terça-feira, 12 de abril de 2011

BANQUETE DOS MENDIGOS

O jornal “A Crítica” publicou hoje, no caderno “Bem Viver”, uma matéria intitulada “Banquete dos Mendigos”, não tem nada a ver com a mendicância em Manaus, mas, um projeto multicultural idealizado pelo DJ Marcos Tubarão, a ser realizado embaixo do viaduto da Constantino Nery, em frente ao Olímpico Clube.

Com o crescimento desordenado da cidade de Manaus, urge a necessidade de se construir grandes ruas e avenidas, viadutos, passagem de níveis, túneis, enfim, equipamentos urbanos para facilitar a mobilidade urbana, no entanto, a sociedade não  dá o devido cuidado e valor ao homem, muitos ficam desempregados, desamparados, são forçados a ser pedintes e morar embaixo dos viadutos, sem acesso a cultura e outros meios. A proposta do evento é “saciar a fome de artistas e pessoas com o alimento mais universal que existe: a cultura.

A sacada do DJ Marvos Tubarão é exatamente de levar a cultura para esses desafortunados, tanto que o couvert é R$ 0,01 (opcional), para ele “A arte brota em todos os lugares que acreditam nesse veículo transformador”; já o artista plástico Tureko Beça, manda ver: “Na Galeria do Largo, levamos o grafite da rua para o lugar. Agora é o inverso, o banquete é a arte invadindo a rua”.

Participarão do banquete: Adriano Furtado, Arab & Convidados, Artur Farrapo, Black Dino & Cia, Bob Medina, Cabanos, Catraia, Conexão Zona Norte, Turenço Beça, Max Caracol, Márcia Siqueira, DJ Tubarão e Lucinha Cabral. Quem passar pelo local vai se deparar com diversos segmentos da arte, como música, criações visuais, poesia, dança, performances e publicações alternativas.

O evento será neste sábado (20/04), com início às 20h, estendendo madrugada à dentro, a não ser que a polícia militar pare na marra, mandando cassetete em todo mundo, como já fez nas vezes anteriores, mesmo os organizadores tendo todas as autorizações dos órgãos públicos. Acredito que agora será diferente, vamos conferir!

Fonte: Jornal "A Crítica", edição de 12/04/2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

LANÇAMENTO DO CD "CANÇÃO DA MATA"


A minha amiga Raquel Cardoso, atriz e coordenadora de eventos do Serviço Social do Comércio – SESC/AM mandou o convite acima, para divulgação.

“Caros amigos. Venham prestigiar mais um grande evento cultural, realizado pelo Serviço Social do Comercio – SESC/AM, com lançamento do CD “CANÇÃO DA MATA”. Será uma grande noite de boa música, com as participações: Márcia Siqueira, Lucilene Castro, Grupo Imbaúba, Salomão Rossi, Lucinha Cabral, Ketlen Nascimento, Nicolas Jr, Cileno, Lucevilson Sousa, Jazz Verde. O evento será no dia 15 do corrente (sexta-feira), a partir das 20 horas, no Teatro José Lindoso, do Sesc da Rua Henrique Martins, a entrada será franca. Venha e convide os amigos e familiares”.

O recado está dado, farei de tudo para comparecer ao evento, pois, os nomes que estão no CD são todos de peso no cenário musical amazonense. Valeu Raquel!

domingo, 10 de abril de 2011

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - MANAUS


Esta igreja está localizada na Rua Japurá, no tradicional bairro da Praça 14 de Janeiro, foi projetada e construída pelo frei José de Leonissa, vigário da Igreja de São Sebastião, a primeira missa foi realizada no dia 12 de Maio de 1960.

Antes da construção da igreja atual, todos os fiéis assistiam à missa na Igreja de São Sebastião, era a mais próxima da comunidade, tempo depois, um rico comerciante chamado Antônio Caixeiro, fez a doação do terreno, sendo construída em 1939 uma igreja de madeira.

Segundo a Wikipédia “Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria que, segundo a Igreja Católica, terá aparecido repetidamente a três pastores, crianças na altura das aparições, no lugar de Fátima, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de Maio de 1917. Estas aparições terão continuado durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (exceptuando em Agosto). A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceite a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário”.

A fotografia antiga em preto e branco foi tirada pelo fotográfo Wilson de Souza Aranha, pertence aos arquivos do IBGE -, aproveitei e fiz algumas modificações, coloquei o azul do céu e algumas estrelas.

Os moradores do bairro da Praça 14 são muitos católicos e festeiros, tanto que ao lado da igreja existe o barracão da Escola de Samba Vitória Régia, com samba de janeiro a janeiro, porém, os tambores somente começam a zoar depois da missa. É isso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ZÉ MUNDÃO DANDO UM ROLÉ PELAS RUAS MANAUS NUM PUMA GTS 1975.

O nosso famoso Zé Mundão, sempre foi um cara fissurado por carros, tinha como desejo de consumo, um conversível pertencente a um amigo “filhinho de papai”, era um puro sangue “Puma GTS”, safra de 1975, na cor vermelho Ferrari.

O coitado babava quando via o bacana desfilando naquela máquina, ele imaginava sentado naquele banco de couro, dirigindo em companhia de duas gatinhas, passeando pela praia da Ponta Negra.

Mas, tudo era apenas um sonho, pois o Zé não tinha dinheiro nem para colocar gasosa no seu Fusca, imagine comprar o carro do seu amigo, diga-se de passagem, não estava à venda, pois o caboclo estava “sentado em cima da carne seca”, grana não era problema para ele, além do mais, tinha mais ciúmes do carro do que da sua namorada, uma loira gostosa e cheia de dengo.

O Zé nem olhava para a boazuda, o negócio dele era o Puma do amigo; era um martírio, nem sequer era convidado para dar uma volta pela city, emprestar, nem pensar, pois o filho duma égua, não emprestava nem para o pai dele, imagine para o coitado do Zé Mundão.

Num belo dia, a “louraça” botou um par de chifres no amigo do Zé, ela conheceu um marmanjo que tinha um “Opala Comorodo 1980”, completo, com ar, direção, vidros verdes e capota de vinil, ela tinha enjoado de andar de Puma, pode-se dizer que ela uma tremenda “Maria Gasolina”.

O corno chorava mais do que bezerro desmamado, o Zé passou uns tempos consolando o amigo, com terceira intenção, é claro, ele não estava nem ai para o brother, muito menos pela sua desilusão amorosa, o negócio dele era um dia ainda dirigir o Puma, o resto ele mandava para o cuvão!

Depois de uns tempos, o seu amigo esqueceu a loira, mandou cerrar os galhos e, começou dar em cima da prima do Zé Mundão, a Rosa, uma morena cor de jambo, com um “pernão e um bundão” arrebitado, uma gata e tanto, o Zé já tinha dado uns amasso nela, para ele, prima não é parente, nem com nojo.

Pois bem, o Zé começou a intermediar o namoro, antes foi logo detonando: - Olha aqui, gente boa, o negócio é o seguinte: passo a conversa na minha prima, entrego de bandeja para você, em contrapartida, você vai ter que me emprestar uma vez e outra o teu Puma!

O amigo deu um pulo e retrucou: - Nem fodendo, não empresto o meu Puma prá ninguém, tô fora, papai! Mas o Zé era paciente, esperou a volta do anzol. O seu amigo fez várias investidas sobre a prima do Mundão, jogou todo o seu charme em cima dela, convidou para umas voltas no Puma, tomar sorvetes no Pinguim, assistir a um filme no Studio Center,  almoçar no Restaurante Palhoça, jantar no Canto da Peixada e, nada!

Mal ele sabia que o Zé já tinha armado todo o circo com a sua prima, pediu na maior, para ela ignorar o cara, ser durona, não dar moleza, a estratégia era deixar o cara secar todos os argumentos possíveis e cair novamente nas mãos do Zé.

Ele não era chegado a fazer ameaças, mas, por vias das dúvidas, foi dando logo o recado: - Priminha do coração, segue direitinho como eu mandei, sabe como é... Se você “mijar prá trás”, eu vou contar pra titia todas as “ondas” que tu andas aprontando!

Funcionou, o bacana veio todo de mansinho falar com o Zé Mundão: - Porra, Zé, a tua prima é dura na queda, vou precisar da tua mãozinha, concordo em te emprestar uma vez por ano o meu Puma!

O Zé ficou puto da vida e mandou: - Uma vez por ano, um caralho, quero é uma vez por semana! O bacana foi à loucura: - Tu tá doido? Pirou de vez? Aí o Zé mandou bala: - É pegar ou largar, o Puma emprestado toda semana, com o tanque até o toco de gasosa e, a minha prima no teu colo, prá você deitar e rolar. Vai? Sem chance para o filinho de papai.

Ai foi graça para o Zé Mundão! O carro foi emprestado num sábado à noite, ele deveria entregar o Puma no domingo de manhã, limpo, lavado e sem nenhum aranhão. Promessa feita e não cumprida - pegou na máquina, ligou o toca-fitas “Roadstar”, colocou no toco uma música dos “Beatles” e saiu todo boçal pelas ruas de Manaus.

Deu um pulo no “Bar do Gordo”, todo mundo ficava olhando para o Zé e para o Puma, ele na maior cara-de-pau falou alto e em bom tom: - Esse é meu e tá pago, só saio nos finais de semana, macho não entra nele nem pelo caralho!

Tomou duas doses de “Montila, Gelo, Limão & Koka”, a bebida preferida do Zé - deu um rolé pela Avenida Getúlio Vargas, estacionou o Puma em frente ao Sheik Club, sentou no capu do carro, estava mais alegre do que “pinto na merda”, não precisava paquerar, as gatas se ofereciam para passear com o Zé, ele escolheu duas “a dedo”, rodou por todos os points de Manaus, ele queria mesmo era aparecer.

Depois, saiu para pegar um vento na testa, pegou a estrada do Tarumã e parou num balneário, conhecido por “Cachoeira das Almas”, o local era de difícil acesso, tinha lama até o talo, o Puma começou a ficar todo sujo, ele não estava nem ai, levou as gatinhas para tomarem banho num igarapé de águas cristalinas, as beldades ficaram somente de calcinha e sutiã, o Zé ficou na maior putaria.

Depois, resolveram dá um rolé pela praia da Ponta Negra, o carro ficou todo molhado e cheio de areia e barro.

Numa encruzilhada, havia um pessoal fazendo um “despacho de macumba”, uma delas pediu para o Zé parar o carro, ela foi até onde estava acontecendo o ritual, ai bicho pegou para o Zé Mundão, pois a dita cuja começou a pegar um “santo”, se enrolava pelo chão, mudou a voz, ficou toda ralada.

Um senhor veio até o Zé e mandou ver: - Boa noite, o senhor, por favor, leve a sua amiga de volta, ela está atrapalhando o nosso serviço, a linha dela não é igual a nossa. O Zé, sempre gaitato: - Deixa comigo, fui! Ao entrar, a gata sujou de sangue os bancos do carro.

Rumou para a praia, ele foi dá um banho na beldade que estava toda suja e ralada – uma foi para o abate e outra ficou em “standbay”.

O dia já estava amanhecendo, quando Zé resolveu ainda dá um pulo até a Cachoeira do Tarumã, tomaram banho pelados até o Sol raiar – ao sair, o Zé deu uma ré no carro e bateu levemente num tronco de madeira.

Foram tomar um café regional no “Café da Loura”, depois, deixou as gatas em suas casas e foi dormir, afinal, ninguém é de ferro!

Meio dia de domingo, o Zé foi acordado à força, era o seu amigo: - Zé, filho da puta, tu nunca mais vai pegar no meu carro, porra, ele tá todo sujo de lama, barro, sangue e tá amassado!

O cara ainda dormindo, falou: - Mil desculpas, parceiro, deixa que eu vou dar um banho nele, passo até um esmeril e cera no bicho, vai ficar novinho em folha, na segunda, manda desamassar a belesura! Tudo bem?

O amigo do Zé estava possesso: - Negativo, vou levar agorinha o meu Puma. Outra coisa, aquela tua prima é a maior “fuleiragem”, tô fora!

Acabou o sonho de consumo do Zé Mundão. Passados mais de três décadas do ocorrido, o Zé está negociado a compra de uma “carcaça” de um Puma GTS 1975, pretende dar uma geral na fibra do carro, retificar o motor e a caixa de marcha, enfim, dar uma “guaribada” no carro.

Os anos se passaram, mas o sonho do Zé é ainda dar muitos rolé pelas ruas de Manaus, sem as gatinhas, mas, passeando com os seus filhos e netinhos, a bordo do seu querido Puma.

Eu, hein, Zé Mundão!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

OS FORTES DE PROTEÇÃO DA AMAZÔNIA.

A nossa Amazônia sempre foi cobiçada por outros povos, tanto que no século dezessete, foram construídos vários Fortes para a proteção do nosso torrão, passados todo esse tempo, ainda hoje, continua uma fonte de grande preocupação das autoridades, com relação à proteção das nossas fronteiras.

Os espanhóis tinham direito por esta imensa área, decorrente do Tratado de Tordesilhas, porém, eles não tinham interesse pela Amazônia, os portugueses, pelo contrario, não vacilaram em efetivar o seu controle.

Tudo começou com as investidas dos ingleses, franceses e holandeses em se estabelecerem por estas bandas. No Maranhão, os franceses pretendiam estabelecer a França Equinocial, foram expulsos e, os portugueses começaram a ficar com a orelha em pé, para tanto, começaram a construir os famosos Fortes.

Foram construídos grandes fortes, tais como: Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, Forte de São Luís do Maranhão, Forte de São José da Barra do Rio Negro, além de outros menores.

Os dois primeiros, continuam ainda em pé, resistiram ao longo do tempo, recententemente, foram revitalizados, fazem parte da história das cidade de São Luiz (MA) e Belém (PA) e são uma grande atração turistica.

Infelizmente, o Forte que deu origem a cidade de Manaus, não foi protegido até os nossos tempos, dizem que ele foi erquido onde é hoje o Porto de Manaus “Rodoway”, mais precisamente onde fica o prédio do “Tesouro Estadual”.

Os Fortes da atualidade, são dotados de um sofisticado sistema de vigilância e proteção da Amazônia, contando com equipamentos de última geração, radares, aviões adpatados, bem como, com a presença marcante das forças armadas, protegendo o nosso espaço aéreo, as nossas matas, os nossos rios e as nossas fronteiras.

A nossa Amazônia será sempre nossa! Deveremos ter todo o cuidado com a sua preservação e proteção. Todo cuidado é pouco, não poderemos baixar a guarda. São cinco séculos de cobiça.

Os nossos Fortes devem ser cada vez mais fortes, em nome da proteção da nossa Amazônia! É isso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CIDADE-MINIATURA SANTA ANITA


Ao sintonizar a Rádio CBN de Manaus, num programa jornalístico local, ouvi de um locutor, uma referencia bem vaga sobre a exposição dessa cidade imaginária, ele não soube precisar muito bem sobre esse trabalho minucioso, feito pelo historiador Mário Ypiranga Monteiro, em homenagem a sua amada esposa Anita.

Muitas pessoas que passam pelo Largo de São Sebastião, centro antigo de Manaus, a grande maioria, não têm conhecimento da existência dessa exposição, apesar de ter bem em frente do prédio um grande banner, informando sobre o evento; acredito que falta mais divulgação e informações sobre o que ela representa para a história da nossa cidade.

Para entender um pouco mais sobre esta exposição, emprestei o artigo publicado no site http://www.manausmais.com.br/content/art_detail.asp?URL_ART_COD=201  “A cidade miniatura "Santa Anita" foi "fundada" há quase 50 anos pelo jornalista, advogado, escritor e professor Mário Ypiranga Monteiro. Ao longo desses anos, montava e desmontava conforme sua vontade de criar, brincar, pensar, e se abstrair deste mundo físico, para ir bem além da nossa imaginação, nunca terminando sua criação. O Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, ao adquirir este acervo, rico em grandeza de detalhes, deu um grande salto na salvaguarda da memória do autor, preservando como patrimônio imaterial, intrinsecamente ligado ao exercício do pensar, à criação e principalmente na capacidade de organização urbana do autor. Fazemos aqui uma abordagem, em que remetemos à criação desta "cidade", denominada pelo autor de "Santa Anita", as duas vertentes: na primeira, comparamos a cidade como uma alegoria que encena a concretização do amor de Mário a sua esposa Ana dos Anjos Monteiro, carinhosamente chamada por ele de "Anita", e a segunda está diretamente ligada ao seu ofício de pensar, fonte inesgotável de criação. Ambas sugerem sutilmente a grande razão para ele nunca ter terminado de construir "Santa Anita". Optamos neste momento, por contar a primeira vertente, e usamos o termo FUGA numa alusão à brincadeira e distração de seu tempo, gasto ao longo desses anos, na construção da cidade, e, também, numa referência de como nasceu esse forte amor por "Anita" que durou 66 anos. E como num conto de fadas publicamos a história da "Cidade Santa Anita" tendo como pano de fundo uma história que começou em 1938”.

Esta cidade-miniatura possui características próprias, onde se pode observar as pessoas em diversas atividades rotineiras, dotada de trens, bondes, rede elétrica subterrânea, semáforos, montanha com neve, circo, praças públicas, túneis, construções industriais, culturais, educacionais e, muito mais, basta conferir “in loco”, agende uma visita com os seus filhos, eles irão adorar!

A exposição fica permanentemente no “Centro de Artes Visuais – Galeria do Largo”, na Rua Costa Azevedo, 290, de terça a domingo, no horário de 17 h às 21 h, com entrada franca, para maiores informações, ligar para o telefone 92 3622-0618.

Pois é, este trabalho do Mário Ypiranga Monteiro constitui-se naquilo que se pode dizer, que ele foi feito com muito amor, não somente na sua construção, mas, para a sua eterna amada esposa. Uma coisa muito rara nos tempos atuais, onde a grande maioria dos casais se casa e descasa, ama e odeia, num curto espaço de tempo. Fica o exemplo do casal Mário & Anita!

sábado, 2 de abril de 2011

MERCADO LES HALLES DE PARIS E RÉPLICAS EM MANAUS E BUENOS AIRES.

No século dezenove, mais precisamente no ano de 1845, o arquiteto francês conhecido por Horeu, elaborou um audacioso projeto arquitetônico, chamado “Mercado de Les Halles (París), servindo de inspiração para a construção de réplicas em Manaus e Buenos Aires.

A construção do mercado francês ficou a cargo do arquiteto Victor Félix Baltard Callot, as obras iniciaram-se em 1851, não teve o resultado esperado, foi muito criticado, sendo demolido em seguida. Foi feito um novo projeto, consistindo em dois grupos de dez pavilhões interligados por passagens cobertas, foi demolido em 1972, no seu local fizeram um grande shopping center.

A réplica argentina, conhecida como “Abasto”, foi construído em 1893, na cidade de Buenos Aires, tinha 1.300 m2, foi o primeiro mercado de abastecimento de frutas e verduras dentro da cidade. Foi desativado em 1984, ficou abandonado, virando um grande shopping em 1998.

O único sobrevivente foi o de Manaus, construído em 1880, pela firma “Bakus & Brisbin”, de Belém, com pavilhões em estrutura de ferro, feitos pela firma “Francisc Norton, Engineers”, de Liverpool. Está fechado desde 2007, a recuperação se arrasta ao longo dos anos, sem uma data definitiva para ser entregue à população. As últimas intervenções estão sendo feitas por profissionais altamente qualificados, estão fazendo um trabalhado primoroso, sem muita pressa. Será bem melhor ficar mais um ano fechado e ser entregue, futuramente, com o todo o seu esplendor.

Toda a literatura, que encontramos na internet, sobre a construção nosso ”Mercadão”, informa que ele foi construído com base no projeto do “Les Halle”, porém, existe uma corrente que é contrária, são partidários de que ele é original, um deles é o restaurador Agenor, profissional que está desde 2008 trabalhando no próprio Adolpho Lisboa.

Pelas fotografias antigas do interior e exterior do mercado francês, dá para verificar que as estruturas de ferro e os vitrais têm alguma semelhança com o nosso, porém, no conjunto, não vejo nenhuma semelhança.

Se o mercado Adolpho Lisboa é uma réplica ou não do Les Halles, não importa muito, o mais importante foi termos conservado este belo edifício, mantendo-o em pé durante esses 131 anos de existência. Ele faz parte da nossa história, está sendo revitalizado e ficará à disposição dos amazonenses por longos e longos tempos. É isso.



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quinta-feira, 31 de março de 2011

E-MAIL PARA O BLOG

Faltou: Star Ship, Itamaracá, Brasiljuta, Fitejuta, Boneco Peteleco, EdEducandos, Aeroporto Ponta Pelada, Panair, Bea
Por Anônimo em SALADA DE MANAUS em 30/03/11

José e Sérgio: Infelizmente eu não os conheço pessoalmente. Talvez o Sérgio esteja me confundindo com a Regina Páscoa, a esposa do Álvaro Páscoa. Eu sou a nora dele. Meu e-mail: lucianepascoa@uol.com.br Abraços, Luciane
Por Páscoa em ARTISTA PLÁSTICO ÁLVARO PÁSCOA em 29/03/11

José Agradeço mais esta lembrança, que coincidiu com o aniversário de nascimento de Álvaro Páscoa, em 13 de março de 1920. Abraços, Luciane
Por Páscoa em ÁLVARO REIS PÁSCOA em 29/03/11

Ah, Zé Mundão, não vale repeteco! Quero novidade!
Por graca silva em O ZÉ MUNDÃO PEGANDO TODAS em 27/03/11

O Falecimento ocorreu em 23/março.
Por Lauro Gilson em LAURO GOIABA em 26/03/11

A dica do seu saudoso pai sobre como pegar a galinha sintetiza todo o artigo......quanto aos soldados da borracha, não devemos esquecer que tanto o governo Vargas quanto a oligarquia amazonense foi cúmplice descarada dos ianques....O céu que se vendia na Amazônia da época, não é tão diferente do céu que o governo Dilma vende nos dias de hj....Matéria da Record de hj fala do crescimento do trabalho em SP por conta do boom na construção civil....
Por Fernando Lobato em JÁ DEU E PODERÁ DÁ NOVAMENTE PRO NOSSO! em 25/03/11

Suellen oi pessoal me ajudem a vender minhas moedas antigas tenho varias moedas antigas e tenho também cédulas antigas
Por suellen em COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS em 25/03/11

Se analisarmos um pouco a história veremos que os EUA não dá ponto sem nó.
Por Leila Pinheiro Araújo em JÁ DEU E PODERÁ DÁ NOVAMENTE PRO NOSSO! em 25/03/11

Não sabia da existência desse museu. Seu Blog é super bacana e funciona como divulgador de tantas coisas interessantes em nossa cidade. Parabéns!
Por Soraia Magalhães em MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS DA AMAZÔNIA em 23/03/11

Não sabia da existência desse museu. Seu Blog é super bacana e funciona como divulgador de tantas coisas interessantes em nossa cidade. Parabéns!!!
Por Soraia Magalhães em MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS DA AMAZÔNIA em 23/03/11

Existe um comitê organizador da subsede da copa 2014 em Manaus. Você poderá me enviar os nomes dos membros deste comitê caso exista? Meu email: kcnetto@yahoo.com.br Grato Rômulo Carvalho Editor-Adjunto do site www.comexdobrasil.com.br
Por Elizabeth em MANAUS - SUB-SEDE DA COPA DE 2014 em 20/03/11

Em 1991,quando tinha 15 anos,perdi um ídolo de meu pai,o meu avo pois nunca tive uma oportunidade de conhecê-lo.vi a matéria na TV,e fiquei muita emocionada,tenho muito orgulho de meu avo.sou filha do senhor Claudio da mata,o meu nome e Sheila da mata,gostaria de ter mais contatos com os meus parentes o meu email:sheilamata@hotmail.com.br tel. 9148-4088.
Por Anônimo em DR. JOÃO NOGUEIRA DA MATA em 19/03/11

A luta continua. Todos os amazonenses - FILHOS DE AJURICABA - devem impedir este delírio. No encontro das águas, está um elemento importante de nossa identidade diante do mundo e não pode desaparecer em virtude de um marketing ambiental esdrúxulo! Saudações Amazonenses!
Por MAURO BECHMAN em MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS em 19/03/11

Realmente, eu adoro rock nacional, mas essa bandinha fuleira de viadinhos "preconceituosas" é de última. E tem gente que ainda vai pagar pra ouvir essa merda.
Por beckmanunes em OS DESCLASSIFICADOS em 18/03/11

Infelizmente, é isso o que chamam de progresso companheiro.....é o tal do crescimento do PIB....vital, dizem alguns, para o desenvolvimento da cidade.....Para os passarinhos e, não tenho nenhuma dúvida, para a grande maioria dos manauaras, com certeza ele não é....que adianta a cidade crescer em ritmo chinês se a qualidade de vida de todos só piora a cada dia que passa....É preciso desconcentrar a renda e as oportunidades e isso só se faz com mudanças drásticas no modelo econômico....mas isso, o sistema não quer......
Por Fernando Lobato em OS PASSARINHOS URBANOS em 17/03/11

A declaração desse músico (?) do Restart só mostra a ignorância generalizada deste país. Agora, o que é triste, é que vão mesmo pagar ingressos para assistir esse lixo, que ainda por cima ofende a população local. Lamentável... Hélcio J. Tagliolatto Bauru - SP
Por Helcio J. Tagliolatto em OS DESCLASSIFICADOS em 15/03/11

Amazonense = índio querendo ser carioca. Fato.
Por Anônimo em PIADAS DE AMAZONENSES, PARA DISTRAIR UM POUCO. em 14/03/11

Luciane: eu solicitei ao Rocha que me colocasse em contato c/ vc, se me permite falar assim. Certamente os anos apagaram lembranças, e mesmo das vezes que retornei a cidade, não nos encontramos mais. Falo assim pelo fato de me lembrar muito bem de vc. Como já sabe, estudei com Álvaro Páscoa, Moacir de Andrade e Manoel Borges. E no mesmo edifício onde tudo funcionava, conheci Hahnemann e quando a partir daí, ficamos amigos. Infelizmente, aconteceu aquela tragédia toda e eu me fixei definitivamente no sul brasileiro.
Por artixx em ARTISTA PLÁSTICO ÁLVARO PÁSCOA em 12/03/11

Acredito que esse embate todo deveria ser decidido de forma esportiva, cada um defendendo dentro d’água nos campeonatos estaduais, e ele não participa porque não quer, e o Ailson foi fruto del sim parabéns, mais porque será que eles não se dão bem hoje ?(o rapaz esteve em Manaus e não compareceu ao seu antigo lugar de treinamento, ele deve estar chateado com alguma coisa, isso não convém discutirmos ne !! mais que a resposta deve ser feia. Mais acredito que poderia ser feita a ´´ prova do rei : onde colocaria uma modalidade e cada um dos clubes se armava com seus melhores atletas e barcos para decidir !!
Por Anônimo em O REMO NO AMAZONAS em 10/03/11

Parabéns pela matéria, muito boa, fiz um passeio de volta ao passado!Ah, Rochinha, estamos fazendo uma corrente de oração, pela saúde da nossa Katia Maria! Não pude visitá-la, pq a dengue tem me massacrado.... qdo falei com vc, pensava que era virose, mas qual nada!
Por graca silva em A VITROLA NIVICO HI-FI DA DONA DIVA em 07/03/11

Achei muito bacana seu blog. Nunca tinha pesquisado muito sobre a família da minha avó Ilza de Miranda Corrêa e sei pouco sobre esse lado da família. Gostaria de saber onde posso encontrar o livro do Abraim que vc comenta. Um abraço e parabéns pela iniciativa. ilzapizarro@yahoo.com.br
Por Ilza Pizarro em A CERVEJA XPTO E A FAMÍLIA DOS MIRANDA CORRÊA em 06/03/11

Fiquei muito feliz com a lembrança e a divulgação do nome de Álvaro Páscoa, bem como de minha tese. Não conhecia Sérgio Moura, que por certo será mencionado daqui em diante na revisão de meu trabalho, como um dos discípulos do Álvaro Páscoa. Abraços cordiais, Luciane Páscoa
Por Páscoa em ARTISTA PLÁSTICO ÁLVARO PÁSCOA em 06/03/11

Assisti "E O VENTO LEVOU"quando tinha 20 anos em 75,trabalhava no Bradesco e fomos num grupo de 5 amigos todos do Bradesco, no cine COMODORO na Av. São João em SP. Foi maravilhoso; já tinha lido o livro aos 15 anos emprestei na biblioteca na época, depois uma amiga do Bradesco me chamou pra assistir Dr.Jivago em Santo André, não quis pois estava dura, ela falou que pagava aí fomos depois do trabalho sem avisar nossas famílias; na volta ela não tinha dinheiro pra passagem, voltamos a pé,chegamos mais de meia noite, nossas famílias já tinham chamado a polícia foi uma confusão...mais valeu a pena, depois disso já assisti várias vezes.
Por ANA A. em E O VENTO LEVOU em 04/03/11

SOU GRATO PELO CARINHO E PELO ESPAÇO NO BLOG.OBRIGADO AMIGO DE ROCHA !!!
Por Anônimo em ANTONIO PEREIRA, O CANTADOR DA AMAZÔNIA! em 04/03/11

É isso aí mesmo, carnaval é quando você reúne amigos, forma um bloco e vai prá rua brincar. É muito animado. Neste ano o carnaval prá mim acabou. Estou hospitalizado desde 28.02.2011, por causa da dengue. O mosquito é só pequeno, porém pesa na balança, é poderoso, mais do que certos políticos. Abraços Ulisses
Por Anônimo em VELHOS CARNAVAIS NO SAMBÓDROMO DE MANAUS em 03/03/11

Rochinha, vc me faz rir pra caramba, com suas historias. Adorei os velhos carnavais.....aff
Por graca silva em VELHOS CARNAVAIS NO SAMBÓDROMO DE MANAUS em 02/03/11

Através de um parente que trabalha na Top Internacional me disse que eles são realmente os donos do Castelinho e que eles tem diversas idéias inclusive de fazer um museu contando a historia do castelinho e ate restaurante!! to doida pra que acabem a reforma que estão fazendo.
Por Anônimo em CASTELINHO DA VILA MUNICIPAL DE MANAUS em 27/02/11

Meu nome Francisco, nascido no Amazonas, sou apaixonado por Manaus, tenho muitos irmãos morado ai, quando era garoto brinquei muito no Igarapé do 40, na Ponte do Crespo tomei muito banho na escadaria do Remédios ai no Rio Negro, hoje moro em Belém, mas não me esqueço de Manaus, no bairro de São Lazaro, um abraço a todos q deus abençoe a todos e ai amazonas
Por goianokm5 em A PONTE QUE ENCRUOU em 26/02/11

Achei interessante a história do Obelisco de Manaus, sou filho do Leôncio Salignac, citado no seu artigo e engrandeço por ele ter feito parte da História de Manaus. Também entristeço por Manaus ainda não ter grande reconhecimento devido a tudo que já vivenciou, mas meus votos de que o povo Manauara enxergue o seu valor Patrimonial e Histórico não deixaram de existir. Parabéns André Luiz
Por Andre em OBELISCO EM HOMENAGEM A CIDADE DE MANAUS em 23/02/11

Rocha, vale ressaltar que nosso Adolpho Lisboa é uma réplica do extinto mercado parisiense Le Hales. Se você tiver algo desse mercado posta ai fazendo esse belo comparativo. Abraços.
Por Francisco Teixeira Xico Branco em MERCADÃO DE MANAUS E SEUS ARREDORES em 19/02/11

Parabéns esta letra veio a calhar, pois ela retrata a imoralidade dos políticos de nossa cidade só assim esses caras-de-pau se sentem incomodado e tenha mais vergonha na cara. Bom carnaval p/todos...
Por Anônimo em BANDA DA BICA 2011 em 17/02/11

Rocha tem com você publicar alguma fotografia da área destruída, para que possamos visualizar o tamanho do estrago? Grato Hélcio
Por Helcio J. Tagliolatto em A DESTRUIÇÃO DA BOOTH LINE E A CONSTRUÇÃO DO SHOPP... em 12/02/11

Professor, fui a sua aluna... Eu tinha esse amor platônico por vc...Sinto muito que vc tenha ido assim, tão jovem...Eu te amarei enquanto a sua lembrança more em meu coração...
Por Anônimo em ARTÍSTA PLÁSTICO ANÍSIO MELLO em 11/02/11

Tbem sinto falta do Cileno nos lugares, mas perexes...mas ele e maravilhoso!
Por Silvia em CILENO em 10/02/11

Agora lendo este artigo sobre nossa vida desde a infância fico mto feliz e como me deu saudades daqueles tempos q. não voltam jamais parabéns minha querida irma.
Por Raimundo nonato da silva filho em DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE! em 10/02/11

Parabéns pra vc Rochinha e pra sua filha. Que ela seja muito feliz em Tabatinga.
Por graca silva em EXEMPLOS A SEGUIR em 01/02/11

Tenho varias moedas antigas para vender imail.vidracariabrito@hotmail.com
Por juliana em COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS em 31/01/11

Olá, parabéns pelo seu trabalho, como faço para conseguir negociar essas raridades de objetos antigo.
Por Anônimo em O IMPÉRIO ANTIQUÁRIO em 30/01/11

Isto seria difícil de acreditar se o Estado, que não raramente trabalha contra os interesses da população, não fosse comprometido com o poder econômico, se tivesse políticas sérias, enfim, se fosse instituição realmente livre, íntegra para agir em benefício da população.
Por Sergio Moura em O ESTADO DO AMAZONAS É CONTRA O TOMBAMENTO DO ENCO... em 29/01/11

ESSE JARDIM FOI FEITO PELO GOVERNADOR FILETO PIRES FERREIRA, QUE SUCEDEU A EDUARDO RIBEIRO E SO GOVERNOU 19 MESES.
Por ROGEL SAMUEL em O CHAFARIZ DA PRAÇA DA MATRIZ E O SEU ENTORNO em 25/01/11

Nossa Rocha... Eu viajo nesses posts sobre o Armando e família. Admiro a garra desse portuga que enfrentou muitas mudanças, de país, de cultura, de épocas e não mudou seu jeito, foi sempre autêntico, "em gênero, número e grau" português, que cativou e cativa pessoas até os dias atuais. Lamento que esteja com a saúde debilitada, mas à distância e no anonimato, desejo melhoras para e ele e sua esposa. Armando, nos facilitou ter um dos melhores carnavais de rua de Manaus. Sempre foi e sempre será, se depender dos fãs não assíduos do bar, mas com muita vontade de dar continuidade a essa tradição irreverente que é a BICA. Energias positivas sempre... Que venham os "esquentas" e que Armando possa dá o ar de sua graça. Aproveito para parabenizar você pelos posts, que nos trazem a antiga Manaus, que não é valorizada por muitos. Até o próximo comentário. Marcela Fróes
Por Marcela Fróes em BAR DO ARMANDO em 24/01/11

Ótimo post ,pois realmente esse monumento histórico esta abandonado...tenho quase certeza que não obteve resposta...Tomara que eu esteja enganada .Se fosse reformado ,não estivesse no descaso. Serviria ate como ponto turístico de tão lindo que um dia foi.Moro no exterior mas passei minha infância lá,meu pai mora lá .Enfim,certos patrimônios deveriam ser preservados ,pois poderiam ate gerar renda para o lugar...
Por morena em O CASARÃO J. G. ARAÚJO, VILA AMAZÔNIA, PARINTINS, ... em 23/01/11

"...O Amazonino pode ser doido, mas não é leso!..." Nossa política baré e quem nem o garaná Tuchaua uma " bosta " ! Enquanto a agente não tomar vergonha na cara e tomar uma atitude dentro no nosso nucleo familiar orientando e abrindo os olhos das pessoas isso vai se repitir por mais 20 anos! Segue em baixo meu irmão mais velho Rocha Martins o link do meu blog ! Estou fazendo uma Trilogia sobre a historia da corrupção do amazonas eo Homenageado da semana foi nosso prefeito Mazola ou para os íntimos " Vovozona " vlw amigo ! http://omarcofala.blogspot.com/2011/01/historia-da-corupsao-no-amazonas.html
Por Marcoantbezerra em COISAS DA NOSSA POLÍTICA BARÉ em 21/01/11

Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver nosso Curso de Informática Online. Daienne.
Por Consultora Educacional em DIVERSÃO DAS CRIANÇAS DE MANAUS - PASSADO X PRESEN... em 21/01/11

Praça de resistência Contracultura. Ponto de encontro de inconformados e rebelados do Estado. Celeiro de novos Poetas como surgimento da revista Sirrose. Gostei do blogue, Rocha. abração.
Por diego moraes em PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS em 19/01/11

É uma praça com local privilegiado mesmo, e já ouvi muitas histórias sobre ela e os prédios em seu entorno, de uma amiga que, como você, nasceu e cresceu por ali, e até hoje, seus pais residem por lá. É uma lastima o descaso dos governos em relação a esses locais que também poderiam ser de lazer para as famílias manauaras. Quem sabe um dia, em algum momento, alguém possa despertar para valorizar o que temos de herança do período áureo da borracha. Marcela Fróes
Por Marcela Fróes em PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS em 17/01/11

Queria muito ter conhecido está cidade. Acho que este meio de vida, pode ser uma solução para as pessoas, que sofrem com enchentes.
Por Clarisse em CIDADE FLUTUANTE DE MANAUS em 15/01/11

Tenho um saco de supermercado cheio de moedas antigas tem desde centavos a réis, o saco é muito pesado pretendo vende-las me ajude foi encontrado recentemente enterrado preciso de informações sobre como limpar se são caras ou baratas.
Por Leonardo em COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS em 14/01/11

Bom dia Rocha. Sei que não é sua opinião, mas acredito que ter "ojeriza" a boi bumbá é uma infantilidade, pois o boi tem cem anos e é uma manifestação cultural com grande parte dos elementos amazonenses. Bandas de carnaval me parecem cópias das bandinhas do Rio de Janeiro e sei que esta é da

quarta-feira, 30 de março de 2011

COM UM GOSTINHO DOS ANOS SESSENTA

Nos primeiros anos da década sessenta, antes da “Revolução de 64”, ainda vivíamos o finalzinho do famoso “anos dourados”, uma época em que deixou muitas saudades, pois, tudo era chique, diferente, algumas pessoas chamavam de “anos glamorosas”, outros tantos, gostavam de referir aos jovens riquinhos de “jeunesse dourè ou juventude dourada”, tanto que até hoje, quando se quer fazer uma “Festa Retrô”, voltando ao túnel do tempo, estes anos nunca são esquecidos, existem inúmeras empresas de serviços especializados em roupas, acessórios e DJ´s mandando ver as músicas daquele belo tempo que passou; a grande maioria dos cinquentões de hoje, ainda gostam de dizer aquele surrado bordão “eu era feliz e não sabia”.

Historicamente, este período foi marcado com a inauguração, em 1960, de Brasília, a nova capital federal; o nosso Brasil torna-se bi campeão, da Copa do Mundo de 1962; o soviético Iuri Gagárin, foi, em 1961, o primeiro a ir ao espaço; surgem os Beatles e os The Rolling Stones, influenciando no Brasil, do rock, com o nome de “iê-iê-iê”; marcam muito as mortes da atriz Marilyn Monroe, em 1961, e do assassinato, em 1963, do presidente americano John F. Kennedy.

Certa vez, olhando para a minha irmã mais velha, viajei no tempo, voltei para os meus seis anos de idade, era uma manhã de sábado, em Manaus de 1962, estava no “Aeroporto de Ponta Pelada”, os meus olhos estavam grudados numa janela de vidro, era a primeira vez na vida em que via um avião, aliás, vários aviões ao mesmo tempo, foi uma coisa maravilhosa.

Lembro muito bem, toda a nossa família estava presente, estávamos nos despedindo dela, pois, naquele tempo, os manauenses, faziam questão de levar toda a sua família ao aeroporto para receber ou se despedir de um ente querido, bem diferente de hoje em dia, onde se viaja muito a negócios e de férias, com aeroportos entupidos e atrasos nos voos, um sufoco total.

A minha irmã estava indo passar uma temporada no Rio de Janeiro, a famosa “Cidade Maravilhosa”. Foi um evento marcante, pois, viajar de avião era uma coisa muito rara para as pessoas das classes menos favorecidas, ao contrário de hoje, onde existe passagem de até trinta reais (na promoção).

Pois bem, ela tomou um banho de loja, fez manicure, pedicuro e o penteado no “Salão da Menssody”, na Avenida Eduardo Ribeiro, o local era muito frequentado pelas madames ricas da nossa cidade; levou uma mala novinha, comprada na Malaria Guerra, não levou muita coisa, pois a sua ideia era comprar no Rio, muitas roupas e presentes para todos os familiares; hora da partida, subiu as escadas de um avião, acredito que era um “Consttelation”, da Panair do Brasil, deu um Adeus e, embarcou, ficou muito tempo por lá, tanto que até adquiriu um sotaque dos antigos fluminenses.

Viajar de avião, era um dia de festa para os familiares, para comemorar fomos tomar um guaraná Luseia e comer queijadinhas, na Confeitaria Avenida, que ficava bem em frente ao “O Jornal e Diário da Tarde”, com direito a almoçar mais tarde no “Restaurante Maranhense”, isso somente acontecia “uma vez na vida e outra na morte”, credo!

Chega de passado, acordei, de volta ao presente! Costumo dizer para os meus amigos que, gosto muito do passado, tanto que o nosso blog é um pouco saudosista, porém, adoro viver intensamente o presente, com o olho no futuro, é claro! Brincadeiras a parte, somos ainda muito ligados ao passado, pode conferir no dia a dia da nossa cidade - existe uma lanchonete “Picanha´s Burger”, na Avenida Djalma Batista, feita nos moldes dos anos sessenta, tem até uma linda “lambreta” na vitrine e vários miniaturas de carros antigos, vocês sabem quem vai por lá? Os coroas, alguns poderão responder! Errado, o público é cem por cento de jovens.

Tenho um amigo que tem três carros na garagem, sabe qual é o preferido dele? Uma Kombi dos anos sessenta! É mole! Está na moda fazer a “Festa Retrô”, com tudo da década de 60 e 70. Em Manaus existe uma festa chamada “Studio 5 Special Dancing Night”, com coroas e velhos se embalando nos antigos sucessos, com os DJ tocando muitos vinis (bolachão).

O gostinho dos anos sessenta ainda permanece entre todos nós. É isso.








terça-feira, 29 de março de 2011

ANTIGO OBELISCO EM HOMENAGEM A ABERTURA DO RIO AMAZONAS AO COMÉRCIO MUNDIAL



A fotografia acima mostra a antiga cidade de Manaus, retratando onde é hoje o famoso Largo de São Sebastião – o que mais chama a atenção é a Praça de São Sebastião, toda de barro batido, aparecendo uma coluna comemorativa a um grande evento histórico. Segundo os historiadores, neste local, funcionou uma pequena roça, de propriedade do Senhor Antônio Lopes Braga. Por iniciativa do médico Dr. Antônio Davi Vasconcelos de Canavarro, mandou erigir no local, uma coluna de pedra (obelisco), com a inauguração datada de Sete de Setembro de 1867, comemorativo ao primeiro ano da “Abertura do Rio Amazonas ao Comércio Mundial”, evento histórico firmado pelo Imperador do Brasil Dom Pedro II. A coluna era de pedra, com seis metros de altura, com quatro faces lisas, provida de soco (pedestal), cornijas (ornato que assenta sobre o friso de uma obra), base e capitel (arremate superior, em geral esculturado), lembrando a Ordem Compósita (foi uma ordem da arquitetura clássica desennvolvida pelos romanos, a partir dos desenhos das ordens jônicas e coríntias). Posteriormente, esta coluna foi demolida e erguida no local o atual monumento, todo em peças de bronze e base de granito.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O CÃO DAS PASTORINHAS DO LUSO

Para quem está abaixo dos quarenta anos de idade e, não viveu em Manaus até o início da década de setenta, necessário se faz definir, mais precisamente, o título da nossa postagem - o Cão não era um canídeo (cachorro), mas, um personagem que representava o Diabo, o chefe dos demônios, marcou toda uma geração de manauenses, – as Pastorinhas, era uma encenação, representando o Auto do Natal, com início em Dezembro e ia até Março do ano seguinte – finalmente, o Luso Sporting Club, uma agremiação de portugueses, fundado em 1917, de caráter desportivo que mantinham também uma atividade teatral. Dos três elementos, o Luso era o mais importante, porém, nas Pastorinhas, o Cão foi o que mais marcou a nossa época de criança e adolescente.

Para resgatar um pouco desta fase feliz da minha vida, tive a sorte de encontrar no Sebo “O Alienista”, do meu amigo poeta Celestino Neto, o livro “Cenário de Memórias - Movimento Teatral em Manaus (1944-1968). Selda Vale da Costa e Ediney Azancoth. – Manaus: Editora Valer/Governo do Estado do Amazonas, 2001”. Na orelha do livro, os editores escreveram o seguinte: “É lugar comum: o país não tem memória. E, especificamente, o teatro brasileiro uma vaga lembrança. Voltando nosso olhar para o teatro amazonense, a situação é mais apavorante. Selda e Ediney não só nos dão um rico presente, para aqueles que fazem ou fizeram teatro; não só levantaram poeira do esquecimento que paira sobre o fazer teatro, mas como que jogam em nossa cara um pouco de vergonha pelo que não temos feito para o crescimento teatral em nossa terra. Mostra-nos que o teatro não é só importante para aqueles que fazem do ofício teatral uma paixão, mas um bem, um patrimônio simbólico, espiritual e político, imperativo para a sociedade”. Muito bem, pelo puxão de orelha!

Fui morar na Rua Tapajós, na década de sessenta, a minha casa ficava bem próximo ao Teatro Amazonas, Teatro Juvenil e ao Luso; apesar de não ter nenhuma vocação para a encenação teatral, fiz parte dos bastidores da peça teatral “As Pastorinhas do Luso”, mais especificamente, como ajudante do “Cão do Luso”, na realidade, existiam vários demônios, conhecidos por Lusbel, Trinca-Ferro, Come-Fogo e Gigante-das-Trevas (o famoso Belisca Lua), fazia um trabalho pesado, apesar de ser franzino e com poucas forças musculares, ajudava na alavanca que impulsionava os capetas para saírem de um alçapão e entrarem em cena, além de ajudar a encher um cachimbão com pólvora, onde eram jogados labaredas (língua de fogo) e na sonoplastia, balançando algumas folhas de zinco e batendo nos pratos de bateria, era o momento mágico e aterrorizante, onde o publico infantil se assustava e se abraçava fortemente nos braços dos seus pais.

Certamente que conheci “As Pastorinhos” e o “Cão do Luso” no seu final, entre 1968 e 1970, pois, com o surgimento da televisão em Manaus, o cinema e o teatro fecharam as suas portas por longo tempo. Segundo os historiadores, já em agosto de 1917 o Teatro do Luso já apresentava as famosas pastorinhas, inclusive, construíram uma escola chamada “João de Deus”, onde era formada a maioria dos artistas – conheci esta escola e, muitos dos meus colegas estudaram lá – frequentei a escola “Divina Providência”, ligada aos capuchinhos da Igreja de São Sebastião, criadores do “Teatro Juvenil”.

Um Folheto Informativo denominado “Movimento Luso 2000, lançado em 1997, publicado no livro acima, faz o seguinte comentário: “As Pastorinhas, ou Autos do Natal, do Luso, tomavam conta do sentimento da cidade. Não havia uma só família que não levasse suas crianças para assistirem ao espetáculo. O anúncio das Pastorinhas era feito pelas próprias personagens que desfilavam pela pacata cidade em cima de um velho caminhão, todo enfeitado, com se fora palco. As batidas dos pratos de metal despertavam atenção e alvoroçavam a população, mas a personagem que mais se destacava era Lúcifer. O famoso Cão do Luso, todo vermelho, com enorme garfo preto, fez muita criança correr em disparada buscando abrigo no colo dos adultos. Metia medo e sedução”.

Irei reproduzir dois atos:

III ato – A pastora perdida e Lusbel (o Cão do Luso)
(A cena representa uma floresta fechada. O Diabo surge do alçapão numa gargalhada satânica).
LUSBEL – Há... Há... Há... Eis-me novamente em campo, prosseguindo no meu intento de em tudo contrariar esse Deus..
(Grita para dentro do alçapão): Trinca-Ferro!
TRINCA-FERRO (saltando) – Pronto! Que ordenais?
LUSBEL – Come-Fogo!
COME-FOGO (saltando) – Aqui estou!
LUSBEL – Feiticeiro!
FEITICEIRO – Hi... Hi... Hi...
LUSBEL – Gigantes-das-trevas! Que é isto? Estais amarelos?
TODOS – Nós, amarelos? Nunca!
LUSBEL – Nada de vacilações!
LUSBEL (canta):
No meu reino sou invencível
Lutarei até vencer
Contra Deus e contra tudo,
Far-me-ei obedecer.
TODOS (coro):
Não temer nem recuar.
O inferno nos protege
Em tudo vamos ganhar.
LUSBEL:
Do inferno imperador
De minha grei rodeado
Serei sempre insubmisso
Mas não serei humilhado
(Ouve-se ao longe o canto da Pastora Perdida. Os Diabos escutam, ocultando-se em seguida)
PASTORA PERDIDA:
Perdida eu vivo nesta solidão
Entregue somente às leis desta sorte.
É minha sina. Ó, Deus, tem compaixão
Dá-me forças precisas para enfrentar a morte.
Deus do Céu, enviai, por amor de Maria,
Um anjo celeste e protetor, que me sirva de guia.
LUSBEL:
Pastora perdida, eu te guiarei,
Por lindas estradas
Que meu reino tem.
Se queres ser rainha,
Diz-me que és minha
Possuo riqueza, sou homem de bem.
PASTORA PERDIDA:
Não quero riqueza, nem tua bondade,
Quero o meu pastor
Da minha igualdade. Vivo na pobreza
Abandono a riqueza.
Eu só queria um guia
Que tivesse piedade.
LUSBEL:
Pois já que me recusas e me fazes sofrer, no reino do inferno tu vais padecer (chamando os infernais):
- Infernais! Amarrem-na e levem-na para o meu reinado para alegrar o nosso festim de hoje...Há...Há... Há... Inferno! (Desaparece no alçapão).

IV Ato
CENA: O inferno. Os diabos dançando e pulando, gritando, berrando ao redor da Pastora Perdida, que se encontra amarrada, chorando, de cabeça baixa.
LUSBEL – Estou vingado, mais um trunfo que eu conquistei ao reino do Eterno. Há...Há...Há... Fogo, infernais!
PASTORA PERDIDA (grita): Valei-me, São Miguel! (São Miguel aparece de espada em punho)
SÃO MIGUEL – Para trás, espíritos infernais!
(São Miguel derrota os diabos e castiga Lusbel)
SÃO MIGUEL – A Cruz Divina quebrará o teu poder e te obrigará a rojar-te no chão (mostra a cruz)... Agora, sobe ao teu trono para seres castigado e seres transformado em dragão.
LUSBEL (urrando) – Ó, maldito sobre o inferno! Maldito Miguel! Ó, inferno que me abandonas!
(sobe ao trono, arrastando-se. Transforma-se em dragão).
Anjinhos cantando
ANJINHOS (para a pastora) – Teus companheiros te esperam para Jesus ir adorar.

As pastorinhas ficaram em cena por cinquenta anos, os demônios ficavam sempre a cargo dos portugueses, deveria ser muito engraçado a encenação com o "Cão do Luso" com sotaque lusitano. Na minha época, todas eram brasileiros, o elenco de algumas montagens era formado pelo Antônio Nogueira de Sá (Lusbel), Bastos, Chaguinha (este eu conheci, morava onde é hoje o Sebrae) e Plácido, como os Diabos Trinca-Ferro, Come-Fogo e Gigante-das-Trevas, respectivamente. Conhecí o "Lapinha", era o “Belisca-Lua”, ele mora na Vila Paraíso, na Avenida Getúlio Vargas (foi o único Cão do Luso que foi morar no paraíso, é mole!).

Quase todo o quarteirão onde estão os prédios do Teatro do Luso e Teatro Juvenil, foram alugados pela Universidade do Norte - UNINORTE, o Luso virou Centro Cultural. A direção desta escola de ensino superior e os seus estudantes, bem que poderiam ressurgir das cinzas “As Pastorinhas”, com certeza, eu teria o maior prazer em levar os meus netinhos para assistirem a encenação do "Auto de Natal", eles teriam o maior temor dos Atos III e IV, guardariam na mente, para contar, no futuro, como metia medo e sedução o “Cão do Luso”! É isso.

Foto: J Martins Rocha

sábado, 26 de março de 2011

O ZÉ MUNDÃO PEGANDO TODAS

O Zé Mundão aprontou muito na sua juventude, certa vez, resolveu comprar um Fusquinha, somente para ir com os seus amigos para os lupanares de Manaus, sempre cobrava a da “gasosa”, é claro! O cara ficou fissurado por estes lugares, baixava por lá todas as sextas, sábados e feriados, respeitava somente a Semana Santa, quando não comia qualquer tipo de carne! Os lugares preferidos eram a “Maria das Patas”, “Piscina Club” e “Saramandaia” – o carro do Zé estava tão acostumado com a rota, bastava ligar o “piloto automático”, para ir direto para o puteiro! Numa bela noite de sábado de Manaus, o Zé Mundão estava numa lisura que fazia dó, ficou naquela ânsia, encontrou com o seu amigo Branco, no Bar do Gordo, tomaram umas geladas no fiado e ainda tiveram a cara-de-pau em pedir algum emprestado do dono bar, é mole! Seguiram direto para o “Saramandaia”; no caminho, colocou gasolina o suficiente para ir e voltar, o ponteiro nem se mexeu, cruz credo! Chegando lá, o Zé estava com uma cara de enterro, não era para menos, a grana dava somente para tomar quatro latinhas e nada mais, pegar as primas, nem pensar! O Zé chamou o Branco e propôs: - Branco, mano velho, vamos cair fora daqui, tudo é caro, vamos lá para o Posto Cinco, pelo menos a nossa grana vai dar para tomar umas oito, tudo bem? O Branco não tinha nada para argumentar, pois ele é sabedor que o carona depende do dono do carro, tinha mesmo que concordar. Chegando lá, tomaram as primeiras cervejas na maior manha – o Zé Mundão estava falando baixo, triste e puto da vida; quando a bexiga estava na tampa, foi ao WC, jogar pelo ralo o restinho de dinheiro que ainda tinha nos bolsos, na volta, deu uma bicuda num bolo de dinheiro, rapidamente colocou nos bolsos, ficou nervoso, chegou com o Branco e mandou ver: - Branco, encontrei um monte de grana no chão, vamos cair fora, não sei quanto tem, pode ser tudo de 1 ou de 50! Resolveram ir ao “Piscina Club”, ficaram num lugar reservado, o garçom chegou e perguntou ao Zé o que eles iam beber, o cara ainda estava meio assustado, falou bem baixinho: - O senhor me desculpe, a gente vai conversar um pouquinho e depois o chamamos, pode ser? Quanta educação do Zé, parecia um “gentleman” – começaram a contar a grana, o Zé ficou vermelho, deu um sorriso de orelha a orelha, pois tinha exatamente 860 pilas! Aí papai, a coisa toda muda, o cara deu um grito chamando o garçom, nem parecia àquele pobre coitado de cinco minutos atrás, a voz ficou empostada, ficou com aquela cara de rico boçal, detonou logo: - Pinguim, meu brother, pega duas garrafas de cerveja, uma Brahma e outra Antárctica, dois churrascos de peito de franco e duas primas escolhidas a dedo, pode deixar comigo, você ainda vai pegar uma boa gorjeta! O garçom ficou sem entender bem a mudança de comportamento do Zé. Depois do pedido, combinou logo com o amigo: - Ô Branco, toma cem contos, paga o quarto e detona a tua nega velha, deixa a despesa da mesa comigo, a noite vai ser uma loucura! Chegaram as beldades, o Zé Mundão tomou logo a iniciativa, puxou a mais gostosa para ele, o coitado do Branco só fazia rir, parecia um pinto na merda! Papo vai, cerveja vem e saindo direto Iscas de carne e de batata frita; uma delas notou que o Zé estava com bastante bala na agulha, propôs: - Vamos para a minha casa, poderemos ficar bem à vontade lá, tudo é de primeira, não é a fuleiragem desses quartos daqui, vocês podem ficar até amanhã de manhã, combinado? O Zé na sua gaiatice de sempre, sem consultar o amigo, respondeu na bucha: - Tudo bem princesa, topamos a parada, vai se preparando que o couro vai comer! E o Branco só fazia rir, parecia uma hiena, também pudera com cem corujinhas no bolso e a conta sendo paga pelo Zé Mundão, até eu, papai! O Branco resolveu chamar o Zé num canto e o aconselhou: - Ô Zé Mundão, acho melhor tu guardar a metade da grana embaixo do tapete do carro, essas duas podem achar que nos somos otários e filar o nosso capim! O Zé é doido, mas não é leso, aceitou o conselho do Branco. Passaram primeiro num posto de gasolina – aí foi graça para o Zé: – Aí gente fina, bota gasosa até no toco, quero ver é derramar o tanque! Rumaram com as gatas em direção a Zona Oeste da cidade, elas moravam num bairro barra pesada, a casa era de madeira, o quarto era fuleiro dez vezes mais do que os do “Saramandaia”, agora não adiantava mais chorar sobre o leite derramado, o Zé ficou no quarto e mandou o Branco se acomodar com a gata dele na sala de estar – o pagamento foi feito adiantado, é claro! O couro comeu, foi “lamparinada” até o Sol raiar! O Zé ainda deu um cochilo, acordou com alguém batendo bem forte a porta, a gata ficou aflita e falou bem baixinho: - Sujou a parada, chegou o meu macho, ele é matador, acorda rapidinho o teu amigo, corre pelos fundos e pula o muro, pega a rua detrás, dá um tempo e depois vem pegar o teu carro! A bronca foi feia para o Zé! O cara só se mete em rolo! Depois de fazer tudo como recomendado, o Zé Mundão pegou o seu carro e se mandou para o centro da cidade, pararam na Praça da Saudade e foram conferir a grana, não tinha um conto sequer na carteira dos dois otários, aquilo fora uma armação! Tudo bem, ainda tinha quatrocentos contos embaixo do tapete! O Zé Mundão ficou grato com o conselho do Branco e falou: - Valeu, Branco, toma mais cinquenta paus, vou ficar em manutenção durante a semana toda, na próxima sexta-feira iremos gastar o resto da grana lá na “Maria das Patas”, dessa vez vai ser no banho tcheco, nada mais de ir para a casa das barangas! E o Branco só fazia rir, também pudera, passou a noite toda bebendo, comendo, não gastou um conto sequer e, ainda ia voltar para casa com um galo no bolso! Assim foi a vida de solteiro do Zé Mundão, pegando todas, até chegar o seu casamento, a partir daí acabou a mamata, só pegava a patroa e nada mais, nem gripe da vizinha! Eu, hein, Zé Mundão!

Nota do Blog - O Zé Mundão é um personagem criado pelo blog – um cabocão manauense, ambientalista, gozador, enrolado até o cabelo, amante da cidade de Manaus, curtidor da vida social, cultural e etílica da sua cidade. Alguns leitores assíduos do blog gostam das peripécias do Zé Mundão, inclusive, confundem com a pessoa do editor do blogdorocha, mas não tem nada a ver, tudo é uma mistura do passado, com a realidade e ficção da vida de um típico manauense.