quinta-feira, 17 de maio de 2007

BALNEARIO DO PARQUE DEZ DE NOVEMBRO


BALNEÁRIO DO PARQUE DEZ

Certo dia estava num engarrafamento infernal na Avenida Efigênio Sales com a Rua Recife, em direção ao bairro do Aleixo, por conta da construção de um viaduto; encontrava-me no limite da paciência, quando olhei para o lado direito e avistei parte do prédio, onde funcionava o restaurante e o clube dançante do balneário do Parque Dez. Num passe de mágica, voltei ao passado, expulsei todos os capetinhas que estavam rondando a minha cabeça.

O meu pai me acordava às 05 da manhã de domingo para irmos ao Mercado Municipal e, depois das compras rumávamos para o “banho do Parque Dez”, o principal problema era o transporte, pouquíssimos ônibus ( de madeira) circulavam em Manaus; o infortúnio da viagem (era uma eternidade o trajeto do centro para o bairro) compensava logo na chegada, era uma maravilha o meu Parque Dez! Passávamos o dia todo no maior lazer.

O balneário do Parque Dez foi estruturado para receber as famílias amazonenses em sua piscina natural, abastecida pelas águas límpidas do igarapé do Mindu, em vasta área verde, com zoológico e um restaurante para a satisfação gastronômica dos freqüentadores. O acesso ao balneário se dava pela rua Recife, que descia do bairro de Adrianópolis, em pista pavimentada de cimento, até o Parque Dez. Nas imediações, onde hoje está aberta a avenida Efigênio Sales, uma vereda, antigamente conhecida por V-8, levava a inúmeras chácaras, todas tendo ao fundo o igarapé do Mindu, formando banhos particulares. O bairro estava nos limites extremos de Manaus e, ao atravessar o igarapé, a floresta predominava em toda sua extensão. O local permaneceu por muito tempo como enorme área de lazer, onde os manauaras se refrescavam dos dias quentes e se esqueciam do mormaço econômico que insistia em medrar na capital do Amazonas.

Após essa maravilhosa viagem, acordei; rumei feliz em direção ao meu destino, não senti mais nenhum estresse com os outros engarrafamentos que encontrei pela frente.
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