quarta-feira, 20 de outubro de 2010

TODO DIA É DIA DO POETA

No dia 20 de outubro comemora-se o “O Dia do Poeta”, em decorrência do Decreto no. 66/1978, não existe uma razão especifica, pois todo dia é dia do poeta.

O termo poeta vem do grego “poietés”, aquele que faz, que tem faculdades poéticas e se consagra à poesia, faz versos e é considerado um erudito. Somente um poeta é que tem a imaginação inspirada, devaneia e tem um caráter idealista.

Existem algumas formas de expressão do ser humano, mostrada através da pintura, música, teatro, composições literárias e poéticas, que vem do berço, ou seja, nascem com a pessoa – é um dom; dessa forma, não se faz um poeta, ele nasce feito, no decorrer da sua vida ele vai apenas refinado as técnicas para expor o seu pensamento.

No Amazonas temos uma plêiade de poetas e poetisas - muitos já foram para o andar de cima, mas, o poeta nunca morre, sempre ficam as suas obras para a posteridade -, outros tantos, ainda estão em plena produção poética.

As minhas homenagens aos poetas: Elson Farias, Aldísio Filgueiras, Chico da Silva, Max Carpenthier, Dori Carvalho, Ribamar Mitoso, Ernesto Penafort e Gaitano Antonaccio.

Parabéns aos poetas do POETATU (Gens da Selva): Anibal Beça, Anísio Mello, Marcos Gomes, Celestino Neto, Jersey Nazareno, Tenório Telles, Zemaria Pinto, Felipe Wanderley, Castro e Costa, Henrique Mesquita, Simão Pessoa, Célio Cruz, Cleber Cruz e Eliberto Barroncas.

Parabéns aos poetas do Clube da Madrugada: Jorge Tufic, Farias de Carvalho, Pe. Luiz Ruas, Luiz Bacelar, Thiago de Mello, Antístenes Pinto e Max Carpenthier.

Parabéns para os poetas brasileiros: Carlos Drummond de Andrade, Cecília de Meireles, Fernando Pessoa, Manoel Bandeira, Mário Quintana e Vinícius de Morais.

Uma homenagem especial ao nosso poetinha Luiz Bacellar, escrito por Aníbal Beça: "Luiz Bacellar é um dos escritores mais significativos da literatura que se produz no Amazonas. Nascido em Manaus, no dia 4 de setembro de 1928, o poeta viveu sua infância numa época marcada pela crise econômica que se seguiu ao fausto do "ciclo da borracha". Sua obra é perpassada por elementos de forte componente erudito, ao mesmo tempo em que retrata temas e motivos da cultura popular, do folclore, em particular as vivências de sua infância no bairro dos Tocos, hoje Aparecida.O universo poético retratado por Bacellar, sobretudo em Frauta de Barro, constrói-se sobre o plano da memória. Tece seus versos com os fios das lembranças, reminiscências de seu mundo infantil. Constrói um mapa esmaecido de uma cidade corroída pelo tempo e pelas transformações econômicas – Manaus. Não a que conhecemos hoje, surgida sob as determinações da Zona Franca, mas a Manaus provinciana da segunda metade do século que se encerra. Estudou no Colégio São Bento, em São Paulo, onde completou seus estudos. Aperfeiçoando-se posteriormente, no Rio de Janeiro, em Pesquisa Social, Antropologia e Museologia, realizando parte de seus estudos sob a orientação do saudoso professor e estudioso da cultura brasileira Darcy Ribeiro. A música é outro componente importante de sua produção poética. Parte significativa de seus textos são plasmados por intensa musicalidade. Foi professor de Literatura e Língua Portuguesa no Colégio Estadual D. Pedro II, pólo aglutinador, nos anos 50 e 60, da jovem intelectualidade de Manaus. Destacou-se no processo de renovação da literatura regional, participando da movimentação que culminou na fundação do Clube da Madrugada, em 1954. Exerceu o jornalismo, atuando em diversos órgão de comunicação de Manaus. No plano institucional, foi conselheiro de cultura do Estado do Amazonas em diversas oportunidades. A vida literária do poeta Luiz Bacellar teve um começo feliz: conquistou, em 1959, o prêmio "Olavo Bilac", da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, com aquele que seria seu livro de estreia, Frauta de barro, publicado em 1963”.

Sobre a nova geração de poetas no Amazonas, o Max Capenthier falou o seguinte: “Eu acho até que há muitos, e a história, finalmente, acabará por selecioná-los. Acontece que, no Brasil, tocados que somos por esse favoritismo equatorial, por essa força da paisagem, aos 18 anos quase todos nós escrevemos poemas de “dor-de-cotovelo”. É possível que tenhamos aqui, no Amazonas, uns 30 ou 40 poetas, mas a poesia não é só isso. A poesia é um sacerdócio. Depois, com o amadurecimento, decidimos ou não se seremos poetas. Porque isso envolve uma perspectiva de vida e o tipo de comportamento. Portanto acho que temos bastante gente escrevendo, e alguns devem ficar literatos para sempre, assumindo essa posição. Não vejo que nós tenhamos falta disso. A todo instante, livros publicados de poetas jovens, de escritores jovens. Muitos deles não persistirão, mas alguns vão ficar e serão bons”.

Todo dia é dia de poesia, consequentemente, todo dia é dia do poeta!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

DO OUTRO LADO DA PONTE


Domingo passado fui até a Vila de Paricatuba, com o objetivo de dar um abraço no meu amigo “Cocota”, tirar fotografias dele e das “Ruinas de Paricatuba”, além de curtir a praia e de rever os amigos.

Peguei um barco “a jato”, no Rodoway, a viagem dura em torno de vinte minutos, a minha surpresa foi no desembarque, na Ponta do Pepeta, no lado direito do Rio Negro, no município de Iranduba – a parada fica exatamente embaixo da grande Ponte que ligará Manaus a algumas cidades da Região Metropolitana.

Com o término da construção desta megaponte, este serviço de travessia de barcos e balsas ficará prejudicado, enquanto isso, o sufoco é total – na cheia do Rio Negro, o Porto do outro lado do rio fica em Cacau Pirêrera, com a vazante, passa para a Ponta do Brito, porém, este ano a seca chegou a 14,40 m, está chegando à marca de 30/10/1963 (13,64m), obrigando a SNPH a transferir para a Ponta do Pepeta, debaixo da referida Ponte.

Tudo está improvisado, com sujeiras, lixos, poeiras e lamaçal. A venda de passagens é feita dentro de um carro tipo Van, não existe informações a respeito de saída e chegada dos ônibus; banheiros, nem pensar, as necessidades fisiológicas estão sendo feitas no mato.

A Prefeitura Municipal de Iranduba, sempre omissa, não tem o menor respeito para com as pessoas que utilizam aquele local, pois, nem o mínimo de infraestrutura foi realizado. Não custaria muito aos cofres públicos, fazer uma padronização das barracas, dotar o local de sanitários públicos, construir um simples Terminal de Ônibus, podia ser de madeira, com um local apropriado para venda de passagens e com informações básicas aos usuários e turistas, além de um abrigo dos raios solares e das chuvas ocasionais, seria o mínimo, mas, nada!

Apesar de todo o descaso do Prefeito Nonato Lopes, a construção da Ponte chama muito a atenção das pessoas, a visão do outro lado do rio é muito bonita. Com a vazante, apareceu uma enorme pedreira, as pessoas estão pescando no local, muitas famílias se reúnem para tomarem banhos de rio, além de dois grandes flutuantes estarem fundeados no local, proporcionando muito lazer e diversão para todos.

Enquanto esperava o meu ônibus para Paricatuba, comecei a conversar com as outras pessoas - com relação às saídas dos ônibus, todas estavam mais por fora do que “bunda de índio”; bati papo com os pequenos comerciante e pescadores, todos eles foram unânimes em afirmar que a ponte trará o progresso e junto com ele as mazelas; dei uma caminhada pelo local, tirei fotografias, fiquei admirado com a enorme várzea; comprei algumas frutas; a sede estava naquela altura, resolvi tomar duas latinhas de cerveja; sentei num tronco de árvore, liguei o som do meu MP20 e fiquei a olhar aquela imensa ponte, nos pilares deu para visualizar as marcas das cheias de 2009 e 2010; um grupo de dez pés-inchados já fizeram moradia embaixo da ponte.

Apareceu um ônibus com o letreiro “Montenegro”, todos correram onde ele parou, o motorista avisa que ali não era a parada, arranca e para uns cem metros depois, todo mundo corre atrás, eram meninos, velhos, jovens, mulheres barrigudas, turistas e os escambau! O “motora” mudou o letreiro para “Paricatuba”, no meio do empurra-empurra consegui entrar e sentar numa cadeira ao lado da janela, para pegar um vento na cara – ficou rapidinho lotado, sentou ao meu lado um sujeito com um cê-cê daqueles, misturado com um calor insuportável, deu uma combustão total, ai eu gritei: – Socorro! Vou vomitar até as tripas! Chamei um vendedor de bebidas, pedi mais uma latinha de cerveja, tampei o nariz e bebi numa única golada, ufa, melhorei!

O ônibus deu a partida, olhei novamente para a Ponte e, pensei: - Com o término da construção, tudo vai mudar, acabará o sufoco, tudo será mais organizado, pegaremos o ônibus lá na Rodoviária de Manaus ou o sufoco somente mudará de nome e lugar! Para mim, não importa muito, gosto do outro lado do rio, principalmente, da minha amada Vila de Paricatuba, lá é um paraíso, vale a pena!

Para dizer a verdade, os homens do governo não estão nem ai para o bem-estar da população, o que interessa para eles é a construção da Ponte e superfaturar a obra, o resto é resto. Na campanha passada, foram muitos afagos nos pobres, beijinhos até nos cachorros vira-lata, tiveram ainda a cara-de-pau de comer Jaraqui Frito com Baião de Dois, na Feira da Compensa! Conseguiram ganhar a eleição, agora, o pobre que se exploda! Estão fugindo dos eleitores; para eles, eleitor pobre é muito chato e pidão!

Apesar dos pesares, vale à pena pegar um barco ou a balsa e conhecer o outro lado da Ponte, a natureza é bela e exuberante. É isso ai.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

AS RUÍNAS DE PARICATUBA




Localiza-se na Vila de Paricatuba, no município de Iranduba, bem próximo a Manaus, com apenas 40 minutos, via terrestre pela AM-070 (Estrada Manoel urbano).

A construção teve inicio em 1898, a cargo do governo do Estado do Amazonas, para servir como uma grande hospedaria para imigrantes italianos que viriam da Itália para trabalhar no nosso Estado - era um prédio suntuoso e imponente, era um luxo e sofisticação, com janelas em estilo colonial, vasos de louça inglesa e tijolos e vigas portugueses de alta durabilidade.

Segundo a Dona Rosângela Barbosa, moradora e uma das lideranças do lugar: “Era uma construção que foi feita para durar a vida toda. Todas as paredes internas eram revestidas com azulejos, os assoalhos eram de pinho, as calhas eram de cobre, as descargas de ferro, o material era muito caro e de ótima qualidade, foi tudo jogado fora, um grande desperdício do dinheiro público”.

No governo do Constantino Nery, em 1900, foi oferecida para a instalação de uma obra educacional. Em 1904/5 Os espiritanos franceses montaram uma escola agrícola e profissionalizante, não vingou.

O marco histórico foi em 1906, com a criação do Instituto Afonso Pena, contou a presença do Dr. Afonso Pena, presidente do Brasil.

Por volta de 1924/25 foi criado a Profilaxia Rural do Amazonas, para a instalação de um leprosário, foram transferidos em 1930 e, em 1962 foi desativado e os doentes foram para a Colônia Antonio Aleixo, em Manaus.

Em 1970 foi instalada a Missão Pistoia, com missionários italianos liderados pelo Padre Humberto Guidotti, eles reconstruíram parte do prédio, depois, ficou abandonado e virou ruínas.

O Gasoduto Coari-Manaus estava projetado para passar por lá, houve um grande movimento para desviarem o traçado, como forma de compensação a Petrobrás iria recuperar o prédio, nada foi feito, continua em ruínas.

Os braços dos Apuizeiros é que sustentam as paredes das ruínas, os jovens utilizam o local para jogar futebol de salão – os turistas ficam fascinados pelo que restou.

Imaginem os senhores se o prédio tivesse sido poupado da destruição, seria uma beleza! Infelizmente, esta obra fantástica está mercê da floresta amazônica!

sábado, 16 de outubro de 2010

COCOTA, NOSSO ADMIRÁVEL VAGABUNDO!


Um dos objetivos do blogdorocha é divulgar o trabalho das pessoas que contribuiram para o nosso desenvolvimento cultural, social e econômico, nada mais justo do que mostrar “para o mundo ver” um amazonense que faz história na nossa cidade – o famoso Euler Cocota, o aniversariamente de hoje.

Atualmente, mora na Vila de Paricatuba, em Iranduba, promoveu uma bela Feijoada, para comemorar o seu niver – ele é citado no livro “Amor de Bica”, dos jornalistas Mário Adolfo e Orlando Farias, do escritor Simão Pessoa e do poeta Marcos Gomes. O texto é mais ou menos assim:

“O ex-fora da lei Euler Silva, o popular “Cocota”, é uma lenda da Praça São Sebastião (hoje Largo) e de seus arredores, tendo se envolvido com tráfico de drogas e outros pequenos ilícitos. Aprontou tudo o que tinha direito. Foi morar na rua protegido por uma companhia lendária – a de uma cadela, cujo maior feito foi tê-lo esperado dois meses à porta do presídio Raimundo Vidal Pessoa. No dia em que de lá saiu, dois meses após um flagrante por levar consigo algumas trouxinhas de maconha, lá estava a cadela à sua espera.

Cocota jamais foi um homem perigoso à sociedade. Na verdade, naufragou sob o impacto das ondas ditadas pelas mazelas sociais e do banzeiro da mediocridade das estruturas do Estado, que não lhe permitiram, em detrimento da vida, ser um simples vagabundo.

A história de Cocota foi muito bem ilustrada pelo jornalista Inácio Oliveira, biqueiro, numa reportagem no jornal Amazonas em Tempo e legou um título inesquecível: “Admirável Vagabundo”. Mais recentemente, no ano de 2003, Cocota foi motivo novamente de uma reportagem levada a efeito pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Amazonas. Ele foi identificado com um dos muitos casos de pessoas que não viraram reféns do crime, após entrar em seus subterrâneos e deles sair intacto.

Cocota foi se retirando dos submundos pela ação assistencial da igreja capuchinha de frei Fulgêncio Monacelli e com a ajuda de muitos biqueiros, com destaque para o psiquiatra Rogelio Casado e o delegado aposentado Trindade.

Reabilitado socialmente, sem dever nada à Justiça ou à sociedade, Cocota cumpre uma missão pra lá de louvável a qualquer ser vivente que habite esse planetinha azul tão açoitado por impactos das guerras, das revoluções industriais e tecnológicas que se sucedem e das devastadoras perdas impostas pela exploração criminosa das matérias-primas. Cocota coordena no Paricatuba (margem direita do rio Negro, em frente da cidade de Manaus) um projeto de reprodução de mudas nativas da Amazônia para reflorestar áreas degradadas da floresta".

 

É isso ai, a história do meu amigo é pra lá de interessante; o Cocota continua nas suas idas e vindas de Paricatuba; lá é hóspede cativo do Paulo Mamulengo e da Dona Ro; aqui, em Manaus, prefere ficar dormindo na Rua Marcílio Dias, em frente a Casa do Trabalhador!

Continua sendo o nosso eterno admirável vagabundo. Atravessei o Rio Negro, somente para ir até Paricatuba e dar um abraço no Cocota, tirei algumas fotos do artista e montei a colagem acima. Feliz aniversário Cocota!




Obs.: A BICA significa Banda Independente da Confraria do Armando, faço parte dessa agremiação; todo ano é realizada a maior e mais bonita festa de Carnaval de rua, na Rua Dez de Julho, centro antigo de Manaus.
Ainda existem alguns exemplares do livro Amor de BICA, pode ser comprado no Bar do Armando.
Foto Colagem: J Martins Rocha

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

JARAQUI, O JARACA PARA OS MANOS DE MANAUS


O Jaraqui tem um nome complicado, conhecido no meio científico como “Semaprochilodus”, para os meus manos caboclos é apelidado simplesmente por “Jaraca”!

Por ser o peixe mais abundante e barato no Estado do Amazonas, o mais abastados falam que é comida somente de pobre! Puro preconceito! Alguns deles comem Jaraqui e arrotam Bacalhau!

É mano velho, não troco o meu Jaraca por nada, para matar a saudade fui ao templo do peixe, o Restaurante Galo Carijó, situado na esquina da Rua dos Andradas com a Rua Pedro Botelho, centro antigo de Manaus. O estabelecimento estava lotado, assim mesmo fiz logo o meu pedido: Jaraqui frito com os acessórios (baião de dois, farinha ova, tucupi, pimenta murupi, limão, sal e azeite de oliva).

Fiquei na espera de uma mesa, um olho no peixe e outro no “Felis cattus domesticus” (se bobear o gato leva!). Assumi a primeira mesa que desocupou, fiquei naquele martírio, esperando o meu manjar. Dois senhores se aproximaram e pediram para sentar à mesa, concordei gentilmente; começaram a falar sobre negócios, com sotaque de nordestino, o papo envolvia muita grana nas transações; tinha que ouvir aqueles indivíduos fanfarrões.

A garçonete veio ao meu encontro e perguntou: - Eles estão com você? O pedido também é Jaraqui? Antes de responder que não, um deles foi logo detonando: - Não gosto desse peixe, amazonense é que come isso ai (com ar de desprezo), quero um Tucunaré bem grande. Fiquei engasgado antes de o jaraca chegar; pensei com os meus botões: – Dou uma dura nesses palhaços ou me mudo de mesa? Optei pela segunda opção.

O meu peixe estava saboroso, enquanto comia olhava para os forasteiros, notei que um deles estava envergonhado da declaração infeliz; talvez o Tucunaré estivesse entrando quadrado; quem sabe na próxima vez irá fazer o seguinte pedido: - Um Jaraca com baião de dois, por favor! Não sou amazonense, mas comi o jaraqui e não saio mais daqui, nem com nojo de pitiú!

Olha o peixe ai minha gente!
Curimatã, Piranha Preta e Jaraqui
Traz o Tambaqui
Pra comer com Farinha e Tucupi
Venha logo!
Embarca nesse grande canoa
Que acordou o sapo
Um cantor de lagoa
Larga a batida do som Play Tecno
E vem dançar o Jaraqui Psicodélico

Elon Veleiro

Na terra do Jaraqui
Ninguém me contou
Eu mesmo vi
Sinal da globalização suicida
Um curumim Baré
Comendo Yakissoba com Hashi
No lixo da Feira, Nossa Senhora!
Da Aparecida

Marcos Santos


Foto: J Martins Rocha

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O TAMBAQUI


O Tambaqui é um peixe nobre da Amazônia - o nome científico é Colossoma macropomum; segundo os especialistas, as características são as seguintes: escamas com corpo romboidal (quadrilatero de âgulos não retos) , nadadeira adiposa (pequena excrescência carnosa) curta com raios na extremidade; boca prognata (mandúbula alongada) com dentes molariformes (molar, próprio para roer) e rastros branquiais (brânquias, orgão respiratório) longos e numerosos, a coloração geralmente é parda na metade superior e preta na metade inferior do corpo, mas pode variar para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água.

Vamos conhecer um pouco mais: É uma espécie que realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão; durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos ou sementes; na vazante dos rios, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzea onde se alimentam de zooplâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovar. Na época de desova não se alimentam, vivendo da gordura que acumularam durante a época cheia.

Por ser um peixe com uma carne soborosissima, muito utilizado na culinária regional e, alcançando um alto valor de mercado, houve uma sobrepesca, tornando difícil encontrar um indivíduo com um peso maior.


Um caso raro: no mês de Agosto deste ano, um pescador do Município de Maraã (635 Km de Manaus), no Rio Solimões, pescou um com 1 metro e 15 centímetros, pesando quarenta e quatro quilos, com idade calculado entre doze a quinze anos. Foi colocado no formol e está em exposição no Bosque da Ciência, no Instituto de Pesquisa do Amazonas – INPA, em Manaus, no bairro do Aleixo.

Segundo os especialistas, a pesca e comercialização em Manaus eram a seguinte: durante décadas e notadamente até metade da década de 80, o Tambaqui foi o principal item desembarcado no porto de Manaus, chegando a um pico de 14 mil toneladas anuais durante a década de 70, no entanto, nas últimas estatísticas pesqueiras computadas apresentaram uma média de desembarque de 300 toneladas anuais de peixes oriundos de ambiente natural.

Para a proteção da espécie na época da desova, o IBAMA criou a temporada do defeso (proibição), entre 1º. de Outubro a 31 de Março de 2011, neste período, não é permitido a pesca, transporte, armazenamento, beneficiamento e a comercialização desta espécie, com execeção dos casos de estoques declarados pelo IBAMA, produto proveniente de piscicultura registradas e acompanhados de certificado de origem e a pesca científica autorizada previamente autorizada.

Na minha infância, tinha uma missão muito árdua: ir toda semana ao Mercado Adolpho Lisboa, para pegar o “bucho” do Tambaqui.  Apesar de ser um peixe nobre, era muito consumido pela classe de baixa renda, existiam em grandes quantidades e o preço era muito bom, na nossa mesa nunca faltava. As pessoas quando viam aquele menino, pegando as vísceras do peixe, ficavam chocadas, algumas até se dispunham a me dar uma “banda” do Tambaqui, porém, sempre me recusava, o objetivo maior era o bucho!  Não dava para explicar para todo mundo que aquilo servia como matéria-prima para fazer um tipo cola, utilizada na confecção de violões. Depois da década de oitenta, a produção caiu, o preço foi para a estratosfera, tivemos que parar de utilizar o bucho, passamos a utilizar a cola branca. Olha o Tambaqui ai, gente!

Foto acima: Arquivo do IBGE - mostra um peixeiro, na década de 70,  vendendo um Tambaqui, no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus/AM.
No meio, mostra um desenho do peixe, para melhor visualização das suas caracteristicas físicas. 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

DIA DAS CRIANÇAS NO BRASIL

O Dia das Crianças no Brasil é comemorado hoje, no entanto, o Dia Mundial da Criança é no dia 20 de Novembro, data em que a ONU reconhece por ser a data da aprovaçãoo da Declaração dos Direitos da Criança, porém, cada país adota um dia diferente.

Todo dia é dia das crianças brasileiras, infelizmente, entra o lado comercial das coisas, o foco principal não é comemorar este fase tão linda que é a criança, mas, sim, o aumento das vendas de brinquedos e os lucros cada vez maiores.

Historicamente, o dia foi oficializado em 1924 através do Decreto no. 4.867, no governo do Arthur Bernardes, o dia era comemorado no dia 25 de Março. Em 1960 a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção juntamente com a Johnson & Johnson para lançar a “Semana do Bebê Robusto”. Depois, outras empresas lançaram a Semana da Criança, - como estratégia de marketing, os fabricantes resolveram unificar a comemoração para o dia 12 de Outubro.

Lembro-me da minha infância pobre, não ganhava brinquedos industrializados, todos eram feitos manualmente, não existia este apelo consumista de hoje, para se ter uma ideia, a minha filha de segundo grau, fez aniversário no mês passado, ganhou uma montanha de presentes, mesmo assim, ainda ganhou mais alguns no dia de hoje – o meu humilde presente foi passar o dia todinho com ela. Viva o dia das crinças brasileiras! Viva!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A CASA MAIS ANTIGA DE MANAUS


A fotografia acima mostra a casa mais antiga de Manaus, está localizada na Rua Bernardo Ramos, numero 77, centro antigo. É uma casinha em estilo colonial, datada de 1819, portanto, com cento e noventa e um anos. Tem a cor predominante verde, possui uma placa “Bar e Mercearia Guarany”, segundo os historiadores, serviu como residência do Vereador José Casimiro Prado, que ajudou a construir o 1º. Teatro da cidade, onde atualmente funciona a Capitania dos Portos.

O Programa Monumenta, com recursos do governo federal, previa a restauração de prédios e monumentos históricos – no corredor cultural proposto, estava inserido o Paço da Liberdade, o Coreto e Chafariz, situados na Praça Dom Pedro II e a Casa 77, acima descrita.

Este programa se arrasta desde a administração do prefeito Serafim Correa, infelizmente, nada foi concluído até os dias atuais. Sabemos que a referida casa foi comprada pelo poder publico e, encontra-se em processo de recuperação, pode-se dizer “a passos de tartaruga”.





domingo, 10 de outubro de 2010

SECÃO DE VARIEDADES

Tem aquele famoso ditado popular: “Quando não é oito é oitenta”, ou seja, são os extremos máximos que estão acontecendo nos nossos rios, com cheias cada vez maiores e vazantes enormes, seis meses alagando tudo e seis meses com uma seca cruel.

Dei uma passada na “beira do rio”, um lugar conhecido por “Manaus Moderna”, no centro antigo de Manaus, aparece uma longa e extensa praia, com centenas de barcos ancorados bem longe da rua principal, tornando um sufoco o processo de carga e descarga de pessoas e mercadorias.

Os donos de embarcações, que fazem linha para o interior estão amargando inúmeros prejuízos materiais e financeiros, em decorrência dos bancos de areia que aparecem no trajeto, além de troncos e pedras, ocasionando um maior tempo de viagem.

Segundo os técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CRPM), a seca avança na região do Alto Solimões, principalmente no município de Tabatinga (1.108 km de Manaus) e o rio começa a subir no Juruá, próximo a Eirunepé (1.160 km de Manaus) – existe a previsão para chover nas cabeceiras dos rios, na segunda quinzena de Outubro, ficando somente o Baixo Amazonas com seca em Novembro.

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Hoje, segundo domingo de Outubro acontece o Sírio de Nazaré, a maior festa religiosa do Brasil, em Belém do Pará.

O Sírio (vela grande) de Nazaré consegue atrair uma enormidade de pessoas, em torno de dois milhões, esta comemoração religiosa é considerada como o “Natal dos Paraenses”, as pessoas vestem roupas novas, as famílias fazem um almoço especial, com belos pratos de “Pato no Tucupi” e “Maniçoba”, as ruas ficam enfeitadas, as pessoas que fazem promessas seguram uma enorme corda, com o trajeto final na Basílica de Nazaré, no centro antigo.

Este evento é muito bonito e milhares de fiéis e turistas de todas as partes do Brasil e do mundo participam das comemorações.

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No dia 12 de Outubro será comemorado do dia da “Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Aparecida”, titulo católico à Virgem Maria, mãe de Jesus de Nazaré.

Tornou-se a nossa padroeira (dos católicos), com feriado nacional, apesar de o Brasil ser um país laico (leigo, neutro) – o seu santuário localiza-se em na cidade de Aparecida, no Estado de São Paulo.

Foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira oficial em 16 de Junho de 1930, por decreto do Papa Pio XI -, pela Lei nº 6.802 de 30 de Junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de Outubro, dedicando este dia a devoção.

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No feriado será também comemorado “O Dia das Crianças” – com relação aos brinquedos, demonstra quanto os curumins atuais mudaram as suas preferências de brincadeiras, levando-se em consideração com as crianças de três décadas atrás. São a chamada geração “hi-tech”, que adoram equipamentos de alta tecnologia -, praticamente, acabaram as brincadeiras de ruas.

Os meus filhos foram criados em condomínio fechado, porém, curtiram muito os velocípedes, patinetes, jogo de futebol e brincadeiras, isto criou um circulo de amizade muito forte com os seus colegas – ao contrário das crianças atuais, que adoram os “games” e ficam horas e horas em frente a uma TV ou “Notebook”, isoladas do “mundo”, sem contato com os coleguinhas. Para ser ter uma ideia, a minha netinha de treze meses, adora um aparelhinho tipo um controle remoto, cada botão toca um som ou musica diferente!

Até hoje ainda me reúno com os meus queridos colegas de rua, fizemos uma amizade sólida, nutrimos um grande respeito e admiração – entendo que a minha cidade de Manaus era pequena, com pouca violência -, agora, tudo mudou! Os parâmetros de felicidade são outros para curumins atuais!

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Coisas da politica Baré – os eleitores amazonenses tiraram do legislativo federal um legitimo caboclo, o Senador Artur Virgílio Neto, o mais influente Senador da República.

No seu lugar, foi guindado a Vanessa Grazziotin, natural de Santa Catarina, os outros dois lugares são representados pelo Eduardo Braga, natural de Belém do Pará e Alfredo Nascimento, importado do Rio Grande do Norte, além de termos eleito o Omar Aziz, um paulista para o cargo de Governador do Estado. Será que fomos incompetentes ou não sabemos votar? Somos muito competentes, sim, senhor, o problema maior é que a maior parte dos eleitores amazonenses ainda não possuem a plena capacidade intelectual para votar, são presas fáceis para os que estão no poder e dos poderosos.

É isso ai.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

OS FESTIVAIS DO AMAZONAS


O governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultural, promove diversos festivais, praticamente todo mês tem um, agora em outubro teremos o “Festival de Teatro”, para o próximo já está programado o “Amazonas Film Festival”.

O primeiro começa hoje, às 19h no Teatro Amazonas, com eventos diários até o dia 17, com mostras competitivas, não competitivas, oficinas, palestres e uma programação paralela. A grande homenageada será a atriz Argemira da Silva Sadim, por 30 anos de atuação na cena teatral do Amazonas.

O segundo será realizado de 5 a 11 de novembro, foram 339 filmes inscritos. Com categorias de longa-metragem internacional e curta-metragem brasileiro.

Outros festivais:

Festival Amazonas de Jazz
Festival Amazona de Ópera
Festival Folclórico de Parintins
Festival Amazonas de Dança
Festival de Música do Amazonas
Festival de Fotografias
Festival da Canção de Itacoatiara
Festival Um Amazonas

Esses festivais tem uma grande importância para a arte e para os artistas, além de preparar uma gama muito grande de profissionais, promovendo o intercambio cultural, contribuindo decididamente para a evolução do nosso povo.

Na época áurea de borracha, as cidades de Belém de Manaus viviam de acordo com a cultura europeia, foram construídos os Teatros da Paz e Amazonas, respectivamente; com a debacle (ruina) ocorrida por volta de 1910, mergulhamos num profundo marasmo cultural. Nas última década, o Estado do Amazonas investiu altíssimo nesta área, hoje, respira-se cultural no nosso Estado – até a classe mais baixa da sociedade começou a tomar gosto pela música clássica e pelo teatro, isto é muito!

A máscara é o símbolo do Teatro – o Festival de Teatro do Amazonas tem como símbolo a “Máscara dos Jurupixunas”, tribo desaparecida que viveu na Amazônia no século XVIII, eram sagradas e cuja visão era proibida a mulheres e crianças, somente membros masculinos e iniciados podiam ver as máscaras. Segundo os estudiosos, elas são esteticamente e plasticamente muito fortes, muito fascinantes, parecem, obra de arte surrealista. Foram coletadas pela expedição do português Alexandre Rodrigues Ferreira, em 1782, estão em exposição no Museu de Coimbra, em Portugal.

PONTE ROMANA I- A PRIMEIRA PONTE DA SETE DE SETEMBRO, MANAUS

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A INFÂNCIA DO ZÉ MUNDÃO

O Zé nasceu em Manaus, na Santa Casa de Misericórdia, foi direto para a sua nova residência na “Cidade Flutuante”, não foi muito chegado ao leite materno, desde novinho foi criado à base de “Mingau de Banana Verde”, “Araruta” e “Cremogema”, depois, a sua dieta passou a ser direto o peixe; por ser um pobre ribeirinho, não tinha acesso aos produtos industrializados, tudo era natural, fez também a “dieta da sopa”, ou seja, deu sopa ele comia, não fazia cerimônia, comia feito uma draga.

Pegou aquelas doenças comuns da sua época, como a “Papeira”, “Catapora” e “Sarampo”, criou bastantes lombrigas no bucho, pegou muita “Frieira e Mijacão”; as suas doenças eram curadas com a “Mamona”, “Jalapa Pião”, “Copaíba”, “Chá de limão com Melhoral”, “Xarope Caseiro” e pegou muita surra para tomar “Magnésia”.

Por morar num flutuante, teve de aprender a nadar bem cedo, na sua residência não tinha água encanada e nem luz, bebia água de “Pote” e tomava banhos no igarapé e nas cacimbas, a casa era iluminada com “Lamparinas e Candeeiros”; o café era torrado e pilado em casa, a comida era feita num “Fogão a Lenha” e tinha poucos móveis, apesar de todas as dificuldades materiais, era um caboquinho feliz, cresceu forte e sadio e, começou a aprontar desde cedo.

Os seus brinquedos eram feitos manualmente por seu pai, um exímio marceneiro, certa vez, ganhou de presente da sua madrinha um “Globo Terrestre”, passava horas e horas girando a esfera, parava e ficava apontando o dedo: - Quando eu crescer vou viajar e conhecer a França, Itália, Japão, Portugal, Alemanha e a América, aliás, quero conhecer o mundo todo! Foi um passo para o apelidarem de “Zé Mundão”.

Ele era o responsável em esperar o “Padeiro” e o “Leiteiro” na rua, certa vez, deixou o pão e o leite escondidos e foi pegar “Mangas” e “Biribás” no terreno do “Dural”; quando voltou alguém tinham comido o “bico do pão” e um gato derrubou a leiteira e estava lambendo o leite, a bronca ia ser alta pro Zé, mas, ele era um cara esperto, espantou o bichano e pensou: - Vou completar o litro de leite com água, não quero nem provar, está cheio de pelos do gato, vou ver se o velho engole essa! Dito e feito, o Zé tomou o “café puro” e ainda teve que explicar que foi ele quem comeu o “bico do pão”, depois de algum tempo, falou do ocorrido para o seu irmão mais velho e foi dedurado, pegou uma surra daquelas e ainda ficou um mês de castigo!

O Zé tinha uma vizinha que falava o tempo todo palavrões, aprendeu rapidinho todo o vocabulário, pegou muito “tapa na boca” para perder aquele costume feio, mas, aquele “sinal com o dedo” ele não deixou de mostrar para as pessoas que o acomodava, gritava assim - Tá qui prá ti!

Estudava no Barão do Rio Branco, a sua avó o matriculou no primeiro ano, mas o Zé não sabia ler nem escrever, a primeira tarefa na escola era fazer uma cópia, na malandragem, pediu ao seu colega "Nascimento", para fazer a cópia, o cara era canhoto, pegou o caderno do Zé Mundão e mandou ver. o Zé foi entregar o trabaho, todo satisfeito:  Fessora Genevova, tai a cópia, tá bonita? - Vá fazer outra cópia, você fez com o caderno de cabeça para baixo! - dando aquele ralho. Não se conteve, chorou que nem um bezerro desmamado, a professora descobriu  que ele estava na série errada e o encaminhou para a “Alfa”; cobrir as letras foi uma graça para Zé Mundão; o que ele mais odiava era o “hora da merenda”, não trazia nada de casa e tinha que encarar aquele “leite de soja” que era enviado ao Brasil pelos norte-americanos, o jeito era “filar” a merenda dos meninos do “pré-escolar”, certa vez, foi pego e levado pela “orelha” até a Diretoria, os seus pais foram chamados à atenção - moral da historia: ganhou uma “Lancheira” novinha em folha, com direito a suco de “Maracujá” e Sanduíche de “Pão com Pão”, a partir dai, começou a adorar a hora de merenda e gostava de deixar os seus colegas com água na boca, nunca mais tomou o famoso "leite de posto"!.

Tempo depois, saiu do “flutuante” e vou morar com a família numa “casa de madeira”, fora proibido de tomar banho no igarapé, não tinha jeito, tirava o calção, colocava num arbusto qualquer e pulava dentro d’água, ninguém usava cuecas naquela época, certa vez, o seu “amigo da onça” o famoso “Nego Mau”, escondeu a roupa do Zé Mundão, o coitado passou a tarde toda dentro do rio, deixou a noite chegar e correu “pelado, pelado, nu com a mão no bolso”, passou pela rua até chegar à sua casa, foi gozado por bastante tempo, mas o cara sabe muito bem dar o troco: - Vou dá um tempo, vou pegar o escroto do “Nego Mau” e todos os amigos deles que ficaram me gozando!

Num belo sábado à tarde, estava o “Nego Mau” e toda a sua galera tomando banho pelado no rio, o Zé foi de mansinho e pegou os calções de todos eles, quando estava bem distante, gritou: - Ei, ei, Negou Mau, olha aqui, estou com o teu calção e da tua galera, quero ver todo mundo pelado, sai da água se tu é macho, sai! Foi um Deus nos acuda, prometeram uma bela sova no Zé, mas, ele não estava nem ai! À noite, toda a molecada estava na beira do rio, esperando a galera sair da água, não deu outra, todo mundo correndo pelado pela rua, a gozação foi total. O Zé ficou uma semana sem sair da sua casa, somente ia à escola, escoltado pelos seus pais, mas, um dia pegaram o Zé Mundão, deram a prometida surra nele e ainda tiraram o calção dele, teve que correr novamente pelado pela rua até chegar a sua casa!

O Zé curtiu todas as brincadeiras que as criançadas de Manaus curtiam naquele tempo: Soltar Papagaio de Papel, Pião, Cangapé, Boi de Pano, Caroço de Tucumã, Macaca, Manja, Cemitério, Barbandeira e Jogo de bolinha de gude. Além desses, gostava de pular da “Ponte Romana”, escalar os muros dos vizinhos para pegar “Mangas”, morcegar “Carroças” e assistir filmes de bang-bang no Cine Guarany. Ele aprontava muito, ficava a maioria das vezes de castigo, mas, fugia para brincar na rua, não tinha jeito – “sapeca no Zé!”.


O Zé Mundão era um grande “perna-de-pau”, jogava uma bola “quadrada”, tanto que era sempre escalado para ficar no gol, além de “brabo” era também um goleiro “frangueiro” – passou uns seis meses vendendo picolés, bolinhas de gudes, revistas de quadrinhos e fazendo mandado para os outros, tudo para comprar uma” Bola Oficial”, num belo dia, chega no “Campinho da Várzea” todo “gabola”, com a bola embaixo do braço e mandou ver: - A partir de hoje quem manda no time sou seu, o Nego Mau vai para o gol e eu vou para o ataque, quem “frescar” vai para o banco, se não estiverem de acordo, levo a bola, tudo bem? Todos respondiam: - Sim, Zé Mundão, você é o dono da bola! E assim foi por uma semana, pois a bola caiu num quintal de um velho ranzinza e a cortou em vários pedaços, acabou o reinado do Zé e ele voltou novamente para o gol!


O Zé tinha mania de subir em árvores, certa vez, subiu num pé de “Açaizeiro”, deu uma ventania, e ele ficou a balançar prá lá e prá cá, pensou que ia cair e morrer, depois da calmaria, jurou que nunca mais ia subir em árvores, no dia seguinte, já estava escalando uma grande “Mangueira”, quando estava no “olho” o seu velho começou a gritar: - Desce daí, Zé Mundão, a tua cama ta feita, vais pegar uma surra dobrada! Não tinha jeito, subia no Abacateiro e peia, Jenipapeiro, Ingazeiro, Coqueiro e peia!

A infância do Zé Mundão foi assim, já dava para vislumbrar a peça rara que ele seria. Eu, hein, Zé Mundão!





Nota do Blog - O Zé Mundão é um personagem criado pelo blog – um cabocão manauense, ambientalista, gozador, enrolado até o cabelo, amante da cidade de Manaus, curtidor da vida social, cultural e etílica da sua cidade. Alguns leitores assíduos do blog gostam das peripécias do Zé Mundão, inclusive, confundem com a pessoa do editor do blogdorocha, mas não tem nada a ver, tudo é uma mistura do passado, com a realidade e ficção da vida de um típico manauense.


















terça-feira, 5 de outubro de 2010

O BRASÃO DE MANAUS



A heráldica é a arte ou ciência dos brasões, por sua vez, o brasão é um conjunto de peças, figuras e ornatos no campo do escudo ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, de uma família, cidade, etc. Sendo assim, o Brasão de Manaus representa o símbolo da nossa cidade.


Sendo um símbolo maior da nossa cidade, com certeza, os manauenses têm o dever de conhecê-lo, entender o seu significado e valoriza-lo.



Segundo o historiadores, o Brasão de Manaus foi adotado pelo Coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa, então superintendente municipal e, aprovado através do Decreto-Lei no. 17, de Abril de 1906.



Vamos entender o seu significado:



Na parte superior aparece o Sol Nascente (aurora) que representa a dedicação e elevado espírito de desenvolvimento e trabalho do nosso povo, com a data por extenso de 21 de Novembro de 1889 - como sabemos, a Proclamação da República foi no dia 15 de Novembro de 1889, porém, somente no dia 21 foi que a então província aderiu ao novo sistema de governo.



É dividido em três partes:



1. Superior esquerda – representa o Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões, com a representação de dois pequenos barcos (bergantins => antiga embarcação à vela e remo, usada no Oriente pelos portugueses), pode representar também, a descoberta do Rio Negro, por Francisco de Orellana, em meados do século XV;

2. Superior direito - Representa a fundação da cidade de Manaus: aparecem a Fortaleza de São José da Barra (1669), a Bandeira da República de Portugal, representando o domínio português na época; uma casa de palha (fundação das primeiras vilas) e duas figuras fazendo alusão ao casamento de um comandante militar da escolta portuguesa com uma filha do chefe da tribo;

3. A parte inferior – mostram a floresta amazonica, os rios e, em primeiro plano uma Seringueira (Hevea brasilienses) aludindo ao período áureo da borracha (1890/1910).

Dizem os especialistas que o nosso brasão está cheio de erros grosseiros, tais como: não apresenta uma coroa-mural, o formato deveria ser redondo, a data deveria ser escrita em algaritmos, o Sol deve ser incorporado ao escudo, dentre outros.



Passado mais de cem anos, não deveria sofrer nenhuma alteração, devemos, sim, aprender a amar e a respeitar mais o nosso símbolo maior. É isso ai.






E-MAILS DOS NOSSOS LEITORES

Recebo vários e-mails dos nossos leitores, a grande maioria comenta sobre as postagens do blog. Todas foram publicadas com a autorização dos remetentes. Hoje, resolvi reunir as ultimas e publicá-las para que os nossos leitores tenham uma visão geral dos comentários. Vamos lá:

- Caro Rocha, Em primeiro lugar, sou leitora assídua do teu blog. É ótimo. Agradeço a citação do meu livro "João Barbosa Rodrigues e o Museu de Botânica do Amazonas". Fiquei tão impressionada ao saber como nós os amazonenses (mal) tratamos esse naturalista genial, que resolvi escrever o livro como um pedido de desculpas a Barbosa Rodrigues. Além disso, escrevi para que os jovens leiam sobre ele, conheçam a sua obra e tenham curiosidade pela atividade científica ( no caso a botânica, a etnografia e a arqueologia) Se a Flávia Reis quiser um exemplar pode adquiri-lo diretamente comigo ( estou vendendo a minha cota da edição). Meu e-mail leylaleong@vivax.com.br Um grande abraço, Leyla
Por Leyla Leong em MUSEU BOTÂNICO DO AMAZONAS em 04/10/10


- Meu amigo Antonio é um ser humano maravilhoso, um cara de atitude desde a sua mocidade, capaz de romper com todas as amarras possíveis do sistema capitalista, enfrentou e superou dificuldades inimagináveis, tendo fé e acreditando no seu talento. Antonio é a síntese do cantador amazônico nos palcos da vida.
Por AMAZONIA SEMPRE em ANTONIO PEREIRA, O CANTADOR DA AMAZÔNIA! Em 03/10/10

- Oi, rocha, tudo bem? Olha só, tem onde ouvir esta canção? Sou manauara, caprichosa (saudável... rs) e fã do Chico. Dei uma twitada tbm, visse? Abração!
Por Shirley em MANA MANA MANAUS em 30/09/10

- Prezado Rochinha, Também sou Mais Um,pena que pela covardia de certos políticos do nosso AM Marina esteja sem palanque... 43 Mil abraços do confrade Celestino Neto (Lé)
Por celestino neto em MARINA SILVA, A FORÇA DA RESISTÊNCIA QUE VEM DA AM... em 30/09/10

- Só uma ressalva, a cobertura que ruiu era do sambódromo que fica ao lado do estádio. Eu estaria lá no dia seguinte... Ufa!
Por MWSB em CRÔNICA DE ADEUS AO ESTÁDIO VIVALDO LIMA DE MANAUS... em 29/09/10

- Já tentei achar a mesquita e ainda não achei, preciso ir lá urgente será que você pode me ajudar... Sei lá explicando mais detalhadamente onde fica thomaz0010@bol.com.br (msn)
Por Anônimo em PASSEIO DE SABÁDO POR MANAUS em 28/09/10

- Ainda é bem pragmático o resultado das eleições em nosso Estado, bem como sua opinião à respeito do assunto, também faço das suas palavras as minhas,como seria bom se o nosso povo tivesse uma opinião formada a respeito da política,enquanto não houver educação de verdade,sempre irá existir pilantragem por parte dos nossos governantes.Apenas meu Dep. Estadual é diferente do seu,voto em Marcelo Ramos um jovem que briga pelos verdadeiros interesses do povo.Abraços
Por Anônimo em A POLITICAGEM BARÉ em 27/09/10

- Tenho mais ou menos umas 34 moedas antigas sendo brasileiras, uruguaias, francesas, argentina, americana, republica da polônia e belga, sendo todas heranças de bisavós e avos. Gostaria de saber se estas moedas têm valor para coleção. Por favor, entre em contato. dkengerski@pop.com.br 051 84130587
Por Anônimo em AVENIDA JOAQUIM NABUCO - MANAUS em 26/09/10

- Onde eu encontro o email do JORGE HERAN, preciso muito. At. Márcia
Por Márcia em REFORMA DO MERCADO MUNICIPAL, foto coleção Jorge H... em 26/09/10

- Rocha, os zuavos chegaram a Praça da Polícia, como você afirma, há um século. Toda a praça é obra do coronel Adolpho Lisboa. Os zuavos estavam cada um em pedestal mais elevado. As fotos do período demonstram. Em 1930, a Polícia foi desalojada do local. E os zuavos também. Quando retornaram foram fixados em pedestal mais baixo e trocados, o da direita passou para a esquerda. Breve mostro estes detalhes.
Por Blog do Coronel em O ZUAVO DE MANAUS em 25/09/10

- ROCHINAAA MEU CARO, POR UM ACASO ESTAVA PROCURANDO INFORMAÇÕES SOBRE O ROBERTO CRAVO E VI TEU BLOG! TOTALMENTE DEMAIS, GOSTEI DA IMPOSTAÇÃO E POSIÇÕES. E ASSIM, EU QUE NÃO SOU LEITORA DE BLOGS E QUE EVITO A INTERNET COMO DISTRAÇÃO, IREI A PARTIR DE AGORA ABRIR EXCESSÃO PARA ESSA AGRADÁVEL DESCOBERTA! NO MAIS, APROVEITANDO A OCASIÃO, GOSTARIA DE SABER SE VC PODE ME INDICAR ALGUM MEIO PARA CONSEGUIR FALAR COM O ROBERTO CRAVO. ABRAÇOS E FELICITAÇÕES!
Por Jenny em ZÉ MUNDÃO, O REI DA GETÚLIO VARGAS em 23/09/10

- Realmente é um verdadeiro absurdo o comentário dessa universitária. O povo amazonense ainda tem que evoluir muito. Moro em Belém do Pará e o que vemos aqui é um verdadeiro respeito e orgulho por seus prédios históricos, por sua cultura e culinária. Aqui dá sempre muito mais valor pelo que é da terra em detrimento do q vem d fora. O maior exemplo disso é a rede supermercadista da cidade que só possui redes locais, motivo de orgulho dos belenenses, e que por sinal, dão de dez a zero em muitas que encontramos Brasil afora. Infelizmente o amazonense ainda tem que aprender a valorizar mais o que é seu. Em Manaus, quando chega alguma rede de fora, é motivo de comemoração. Muito bom seu blog! Parabéns! Ricardo.
Por Anônimo em EM DEFESA DO NOSSO PATRMÔNIO HISTÓRICO em 21/09/10

- É assim que o povo do Amazonas agradece a ética e a honestidade do ex-senador em sua vida pública? http://www.youtube.com/watch?v=UcKkczpSajk
Por Anônimo em EVANDRO DAS NEVES CARREIRA ou Evandro Carreira, b... em 18/09/10

- Claro que você está certo, amigo, imagine se tivesse "modernizado" a cidade de Paris? Pensando: para que serve tudo isso? Tanto espaço tem nossa Amazônia à disposição... o Rio e São Paulo foi destruído, a casa onde viveu Machado de Assis é hoje um edifício feio, tem uma pizzaria e uma placa. É fácil destruir, difícil é preservar o passado!
Por ROGEL SAMUEL em EM DEFESA DO NOSSO PATRMÔNIO HISTÓRICO em 17/09/10

- Muito bom amigo Rocha!Na verdade essa jovem deveria abrir os olhos, porque não se evolui destruindo o passado, e não precisamos interferir em nosso patrimônio histórico, para construirmos instituições de ensino, quem sabe um dia ela aprenda a valorizar e respeitar nossa história. Abraços
Por Flaic em EM DEFESA DO NOSSO PATRMÔNIO HISTÓRICO em 17/09/10

- Recordar é viver já dizia o poeta... O Presente já diz por se próprio é "PRESENTE” dado pela Vida pelo Criador... Seu conteúdo vai depender do simplesmente do seu Passado... O FUTURO você constrói a cada Dia...parabéns meu Grande Amigo. Duda.
Por Duda em O LARGO DE SÃO SEBASTIAO – O MEU PASSADO, PRESENTE... em 15/09/10

- O tacacá da bossa é algo maravilhoso, fico muito feliz em saber que esse lindo projeto continua vivo, valorizando os cantores amazonenses e outros artistas que migra de outros estados do brasil. Um abraço e sucesso ao nosso tacacá da bossa!
Por djunior rocha em TACACÁ NA BOSSA em 13/09/10

- A leitora de São Paulo agradece a informação! Abraços! Flávia
Por Flávia Reis em MUSEU BOTÂNICO DO AMAZONAS em 10/09/10

- Saudades meu querido amigo! Você será sempre lembrado com todo meu carinho e admiração. Sinto-me honrada de ter sido sua amiga. Obrigada.
Por Alessandra Coelho - DIREITO/UFAM - 1988. Em NESTOR NASCIMENTO - A ALMA NEGRA DO AMAZONAS em 09/09/10

- Bravo! Grande Rocha, Jose Martins Rocha, bravo! Agora há poucos patriotas assumidos! Viva o Brasil! Um grande abraço Rogel Samuel
Por ROGEL SAMUEL em SETE DE SETEMBRO DE 2010 em 08/09/10

- A celestina e a Nazaré ainda estão na ativa na universidade livre do caldeira? Rocha
Por Hilton em BAR CALDEIRA - MANAUS em 07/09/10

- Gostei muito do texto, obrigada, Rochinha!
Por graca silva em DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE! Em 07/09/10

- Muito obrigada, Rochinha, pelo texto! Tenho orgulho de ser sua amiga!Parabéns!
Por graca silva em DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE! Em 07/09/10

- O texto me faz sentir uma tremenda nostalgia! Relembro da minha infância, quando brincava nos igarapés de Manaus, atravessando o igarapé do mestre Chico, da Vila Carpinteiro Peres ate o Educando. Ah, tempo bom, onde criança vivia a infância.

-  Concordo com todos aqueles que foram e é contra essa mega estupidez que interfere na belíssima paisagem amazonense. Mas Atenção: eles não se darão por vencidos e muito provavelmente irão contra atacar, pois seus anseios econômicos não têm limites. Com o velho discurso de promoverem empregos, inclusão social e enganações dessa ordem, eles voltarão, afinal fazem parte do gigantesco lobby industrial que está levando o Planeta a falência total. Até aí, tudo bem..., mas cadê a elite pensante amazonense? Onde se meteram os intelectuais, os escritores, os poetas, os artistas, os professores, enfim os honestos?

Por artixx em O DESAFIO DE PRESERVAR O ENCONTRO DAS ÁGUAS em 06/09/10


- Alô, Rochinha, meu amigo J. Martins, menino carregado de rabecões! Como é bom lê tuas histórias no blog. Não quero comentar só "Café dos Terríveis", mas, sim, todas as historietas aqui publicadas por ti. É uma viagem no tempo. Parabéns, amigo! Jersey Nazareno

Por Jersey Nazareno em CAFÉ DOS TERRÍVEIS em 03/09/10

- Só uma correção. O calçadão de Copacabana com as formas atuais de fato é da década de 60, que por obra de Burle Max aproveitou o desenho sinuoso já existente desde a década de 20. O que ele fez foi um projeto para toda a avenida atlântica e no calçadão propriamente dito aumentou as curvas e as deixaram paralelas ao mar, como se fosse uma continuação das ondas quebrando à beira praia. O projeto original, de fato, é igual ao do Teatro em Manaus, com as ondas perpendiculares à rua.

Por Marcos em O CALÇADÃO DA PRAÇA DE SÃO SEBASTIÃO E DA PRAIA DE... em 02/09/10

- Esa estatua fue' hecha por el escultor Italiano Enrico Quattrini (1864/1950). El estaba casado con una hermana de mi abuela. El era cuñado del Pintor Domenico de Angelis (hermano de mi abuela) quien decoró muchas salas de la Opera House de Mannau. Enrico Montelli
Por Enrico Montelli em JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO TENREIRO ARANHA em 25/08/10


- Olá! Sou Patrícia Nina, aluna finalista do curso de Engenharia Florestal da EST/UEA. Também concordo com a atitude de nós manauaras tomarmos esta iniciativa de mudar a cara de Manaus pois se estamos rodeados dessa imensidão verde de nossa tão exuberante floresta pq nossa cidade não deva ser otimamente arborizada. Contudo, não devemos nos esquecer de nossos rios e igarapés que estão muito poluídos. Com tanta beleza natural nos cercando deveríamos ser muito mais conscientes e gratos por termos tudo isso e de graça. Não custa nada dar uma mãozinha e embelezar nossa tão amada Manaus.

Por Pathy Nina em O HORTO MUNICIPAL E A ARBORIZAÇÃO DE MANAUS em 15/08/10