sexta-feira, 27 de março de 2009

CHICO DA SILVA


Foi registrado como Francisco Ferreira da Silva, conhecidíssimo no Brasil afora como Chico da Silva, é compositor e cantor, nasceu em Parintins, no Amazonas; atingiu o auge do sucesso nacional na década de 80, algumas das suas composições foram interpretadas pela Alcione.
Curti alguns vinis do Chico, lembro de algumas músicas que marcaram a nossa época, tais como: Pandeiro É Meu Nome – Tempo Bom – Esquadrão do Samba – Deus Menino – É Preciso Muito Amor – Tudo Mudou – Convite A Roberto Carlos – O Barba Azul – Me Leva Contigo – Dinorá – A Solidão Inundou Esta Cidade – Festa Da Rezadeira – Por Trás do Pano – Sonhos De Amanhã.

O Chico é vermelho de coração, fez inúmeras toadas para o Boi Garantido: Vermelho – Boi de Carmo – Festa da Raça – Sonho de Liberdade – Um Beijo na Palma da Mão – Garantido 2000, depois foi para o Boi Caprichoso, compôs: Gavião Real – Paraponera – Azul – Bailarina - Mana Manaus – O Poeta e o Versador – Amor é o meu Nome – Sina de Caboclo. Pouco tempo depois, voltou para o seu boizinho do coração vermelho na testa.

A letra de Mana Manaus é mais ou menos assim:

Mana mana Manaus
Mana mana Manaus

No coração da hiléia
Tu és soberana cidade matriz

O rio Negro teu ciúme, teu costume
Abraça forte teu terraço fluvial
O rio Amazonas viageiro te paquera
Nesse manto florestal

Vila da Barra, tu és monumental
Entalhada pelos teus igarapés

Mana Manaus
Bela arte manauara
Os teus palácios, o teatro, a catedral
A relumear, sob o céu da Amazônia
Os teus poetas, tuas danças e bumbás

Mana manô
Minha fada, meu conto de amor
O orgulho e encanto do amazonense
E do Boi Caprichoso.

Conhecí o Chico quando fazia parte do conjunto "Os Amigos do Som", formado pelo Agnaldo do Samba, Mariolindo, Saci da Aparecida, Lúcio Bahia, Manoel Batera & Cia.
Teve alguns problemas de saúde, perdeu um pouco a voz, conseguiu recupera-la para a alegria do seu imenso fã clube; faz ainda muito sucesso nos clubes de Manaus.

O Chico é nosso irmão, as suas composições fazem parte dos bens imateriais do nosso patrimônio cultural. Valeu Chico!



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