sexta-feira, 20 de julho de 2007

A Secretaria Municipal de Cultura, da PMM, lançou um Edital contendo um concurso para premiar o melhor trabalho sobre os bairros de Manaus. Infelizmente não irei participar, pois sempre morei no centro de Manaus e, somente conheço um pouco da historia das Ruas Igarapé de Manaus, Huascar de Figueiredo, Lauro Cavalcante, Ipixuna, Major Gabriel e Sete de Setembro; de qualquer forma, irei contar as historias dessas ruas, contando com a colaboração de vários colegas de rua, citarei alguns: Rochinha Galinha Preta, José Bombom Negrita, Henrique Pacu, Rogério Dias Português, Beto Carro Velho, Sarto Nego Mau, Pingo, Mal Feito a Martelo, Tico, Neno, Waldir Perna Torta, Zeca Pagodinho, Firmino Bolero e Gilson. Iremos comentar sobre As Bolachas, Dona Uchoa, Zé Inácio, Sr. Artur, Forró da Maria Belém, Casa da Gaivota, Sr. Goiaba Nacionalino Doente ,O Misterioso Dural, Os Circos do Sarto e do Aluisio, As 3 Pontes da 7, Banhos de Igarapé, Os Carroceiros, Rocha do Violão , Dona Pátria, Futebol na Várzea, Brigas Igarapé X Major Gabriel, etc. A primeira contribuição vem do Rochinha, vamos voltar a década de 60!




AS CARROÇAS E OS CARROCEIROS

José Rocha Martins Filho *


No início dos anos 60 havia um meio de transporte em Manaus denominado CARROÇA.

Conheci alguns carroceiros da época que moravam no igarapé de Manaus. Todos vieram do Nordeste, principalmente do Rio Grande Norte.

Como não tinham qualificação e, mesmo naquela época não havia oportunidades de trabalho, optaram pela carroça.

O Transporte era feito de restos de camionete ou pequenos caminhões, principalmente das rodas e o eixo, onde assentavam uma caixa de madeira para as cargas de mercadorias ou pessoas.

às 5 da tarde eles chegavam no Igarapé de Manaus, vindo pela Rua Lauro Cavalcante, depois de um dia de trabalho no Mercadão Adolpho Lisboa, eles vinham um após outro : Manoel Hilário, João Batista e Expedito.

A garotada corria para morcegar (pegar carona) das carroças. Era uma festa. Quando os carroceiros faziam um trocado bom no dia, vinham todos sorridentes e deixavam a molecada toda morcegar. Enchiam a carroça de meninos desde a Rua Lauro Cavalcante até a estribaria, situado em um terreno baldio, próximo a Rua Huascar de Figueiredo. Porém quando o apurado era ruim eles chegavam de mau humor, e quem se atrevesse em morcegar era açoitado pelo chicote deles. Ah! ah! ah! ah!


(*) O autor nasceu em Manaus, na Rua Igarapé de Manaus; formado pela UFAM em Ciências Contábeis.
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