Dia desses fiquei a pensar sobre a vida e como ela se repete em muitas
situações – lembrei do Rui, um economista que gostava de bebericar no Bar
Janela (Afonso & Conceição Toscano), na esquina da Rua Huascar de
Figueiredo com a Avenida Joaquim Nabuco, centro antigo de Manaus – ele era um
cara muito inteligente e sempre era chamado para assessorar os governantes de
nossa terra. No entanto, o que marcou a sua passagem naquele lugar foi a sua
demonstração de amor e paixão pelo seu netinho, que o chamava carinhosamente de
Neto. Certa vez, ele falou que, a sua filha única ficou prenhe do namorado,
este não assumiu a paternidade e fugiu para o sul do país. O Rui e sua
digníssima esposa não abandonaram a filha, pois apesar de ainda ser uma jovem
estudante secundarista, dependente dos pais financeiramente e psicologicamente,
deram-lhe todo o apoio possível e imaginável, levando aos médicos, fazendo
todos os exames, compras do enxoval e tudo o que se pode imaginar para esperar
a chegada de uma criança ao mundo. Desde os primeiros meses, o Rui e sua esposa
cuidaram do Neto como fosse seu próprio filho. O tempo foi passando e o netinho
foi crescendo e tendo como a figura do pai (ausente) o próprio avô. Os dois
tornaram-se parceirinhos e depois parceiros. Eram unha e carne. O Rui teve de
fazer o papel de marido, o pai da filha e pai do neto. Por serem católicos,
levou o neto para ser batizado na Igreja de São Sebastião, escolheu parentes
para serem padrinhos. Depois, o levou para fazer a Primeira Comunhão. Levava a
trazia o filho-neto do colégio. Voltou a ser criança, brincando com o netinho
nos parquinhos, tomando banho nas praias do Rio Negro, jogando futebol,
pedalando bicicletas, fazendo festas de aniversários e muito mais. No Dia dos
Pais, era ele que ia ao colégio do filho para ser homenageado como fosse o pai.
Foi uma fase muito difícil em sua vida e de seu netinho, pois os amiguinhos, em
sua maioria, possuíam papai, mamãe e irmãozinhos – não entendiam o que é um
filho sem um pai e que o porquê do Netinho chamar o seu avô de pai! O Netinho
cresceu, ficou um jovem culto, educado, mas, sempre junto com o seu avô e sua
avó e mãe para o que der e vier. Sofreu preconceitos por ser filho de uma mãe
sem marido, além de criado pelos avós. Já adulto, o Neto falou para o avô: - A
partir de hoje não quero mais que o senhor me chame de neto, mas de filho, pois
fizestes o papel de pai deste muito antes de eu nascer, foi o meu melhor amigo,
companheiro, enfim, o meu pai! O Rui chorou, sentindo que tinha feito a coisa
certa, pois avô é pai de segundo grau. Passados mais alguns anos depois, o
Neto-Filho casou e presenteou o seu avô com o nome de seu primogênito, com o
nome Rui. Esta história de vida está acontecendo comigo, também: Em dose dupla:
Mateus & Duda, meus parceirinhos, agora, e, quem sabe, meus parceiros, num
futuro próximo. Espero que um dia quando ficarem adultos, lembrem e homenagem
os seus filhos primogênitos de Rocha, o seu Pai-Avô. É isso ai.
terça-feira, 30 de agosto de 2022
PAI-AVÔ
sábado, 27 de agosto de 2022
SISTEMA REPRESENTACIONAL – SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ.
Sabemos
que cada indivíduo possui uma forma diferente de interagir com as pessoas e ao
meio externo, dando-lhe prazer, emoção e interagindo muito mais, nasceu e vai
morrer assim – pode-se falar ou escrever, segundo os especialistas, que existem
quatro formas:
Visuais
- aqueles que somente podem ver para crer;
Cenestésicos
- têm que pegar e sentir para acreditar;
Digitais
- os mais doidos de todos, pois são detalhistas ao extremo;
Auditivos
- que ouvem para imaginar.
Os
visuais são os “brecheiros”, contemplam a natureza e ficam focados em tudo ao
seu redor. Olhar. Apreciar. Sentir Prazer. Compram um carro ou uma casa pelo
seu formato ou designer, cor e aparência, não estão nem aí pela sua
funcionalidade.
Existem
uns caras que são “pegajosos”, ficam tocando na outra pessoa enquanto fala,
sente prazer em tocar num objeto ou pessoa.
Os
malucos beleza são digitais, conversa com ele mesmo. É um cara muito
inteligente, tipo um “filósofo chato” que faz muitas perguntas.
Por
último, existem àqueles camaradas “que são emprenhados pelos ouvidos”, os
famosos auditivos, que dão mais atenção ao som, aprendem melhor ouvindo e por
ele são estimulados. Na hora do “vamos ver” adora um sussurro nos ouvidos, pois
a sua imaginação é mais auditiva.
Na
área de vendas, vende mais quem consegue determinar de antemão onde o comprador
se enquadra.
O
vendedor fala: - Olha só o formato, o designer, coisa linda de ver. É “tiro e
queda” para o visual comprar!
O
cara que gosta de tocar, o vendedor o conduz para sentir o formato, passar a
mão no objeto, gosta, também, de ser abraçado e tocado. Tem de pegar para
comprar! Não compra “nem com nojo pela internet”.
Por
outro lado, o digital faz perguntas “prácaralho” e quase nada compra, mas
existe o “pulo de gato” em mostrar aos mínimos detalhes o produto, inclusive
deixar o camarada ler até o “Manuel de Instrução”. Pense. Têm de ter um “culhão
de elegante”, mas consegue vender.
E
por último, existe aquele doido o qual o vendedor têm de colocar “o som no
toco”, na potência máxima, para o camarada “sentir o som”. Pense. O camarada é
movido pela música, acorda, trabalha, faz amor, dorme e amanhece ouvindo
música. O vendedor se não colocar uma música para ele gozar, a vendar irá
azarar!
E aí
ficam as perguntas:
-
Como é você? O que te dá prazer?
- És
do tipo “São Thomé”?
-
Pegajoso?
-
Você é o “Explicadinho Nos Mínimos Detalhes”?
-
Gosta de “Ser Emprenhado Pelos Ouvidos?
Eu
penso que, possuímos um pouco de cada característica, mas possuímos uma delas
com maior intensidade.
É a
formação do nosso cérebro, coisas que a ciência ainda não sabe explicar.
Existem
grupos com essas características, pois imaginem a vida como seria se todos
fossem iguais. Seria uma merda, né?
Se
todas as casas fossem amarelas ou azuis?
Seria
um tédio, né?
Se
todos fossem políticos e mentirosos, quem iria votar neles?
E
“porraí” vai!
É
isso aí.
sábado, 20 de agosto de 2022
FAZENDO CERÃO OU SERÃO
Os mais jovens não conhecem a grafia “Cerão”, pois era como se escrevia, antigamente, o atual “Serão” que significa na informalidade, executar trabalhos até mais tarde, além da jornada normal de trabalho.
Algumas pessoas podem até perguntar:
- O que têm uma coisa a ver com a outra?
Sei, lá!
Apenas sei que voltei ao passado, ao lembrar de meu pai, em
sua oficina de luteria, quando precisava trabalhar depois de um dia laborioso e
adentrar a noite para entregar uma encomenda no dia seguinte.
Por ser o caçula da turma (os meus outros irmãos conseguiram
um trabalho formal), e eu ficava no dever e obrigação de ajudar e acompanhar o
meu velho pai em sua labuta.
Até que eu gostava, pois o velho comprava o famoso Guaraná
Magistral e as Bolachas de Motor da Modelo, além da “mardita” Cachaça Cocal e
limões para a caipirinha.
Para para não dormir fazia a sua "companheira"
numa panela (caralho, o velho era aloprado) , vez e outra ele pedia para eu
encher o seu copo, sempre sobrava um pouquinho e eu entornava sem dó nem pena.
Lá pelas oito da noite eu já estava bêbado e o velho achava
que estava com sono. É ruim, hein! Queria é mais, papai! Pense.
Ele tinha um Rádio à válvulas "macetão", onde
somente sintonizava musicas das divas do rádio.
Mas, mudando de pau para cavaco, estou escrevendo este texto
fazendo um cerão ou serão, sei lá qual é o correto, apenas, resolvi trabalhar
varando a madrugada, tomando uma caipirinha, é claro, ouvindo no Youtube Music
"As Divas do Rádio", para entregar um trabalho amanhã, como fazia o
meu velho pai.
O meu netinho Matheus vai me acompanhar daqui mais uns anos
nesta jornada!
É o passado e o presente repetindo. Tudo igual como era os
nossos pais!
É isso ai.
terça-feira, 16 de agosto de 2022
BLOGDOROCHA: WALDICK SORIANO, UM ÍDOLO EM MANAUS.
sábado, 13 de agosto de 2022
O ZÉ MUNDÃO UBERDRIVE
José Rocha
Parte I
O Zé estava passando por
momentos difíceis em sua vida, financeiramente, é claro! A solução foi partir
para a nova onda, ser motora de aplicativos e espantar a fase para baixo
“down”. A primeira exigência foi ir ao Detran-Am para incluir em sua habilitação
o EAR (que exerce atividade remunerada). Após passar por este trâmite foi até o
escritório da Uber, fazer o cadastro, baixar o aplicativo e contratar uma
internet banda larga. O problema maior do Zé Mundão foi conseguir um carro
simples! Por não dispor de tal veículo, o jeito foi conseguir um alugado na
MOVIDA, uma empresa que disponibilizava, na época, um carro do ano por apenas
cinquenta reais a diária. No entanto, o coitado teve de recorrer a um parente,
pois a dita cuja exigia o pagamento no cartão da diária mensal, além de deixar
certo valor como forma de garantia para eventuais problemas com o veículo. Tudo
certo, o momento era de partir para a guerra e ganhar muita grana. O Zé para
não dar bobeira, resolveu assistir a dezenas de vídeos no Youtube para entrar
no mercado com o pé cheio! Depois de dois dias parado, resolveu entrar em campo
no terceiro dia. O primeiro cliente foi um desastre total! Ficou tão nervoso
que não conseguia manipular corretamente o aplicativo e fez uma corrida
“grátis”. Ficou mais dois dias estudando a fera, além de conversar com alguns
colegas uberdrives mais experientes. Nesta altura do campeonato, foram cinco
dias “parado”, ou seja, duzentos e cinquenta pagos sem nenhum retorno! No sexto
dia, lavou o carro, colocou revistas e balas de mangarataia para os clientes,
som ambiente e a pedido do cliente, ar condicionado ou vento na cara a depender
do pedido, muito gentileza e etecetera e tal. Depois de tudo isto, o Zé jamais
iria imaginar que a grande maioria de seus clientes o achavam com cara de
paizão, o tio, o velho, com cara de psicólogo, falavam e falavam de seus
problemas e pediam conselhos. Cara, o Zé queria era mesmo faturar nas corridas,
mas, tudo valia, inclusive ser conselheiro, motivador, deixar o passageiro
falar de suas angustias, ideias e ensejos, depois, buscar no fundo do baú de
seus conhecimentos acadêmicos e de suas leituras diárias, para deixar o cliente
mais calmo, sereno e confiante no passo adiante. Foram dezenas de figuras e
situações, no entanto a mais engraçadas foram as seguintes: 1. Jogador de
Futebol Americano – o carro do Zé era um Nissan March (pronunciava “marte”), um
pequeno por fora e grande por dentro. Ao atender a um pedido no bairro de São
Francisco, entra um “monstro” e uma senhora de meia idade. O camarada colocou a
sacola no porta mala e bateu com uma força descomunal, a senhora entrou pela
porta traseira e foi logo pedindo desculpas. O grandão entrou ao lado do
motora, colocou o banco mais para trás, e por incrível que pareça ficou
folgado, sem forçar com as pernas contra o porta-luvas. O destino foi a Arena
da Amazônia, onde um grupo de amigos gostavam de jogar o tal futebol americano,
onde a força e a compleição física são levadas em conta. O grandão parecia uma
criança mimada - a sua mãe “falava que nem a preta do leite” e dava ralhos e o
cara somente respondia: - Poxa, mãe! Caramba, o Zé ficava ouvindo àquela
situação engraçada, mas não podia rir, pois seguia à risca o manual do Uber. 2.
O Filhinho da Vovó – Na “ZL” o Zé foi buscar um cliente no Hospital Platão
Araújo – entra um jovem com a cara amarelada. Começou a falar: - O senhor não
sabe da maior (sic) a minha avó acaba de falecer, não sei o que fazer, estou
indo para casa para buscar ajuda dos meus vizinhos, pois moro com a minha avó
desde que nasci, fui abandonado pelos meus pais. Ela possui dezenas de casas
alugadas e um comércio de estivas e muita grana no banco. Estou meio tonto, não
sei como tocar os seus negócios, pois sou o seu único herdeiro e apenas sou um
estudante! O Zé pensou “Caralho, esse jovem está com a faca e o queijo na mão,
herdeiro de uma grana preta, está que nem um cachorro que cai da mudança,
enquanto isso, estou aqui na maior lisura, na busca de um troco – aí se eu
fosse pai desse cara, estava numa boa! 3. O Paraense Indeciso – No centro da
cidade o Zé foi buscar um cliente com destino ao Boulevard Amazonas. O cara só
em falar “bom dia” o Zé pensou logo “É paraense!”. O camarada começou a falar:
- Senhor, eu sou de Belém do Pará, tenho negócios lá na área de camarão e
resolvi abrir uma filial em Manaus, estou progredindo muito, mas o problema
maior é a minha noiva, ela não gosta nem um pouco de Manaus, acha uma cidade
muito quente e insossa, voltou para Belém e tomou uma decisão, ou eu fecho a
loja em Manaus e volta para a nossa cidade ou caso contrário adeus casamento? O
que o senhor me aconselha? O Zé Mundão em sua sabedoria, falou-lhe: - Meu
jovem, faz o seguinte: Continua em Manaus, progride, abre mais filiais, começa
a frequentar o Bar da Loura “ETBAR”, pega umas primas no Remulo´s, come
Jaraqui, curte o Bar do Armando e o Caldeira, toma banho na Ponta Negra e na
Praia da Lua, vive a cidade de Manaus e ESQUEÇE A TUA NOIVA PARAENSE! 4. O
Estudante de Auto Escola – O Zé foi buscar um cidadão na Redenção, era um jovem
que entrou todo apressado, pois estava atrasado para sua aula. Começou a olhar
como o Zé passava as marchas, as freadas, segurava o volante, dava sinais para
a direta e esquerda, a velocidade nas vias, o uso da buzina etc. O camarada era
um chato, sabia “de cor a salteado” as normas de trânsito, dando “picica” a
cada cem metros! Antes de chegar no destino, o Zé perguntou: - O jovem deve ser
instrutor de autoescola, não é mesmo? O camarada respondeu: - Não, sou apenas
um aluno, conheço toda a legislação, mas ainda não sei dirigir! O Zé pensou
“Vai te fuder sêo leproso, vá dá picica na casa caralho!” Não falou alto, pois
tinha de obedecer aos manuais do Uber. 5. Zé Na Bocada - O Zé recebeu um pedido
para uma rua paralela a "Estrada dos Franceses", o GPS o levou para
uma rua errada - ao adentrar, notou algumas pessoas correndo, achou meio
estranho, mas continuou até notar que estava num "beco sem saída",
abaixou o vidro direito e falou com um senhor: - Estou perdido, me ajude! Ele
respondeu: - Saia daqui agora, os traficantes pensam que é um carro disfarçado
de polícia! O Zé deu uma ré feito um louco, voltando sã e salvo para as Estrada
dos Franceses, depois dessa, nunca mais aceitou corrida para aquela área! Não
foi a primeira nem a segunda vez, o GPS do Zé o levou para outras bocadas e
locais barra pesada, saindo ileso de todas elas, mas com o forever sem caber um
cabelo!
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
A RAINHA DO EGITO E OS DISCOS VOADORES – PALHETA
O saudoso artista plástico Palheta fez esta magnifica obra, na qual mostra em primeiro plano a Cleópatra, seminua, mostrando os seus seios, com um bracelete em cada braço e um belo colar de jade no pescoço - a sua direita aparece um vaso e, a esquerda, um pingente da cruz egípcia. O que mais chama atenção é ao fundo a esquerda, onde aparece um egípcio dando boas vindas a quatro espaçonaves extraterrestes.
A Cleópatra adotou crenças faraônicas
e queria devolver ao Egito seu antigo esplendor – foi amante de Júlio César (na
época do domínio romano no Egito), que lhe garantiu o trono, depois, teve um
relacionamento com o Marco Antônio (este cometeu suicídio ao ser derrotado por
Otávio Augusto) – para não ser um brinquedo nas mãos do novo conquistador, a rainha
também se mata.
Certa vez, o artista
plástico Palheta falou que pertencia a Fraternidade Rosa Cruz, uma irmandade
que são herdeiros de antigas tradições egípcias – daí a sua predileção em
pintar quadros com esses motivos.
Além dos belos seios da Cleópatra,
o que mais chama a atenção são os discos voadores, pois passados mais de quatro
mil anos da construção das três pirâmides, ainda não possuímos equipamentos e
tecnologias para construir tal monumento.
Para se ter uma ideia, as pirâmides
foram construídas com mais de dois milhões de blocos de pedras, pesando cada um
de 1,5 a 15 toneladas! Não existe até os dias atuais um guincho que consiga
levantar tão alto um bloco desses!
Sem do assim, muitos
estudiosos escrevem que, somente um povo alienígena poderia construir tais pirâmides
naquela época! Com toda a tecnologia de que dispomos na atualidade, ainda é impossível
construir uma outra igual a dos antigos egípcios!
O quadro do Palheta retrata
isto.
Esta obra foi adquirida pelo
Charles Stones, o Cinco Estrelas, ficando em exposição durante muitos anos no
Bar Cinco Estrelas, na Avenida Getúlio Vargas.
É isso ai.
sábado, 6 de agosto de 2022
WALL-E
sexta-feira, 5 de agosto de 2022
É A IDADE, MANO VELHO!
Olha, bem sei que, ao ficarmos cada vez mais velhos,
tornamo-nos um pouco mais rabugentos, iguais aos nossos velhos pais e aos netos
"aborrecentes".
Por exemplo:
1. Não tolero mais ser chamado atenção por um filho. Má
rapá! Faço o que faço e não tô mais nem ai;
2. Não gosto mais de futebol, prefiro assistir a um filme
pornô na hora do amor;
3. Não gosto mais de missa, acho o padre um saco. Só entro
na Igreja de São Sebastião quando está sem uma "viva alma". Cruz,
Credo!;
4. Não vou a velório, muito menos a enterro, acho que cada
um cumpriu a sua missão ou não. Ninguém vai virar pedra mermo, mermão;
5. No trânsito, fico puto e chamo palavrão para quem para no
meio da rua ou me joga para a contramão;
6. Gosto de ouvir alto as minhas músicas e não tolero os
bregas mais altos dos meus vizinhos;
7. Gosto de ajudar, mas não abuse, não, achando que sou
otário. Sou doido, mas não sou leso, não;
8. Falo alto, pois estou ficando surdo do ouvido esquerdo,
não reclame não;
9. Quem de longe acenar para mim e nem eu responder, não
ache que sou boçal, estou mesmo é ficando cego do olho direito!
10. Não adianta falar:
- Rocha, para de beber! Eu respondo:
- Não consigo beber sem parar!
11. Outro velho amigo, falou:
- Rocha, tú és um Highlander!
Respondi:
- Menos, vou morrer um dia, não sei a hora. Vá agourar o
caralho!
Sabe de uma coisa, acho que estou ficando igual como era os
meus pais: bebo em casa, tenho medo do lá fora, curto as minhas músicas em
casa, estou voltando às décadas de 50 e 60, comecei a gostar de jazz, durmo que
nem um porco da pata branca, falo sozinho, acho que os amigos estão falando mal
de minha pessoa, quero morar no interior dentro da mata e etcetara e tal.
Que tal curtir Elis Regina:
"Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais"
Brincadeiras a parte, este texto é apenas para relaxar e
pensar na vida.
Bom final de semana meus amigos!
quarta-feira, 3 de agosto de 2022
O MEU VOTO PARA OS CARGOS MAJORITÁRIOS SERÁ PARA AS MULHERES
José Rocha
As eleições estão programadas para o dia 2 de outubro, momento em que escolheremos o presidente da República (seu vice), governador (seu vice), senador, deputados federais e estaduais - conhecidas como eleições gerais – daqui a dois anos teremos as eleições municipais (prefeitos e vereadores).
No Amazonas, a briga será feia para ocupar a vaga de 24 deputados estaduais e 8 deputados federais – todos os que estão no cargo poderão concorrer mais uma vez para sua reeleição.
Na eleição para presidente e governador, caso não alcancem a maioria absoluta dos votos no primeiro turno, ou seja, mais da metade dos votos válidos, excluindo os votos brancos e nulos, teremos o segundo turno previsto para o dia 30 de outubro.
Sabemos que, no pleito para deputados federais e estaduais, eles serão eleitos com o voto proporcional, ou seja, apura-se quantos votos cada partido teve e são atribuídas cadeiras a esses partidos proporcionalmente aos seus votos (conhecido como quociente partidário), em cada legenda partidária, serão eleitos os candidatos mais votados até que se preencham o número de cadeira obtidas (o cargo é do partido e não do candidato).
Sabemos, também que, cada unidade da Federação possui três senadores (no total de 81), com mandato de 8 anos e a cada 4 anos existe uma eleição para renovação de um terço e dois terço – em 2022 teremos apenas uma vaga para senador - no caso do Amazonas, vence a vaga do Omar Aziz (passou oito anos), agora ele tenta a sua reeleição (pode uma vez, assim como pode o governador e presidente da República, que ficaram quatro anos).
No caso do senador Eduardo Braga, a CF 88 e a Lei Complementar no. 64/90, não faz nenhuma restrição para se candidatar ao governo do Amazonas – seu mandato vai até 2026, vencendo, também, do senador Plínio Valério.
O atual governador do Amazonas, o Wilson Lima, foi eleito em 2018, vencendo o seu mandato no final do ano de 2022 (podendo se reeleger) – os políticos profissionais, no caso Amazonino Mendes e Eduardo Braga, estão querendo a "Chave do Cofre", pois o Orçamento para 2023 será de 26,7 bilhões de reais. É tentador ou, não é?
O mesmo caso de datas é do presidente do Brasil, o Bolsonaro, no entanto, o Orçamento para 2023 será de 1 trilhão e 712 bilhões. É tentador ou, não é?
É isso aí.
Alguém pode está perguntando:
- Como é que é?
- Que enrolação é esta do Rocha?
- Quem são as tuas candidatas para Governador, Senador e Presidente da República?
Enrolei mesmo, mas acho que foi uma coisa didática e proposital, para entendermos melhor como será o pleito que se avizinha.
Como já sabemos, na eleição majoritária ganha aquele que obtiver o maior numero de votos e, um deles será o meu para:
Senador: "Em Branco", pois não conheço nenhuma mulher que irá concorrer a este Cargo;
Governador: Carol Braz (PDT);
Presidente da República: Simone Tebet (MDB).
Agora, sim, é isso ai.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_proporcional_no_Brasil#:~:text=O%20voto%20proporcional%20no%20Brasil,prefeitos%2C%20e%20seus%20respectivos%20vices.
https://www.tse.jus.br/o-tse/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-6-ano-3/quando-afinal-ha-segundo-turno-em-uma-eleicao
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/09/13/como-funciona-a-eleicao-dos-senadores
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2021/Dezembro/calendario-das-eleicoes-2022-e-aprovado-pelo-tse
https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2022/07/13/deputados-aprovam-orcamento-de-r-267-bilhoes-para-o-amazonas-em-2023.ghtml
sexta-feira, 29 de julho de 2022
BLOGDOROCHA: FAMÍLIA COUTINHO
domingo, 24 de julho de 2022
A MINHA CASA REDONDA
Nascemos e moramos na casa dos nossos pais, quanto temos esta felicidade, crescemos e sonhamos com a casa que um dia poderemos chamar de minha – casamos e quem casa quer casa, depois, separamos de nossas mulheres e voltamos para a velha casa de nossos pais - passei por tudo isto, no entanto, sempre sonhei em morar em minha casa ideal, ela veio em meu pensamento, mas até o momento atual não pude construir a minha casa redonda.
A casa dos meus pais fica na
Vila Paraíso, uma construção mista de madeira e alvenaria, construída no final
de década de sessenta – eu e os meus irmãos casamos e fomos morar cada um no
seu quadrado.
Com o passar do tempo,
nossos pais faleceram, nossa casinha ficou triste e abandonada – muitos anos
depois, separei e o meu irmão, também – e voltamos para o nosso ninho.
Tive uma ideia de ressuscitar
a beleza de nossa casa – eu e meu irmão Henrique estamos pintando, reformando
aos poucos – as pessoas passam pelo nosso barraco e ficam admirando uma beleza
que ficou anos esquecida.
Por incrível que pareça, ela
ainda guarda madeiras do nosso velho flutuando do Igarapé de Manaus, onde
nascemos, além de conter muitos objetos e violões da oficina de luteria de nosso
velho pai Rochinha.
Apesar de tudo isto, ainda
guardo o sonho de um dia construir a minha casa redonda.
Alguns falam por ai que, a
grande sacada da casa redonda é que a sogra não terá o seu canto nela. Tá
rindo, né?
A sua construção seria em
Iranduba, se possível próximo ao Rio Negro e seria mais ou menos assim:
Especificação da “Casa Redonda”:
Porão, com Oficina e Sistema
de Tratamento de Água;
Térreo, com Cozinha e Sala
de Jantar;
Primeiro andar, onde ficam
os Quartos, Suítes e o Redódromo (para os visitantes armarem as suas redes) - todos
com os nomes dos rios da nossa Amazônia – o meu será Rio Negro, com uma fatia
maior, é claro!
Segundo andar, com o Auditório,
Cine Guarany e um Museu (com peças da nossa Manaus Antiga).
Terceiro andar, com Piscina,
Jardim Suspenso, Solário e um Observatório do Espaço Sideral.
Além disto, terá o seguinte:
Energia Solar (Placas) e Gerador, Água de Poço, Cisterna, Quadras de Esporte,
Estacionamento, Jardins, Pomar, Criatório de Peixes (Psicultura), Criação de Abelhas (Psicultura),
Cultivo de Tomates e Pimentões em Estufas e Muito Mais.
É um sonho? É, sim, senhor!
Mas, as coisas somente acontecem a partir de um sonho, de uma vontade, de um
pensamento e de MUITA AÇÃO!
Caso não for possível
construir a minha casa redonda, acredito que os meus dois netinhos (a Duda e
Mateus) já gostaram da minha ideia e uma dia, talvez, construam e realizem o
meu sonho.
Enquanto isto não acontece,
estamos revitalizando a nossa casa tradicional e com o tempo ela irá ficar
linda e bela para o mundo ver, pois no momento é apenas um sonho a minha casa
redonda.
É isso aí.
BLOGDOROCHA: FERNANDO DEMASI, O NOSSO “PIMENTA”
sexta-feira, 22 de julho de 2022
TRANSPORTE COLETIVO AQUAVIÁRIO
Foto: José Rocha
Este projeto foi pensando por Joaquim Alencar na década de oitenta, inclusive foi publicado em jornais da época. Dei uma melhorada na ideia, conforme a seguir:
No decorrer dos anos muitos prefeitos e políticos trataram do assunto de forma
superficial, porém nunca implantaram de fato este sistema de transporte
alternativo fluvial.
O novo prefeito David Almeida poderá determinar a sua equipe de engenharia que
faça estudos mais aprofundados e verificará que ele será viável, pois encurtará
distâncias, aproveitando a imensidão do nosso majestoso Rio Negro que banha
toda a nossa cidade.
O projeto consiste em utilizar “Barcos A Jato” conhecidos como “Expresso”,
fabricados no Pólo Naval da nossa cidade, construídos em aço, alumínio e fibra,
com motores de popa velozes e potentes, dotados de conforto e segurança.
Eles são os mais indicados, pois oferece aceleração e velocidade, promovendo a diminuição da duração das viagens “anulação do espaço pelo tempo”, um produto da modernização aquaviária e já faz parte da paisagem do transporte fluvial da nossa região.
Rotas saindo do bairro Puraquequara, na Zona Leste, com várias paradas
intermediárias (em pequenas balsas flutuantes), permitindo a população de
alguns bairros e comunidades ribeirinhas, chegar de forma rápida e saudável ao
Centro da cidade e desta para os bairros de São Raimundo, Compensa (Ponte Rio
Negro), Praia da Ponta Negra até a Marina do Davi, na Zona Oeste, onde os
passageiros poderão se deslocar para a Zona Rural da Bacia do Tarumã e
vice-versa.
Servirá, também, para incrementar o turismo, pois todos aqueles que chegam a
nossa cidade via aérea desejam conhecer e passear de forma rápida pelo Rio
Negro, que possui uma beleza singular.
Irá contribuir para elevar a autoestima
dos manauaras que terão oportunidade de passearem aos finais de semana ao redor
da cidade de uma forma saudável e segura.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
AQUI E AGORA
Esta canção do compositor e
cantor Gilberto Gil, constitui-se numa obra que “dar muito o que falar”, com
tema para psicólogos divagarem e fonte para dissertações acadêmicas, além deste
pobre mortal que buscar entender a inspiração deste cancioneiro popular ao
escrever seus poemas musicais.
Para a maioria dos
psicólogos (um profissional que analisa e estuda os fenômenos de comportamento
e psíquicos do ser humano), a letra do Gilberto Gil, tem a ver com o momento
presente, a tal Gestalt-terapia, onde o passado não existe e o futuro ainda não
é.
Na realidade, os psicólogos
tentam melhorar a vida de seus pacientes, para que esqueçam as situações
passadas que tanto os machucam, pois o que passou, passou, não tem como
modifica-las (a não ser que viagem no tempo e no espaço para consertar erros
passados) e que o futuro ainda não aconteceu, portanto, não podem sofrer
antecipadamente, e que para terem uma felicidade plena os pacientes devem viver
o que acontece aqui e agora.
Por outro lado, existe um
grande número de estudantes, professores e doutores que fizeram e fazem
trabalhos acadêmicos de difícil compreensão sobre a letra da música do Gilberto
Gil “Aqui e Agora”.
São trabalhos sérios, de
intensas pesquisas e estão disponíveis nos sites de busca, no entanto, as
pessoas comuns nada entendem, pois utilizam uma linguagem técnica, ficando
restritas a discussões no meio acadêmico.
Como sou um cara um pouco
travado mentalmente, juro que não consigo entender o que os psicólogos rezam em
suas cartilhas, muito menos o que escrevem os doutores da academia.
Certa vez, o próprio
Gilberto Gil deu uma dica para o periódico Música Popular em Revista, Campinas,
SP, 2021: “Esse lugar ao qual me refiro não é necessariamente geográfico ou
topográfico. É um lugar especial, um lugar interior. Onde quer que a gente
esteja, o melhor lugar do mundo é onde você está. E é agora, o tempo de hoje.
Na verdade, isso é sobre a meditação”
Ao ouvir esta bela canção,
fiquei a imaginar que o narrador é um bebe na barriga de sua mãe, num mundo
interior, onde o seu mundo é ali dentro, sem ter vivenciado nada do passado,
sem futuro, pois a sua vida é aqui e agora.
Vamos lá Rocha:
Aqui e Agora
- O “aqui” é o espaço (onde
estou, dentro da barriga de minha mãe) e “agora” é o tempo (o mês em que estou
dentro, três, quatro, cinco ou mais);
O melhor lugar do mundo
É aqui e agora
- Não conheço o passado, nem
sofro pelo o futuro, dessa forma, o melhor lugar do mundo é estar, neste
momento, dentro da barriga de minha mãe;
Quando ser leve ou pesado
Deixa de fazer sentido
- Por eu estar dentro do
líquido amniótico (minha urina!), flutuo na bolsa, independentemente de ser
pequeno ou grandão, isto tanto faz como tanto fez;
Aqui onde indefinido
Agora que é quase quando
- Neste local aqui nada é
definido e tudo pode acontecer, não depende de mim e não irei sofrer por isto;
Aqui de onde o olho mira
Agora que ouvido escuta
O tempo que a voz não fala
Mas que o coração tributa
- Em dias claros miro a luz;
escuto os batimentos cardíacos de minha mãe; não falo, mas o meu coração é
dela;
Aqui onde a cor é clara
Agora que é tudo escuro
Viver em Guadalajara
Dentro de um figo maduro
- Vejo a cor alaranjada
durante o dia e escuro na noite de sono. Tanto faz a cidade onde estou, pois
vivo dentro de um figo maduro (que possui o formato da barriga de minha mãe);
Agora sete, oito ou nove
- Posso nascer prematuro
(sete meses ou oito) ou normal aos nove meses de gestação;
Sentir é questão de pele
Amor é tudo que move
- Sinto o toque e o carinho
de minha mãe, sua voz, sons, timbres e músicas que ela canta quando está feliz,
tudo é pelo seu amor por mim;
Aqui perto passa um rio
- Tudo envolta é água, um
rio;
Agora eu vi um lagarto
- Acho que a minha mãe está
fazendo amor com o seu parceiro;
Morrer deve ser tão frio
Quanto na hora do parto
- Sou quente, mas estou para
nascer, caso morra ficarei frio na hora do parto;
Aqui fora de perigo
Agora dentro de instantes
Depois de tudo que eu digo
Muito embora muito antes
- Nasci vivo, estou fora de
perigo, o que falei e senti antes não importa mais, agora em diante o meu mundo
é aqui e agora;
O melhor lugar do mundo
É aqui e agora
O melhor lugar do mundo
É aqui e agora
- Sem palavras.
Brincadeiras à parte, esta
música vale a pena ser escutada e apreciada a sua letra, apesar das milhares
tentativas de decifrar a ideia do autor.
É isso ai.
Clique no linque abaixo e
ouça:
https://music.youtube.com/watch?v=_op2-ySOWQs&feature=share
Fontes:
https://gravidez.online/vida-bebe-barriga-mae/
http://www.manuellabahls.com/.../voce-sabe-o-que-e-o-aqui...
https://www.daitebi.com.br/.../a-vida-do-bebe-na-barriga...
domingo, 17 de julho de 2022
RADIODIFUSÃO DO AMAZONAS
Os manauaras mais antigos
eram vidrados em ouvir em seu aparelho (o receptor, conhecido como rádio) as
emissoras de rádio (as rádios, emissoras de radiofrequências), tínhamos somente
três em Manaus, a extinta Baré (também conhecida como PRF6, hoje, na frequência
ficou a CBN), a Difusora e a Rio Mar; com o passar do tempo, foram aparecendo uma
infinidade delas, incluindo as da Web com alcance mundial.
Rádio Baré – Foi
fundada em Sete de setembro de 1938, pelo radioamador paulista Lizardo
Rodrigues, técnico em eletrônica e ex-funcionários dos Correios e Telégrafos,
na Avenida Sete de Setembro, 1801, em frente ao Palácio Rio Negro, com o nome de
“Voz da Bariceia (1938-1945)”, contando com o apoio do carioca Wuppschlander
Lima, um bacharel em direito e funcionário da Fazenda Pública, considerado o
primeiro locutor esportivo do Amazonas. Tempos depois, passou para os Diários
Associados, de Assis Chateaubriand, como Rádio Baré (1945-2007), Rádio Globo
(2007-2009), depois passou para o Commercio (2009-2015), quando foi extinta.
Teve a sua frequência arrendada para a Rede Amazônica, dando lugar para a CBN
Amazônia. Na época do Flávio de Souza era
conhecida como PRF-6. Um dos primeiros
diretores foi o Josué Cláudio de Souza (pai) que saiu depois para fundar a Rádio
Difusora do Amazonas. Na época de ouro da rádio, a emissora possuía um palco
externo com shows musicais na Maloca dos Barés, onde é hoje a Capitania dos
Portos (Marinha) e utilizava também o Cine Guarany para shows musicais.
Rádio Difusora – Foi criada no dia 24 de novembro de 1948 pelo
Josué Cláudio de Souza (foi Deputado Federal e Prefeito de Manaus), na Rua
Joaquim Sarmento, conhecida como ZYS-8. Em 1968, passou para a frequência 96.9
FM, passando para Rádio Difusora do Amazonas. Em 2016, a Assembleia Legislativa
do Amazonas declarou como Patrimônio Cultural Imaterial. Em 2017 foi extinta a
sua frequência de AM e inaugurou a FM 93.7. Na época de ouro da rádio, a
emissora possuía um palco externo com shows musicais na Avenida Getúlio Vagas,
onde é hoje o edifício Palácio do Rádio e utilizava também o Cine Polytheama para
shows musicais. Atualmente, fica no Edifício Palácio do Comércio, na Avenida
Eduardo Ribeiro.
Rádio Rio Mar – Inaugurada em 1954, tendo como sócios o comerciante
Charles Hamú e os irmãos Aguinaldo e Aluysio Archer Pinto. No início, a
emissora ficava no 8º. Andar do edifício IAPTEC (hoje INSS), depois, passou
para a Avenida Epaminondas (ZYB-22). Em 1960, os estúdios foram para o bairro
de São Raimundo, atrás do Estádio da Colina. A partir de então, foi adquirida
pelo Arcebispo de Manaus, Dom João de Souza Lima, para utilização de apoio às
ações pastorais. Assumiram os padres Tiago de Souza Braz e Onias Bento da Silva.
Atualmente, fica no prédio da Rádio Mar, no Largo de São Sebastião, sob a administração
da Arquidiocese de Manaus.
Nos tempos atuais, existem 55 emissoras
concessionadas pela ANATEL (uma das primeiras agências reguladoras do Brasil)
no Amazonas.
Em Manaus, temos umas 20 emissoras de radiofrequência e inúmeras outras de Rádio Web.
Ano passado, tentei implantar uma Rádio Web através do Edital Encontro das Artes, da SEC/AM, com um orçamento em torno de trinta mil reais, mas fui desclassificado.
A ideia era a seguinte:
“uma rádio
web (via internet), com site e domínio próprio e divulgação nas redes sociais
(cultura digital em mídias interativas), visando divulgar para todo o mundo da
produção de conteúdo culturais e a artísticos oriundos do município de
Iranduba, interior do Estado do Amazonas. Programas voltados para a música,
preservação arqueológica dos nossos ancestrais indígenas, história do
patrimônio histórico (por exemplo, As Ruínas da Vila de Paricatuba), culinária,
novelas radiofônicas, saúde e prevenção, esporte e lazer, divulgação de eventos
esportivos e culturais que acontecerão na cidade etc. A "Radio Web - Arte
e Cultura de Iranduba", onde seriam contratados profissionais para fazerem
a criação do site e domínio próprio, implantação de softwares (streaming) e
aplicativos. Compra de Equipamentos e Aluguel de um espaço apropriado. Por se
tratar de uma rádio transmitida via internet, haveria num primeiro momento (a
fase de testes) uma vasta programação musical, com exclusividade para a
produção musical de amazonenses e da região norte do país. Seria implantada na
própria cidade de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, distante 19,89
quilômetros de Manaus, ligada à capital do Amazonas através da Ponte Jornalista
Phelippe Daou, conhecida como Ponte Rio Negro (o que permitiria um intercâmbio
cultural e artístico mais rápido)”.
A ideia ainda não morreu, pretendo, sim, um dia implantar uma Rádio Web em Manaus, continuando o trabalho dos nossos pioneiros, difundindo para o mundo, via internet, a nossa história, os nossos costumes, a nossa música popular amazonense, a nossa culinária, enfim, a nossa cultura e o nosso povo manauara e amazonense.
É isso ai.
sábado, 16 de julho de 2022
BORBULHA DE AMOR - BAR MARREIROS
Basta ouvir uma música das
antigas que marcaram a minha juventude, para viajar no passado e lembrar-me de
passagens poucas e boas dos tempos juvenis de minha vida e dos meus amigos de
outrora.
Pois bem, hoje, resolvi ficar
quieto em meu barraco, tomando uma “água que passarinho não bebe” e ouvindo uma
seleção das boas no Youtube Music, quando de repetente toca uma que marcou toda
uma geração.
Era a música “Jaraqui Tarado”,
aliás, “Borbulhas de Amor”, do conterrâneo de meu pai, o cearense Fagner.
É mais ou menos assim:
“...Quem dera ser
um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor p'ra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti um
peixe
Para enfeitar de corais tua cintura
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...”
Viajei no tempo e no espaço, estava
no “Bar Marreiros”, na entrada do Bairro do Parque Dez, onde é hoje um Posto de
Gasolina, curtindo e dançando um samba da melhor qualidade com uma “cabrocha” e
em companhia da minha “turma (grupo de amigos)” do Conjunto dos Jornalistas.
Somente a fuleiragem: Iracildo
Campelo, Jorge Parente, Tony Biondo, For Make Love, Junior Calcinha, Zé Galinha, Marcelo Lambaceiro, Klinger
Peninha, Léo da Sefaz, Marcus Klain, Flávio Lauria, Zezinho e Martha, Pelé Eu
Hein (motora do Gilberto), Selma Goiana, Mauro e outras sumidades.
Ali era uns dos nossos “points” para
os encontros etílicos-dançantes das sextas calientes da nossa “Manô de Mil Contrastes”.
Certa vez, dentre várias delas,
estava calibrado, quando olhei para uma mulher bela e magrinha, fui me aproximando
todo faceiro para dançar com aquela beldade, pois naquela época eu era um “pé
de valsa” e um “cansa puta”. Pense. Pois bem, quando cheguei próximo me deparei
com “um armário de quatro maleiros”, não sei o porquê desta chama que tenho por
mulheres belas e gordinhas. Sei, não!
Eu comecei a frequentar o Bar Marreiros
quando ainda era jovem, passava por lá em companhia do Klinger Peninha (meu
colega do Colégio Solon de Lucena, depois, vizinho do Conjunto dos Jornalistas).
Tempos depois casei, vieram os filhos
e as broncas do dia-a-dia. O meu casamento estava quem nem “rede velha” quebrando
os punhos a cada dormida.
Quando o bicho pegou geral, separei e
voltei a dançar e a paquerar as “minas” do Bar Marreiros e adjacências, parecia
que estava preso fazia um tempão. O leão estava solto na cidade a procura de carne nova.
Depois longo tempo ficou apenas a
saudade do Bar Marreiro ao ouvir a música do Jaraqui Tarado, com a Borbulha de Amor.
É isso ai.
sábado, 9 de julho de 2022
O PRIMEIRO BOI VOADOR DE MANAUS José Rocha Após um exercício mental, voltei ao fundo de minha memória, revivendo um causo, narrado pelo meu saudoso amigo, o compositor e cantor Afonso Toscano. Guardadas todas as proporções do evento e "O Enfeite do Maracá" do escritor, foi mais ou menos assim que aconteceu. Era uma bela noite manauara de um sábado junino caliente: O miolo do boi do Garrote Luz de Guerra, do saudoso Maranhão, era um negão que trabalhava nos Correios, considerado o melhor do pedaço lá das bandas do "Mato Tinha". Num belo sábado em que "o urubu voava com uma assa e se abanava com a outra", o tripa “secou” todas os botecos do bairro, não se aguentava em pé, imaginem dançar embaixo do boi! Naquele dia, o boi se apresentaria na Bola da Suframa. O miolo ( ou tripa, tanto faz como tanto fez em Manaus ou Parintins) foi tratado com bastante água de coco, sucos, banhos de cacimba, sono reparador e Sal de Fruta Eno. Melhorou bastante, dava para o gasto e o gosto. Toda a turma foi à pé para o festival. No caminho, o negão começou a tomar umas batidas de maracujá, não deu outra: voltou o porre. Quando chegaram ao local da apresentação, estava no palco o grupo folclórico "A Tribo dos Andirás". O miolo aproveitou o tempo de espera para tomar mais uns goles. O Paulo Gilberto, eterno apresentador do festival, fez a chamada: - Eee aaagoora com vooocês, é ele, é ele, é ele, ooo Gaarrrrooote Luuuuzzz de Gueeeerrrra! Fogos estourando, a noite virando dia, tambores rufando e a galera delirando! Todos os componentes subiram a rampa do Tablado, que era feito de madeira, na forma cilíndrica e com três metros de altura. O miolo foi ajudado pelos colegas, ficou bem no meio da arena, não conseguiu manter o boi em pé e resolveu dormir embaixo do Luz de Guerra, em plena apresentação. O Amo do Boi foi acordá-lo. Deu umas bicudas no boi e gritou: - Acorda negão, acorda negão! Movimenta! Gira! Dança! Porra! Faz alguma coisa caralho! O negão se levantou, girou com o boi e correu direto, passou do Tablado, voou uns três metros e meio, foi direto para o chão! Foram "cacos" para todos os lados do boi e do negão. Desde então, o "Boi Luz de Guerra" passou a ser chamado, pela galera como “O Primeiro Boi Voador de Manaus!” Pense numa fuleiragem! É isso ai.
O PRIMEIRO BOI VOADOR DE MANAUS


