sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Blog repleto de história

 

Blog repleto de histórias

A cada dia aparecem novos internautas publicando fotos da Manaus antiga nas redes sociais, mas um dos pioneiros desse tipo de publicação foi o administrador José Rocha, ainda num blog. Surgidos em 1994 e popularizados a partir de 2000 como diários virtuais, os blogs logo passaram a oferecer diferentes conteúdos.

“Eu era amigo de bar do psiquiatra Rogélio Casado, e ele tinha, desde 2005, o blog Picica no qual publicava, entre outros assuntos, histórias da Manaus antiga. Um dia eu falei com ele que queria criar um blog para publicar fotos. Ele me ensinou, eu vi que era fácil e, em 2006, criei o Blog do Rocha. Eu, que nunca tinha escrito um texto, não sabia nem o que publicar, além de fotos pessoais, principalmente com amigos, nos bares da cidade”, lembrou Rocha.

Sem ninguém para lhe dizer como fazer, Rocha foi montando seu blog com fotos e legendas.

“Aí começaram a surgir os seguidores. Uma vez um disse que era para eu melhorar a apresentação, outros pediam para eu identificar onde era o lugar das fotos publicadas. Em 2007 foquei na história de Manaus, que não conhecia. Lembro que quando era menino, andando pelas ruas do Centro, me chamavam a atenção os belos casarões abandonados. Queria saber quem havia morado ali e sua história. Foi então que comecei a pesquisar e um fato puxa o outro”, disse.

Assim que o Blog do Rocha foi encorpando com histórias de Manaus, os seguidores foram surgindo cada vez mais ao ponto de suas publicações servirem como referência para quem se interessava por essas histórias. E Rocha se empolgou. 

Conhecendo os casarões

“Eu descobri que sabia de coisas que outras pessoas não sabiam como, por exemplo, eu havia conhecido o casarão que existiu no lugar onde hoje está o edifício Cidade de Manaus e foi demolido em 1968. Não consegui entrar nele porque estava com parte da entrada desabada e não dava para passar. Também vi em pé o Palacete dos Miranda Correa, demolido em 1971. Cheguei a entrar no jardim que havia na frente do palacete, mas ele estava fechado”, recordou.

Paixão por casarões abandonados é antiga. Este é de 1900

Outro belo palacete que, inexplicavelmente foi abandonado e depois demolido, era o Edifício da Secretaria da Saúde, na praça Antônio Bittencourt (do Congresso), demolido em 1969 e construído em seu lugar uma agência dos Correios.

“Eu e a molecada jogávamos pedras nos vidros das janelas do palacete abandonado e os seguranças corriam atrás da gente. Tinha seguranças porque era um prédio público”, riu.

“Também ia me divertir no Parque Infantil existente na frente da catedral e nos cines do Centro eu ia a todos: Guarany, Polytheama, Avenida, Odeon e Popular. O Odeon, que eu me lembre, era o melhor com tapete vermelho, poltronas e ar condicionado central. Guarany, Polytheama e Avenida tinham grandes ventiladores e, à noite, para ventilar, o Guarany abria suas portas laterais porque ficava dentro de uma área murada. Já o Cine Popular era conhecido por cine Poeira, porque era sujo e decadente”, contou.

O Teatro Amazonas, em fins da década de 1960 e início da de 1970, totalmente abandonado, recebia visitas dos moleques da rua Tapajós, entre eles, Rocha.

“A porta da frente ficava aberta. Nós entrávamos e íamos brincar lá dentro”, revelou.  

Outro tema abordado por Rocha em seu blog é a cidade flutuante, afinal de contas lá ele nasceu e viveu até os onze anos, em 1966.

“Muito antes do SUP com pranchas, eu e a molecada da cidade flutuante praticávamos SUP sobre toras de madeira. O remo eram pedaços de madeira. Íamos remando do Igarapé de Manaus, no Centro, até o Caxangá, na Cachoeirinha, atrás da penitenciária, para tomar banho”, informou.

Na ‘cara de pau’

Para não cometer erros em seu blog, Rocha sempre faz pesquisas na Biblioteca Pública, em livros e jornais, e também no Museu da Imagem e do Som. Nesses 16 anos de existência do Blog do Rocha, o blogueiro já realizou 2.700 publicações, entre fotos e textos e, apesar de fazer publicações constantes no Face e Instagram sobre assuntos mais pessoais, e também história, nem pensa em abandonar o blog.

“Não gosto de mudanças, muito menos de seguir modismos. Nem penso em parar com o blog porque não estou atrás de seguidores. Simplesmente fui publicando os fatos históricos e quando vi já havia uma grande quantidade deles”, afirmou.

“Agora uma coisa que me chateia bastante são pessoas que fazem Control C e Control V nos meus textos e fotos. Copiam na ‘cara de pau’ e publicam nas suas redes sociais como se aquele material fosse de sua autoria, sendo que eu tenho o trabalho de pesquisar antes de publicá-los”, lamentou.

Para evitar tal aborrecimento, Rocha instalou no blog um sistema que impede a ação de terceiros de copiar suas postagens e garante que continuará, da mesma maneira como há 16 anos, publicando histórias, principalmente as vivenciadas por ele.

“Acho muito bacana esse interesse de vários internautas estarem publicando textos e fotos da Manaus de antigamente nas suas redes sociais. Gostaria de saber porque fazem isso? Nos meus tempos de escola os livros não traziam nada sobre Manaus. Como você vai gostar de sua cidade se não a conhece? É muito gostoso deixar seu conhecimento para as gerações futuras”, concluiu.     

*** 

Evaldo Ferreira

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

ARI NETO – 56 ANOS DE CARREIRA NO RÁDIO AMAZONENSE

 

Foto: Jornal A Critica

O ano de 1967 marca a estreia no rádio amazonense do Aristophano Antony, mais conhecido como Ari Neto, tornando-se nos dias atuais uma lenda no jornalismo esportivo, pois não é para qualquer um completar 56 anos de carreira.

Quando completou 50 anos de carreira, em 2017, o jornal de maior circulação em Manaus “A Crítica”, fez uma reportagem de página inteira comentando sobre o trabalho do Ari Neto, realizado pela jornalista Camila Leonel, do qual registro algumas declarações do nosso homenageado.

"O rádio começa com um sonho, torna-se uma realidade e termina numa eterna conquista. A frase que o radialista amazonense, Ari Neto, ouviu no rádio há alguns anos quando ele morava em São Paulo sintetiza bem os 50 anos – completados no dia 8 de janeiro - de trajetória no rádio esportivo do Amazonas. Um sonho que, além de uma realidade, virou uma história de vida. Mas ele mesmo corrige a frase que o inspira. “Para um apaixonado por rádio como eu, a história não termina nunca”.

“E a história de Aristophano Neto, 67, mais conhecido como Ari Neto, começou por influência dos primos mais velhos, que escutavam as transmissões esportivas em São Paulo. “Em 57, eu morava e estudava em São Paulo e era perto do Pacaembu e ouvia as transmissões esportivas. Quando voltei para Manaus, ouvia muitos programas esportivos com grandes locutores como o Arnaldo Santos, João Bosco Ramos de Lima e o meu sonho era ser narrador esportivo”, relembra.”

"O sonho começou a virar realidade quando o pai dele o levou para a Rádio Baré. Era o ano de 1967, porém, até sua voz ser ouvida nos aparelhos de rádio amazonenses demorou um pouco. Ele começou como “foca”. Anotava as as escalações dos times e passava as informações para os repórteres. “Antes era mais difícil para falar no microfone. Os integrantes das rádios eram muito fominhas. Não davam chances para os novatos”, enfatiza.  

"A oportunidade de ser locutor veio por acaso no ano de 74. Já como repórter da rádio Difusora, em um jogo na Colina, o filho do locutor que estava escalado para narrar a partida se machucou. Ari foi chamado à cabine e pediu para que ele tocasse a programação já que precisava levar o garoto ao hospital. “O João Bosco, que era coordenador da rádio, ouviu, gostou e me lançou como narrador e achou que eu levava jeito para ser narrador”.

“Há muito tempo nas cabines dos estádios manauaras, Ari Neto presenciou vários episódios da história tanto do futebol como do rádio em Manaus. Viu times locais na Série A e presencia agora a realidade dos amazonenses que ano após ano buscam acesso para a Série C. Quanto ao pequeno número de torcedores que comparecem aos jogos dos times locais, ele acredita que há dois motivos: exigência dos torcedores e baixo investimento.”

“A grande diferença do torcedor amazonense para o paraense é que nós aqui somos mais exigentes. Se o time está bem, a torcida vai em peso. Quando o São Raimundo estava na Série B, a torcida lotava o estádio porque estava bem no futebol. Quando não vai bem, o torcedor se afasta. No Pará, eles prestigiam o futebol em qualquer momento. Eles são apaixonados pelos clubes deles. Aqui, se um time voltar para a Série B, o público volta”.

“Outra deficiência do futebol amazonense é a formação de novos talentos. Se antes os ídolos eram jogadores da terra, hoje, os times amazonenses trazem jogadores de fora e esquecem de investir na formação dos craques locais.”

“Eu narrei uns jogos do infantil e juvenil e você vê que tem muitos craques, mas falta investimento dos times locais. Hoje se traz muitos jogadores de fora e não se mantém o time. Forma um time e desfaz. Depois de dois jogos dispensa técnico. E nós não temos estrutura que nem em São Paulo, Minas e Sul. Então fica difícil”

Tive a oportunidade de rever o Ari Neto, no lançamento do meu livro “Flávio de Souza - Uma vida feita de futebol e música”, ano passado, no Luso Sporting Club, pois é amigo do Flávio de Souza, desde 1967, na antiga Rádio Baré, desde então mantemos contatos direto. Na realidade, já o conheço faz bastante tempo, quando fomos vizinhos no Conjunto dos Jornalistas (Avenida Constantino Nery).

O Ari Neto não milita mais nas rádios tradicionais de Manaus, mas nas rádios web, sempre fazendo comentários esportivos. Eu possuo um projeto de implantar a “Rádio Web Manaós” e os meus convidados para comandarem a área esportiva serão Joaquim Alencar, Flávio de Souza, Maneca e o grande Ari Neto.

O Ari presenciou o apogeu e a decadência do futebol amazonense, e mesmo no auge dos seus 73 anos de idade, conserva ainda a mesma garra e paixão de outrora, além de aguardar, ansiosamente, pelo volta do brilho do nosso futebol, e além do mais, continuar fazendo o sempre gostou: ser narrador de futebol.

É isso ai.  

Fonte: 

https://www.acritica.com/esportes/radialista-ari-neto-completa-50-anos-de-carreira-1.178238 




sábado, 7 de janeiro de 2023

PERSONALIDADE CULTURAL DE MANAUS – 2022

 

 



O BLOGDOROCHA tem a honra de conferir ao Evaldo Ferreira, o Certificado Honra ao Mérito por ter sido eleito como “Personalidade Cultural de Manaus – 2022”

Histórico do Homenageado:

Nasceu na cidade de Manaus (Amazonas).

Formado na Universidade Federal do Amazonas – UFAM

Jornalista e Psicólogo.

Trabalha no Jornal do Commercio.

Produtor de Conteúdo (oferece informações relevantes para um tipo de público, independentemente do seu formato (artigo, imagem, vídeo, PDF…) ou plataforma (YouTube, Blog, Instagram…).

Palmas para o Evaldo Ferreira!

https://web.facebook.com/evaldo.ferreira.355

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

AS PASTORINHAS DE MANAUS

Trecho do Livro E-book "Igarapé de Manaus, José Rocha", os interessados poderão obtê-lo no formato PDF por R$ 30,00 através do e-mail jmsblogdorocha@gmail.com  


Foto: Moacir de Andrade, livro Ruas e Fachadas de Manaus, 1969.

As pastorinhas era uma dança folclórica natalina introduzida pelos jesuítas em torno de 1.700. Era praticada em dezembro até a primeira semana de janeiro. Tinha a finalidade de catequizar e a teatralização do nascimento do menino Jesus Cristo (Auto da Natividade). No passado, a cidade de Manaus, ainda pacata, praticava esse festejo em vários cantos da cidade, sendo as mais conhecidas a Pastorinha do Luso, na Rua Tapajós e a Pastorinha Filhas de Maria, na Rua Major Gabriel, bem em frente ao Igarapé de Manaus. Todo o entorno do Igarapé de Manaus ficava em festa com a chegada do Natal. Tomava conta do sentimento de todos e as famílias levavam suas crianças para assistirem ao espetáculo.

        Além das pastorinhas com os seus cânticos, o mais esperado era sem dúvida o “Cão” que procurava desviar a atenção da Pastora Perdida da adoração de Jesus Cristo. Durante as apresentações surgia do chão numa explosão de fogo e cheiro de enxofre que estarrecia toda a molecada. Com enorme garfo preto, fazia muita criança correr em disparada buscando abrigo no colo dos adultos. Metia medo e sedução nos pequenos.


        Na hora da despedida, cantavam assim: “As Filhas de Maria já se vão embora, alegres e contentes ao romper da aurora, sempre contentes são filhas de Maria, resplandecentes, nós somos as filhas de Maria, as filhas de Maria já se vão embora, já não podem demorar, elas vão colher as rosas para Deus ofertar”.


        Existia uma bandinha, assim formada: Banjo (Da Cruz), Tambor (Morcego) e Triângulo (Naldo). Segundo o meu irmão Rocha Filho, o Da Cruz gostava de tomar umas e outras e, nesses dias, a bandinha ficava desfalcada, perdendo o brilho. Outro morador antigo, o Carlos Ramos Tiko, falou que a molecada do entorno gostava de compor cânticos, sempre na gozação, tirando saro das meninas que representavam as pastorinhas.

        Atualmente, ainda existem algumas pastorinhas, apresentando-se anualmente em diversos lugares, ora em pátios de igrejas católicas, ora em alguma praça da cidade, sem lugar específico. É pouco    divulgado. Acabou    o     brilho     como    de   outrora.    Existe um projeto do Presidente do Luso Sporting Clube, da Rua Tapajós, o Senhor Flávio Grillo, para voltar um dia a famosa “Pastorinha do Luso.      Vamos aguardar.

        No “Mundo Encantado do Natal”, edição de 2022, no Largo de São Sebastião, tive uma grata surpresa de assistir a apresentação das “Pastorinha de Borba”, um projeto idealizado por Otávio Di Borba, criado em 1997, então componente do “Grupo Carrapicho” e hoje faz parte do grupo musical “Raízes Caboclas”. Na ocasião, declarou a imprensa: “Nosso intuito é desenvolver com crianças, adolescentes, adultos e idosos a inclusão social, a autoestima, estimulação cognitiva e o fortalecimento da família para uma melhor qualidade de vida”.

Foto: Moacir de Andrade, livro Ruas e Fachadas de Manaus, 1969.





terça-feira, 3 de janeiro de 2023

REI PELÉ – PRIMEIRA VEZ EM MANAUS

Foto: Divulgação
 

José Rocha

Em agosto de 1968, o Rei Pelé esteve em Manaus, com o Santos Futebol Clube, para disputar o Torneio da Amazônia Gilberto Mestrinho, jogando contra o Fast Club e o Nacional Futebol Clube, no Estádio Gilberto Mestrinho (atual Estádio Ismael Benigno).

O primeiro jogo foi contra o Fast, realizado às 21 horas de uma sexta-feira do dia 09 de agosto de 1968, vencendo o Santos, pelo placar de 3x0, com gols do Pepe aos 7min, Pelé aos 23min e Luiz Werneck aos 32min do segundo tempo.

No sábado, o Rei Pelé e os membros do Santos FC foram almoçar no famoso Restaurante Chapéu de Palha (bairro Adrianópolis), onde foi homenageado pelo Ministro das Relações Exteriores Magalhães Pinto, recebendo das mãos da Miss Amazônia, Maria de Fátima Acris, um aparelho de televisão “Made in Zona Franca de Manaus”.

No do domingo de 1968, o Santos FC entra em campo com Gilmar, Wilson Campos, Ramos Delgado, Joel Camargo, Turcão, Clodoaldo, Lima, Manoel Maria, Luiz Werneck (Amauri), Pelé e Pepe, vencendo o Nacional FC por 2 a 1, com gols de Pelé e Werneck e Pretinho (Nacional).

Neste jogo houve uma curiosidade que a imprensa não ficou sabendo e nunca foi contada por ninguém, somente revelada, hoje, no sepultamento do Rei Pelé, pelo treinador Flávio de Souza:

“Eu escalei o Berto para ficar na cola do Pelé. Pedi para ele marcar sob pressão e fazer de tudo para tira-lo do sério. Podia valer de tudo: beliscão, cutucada nas costas, puxar a camisa, empurrar, derrubar e até dar uma dedado no fiofió! Depois de muito aperrear o negão, ele vira-se e fala para Berto que iria quebrar a perna dele. Na cara dura, ele respondeu que poderia fazê-lo, pois seria famoso a partir daí. O Berto não saia de jeito algum das costas dele, até o momento em que o Pelé pula para matar uma bola no peito e ao mesmo tempo dá uma cotovelada que acertou em cheio o nariz do Berto. Foi o fim da graça do Berto, deixando o Rei Pelé fazer o seu gol na partida”.

Naquela época o Pelé já era muito famoso, considerado o melhor de todos, era bicampeão pela Seleção Brasileira (1958 e 1962) e com a camisa do Santos FC já havia vencido cinco Copas Brasil, bicampeão da Libertadores da América, bicampeão Intercontinental e heptacampeão do Paulistão.

Fontes:

https://acervosantosfc.com/torneio-amazonia-1968/

https://www.acritica.com/esportes/as-memoraveis-exibic-es-de-pele-em-solo-manauara-1.290412

https://portalamazonia.com/estados/amazonas/rei-pele-jogador-marcou-presenca-na-inauguracao-do-vivaldo-lima-amistosos-e-brasileirao-em-manaus

https://www.santosfc.com.br/memoria-santos-fc-conquistava-o-torneio-da-amazonia-3/

Treinador Flávio de Souza



domingo, 1 de janeiro de 2023

CIDADE DE MANAUS ATUAL

José Rocha

Sou sessentão e morei praticamente todos esses anos no centro histórico de Manaus, onde guardo boas memórias, muitas delas contadas aqui neste espaço, no entanto, hoje, irei escrever sobre a atualidade, minhas vivências e impressões da cidade como um todo, dedicado, principalmente, para as pessoas que aqui nasceram ou viveram, mas resolveram criar raízes em outras cidades do nosso imenso país ou no exterior, quando vez e outra sentem saudades da nossa cidade Manaus e buscam através do Google e outros sites de busca e bloques para matar a saudade e saber como está atualmente, pois o passado ficou guardado no cantinho de sua memória.

Ao abrir o Google Maps e buscar a cidade de Manaus, o internauta verá no modo reduzido uma cidade praticamente toda habitada, restando apenas um pequeno fragmento de floresta nos bairros do Coroado/Aleixo (Campus da UFAM e INPA), Parque Dez de Novembro/Cidade Nova (Parques Municipais) e algumas áreas que margeiam o Rio Negro em direção a BR-319.

O verde somente desponta na periferia, ou seja, nas áreas da Ponta Negra, Tarumã, Puraquequara, Reserva Adolpho Ducke e Área Rural.

Em 2012, fui despedido da empresa em que trabalhava, o que demandou uma pendenga jurídica. Passei muitos anos dentro de um escritório. Como já estava fora do mercado em decorrência de minha idade, trabalhei fazendo carretos, comprando e vendendo mercadorias pelos quatros cantos da cidade, além de ter tido uma experiência por três meses como Uber Drive, o que me permitiu conhecer praticamente toda a cidade de Norte a Sul e Leste a Oeste, o Centro conheço como a palma de minha mão.

Naquela época difícil de minha vida, fui morar na Cidade Nova, num dos últimos núcleos, onde tive a oportunidade de fazer novas amizades e conhecer praticamente todos os bairros das zonas norte e leste.

Apesar de existirem os GPS nos smartphones que podem te levar para qualquer lugar, caso o camarada for levado do centro da cidade e for deixado no final do Ramal do Brasileirinho, com certeza, estará perdido, não vai ter noção onde está, pois o celular poderá ser o primeiro a ser roubado.

Na realidade, a grande maioria dos moradores do centro da cidade de Manaus não conhecem as zonas Norte e Leste, primeiro, por ficar muito longe e, segundo, pelo medo da violência urbana.

Dispomos de uma boa frota de ônibus articulados, alguns com ar-condicionado, com mais ou menos uma hora até chegar na zona Leste.

Tudo o que encontramos no centro da cidade pode-se encontrar nestas zonas da cidade, tais como: três imensos shoppings center, lojas das mais variadas possíveis, bares, lanchonetes, supermercados, faculdades, dancing, churrascarias, cinemas, igrejas para todos os gostos etc.

A grande maioria dos moradores da periferia somente vêm ao centro em ocasiões especiais, pois tudo encontram lá. Eles trabalham no comércio local e nas fábricas do Distrito Industrial, se divertem nos shoppings e nos clubes e bares da área, casam, geram filhos e vivem toda a sua vida por lá.

Fiz dezenas de vezes o seguinte trajeto (principalmente quando trabalhava na área de vendas): Saio do centro da cidade, entro no Distrito Industrial (Bola da Suframa), passo pela Bola da Samsung, chego no Terminal 6, ando toda a Avenida Autaz Mirim e chego na Bola do Produtor (onde a Prefeitura planeja construir um complexo de viadutos), entro no bairro Cidade de Deus até o final onde está o MUSA e a Reserva Ducke, pego a esquerda e viajo pela Nova Cidade, Santa Etelvina e entro na Estrada das Torres e vou até a Avenida Torquato Tapajós (Barreira/Início BR-174/Itacoatiara) e volto para o Centro. É muito chão, meu irmão!

Você, meu amigo, que faz décadas que não vem à Manaus, eu aconselho conhecer a periferia de Manaus, sair com uma pessoa de confiança ou num Uber e rodar a cidade inteira. Caso você for daquele tempo em que Manaus acabava no Boulevard Amazonas e o lugar mais distante era o Parque Dez de Novembro e a Ponta Negra, o amigo vai tomar um susto danado, pois olhar no mapa e ver fotografias jamais será igual como viajar pela cidade onde morou ou nasceu.

Muitos moradores do centro da cidade não valorizam as zonas mais afastadas da cidade. Não sabem o que estão perdendo, pois existem muitos lugares bonitos para se conhecer. Por exemplo, o Shopping Nova Cidade é imenso e muito bonito. Visitar o Museu da Amazônia e subir uma torre enorme é uma emoção muito grande. No Shopping São José existe cinemas 4D E-motion (acho que em Manaus somente lá). As grandes lojas distribuidoras estão na zona Leste, além de uma grande rua de compras chamada de “Fuxico”, a meca dos donos de mercadinhos. Além de existirem imensos Hospitais, Pronto Socorros e UBS e muito mais. Até o clima é melhor. No Jorge Teixeira tem a nascente do Igarapé do Mindú (aquele que passa ao lado Millenium Shopping), a Prefeitura possui um projeto para fazer uma enorme intervenção numa grande parte onde ele passa, um negócio de primeiro mundo.

Quando eu era jovem não gostava nem um pouco de namorar uma gatinha que residisse na Cidade Nova, por ser muito longe do centro. Tempo atrás, quando morei por cinco anos por lá, encontrei uma moça numa festa, perguntei onde ela morava, ela falou que era do centro, quase cai fora, pois achava o centro muito longe.

Comecei a passar os finais de semana no centro, vinha sexta-feira, dormia na casa dos meus pais e somente voltava na segunda-feira.

Atualmente, voltei a morar no centro da cidade, aliás, ele é o meu xodó, onde nasci, vivo e morrerei.

O Largo de São Sebastião, onde fica o Teatro Amazonas, a Praça e a Igreja de São Sebastião e dezenas de bares e restaurantes, é, sem dúvida o local mais bonito do centro da cidade, bem cuidado e bastante seguro, local onde acontece muitos eventos musicais e culturais.

Para quem gosta da boemia e da Bohemia, o Bar do Armando e o Bar Caldeira sempre será a pedida. Existem outros bons naquele perímetro, além de casas de shows e strip-tease.

As nossas praças foram reformadas, mas estão mal cuidadas, infelizmente os prefeitos de Manaus não cuidam do centro histórico, com muitos prédios antigos da “belle époque” caindo aos pedaços. Ruas sujas e mal cuidadas (algumas foram asfaltadas ano passado).

O Relógio Municipal está bonito, mas não “toca as horas” por falta de manutenção. A Igreja Matriz é uma beleza sem igual, no entanto, o Largo da Matriz está abandonado e sem segurança. O Porto de Manaus (Roadway) foi entregue para um grupo que não faz nenhuma manutenção (uma pena). O Prédio da Alfandega está abandonado. O Mercado Adolpho Lisboa continua muito bonito e conservado.

Existem vários parques urbanos que são uma maravilha para caminhar e desfrutar da natureza, tais como: Jefferson Peres, Igarapé de Manaus, Rio Negro, Mestre Chico e Bilhares.

A nossa cidade apesar de ter crescido muito (desordenadamente) ainda conserva a nossa cultura: tomar banhos de rios e igarapés, dançar boi bumbá, comer jaraqui e tambaqui, tomar tacacá, café da manhã regional (tucumã, açaí, x-caboquinho, tapioca, mungunzá etc.), curtir muito o samba dos bons e das escolas de samba na avenida, ser o maior consumidor per capita de cerveja do país, curtir os barzinhos tradicionais da cidade.

A Praia da Ponta Negra é a nossa queridinha. Uma coisa linda de se ver, passear, curtir com a família nos calçadões e tomar banho do Rio Negro em sua praia perene.

Temos em torno de dois milhões e trezentos mil habitantes, com gente de todo lugar do Brasil (cariocas, paulistas, paraenses, gaúchos, baianos, cearenses) e exterior (principalmente venezuelanos, haitianos, chineses, japoneses, peruanos, colombianos, sírios, libaneses), no entanto, os amazonenses e manauaras são orgulhosos de sua cultura e não a deixam morrer, tanto que todos esses caras que vem de fora tem de se acostumar desde do início com o nosso modo de ser. Não abrimos mão da nossa cultura, gastronomia, folclore e o nosso modo de falar o “amazonês”.

Manaus cresceu tanto que agora temos a Região Metropolitana de Manaus, reunindo treze municípios, onde, no futuro, a cidade de Manaus irá de encontro. Um exemplo, temos a Ponte Rio Negro, ligando as cidades de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, cidades que você pode conhecer de carro ou de ônibus. A cidade de Manaus está se expandindo para lá, vai chegar o tempo que essas cidades serão bairros de Manaus. Sim.

A seguir, irei publicar algumas fotografias da nossa cidade de Manaus atual.

É isso ai.

Fotos: José Rocha - caso queira colaborar com o blog faça um Pix pelo QR Code ao lado e abaixo.

























O BLOGDOROCHA AGORA É PROFISSIONAL.

 

IREI, DORAVANTE, DEDICAR-ME COM MAIOR AFINCO AO BLOG, APESAR DE ESTAR UM POUCO "FORA DE MODA".

AFINAL, O QUE É UM BLOG?

O GOOGLE RESPONDE: SÃO PÁGINAS ON-LINE, ATUALIZADA COM FREQUÊNCIA, QUE PODEM SER DIÁRIOS PESSOAIS, PERÍODICOS OU EMPRESARIAIS. SÃO FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE PESSOAS E DE INSTITUIÇÕES COM O MUNDO.

O MEU BLOGDOROCHA FOI INSCRITO, EM 2006, HOSPEDADO NO BLOGSPOT DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.

PUBLIQUEI E REPUBLIQUEI 2.926 POSTAGENS, COM 1.155 COMENTÁRIOS E 279 SEGUIDORES, VISITADO POR 1.852.362 ATÉ O DIA DE HOJE (01/01/2023).

O GOOLE É O CONTROLADOR DO BLOGSPOT, DESSA FORMA, DAR UMA VISIBILIDADE MAIOR PARA O QUE ESCREVO, POIS NAS PÁGINAS POSSUEM COMERCIAIS QUE ELES FATURAM COM A VENDA E GANHO SOMENTE 100 DOLÁRES A CADA TRÊS ANOS, EM DECORRÊNCIA DE SER AMADOR.

PARA TORNA-LO DE FATO UMA MIDIA PROFISSIONAL, TEREI DE INVESTIR NA APRESENTAÇÃO E SER MAIS CUIDADOSO NO QUE ESCREVO.

COMO EXIGIRÁ INVESTIMENTOS, COLOQUEI NO LADO DIREITO DA PÁGINA UM "QR CODE" ONDE OS LEITORES PODERÃO DOAR QUALQUER VALOR PARA COLABORAR COM O BLOG. JÁ ESTÁ DISPONÍVEL, QUEM ACESSAR E QUISER COLABORAR JÁ A PARTIR HOJE SERÁ BEM VINDO.

A MINHA SITUAÇÃO FINANCEIRA É ESTÁVEL, SOU APOSENTADO E AINDA BATALHO, APENAS AQUELES QUE QUISERAM, DE UMA FORMA ESPONTÂNEA COLABORAR COM O BLOGDOROCHA SERÁ BEM VINDO, POIS ESSES RECURSOS SERÃO INVESTIDOS NO PRÓPRIO BLOG. OS BLOGS DE SUCESSO, EM SUA GRANDE MAIORIA, FAZEM ISTO COMO FORMA DE MELHORAR CADA VEZ MAIS.

GRATO E UM FELIZ ANO NOVO DE MUITA PAZ, SAÚDE E SUCESSO PROFISSIONAL PARA TODOS VOCÊS!

É ISSO AI.




FELIZ ANO NOVO

JOSÉ ROCHA

                               FELIZ ANO NOVO

                  AOS MEUS FILHOS,

                 NETOS,

                 IRMÃOS,

                 PARENTES

                 E ADERENTES,

                 ALÉM DOS MEUS AMIGOS DILETOS,

                 DIGITAIS

                 E DAS REDES SOCIAIS!


Foto: Autorretrato, Final de Ano, na Praia de Ponta Negra, Manaus, Agradecendo à Deus!