas e bagagens para os rios Negro e Branco, por onde perambulei cerca de dois anos a catar subsídios para contos e crônicas. Regressando, entrei de bolsos vazios e com espírito referto de entusiasmo pelas tradições antigas numa indeclinável perspectiva de resgate do passado heróico da minha gente. Tive os meus altos e baixos, minhas querelas rompantes, meus deságios intransigentes, minha decepções e triunfos, porém a dura e inamolgável carapaça filosófica que enverguei me supria de bastante indiferença para os derrapamentos.
Minha primeira polêmica, à altura de 1923 ou 33, foi contra um cidadão português, metido a poeta, tipógrafo do jornal União Portuguesa. Ele havia saído de gênio, utilizado num plágio indecente os versos de Menotti Del Picchia, do poemeto “As máscaras”. De lá para cá, se acentuou mais o meu faro para os plágios, dos meus livros, principalmente, muito visado pela mediocridade presunçosa. Guardo, com usura, o galeão de provas corrigidas por mim, daquela polêmica arrasadora. Meus livros têm sido pilhados descaradamente, mas tenho reagido contra a desfaçatez, denunciando os lunfas.
Aos oitenta e um anos de idade eu posso orgulhar-me de haver dado às gerações futuras bastantes subsídios para a história da cultura da minha terra, pois cerca de quarenta obras já constituem razoável patrimônio histórico-literário que honram o exercício da minha profissão de professor e historiador”.
Fonte: Negritude e Modernidade, 1990
Mário Ypiranga Monteiro (23/01/1909-08/07/2004)
Nascem em Manaus, foi advogado, escritor, professor, pesquisador do INPA,bolsista do Instituto Histórido Ultramarino (Portugal),professor de Geografia Geral, no Colégio Estadual,professor da Faculdade de Filosofia, Ciencias Sociais e Letras da Universidade do Amazonas, participou da Ordem dos Advogados do Brasil, do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, da Academia Amazonense de Letras e da National Geographic. Algumas de suas obras: In memoriam de Cid Lins/Aspectos evolutivos da Língua Nacional/ O Aguadeiro/O espião do Rei/Quarta Orbis Pars/Cristóvão Colombo/O complexo gravidez-parto e suas conseqüências/A capitania de São José do Rio Negro/Memória sobre a cerâmica popular do Manaquiri, ilustrado/ O regatão/Alimentos preparados á base da mandioca/Prêmio Sílvio Romero de 1962/O sacado/Roteiro do Folclore Amazônico/Antropogeografia do guaraná/Ceramografia amazônica/Revista de Antropologia do Ceará/Teatro Amazonas/Folclore da Maconha/A Catedral Metropolitana de Manaus/ Roteiro Histórico de Manaus/História do monumento da praça de São Sebastião/Fatos da Literatura Amazonense/História da Cultura Amazonense/Fases da Literatura Amazonense/Danças folclóricas singulares do Amazonas/Síntese histórica da Polícia Militar de Manaus/Dona Ausente/História do monumento á Província do Amazonas/Elogio sentimental dos bichos amazônicos/Carros e carroças de bois/Cultos de santos e festas profano-religiosas/Gotas de sangue/Notas sobre a Imprensa Oficial do Estado/Elogio do lixo/A renúncia do Dr. Fileto Pires Ferreira/Um livro nocivo/Cinopopéia ou a Vida airada de McGregor/A Ceia dos Cozinheiros/Memória sobre o Aeroclube do Amazonas/Negritude e Modernidade/Fundação de Manaus/A expressão da verdade/Cobra Grande/Mocidade viril/ Dalila. Mimo/O Tigreiro/Teatro Amazonas (4 vol)/História da Cultura Amazonense. Ele deixou para a posteridade mais de duzentas obras, sendo 16 delas inéditas.
domingo, 3 de julho de 2011
FORTE DE SÃO JOSÉ DA BARRA DO RIO NEGRO
Este é um prospecto (vista de frente) e, constitui-se no único registro visual conhecido, data de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alemão João André Schwebel, quando por aqui passou, fazendo parte da comitiva do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, vindos de Belém em direção a Mariuá (Barcelos) - o local foi onde teve inicio a cidade Manaus, mostra o forte e algumas casas de palha ao seu redor, além de uma pequena igreja; com a seta da flexa para a direita (descida das águas) indicando que a cidade fica na margem esquerda do Rio Negro -, segundo os historiadores, ele recebeu várias denominações, foi chamado de Forte de São José da Barra do Rio Negro, Fortim de São José, Forte do Rio Negro, Fortaleza de São José do Rio Negro e Fortaleza do Rio Negro.
O Sargento-Mor Pedro da Costa Favela, um temido matador de índios, fez várias viagens pelo Rio Negro, chegando até o a aldeia dos Tarumãs - relatou a suas viagens ao governador do Maranhão e Grão-Pará, o Albuquerque Coelho de Carvalho – este ficou sensibilizado com os seus argumentos: era preciso controlar o movimento da mão-de-obra escrava (índios) e das drogas do sertão, atentar para os holandeses que estavam confinados em Suriname (ex-Guiana Holandesa), com os quais os índios do Rio Negro mantinham um relacionamento amistoso.
Os estudiosos afirmam que a data da sua construção foi em 1669, a obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão, com a sua morte, a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697 - o local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e a sete milhas da sua foz, num local aprazível, numa elevação a 44,9 metros do nível do mar.
Os estudiosos afirmam que a data da sua construção foi em 1669, a obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão, com a sua morte, a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697 - o local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e a sete milhas da sua foz, num local aprazível, numa elevação a 44,9 metros do nível do mar.
A planta do forte era no formato de um polígono quadrangular (figura que determina a forma geral de uma praça de guerra), sem fosso, estava artilhado com quatro peças de calibres 3 e 1, contando com uma guarnição de 270 homens, tendo como primeiro comandante o Capitão Ângelo de Barros - era muito pequeno e, segundo alguns, não merecia o nome pomposo de fortaleza.
Foi desarmado em 1783, perdeu importância tática e, em 1823 (154 anos depois), o vigário-geral José Maria Coelho descreveu a fortaleza como um quadrado quase perfeito, com paredes bastante grossas e de altura equivalente a dois homens, estava destituída de artilharia e tinha apenas duas peças de bronze e ferro.
No ano de 1875 foi abandonado, virou ruínas dizem que parte do material foi destinado para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade, na Praça D. Pedro II), no seu lugar, foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, o prédio permanece intacto até os dias de hoje, está sendo reformado para abrigar a "Casa de Leitura Thiago de Melo".
No ano de 1875 foi abandonado, virou ruínas dizem que parte do material foi destinado para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade, na Praça D. Pedro II), no seu lugar, foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, o prédio permanece intacto até os dias de hoje, está sendo reformado para abrigar a "Casa de Leitura Thiago de Melo".
Recentemente, foram feitas escavações no local chamado “Casas da Boothline”, comenta-se que apareceram vestígios do forte e, que o IPHAN junto com outros órgãos federais, conseguiram embargar a obra, mandaram aterrar para evitar a presença de curiosos e depredações do que restou da nossa memória.
Com a revitalização daquele local, espera-se que parte do forte seja mostrado ao público (caso exista, realmente), afinal, naquela área é o berço da cidade de Manaus. É isso.
Fonte:
Garcia, Etelvina. Amazonas, Notícias da História:
período colonial. – Manaus, Norma Ed. 2005.
Foto modificada: J. Martins Rocha
IGREJA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES
Localiza-se na Rua 27, numero 1141, Zona Centro-Sul, no bairro de Parque Dez, sob o comando do pároco Francisco Paulo Pinto. Ficou famosa com a realização do “Terço dos Homens”, o primeiro em Manaus, a resgatar os homens que estavam longe da igreja e, reuni-los para a pratica semanal da oração em grupo, o evente teve origem no "Movimento Apostólico de Schoenstatt", fundado pelo Padre José Kentenich, em 18 nde Outubro de 1914, na cidade de Schoensatt, na Alemanha. Nossa Senhora de Lourdes é o nome usado para se referir à aparição mariana que teria sido presenciada por várias pessoas em ocasiões distintas, em torno de Lourdes, na França.
Foto J. Martins Rocha
Foto J. Martins Rocha
sábado, 2 de julho de 2011
BLOGDOROCHA: ZÉ MUNDÃO DANDO UM ROLÉ PELAS RUAS MANAUS NUM PUMA...
BLOGDOROCHA: ZÉ MUNDÃO DANDO UM ROLÉ PELAS RUAS MANAUS NUM PUMA...: "O nosso famoso Zé Mundão, sempre foi um cara fissurado por carros, tinha como desejo de consumo, um conversível pertencente a um amigo “filh..."
sexta-feira, 1 de julho de 2011
OS PERCALÇOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Ao abrir os nossos e-mails nos deparamos com uma enxurrada de “spam” e outras coisas imprestáveis, no geral, aproveitamos apenas um terço do que nos é enviado. Na Net circulam muitas coisas boas e ruins, que são repassadas para milhares de pessoas, fazendo uma enorme corrente, dias desses, recebi uma mensagem importante no meio de muito lixo da minha caixa postal eletrônica, foi enviado pelo meu amigo Eduardo Braga Reis (Duda), comenta sobre um desabafo de um empresário que ajuda os seus colaboradores no pagamento das mensalidades das suas faculdades, no entanto, ele está sendo penalizado pelo INSS, o mesmo entendeu que educação é salário indireto
Eis o desabafo do empresário Silvino Geremia:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei.
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor em si, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes. O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado. E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade”.
Realmente, a educação no nosso país não é levada a sério pelas autoridades governamentais. Somente para exemplificar: no governo do Collor, um empresário paulista faliu em decorrências das políticas econômicas adotadas pelo executivo, ele e a esposa foram para o Japão, em busca de emprego numa empresa automobilística, chegando lá, passaram por uma triagem, o marido foi encaminhado para o setor de descarga de carros, para tirar a rebarba das soldas, mesmo tendo um título de engenheiro no Brasil, ganhando dois mil e quinhentos dólares por mês, enquanto, a sua esposa, formada em pedagogia, foi reverenciada pelos japoneses, foi ser diretora da escola dos filhos dos trabalhadores brasileiros, com um salário inicial de cinco mil dólares (ela ganhava três salários mínimos no Brasil), demonstrando o quanto eles tem respeito pela educação.
Enquanto isso, o Brasil ficou em 88º. lugar no ranking mundial de educação, elaborado pela Unesco. Segundo os professores da UnB as causas foram em decorrência do numero elevado de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do numero de professores, além da baixa formação dos docentes e da demora por parte do governo para dar prioridade à área.
Enquanto os nossos políticos aprovam uma lei esdrúxula que permite um empresário ser penalizado pelo INSS, o ensino brasileiro fica atrás de nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
DIÁRIO DE VIAGEM
Para quem tem bala na agulha, pode usufruir das suas férias em lugares exuberantes, viajar para Orlando, Miami e Paris; curtir as praias de Salvador, Fortaleza e até mesmo de Alter do Chão, em Santarém; alguns preferem pegar a estrada e ir até a Isla de Margarita, na Venezuela (destino preferido pelos amazonenses); agora, a turma da lisura, na qual me incluo, o único jeito de viajar é pegar um barco regional e curtir as férias no interior do nosso Amazonas, vale a pena conhecer Maués, Novo Airão, Barcelos, Figueiredo, São Gabriel da Cachoeira, Parintins, dentre outros - este ano o diário de viagem é de Parintins.
Comprei um pacote, com direito a ida e volta, dormir com segurança no barco, som ao vivo, et cetara e tal. Fiquei empolgado, pois segundo o vendedor, o barco era imenso, com capacidade para duas mil pessoas, feito todo de ferro, com equipamentos dos mais modernos da indústria naval – sempre a gente cai no papo do vendedor, eles prometem mil maravilhas, tudo do bom e do melhor, quando chega a hora do vamos ver, tudo muda de figura.
Quinta-Feira:
Cheguei bem cedinho para “esticar a minha baladeira”, fui até o “Catamarã Rondônia”, um tipo de embarcação de passeio com dois cascos esguios, ele é considerado o maior navio do baixo Amazonas, estava aportado na famosa e abandonada “Manaus Moderna”.
No meio daquela “muvuca” encontrei o meu “brother” jornalista Jersey Nazareno, ele estava fazendo uma matéria para o “Blogdafloresta”, fez questão de me acompanhar até a embarcação, tirou várias fotos e, achou muita graça da minha cara, pois eu não tinha nem um pouco de jeito para amarar a rede, apesar de eu ser um caboclo da beira do rio, ainda bem que eu escolhi um lugar bacana, bem longe dos sanitários - não sou doido de ficar cheirando merda a viagem toda!
O dia prometia muito, pela primeira vez na minha vida, tomei um café da manhã bem diferente, fui convidado pelo “Naza” para comermos “Jaraqui Frito” com feijão, arroz, farinha grossa, pimenta murupi, tucupi e bastante guaraná Baré (êta ressaca brava!). No navio, recebi uma pulseira de identificação na cor vermelha, sacanagem dos caras, não colou muito com a minha indumentária, pois estava todo de azul e branco, na cor do meu boi Caprichoso, não ficou nada legal aquele negócio vermelho no meu punho esquerdo, com a cor do “contrário”, por questão de segurança, tive que engolir essa na viagem toda.
Entrei para valer no barco antes da três horas, uma hora antes da hora prevista para zarpar, fiz a minha parte, mas, uma parcela deixou para a última hora, foi um corre-corre danado, o barco pegou gente no Rodoway, parou várias vezes no meio do rio para receber os retardatários, conseguimos sair “dos vera” somente às seis da tarde. Quando estávamos curtindo aquele vento “paidégua”, paramos na primeira inspeção da Marinha do Brasil – desceu todo mundo, primeiros as mulheres, depois os homens, com os “xibius” para um lado e os “bilaus” para o outro, ficamos por duas horas em pé aguardamos a liberação do barco – mas, tudo é festa!
Passei parte da noite na área de lazer do barco, com muita cerveja e mulher bonita na área. Pense num som “escroto”, estavam se apresentando uma “banda” de péssima qualidade, a única coisa que salvava eram as dançarinas, o resto era “fuleiragem”. Peguei um “comercial” na janta, ao preço de dez pilas, a servente fez um prato com três andares, comi que nem um desgraçado, chegando a passar mal e, fui visitar pela primeira vez a privada. Antes da dez da noite resolvi dormir, simplesmente não encontrava a minha rede, fiquei perdido entre centenas delas, era gente saindo pelo ladrão, foi um sufoco total; quando a encontrei, estavam duas atadas em cima da minha, ainda bem que eram de duas beldades, já pensou você ter que aguentar a noite toda “pum” e ronco de macho, preferiria me jogar no rio!
Sexta-Feira:
Acordei de madrugada, não estava aguentando dormir direito, uma das beldades colocou os dois pés na minha cara, fui para a área de lazer, estava tudo calmo, apesar de ainda ter uma turma bebendo pesado, estavam querendo pegar o Sol com a mão. Paramos em Itacoatiara, a terra da pedra pintada, estou devendo uma visita aos amigos daquela bonita cidade. Próximo ao passadiço do barco estava um casal de idosos, a senhora lamentava muito, pois fazia muito anos que não via uma prima que mora naquela terra, entrei na conversa, para minha surpresa, ela me apresentou o seu marido, chama-se Carlos Alberto Cunha Bringel, parente do Sr. João Bringel, amigo do peito do meu pai Rochinha, quase que eu choro na hora. Passamos por Silves e Itapiranga, tinha um casal que conhecia todos os lugares que passávamos, apesar de estarmos na escuridão da noite do Rio Amazonas.
Tomei o café da manhã (pago, é claro!). Acho que caprichei no leite de vaca e ainda tomei um copázio de mugunzá, não sei o que contribuiu mais para eu correr novamente para a privada. Fiquei invocado, tudo que batia na barriga, saia pela tangente – um baixinho falou: - Toma logo uma cerveja que ela vai estancar! Dito e feito! Tomei um tanque de cerveja, peguei sol, tomei banho de chuveiro, comecei a gostar da “banda” escrota e, esqueci de almoçar o meu comercial. A barriga ficou maneira (por hora!).
Terra à vista! Apareceu ao longe a torre da Catedral da Nossa Senhora do Carmo, foi um corre-corre total, a negada em peso desatando as redes, todos iria ficar em alguma casa em Parintins, fiquei meio atordoado, pois ficaram apenas algumas pessoas em suas redes.
Fiquei na minha, coloquei a camisa do Caprichoso, tênis e bermuda, visitei o novo Porto de Parintins, deu um pulo no Mercado Municipal, tomei uma Sopa de Mocotó, passei pelo “Chapão”, entornei algumas, peguei um “Triciclo” e rumei para o “Bumbodrómo”, tirei dezenas de fotografias, tomei cervejas e, entrei na “Galera” do meu boi bumbá.
O primeiro a entrar na arena foi o Boi Garantido, eu estava cansado, sentei e adormecei, somente acordei com a “Maruja da Guerra”, curti de montão o meu boi, porém, antes de terminar a apresentação, a minha barriga começou a roncar, corri novamente para a privada, voltei mais duas vezes, não estava mais aguentando, peguei um triciclo de volta para o barco. Mano velho, o bicho pegou, mudei a minha rede para frente do sanitário, dei um nó errado, cai no chão, não cheguei a me machucar.
Sábado:
Sem chance de ser feliz! Vim de tão longe para ver o meu boi, mas, alguma coisa afetou o meu estômago, tive que passar vinte e quatro horas dentro do barco, hora em hora correndo para a privada, ainda tive febre a noite toda. Um caboclo vendo a minha situação, deu logo a receita: - Pega um copo com coca-cola e bota um sonrisal, toma de uma vez, é bater e ver! Posso ser doido, mas não sou leso! À noite, fui até a área de lazer para ver o show pirotécnico dos bois e, nada mais! Acabou o festival para mim!
Domingo:
Bem cedo, fiz um esforço e fui até a Catedral da Nossa Senhora do Carmo, fiz as minhas oraçoes, depois, subi 162 andares da torre da igreja. Liguei para os meus familiares, fui aconselhado ir a um posto médico, peguei um “MotoCar”, um novo tipo de veículo urbano que está pegando no Amazonas, fui até o Pronto Socorro Emilia Cohen, fui atendido por um médico novinho, com sotaque de sulista, nem olhou para a minha cara e foi logo detonando: - O senhor está com infecção intestinal, vai ter que tomar Bacteracin + Reidrante Oral + Buscopan. Tudo o que eu ia gastar com comidas e bebidas tive que direcionar para remédios, água mineral, frutas e papel higiênico.
Segunda-Feira:
Mais um dia torturante, o barco estava previsto sair somente às dezessete horas, passei a manhã e a tarde intercalando entre a rede e a privada. Para complicar, o meu boi perdeu! Joguei a toalha, liguei para a digníssima, peguei um ralho, mas, fui resgatado pela minha família, fui colocado num avião Embraer da Trip, viajei as oito e meia da noite para Manaus, para completar, vinha a minha frente o Tony Medeiros, Amo do Boi Garantido, o cara passou três noites sacaneando na arena com o Boi Caprichoso.
Em pleno vôo, prometi que nunca mais iria ao festival dos bois, estava enjoado de tudo aquilo, nada mais de bebidas e, viagem de férias para o interior. As minhas tinham sido literalmente uma “caga”! Pretendo nas próximas férias ir para Alter do Chão ou Fortaleza, espero não mudar de idéia e fazer todo de novo em Parintins! Eu, hein!
terça-feira, 21 de junho de 2011
NESTE ANO “EU VOU LEVANTAR A MINHA BANDEIRA”.
Para quem é do ramo, ou seja, aquela pessoa que mora ou conhece o Amazonas, sabe muito bem o significado do nome do meu texto, pois, ele foi tirado da letra de uma conhecida toada (música) do Boi Caprichoso de Parintins “Eu vou levantar a minha bandeira/E cair na brincadeira/E ninguém vai me segurar”. O pessoal do Boi Garantido também ajudou “Neste ano eu vou pra minha ilha meu amor/Vou de canoa, a pé, de bubuia, no leme da embarcação/Vou até de asa dura”. Pois é, mano velho do peito - estou pensando seriamente em ir a Partintins. Quase tudo está remando a favor, estou de férias, com um pouco de “din-din" nos bolsos e, liberação total da “Dona Encrenca”; somente o que pode dar “capim na palheta” é o estado de saúde da minha caboquinha Maria Eduarda, mas, ainda tenho tempo até quinta-feira para decidir, inclusive, estive hoje na “Manaus Moderna”, local de atracação dos barcos que partirão para Parintins, com a sua grande maioria saindo amanhã; consegui fazer uma reserva para o “Barco Catamarã Rondônia”, com saída às quatro horas da tarde de quinta-feira, este barco é todo de ferro, oferecendo mais conforto e segurança, itens não muito levados à sério pelos proprietários dos barcos regionais, feitos, na grande maioria, de madeira. Todos os barcos estão tendo uma fiscalização muito rígida por parte da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, os militares estarão com postos de fiscalização em Manaus, Itacoatiara e Parintins, além de contarem com navios, lanchas e até helicópteros da Marinha do Brasil. Quem não se adequar, vai dançar embaixo do boi! A viagem dura a noite toda, ao som de forró/brega/boi, além de muita gelada no gogó; bem cedo da manhã será servido um café regional. Depois, vale à pena ficar contemplando a nossa Amazônia, com 98% das nossas florestas preservadas, além do majestoso Rio Amazonas, o maior rio do planeta Terra. O comandante do barco vai mandar colocar na velocidade máxima, pois, eles não vão querer servir o almoço para a “cobocada”, com a previsão da chegada em Parintins para antes do meio-dia. Pela dimensão do barco, ele ficará ancorado no novo Porto de Parintins, recentemente reformado, o Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento injetou a bagatela de R$ 9,3 milhões para aumentar a sua capacidade de atracação e elevação do piso, pois a estrutura anterior foi para o fundo na grande enchente de 2009, os parintinenses chamavam de “Porto de Submarino”, é mole! Se não der certo a minha ida, ficarei na saudade, quem sabe no próximo ano, o jeito será assistir a transmissão pela TV Bandeirantes. Caso positivo, serão três dias na ilha, com inúmeras opções de lazer durante o dia, não irei dispensar andar de triciclo e moto-taxi, detonar várias “caldeirada de Bodó”, visitar a Catedral de Nossa Senhora do Carmo (para ela interceder na cura da Maria Eduarda), frequentar os Curais dos Bois Caprichoso e Garantido, passear de barco no Lago Macurany, tirar fotos da beleza dos prédios antigos e, apreciar a beleza das cunhãs-porangas (as mulheres mais bonitas) da cidade. À noite, ficarei na galera do Caprichoso e, vou levantar a minha bandeira azul e branca do meu boi do coração. Eu, hein!
domingo, 19 de junho de 2011
BLOGDOROCHA: VIAGEM DE BARCO COM UM JAPONÊS PARA ASSISTIR AO FE...
BLOGDOROCHA: VIAGEM DE BARCO COM UM JAPONÊS PARA ASSISTIR AO FE...: "Para falar a verdade, já perdi a conta das vezes em que fui a Parintins, todas, sem exceção, para brincar de boi-bumbá, com a viagem sempre..."
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