sexta-feira, 11 de abril de 2014
BLOGDOROCHA: PATRÍCIA MENDES DO BOI CAPRICHOSO
BLOGDOROCHA: PATRÍCIA MENDES DO BOI CAPRICHOSO: O povo brasileiro é um gozador por natureza e, sempre nas eleições, procura lançar o seu próprio candidato, geralmente é uma “figura”, o a...
quinta-feira, 10 de abril de 2014
BLOGDOROCHA: GOVERNADOR ÁLVARO BOTELHO MAIA
BLOGDOROCHA: GOVERNADOR ÁLVARO BOTELHO MAIA: Álvaro Botelho Maia nasceu em 19 de fevereiro de 1893, no seringal “Goiabal”, rio Madeira, município de Humaitá, primogênito de Fausto...
quarta-feira, 9 de abril de 2014
CASA ANTIGA DA RUA LEOVEGILDO COÊLHO
O meu amigo Alberto Silva, Analista de Sistemas da FUCAPI, passou-me o seguinte pedido:
Jose Rocha, Você que é um historiador amador e comedor de Jaraqui com farinha...Qual é a historia dessa residência da Manaus antiga, dono, família etc e tal?
Respondi:
Tirei várias fotografias dessa casa, mas, nada conheço sobre a sua história.
Aos amigos leitores do blog:
Caso alguém conheça a história dessa casa, favor enviar informações para o e-mail jmsblogdorocha@gmail.com - ela fica na Rua Leovegildo Coêlho, centro antigo de Manaus.
Grato
Foto: Alberto Silva
Foto: Alberto Silva
terça-feira, 8 de abril de 2014
SECOS & MOLHADOS
PRESIDENTE PALINHA - O
Palinha é um antigo servidor da Manaus Energia, ele sempre foi ligado ao
Partido dos Trabalhadores, tanto que a sua camisa preferida do dia-a-dia é da
cor vermelha – militou durante anos no sindicalismo, foi por um bom período, o
Presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas. Certa vez, foi convidado
pela Federação Nacional dos Urbanitários, para um encontro em Brasília, onde
todos os representantes dos Estados iriam ratificar o Acordo Trabalhista da
categoria. Chegando lá, o companheiro Palinha era o único vestido de paletó e
gravata, porém, no auditório em que estavam reunidos, existia uma imensa mesa
onde todos eles deveriam estar sentados para assinar tal documento. O Palinha
ficou de pé, pois não havia cadeiras suficientes – pacientemente, esperou todos
se levantarem e, foi o último a colocar a sua rubrica, nesse momento, um
repórter e um fotógrafo de um jornal de grande circulação nacional, registra
aquele momento solene e, saiu na manchete no dia seguinte: “Presidente da Eletrobrás
assina o Acordo Coletivo”, aparecendo a fotografia do nosso Palinha como fosse
o tal executivo da estatal. Ele foi herói nacional da categoria e, onde
passava, todos batiam nas suas costas e falavam na gozação: “Parabéns,
Presidente Palinha!
PALPITE BARÉ – Pois é,
acho que o vice do Melo (Pros) será a Rebeca Garcia (PP), aliás, ela estava
sendo preparada e foi colocada em evidência no governo do Omar Aziz (PSD) para
fazer parte nesse jogo político. Como é certa a eleição do Omar para o Senado,
a sua esposa, a Nejmi Aziz (PSD) disputará a eleição para Deputada Federal,
pois os dois estarão juntos em Brasília. O moço Hissa Abrahim (PPS) pensa
bem alto e, poderá compor com o Eduardo Braga (PMDB) para o governo do Estado.
O Melo e o Omar ficarão alinhados com a Presidente Dilma (PT) – para a
liberação de verbas para o Amazonas - todos estarão no mesmo palanque e, ela
estará também no tablado do Braga. Pode? O Arthur Neto (PSDB) caminhará abraçado, em Manaus, com
o Melo e o Omar e, fará de tudo para o insucesso do seu arqui-inimigo, o Braga.
O Amazonino Mendes (PDT) será o mais votado para Deputado Estadual e, será o
Presidente da Assembléia Legislativa, dando todo o apoio aos projetos do Melo.
Daqui a quatro anos, o Melo não poderá concorrer a mais quatro anos, quando entra
em campo o Arthur para governador. Tudo é apenas um palpite Baré!
COM A FACA E O QUEIJO NA
MÃO – No dia 4 do corrente, foi a posse do Governador José Melo, um caboclo das barrancas do
município de Eurinepé, de onde veio ainda criança com os irmãos e os pais, na
terceira classe de um barco com destino a Manaus – ralou muito, mas, chegou ao
posto máximo da administração pública estadual. Era do PMDB, onde foi humilhado
e colocado para escanteio pelo Presidente do Partido, o Senador Eduardo Braga –
foi obrigado a filiar-se na nova agremiação partidária, o Partido Republicano
da Ordem Social - PROS, batendo CONTRA o Senador, na disputa por mais quatro
anos no governo do Estado do Amazonas. O Omar Aziz (PSD) foi vice do Eduardo e,
assumiu o governo em decorrência a saída do titular para concorrer ao Senado –
ganhou a eleição, mas, como já tinha assumido o governo anteriormente, ficou
impedido de buscar a reeleição. O Melo ficou bem na fita, pois é o dono da
chave do cofre e, disputa a eleição para governador, numa batalha cruel contra
o preferido nas pesquisas, o Eduardo Braga (PMDB). Chegou “a hora da Onça beber
água”, pois o Eduardo não terá apoio do Omar e, nem do Prefeito Arthur Neto
(PSDB) – todo aquele Prefeito do interior que lançar apoio ao Eduardo, terá a
“torneira financeira” do Estado fechada! Sendo assim, o José Melo está com “a
faca e o queijo na mão”, basta apenas cortar e comer!
ÁGUA DE BEBER – Era mais
ou menos dez da noite, estava numa sede danada, abri a geladeira e, nada de
água, fui até o garrafão e, nada do líquido precioso! É agora, José? A essa
hora da noite não dava mais para ir atrás de água! Lembrei daquele comercial da
Manaus Ambiental, apresentado pela Tatiana Sobreira, exaltando a qualidade da
água encanada “A água da Manaus Ambiental é testada 30 mil vezes ao mês”.
Caramba! Como é que pode? Mil testes por dia! Conta outra, gata! Pensei: “Vou
no papo dela? Será que dá para beber direto da torneira, como aparece no
comercial? Sei, não!” Por vias da dúvidas, fervi e deixei gelar um pouco,
segurei a respiração, tampei o nariz e, tentei engoli, nesse momento, pensei na
antiga “Colama”, o apelido da COSAMA – cara, não entrou nem com nojo! O jeito
foi sair e comprar uma garrafinha de água num posto de gasolina! Eu, hein!
http://youtu.be/IG0SwJqs_0s
TÔ LISO – Num belo e ensolarado sábado em Manaus deu-se a abertura do maior campeonato de peladas do mundo, o famoso “PELADÃO”, o evento foi na Avenida Eduardo Ribeiro – no palanque das autoridades estavam o então Governador Gilberto Mestrinho e o poderoso dono do Jornal “A Crítica”, o Humberto Calderaro Filho – eu estava em companhia de uma galera do Igarapé de Manaus e, ficamos numa arquibancada de madeira, bem frente as autoridades. Dei corda para o Totonho, um colega que tomava todas “Totonho, num intervalo da apresentação dos times, vai até o meio da rua e grita: Governador, paga uma gelada!”. Se tu fizeres isso, pago “uma cheia” (uma garrafa de cachaça). Dito e feito! O Totonho largou o verbo! O governador na maior cara dura, respondeu: “Tô liso”. Ai o Totonho mandou chumbo grosso: “Se o governador está liso, imagina eu!”. Todo mundo caiu na gargalhada, incluindo a comitiva de baba-ovos que estavam no palanque. O Calderaro chamou o Totonho em particular e colocou uma nota máxima no seu bolso. Ao voltar, falei: “Totonho tá aqui a grana da cachaça!”. Ele respondeu: “Não precisa não, pois ganhei grana para comprar uma grade de cerveja, tô numa boa e o governador liso! Pode?
MÚSICA DE PENICO – Tem um “fio de uma égua” que passa com o seu carro toda noite no meu bairro e, põe no volume máximo uma música de funk com a voz de um carioca de morro – o problema maior não é essa música de penico (sem pé, nem cabeça, uma merda, mesmo!) , mas, o volume que de tão alto, estremece até o meu barraco! Será que esse camarada ainda tem tímpanos? Ou quer aparecer? Sei, lá! Tenho um vizinho que respeita a “lei seca”, mas, não respeita “a lei do silêncio! Ele bebe na sua casa, abre a garagem e, põe no toco umas músicas de puteiro (brega), depois, toadas do Boi Garantido e, para finalizar, detona o manjado Bruno & Marrone – o show vai das seis até as onze da noite de sexta-feira e sábado! Caramba, o meu ouvido não é penico! Acho que na próxima sexta-feira irei me mandar para o centro e, ouvir algumas músicas de responsa, no violão e voz do Cabral lá no ET Bar!
Obs.: Os leitores já estão acostumados com o BLOGDOROCHA, pois escrevo algumas postagens sobre temas sérios, históricos e alguns de interesse para a nossa cidade. Por outro lado, para relaxar, escrevo também de forma leve, cômica, debochada, com gírias, carregado de Amazonês e até com palavrões! É isso ai!
http://youtu.be/IG0SwJqs_0s
TÔ LISO – Num belo e ensolarado sábado em Manaus deu-se a abertura do maior campeonato de peladas do mundo, o famoso “PELADÃO”, o evento foi na Avenida Eduardo Ribeiro – no palanque das autoridades estavam o então Governador Gilberto Mestrinho e o poderoso dono do Jornal “A Crítica”, o Humberto Calderaro Filho – eu estava em companhia de uma galera do Igarapé de Manaus e, ficamos numa arquibancada de madeira, bem frente as autoridades. Dei corda para o Totonho, um colega que tomava todas “Totonho, num intervalo da apresentação dos times, vai até o meio da rua e grita: Governador, paga uma gelada!”. Se tu fizeres isso, pago “uma cheia” (uma garrafa de cachaça). Dito e feito! O Totonho largou o verbo! O governador na maior cara dura, respondeu: “Tô liso”. Ai o Totonho mandou chumbo grosso: “Se o governador está liso, imagina eu!”. Todo mundo caiu na gargalhada, incluindo a comitiva de baba-ovos que estavam no palanque. O Calderaro chamou o Totonho em particular e colocou uma nota máxima no seu bolso. Ao voltar, falei: “Totonho tá aqui a grana da cachaça!”. Ele respondeu: “Não precisa não, pois ganhei grana para comprar uma grade de cerveja, tô numa boa e o governador liso! Pode?
MÚSICA DE PENICO – Tem um “fio de uma égua” que passa com o seu carro toda noite no meu bairro e, põe no volume máximo uma música de funk com a voz de um carioca de morro – o problema maior não é essa música de penico (sem pé, nem cabeça, uma merda, mesmo!) , mas, o volume que de tão alto, estremece até o meu barraco! Será que esse camarada ainda tem tímpanos? Ou quer aparecer? Sei, lá! Tenho um vizinho que respeita a “lei seca”, mas, não respeita “a lei do silêncio! Ele bebe na sua casa, abre a garagem e, põe no toco umas músicas de puteiro (brega), depois, toadas do Boi Garantido e, para finalizar, detona o manjado Bruno & Marrone – o show vai das seis até as onze da noite de sexta-feira e sábado! Caramba, o meu ouvido não é penico! Acho que na próxima sexta-feira irei me mandar para o centro e, ouvir algumas músicas de responsa, no violão e voz do Cabral lá no ET Bar!
Obs.: Os leitores já estão acostumados com o BLOGDOROCHA, pois escrevo algumas postagens sobre temas sérios, históricos e alguns de interesse para a nossa cidade. Por outro lado, para relaxar, escrevo também de forma leve, cômica, debochada, com gírias, carregado de Amazonês e até com palavrões! É isso ai!
domingo, 6 de abril de 2014
PONTA NEGRA MANAUS - FOTOCOLAGEM: ROCHA
NOSSA PONTA NEGRA, SEMPRE MUY BELLA! Estive, hoje, fazendo uma caminhada por lá e, tomei um banho refrescante no nosso majestoso Rio Negro! Quem ficou em casa, perdeu uma tremenda manhã de Sol!
sábado, 5 de abril de 2014
O CALÇAMENTO DE MANAUS EM PARALELEPÍPEDO
Recentemente, a Prefeitura
de Manaus fechou o Largo da Matriz, para efetuar a revitalização daquele espaço
histórico, onde se encontra o Relógio Municipal, um Chafariz, um Obelisco, o
antigo Aviaquário (desativado), praças, casas centenárias e a Igreja Matriz da
Nossa Senhora da Conceição – no trabalho inicial de escavação foi encontrado na
Avenida Eduardo Ribeiro um calçamento de pedras de paralelepípedo, causando
espanto para os técnicos do governo municipal.
O Prefeito Arthur Neto
esteve no local e, determinou o restabelecimento do original, retirando camadas de
cimentos e de asfalto que encobriram por muitos anos a história da nossa cidade.
Naquele local, existia o
Igarapé do Espirito Santo, o qual foi aterrado em 1892, por ordem do governador
Eduardo Ribeiro, para dar andamento ao processo de embelezamento da cidade –
com o seu calçamento em paralelepípedo (hexaedro cujas faces opostas são paralelas e congruente) - existe por aquelas imediações um marco
que está escondido dentro de uma galeria, ele tinha a função de medir as enchentes
daquele igarapé.
Segundo os especialistas,
o asfalto tem o poder de absorver o calor durante o período de insolação,
liberando depois para o meio, parte desse calor,
causando um desconforto térmico muito grande, por outro lado, no calçamento de
paralelepípedo o comportamento é totalmente diferente, pois as suas
características geológicas, absorvem menos calor, deixando a temperatura mais
amena e tornando o clima mais agradável.
É um tipo de calçamento
totalmente ecológico, pois depois de algum tempo aparecem fungos e gramíneas
inseridas entre as juntas, desempenhando funções importantes para o meio
ambiente, com a absorção de água e nutrientes, retendo parte dos sólidos
carreados pelas águas das chuvas e micro partículas de poluição – tem mais:
essas plantas realizam fotossíntese capturando o CO2 liberado pelos automóveis
e liberando O2!
Na realidade, as
principais ruas do centro antigo de Manaus, foram originalmente dotadas de
paralelepípedo, mas, o progresso e a irresponsabilidade dos homens que
governaram as últimas décadas, foram mudando “o velho” (as pedras) pelo “novo”
(cimento e asfalto) – demonstrando uma total ignorância e desrespeito pela
história da nossa cidade.
Os tempos são outros, os
gestores públicos amazonenses estão mais sensíveis e, começaram a valorizar e a
respeitar parte da nossa história que estava enterrada – o Largo de São
Sebastião e a Praça do Congresso constituem-se em exemplos e, a Avenida Eduardo
Ribeiro, um sinal de que teremos de volta, brevemente, o brilho da mais bonita
e charmosa via pública da nossa cidade da belle
époque. É isso ai.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
AS FULEIRAGENS DO BLOGDOROCHA: O CUNHADO CHATO
BLOGDOROCHA: O CUNHADO CHATO: Para começar, cunhado não é parente, mas aquele chato, será aderente até os finais dos tempos, sempre ficará na tua cola, mesmo depois d...
terça-feira, 1 de abril de 2014
TODO DIA É DIA DA MENTIRA!
Hoje é o dia da mentira,
peta, impostura, fraude, lorota e potoca – uma comemoração que data do século
XVI, quando o Rei Carlos IX da França, com a adoção do Calendário Gregoriano,
mudou o dia do Ano Novo, de 1º. de abril para 1º. de janeiro – os franceses não
aceitaram de imediato e, mandavam naquela data, presentes esquisitos e convites
para festas que não existiam.
No Brasil começou quando
um jornal mineiro “A Mentira”, lançado em 1º. de abril de 1828, difundindo uma
notícia do falecimento do Imperador do Brasil Dom Pedro I, desmentindo no dia
seguinte (ele faleceu em 24/09/1834).
Sou favorável em manter
todas as tradições e, na minha infância e adolescência, o dia de hoje era muito
divertido, com pegadinhas de toda ordem – atualmente, todo dia é dia da mentira
por parte dos políticos, senão vejamos:
1. O
JK declarou que faria um governo de 50 anos em apenas cinco!;
2. Com
a intervenção militar no Brasil, eles afirmaram que foram os responsáveis pelo “Milagre
Econômico”;
3. O
Presidente Lula, no discurso do seu primeiro mandato, falou para a Nação que, no
final do governo não haveria nenhuma criança com fome e que todo pai de família
teria emprego e renda;
4. O
lema do governo da Presidente Dilma é “Brasil, um país rico é um país sem miséria!”
5. O
governador Amazonino Mendes (conhecido como Amazonino Mente) falou que faria um
governo do 3º. Ciclo (1º. Borracha e 2º. Zona Franca), depois, foi chamado, por
alguns gozadores de plantão, governo do 3º. Circo;
6. Muitos
parlamentares em campanha prometem “mundos e fundos” para o eleitor, além de distribuírem
“de graça” consultas médicas, cadeiras de rodas, dentaduras, óculos, etc.;
7. Muitos
candidatos a vereança prometem: “Se for eleito, serei o teu representante na Câmara
Municipal, farei de tudo por você e pela tua comunidade, serei implacável na
fiscalização dos atos do Prefeito, pode contar comigo, confia em mim!”;
Segundo os estudiosos (filósofos
e psicólogos), a utilização da verdade ou palavras certas no convívio com os
outros são cada vez mais uma “pura
mentira”, pois apresentar a verdade em doses reduzidas facilita a vida e, aqueles que falam somente a verdade são considerados ingênuos.
Eles dizem que a mentira
vem aos nossos lábios cerca de 200 vezes por dia, em média a cada 5 minutos!
Caramba! O caboco logo ao acordar e, querendo pegar a patroa, olha para a
mulher e diz “Você está com uma ótima aparência hoje!”. Depois, liga para o
escritório e fala para o superior “Hoje não posso ir ao trabalho, estou prostrado, peguei uma virose danada!”.
No dia-a-dia no trabalho, o
cara mente, engana, adula, engoda, sorri e olha inocentemente, tudo para manter
uma boa atmosfera, mas, por dentro, está a fim de mandar o chefe para a PQP, tomar
o lugar dele, pegar a colega no final de semana e por ai vai.
Pois é, mano velho, aquele
cara que gosta de escrever bonitinho, lança livros de romances e contos, gosta
de editar blogs e se amarra em redes sociais, escrevendo um monte de coisas,
não vá na onda dele, pois noventa por cento é fruto da sua imaginação,
portanto, mentira!
Então, vamos curtir a nossa
lorota, pois todo dia é dia da mentira! É isso ai.
segunda-feira, 31 de março de 2014
A CONSTRUÇÃO DA CIDADE EM MINIATURA SANTA ANITA
Um dos hobbies preferidos do
Mário Ypiranga Monteira foi a construção de uma cidade em miniatura, denominada
“Santa Anita”, em homenagem a sua
amada esposa que muito o ajudou na sua montagem. Foi estimulado a construí-la
pelas ocorrências da sua primeira infância, quando tinha seis anos de idade,
logos após ter sofrido um acidade quando foi vitima apanhado pelo bonde da linha
“Plano Inclinado” e, ter recebido de
seu pai um “conjunto ferroviário”,
adquirido no “Bazar Alemão”.
Já casado e pai de três
filhos menores, resolveu levar a frente o seu gosto por miniaturas. Quando
abriu a “Loja Quatro e Quatrocentos”, conhecida depois por Lobrás e Marisa,
situada na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Avenida Eduardo Ribeiro -
adquiriu uma locomotiva de corda e um vagão, com binário ovalado – fez a
armação na sala de jantar de sua casa e, juntamente com os seus filhos, ficavam
contentes em ver correr a composição, mesmo sem outros ornamentos ou estação de
passageiros.
Resolveu o problema talhando
em papelão grosso os desvios e uma secção (rotunda = largo circular) - levou o
protótipo a um funileiro, um profissional que trabalhava com a confecção de
peças em folhas de flandres, na Avenida Eduardo Ribeiro. Depois, o Mário
Ypiranga fez duas estações de passageiros, com usuários confeccionados em
cartolinas – um dia a corda estalou e a locomotiva acabou indo para o lixo.
Tempos depois, o Mário e a
sua esposa estavam na fila para adquirir entradas para o Cine Avenida, quando
avistou na vitrine de uma loja do seu amigo Antônio Matos Areosa (irmão do governador Danilo Matos Areosa), um conjunto
ferroviário elétrico, composto por uma locomotiva, vagões tipo combine, binário oval e uma estação
rústica. No dia seguinte, foi à loja e adquiriu dois estojos, com locomotivas
de modelos diferentes e vagões de carga, era um produto sem escala e da marca Atma Paulista – a partir dai a maquete
começou a crescer, pois o seu amigo proprietário da loja fez o pedido da
fábrica de mais dois estojos, pois necessitada de mais trilhos e desvios.
A maquete ia aumentando e,
surgiram dificuldades com o espaço físico, dando problemas na montagem e
desmontagem do conjunto – o problema foi resolvido em parte, com a doação de
uma mesa de tênis que não era mais utilizada pelo irmão de sua nora Geralda
Guimarães Monteiro, a maquete ficou maior e permanente – ainda não existiam
árvores nem pessoas para animar a paisagem, mesmo assim, ele se contentava com
a variedade de composições, sem escala, ajudado por transformadores de quinze
volts.
Com a instalação da Zona
Franca de Manaus, ocorrido em 1967, houve a abertura de muitas lojas de
importação – ele tinha um amigo que viaja muito ao Panamá, trazendo muitas
novidades e, por sua sugestão, pediu que negociasse com material ferroviário em
miniaturas, o Sr. Vicente Liberato começou a vender as primeiras composições
com escala internacional HO (Half zero),
de fabricação TYCO norte-americana.
As facilidades foram muitas, pois aparecerem figurinhas de plástico, gente e
bichos, casas de plástico para montar (ele mesmo montava), árvores, postes de
luz, luminárias, estações, pontes, etc. – era um mundo de novidades, obrigando-o a fazer mesas grandes (em módulos).
Abriu outra loja na Zona
Franca, a “Hobby”, situada na Rua
Guilherme Moreira, cujo proprietário era o seu amigo Dálcio Tavares – ele foi o
que mais importou material ferroviário em miniatura na escala HO, abastecendo
aos aficionados de Manaus e turistas – era uma variedade enorme de acessórios,
enlouquecendo aos apaixonados por miniaturas, tempo depois, o dono da loja
resolveu parar com esse ramo, partindo para negociar com eletroeletrônicos.
O Mário Ypiranga ficou por
um bom tempo sem a possibilidade de adquirir material ferroviário. Tempos
depois, a indústria nacional, representada pela fábrica Frateschi de São Paulo, começou a produzir composições completas e,
apareceu em Manaus os estojos contendo uma locomotiva, alguns vagões, um par de
vagões, trilhos em oval e transformador, tudo em escala internacional HO.
Foram quarenta anos
dedicados ao seu hobby, sempre adquirindo novos elementos, chegando a ter 133
locomotivas, 133 vagões de passageiros e 557 vagões de carga – a cidade em
miniatura é composta de 14 módulos, medindo 1,10m x 1,10m, montada com 7,70m x
2,20m.
Após o seu falecimento, a
cidade foi adquirida pela Secretária de Cultura do Estado do Amazonas,
encontrando-se em exposição permanente desde 11 de agosto de 2006, na Galeria
do Largo, no Largo de São Sebastião. É isso ai.
Fonte: Site do Mário
Ypiranga Monteiro (Povos da Amazônia/SEC)
sábado, 29 de março de 2014
A PROSTITUIÇÃO NA MANAUS BELLE ÉPOQUE
Quando a cidade de Manaus
vivia o boom da borracha, com grana “saindo pelo ladrão”, aportaram por essa
plaga muitas estrangeiras “polacas”, elas eram conhecidas como “mulheres das
portas abertas” e, fizeram muito sucesso junto aos senhores alinhados, seringueiros visitantes e outros inclinados à vida boêmia de bares, bordéis e
casas de jogos, entre os anos de 1890 e 1920.
A demanda mundial e o
aumento do preço da borracha trouxeram para a Amazônia, principalmente, nas
cidades de Manaus e Belém, um aporte significativo de recursos financeiros,
proporcionando um aumento populacional e a transformação em moderno centro
urbano – foi um atrativo para as mulheres desembarcarem para ganhar dinheiro
fácil.
A nossa cidade era dotada
de luz elétrica, bondes, telefone, prédios públicos impressionantes, suntuosas
residências particulares, bulevares arborizados e serviços frequentes de
navegação para a Europa e Estados Unidos – uma pequena parcela da população
concentrava a maior parte dos bens e recursos da região – eles se davam ao luxo
de viajar para o exterior e adquirir experiência na Europa, com o francês sendo
a língua preferida e Paris a referência intelectual e de moda da elite.
Com o dinheiro farto com o
lucro da borracha, a cidade ficou cheia de salões, cafés, mesas de bilhar e a
prostituição bem disseminada – sendo as mulheres brancas e estrangeiras as
preferidas pelos homens.
Existiam muitas “cocottes” (prostitutas) francesas e
judias, além das “polacas” vindas da Europa Oriental, uma mistura da
Áustria-Hungria, Galícia e Romênia –não existia naquela época a figura do “cafetão”
(explorador de prostitutas), aliás, esse nome deriva da roupa talar (até os
pés) usados pelos homens judeus no Marrocos.
A cocote tinham madeixas
longas e loiras, era elegantes e bem vestidas, destacavam-se numa sociedade na
qual a maioria das pessoas eram morenas e baixas.
Por volta de 1920 houve o
declínio total da borracha, a fonte secou e o dinheiro sumiu - as prostitutas
polacas e francesas foram embora para lugares mais ricos – era o fim de um
tempo de fausto e das “mulheres de portas abertas”, brancas, cabelos loiros e
olhos azuis. É isso ai.
Fonte: As mulheres de
portas abertas da belle époque amazonense – Thomas T. Orum
SECOS & MOLHADOS
CAMISA DE OURO - Pois é, mano
velho, sabe quanto é a cotação do ouro? Apenas R$ 95,00 o grama. A camisa da
Seleção Brasileira custa a bagatela de um dois gramas e pouco! É ouro! Tô fora!
Inventam essa porra de "camisa de marca", somente para meterem a mão
nos nossos bolsos! Por R$ 229,90 (a mais barata da Nike) compro: uma dúzia de
camisas, bandanas, pulseiras, cornetões, apitos, bonés e um monte de
quinquilharias com motivos da nossa seleção, tudo, tudinho "Fanta" no
Shopping Bate Palmas! Dou de presente para filhos, netos, parentes e aderentes,
todo mundo fica feliz e, ainda sobra troco!
MÁRIO YPIRANGA - Amigos, estou
escrevendo uma postagem sobre o Mário Ypiranga Monteiro - uma parte é dedicada
ao Bairro dos Tocos, principalmente, do Beco da Indústria (Cachaçaria do Sêo
Bento, aquele que pirateava a Cocal), dizem que lá existia somente "indústrias de fazer neném"! - caso alguém queira colaborar, aceito toda e qualquer informações sobre
o bairro e do nosso saudoso Mário. Favor enviar para o e-mail
jmsblogdorocha@gmail.com.
VAMOS RESPEITAR OS NOSSOS
VELHINHOS - Cara, acordava às cinco da manhã, levava o meu velho ao banheiro,
dava banho nele, fazia o seu café e mingau. Aos sábados, comprava um galeto e
almoçava com ele, depois, tomávamos umas geladas, ouvindo umas fitas cassetes e
discos de vinil. Aos domingos, levava-o para passear na Feira da Eduardo
Ribeiro, Mercado e Ponta Negra. Fiquei com ele até as últimas horas de sua
morte. Eu sempre amei e respeitei muito a minha mãezinha - quando ela ficou
doente, teve o diabetes, a minha irmã mais velha cuidou dela até ir para o céu.
A minha avó paterna morou com os netos até ir para o céu e, a materna, passava
temporadas com a nossa família, todos os netos tinham um amor todo especial por
ela. Na realidade, toda a nossa família cuidou muito bem dos nossos velhinhos.
Estou ficando velho, tenho um filho que se preocupa de manhã, tarde e noite
comigo, faz de tudo por mim, além de dois netos que me amam muito. Sou um cara
feliz! Graças a Deus!
SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES - Anos
atrás, um prefeito de Parintins, contratou um conjunto de Pagode do Rio de
Janeiro, para uma festa local, bancada com a grana dos contribuintes. Os caras
comeram do bom e do melhor, usaram e abusaram, ganharam uma grana preta - no hotel,
todos estavam bêbados e, falando mal da cidade, do prefeito e gozando dos
parintinenses! Enquanto isso, os nossos valores da terra ficaram a ver navios!
Ano passado, a SEC pagou uma fortuna adiantada para o cantor Milton
Nascimento - A Música de Milton Nascimento - quanto aos vencedores do
Festival de Música tiveram que ralar dois meses para receberem de 5 mil a 10
mil! Santo de casa, não faz milagres! Você tem razão, Chico da Silva!
DESIGUALDADES SOCIAIS – Pois é,
enquanto milhares de pessoas não têm onde morar e, arriscam as suas vidas e de
seus familiares, morando em lugares considerados de risco (encostas, beira de
rios, alagadiços, etc.), outros, abençoados com riquezas deixadas pelos seus
antepassados, contando a seu dispor com dezenas de terrenos e imóveis - não
estão nem ai, deixando-os abandonados! Mas, isso vai mudar, quando a PMM
através do Implurb começar a multar! Não existe melhor remédio para as caras se
mancarem, quando começar a mexer com os bolsos deles! Multa nesses abusados! Eu
acho é pouco. Na verdade, deveriam existir dispositivos legais para a PMM
desapropriar todos os imóveis abandonados do centro histórico de Manaus!
INGLÊS PARA BURRO - Caramba!
Entrei numa “Escola de Inglês Para Burro”, na primeira aula, fiquei invocado,
pois “Push” significa “empurrar” e, puxe, em inglês, é "Pull".
Confunde um pouco na hora de abrir ou fechar uma porta, né? Muitos “motoras”,
garçons e outros velhos profissionais do ramo de serviços estão estudando para
fazer bonito na Copa do Mundo. Será que “papagaio véio aprende a falar? Sei,
não!
CABOCADA - Segundo o nosso
saudoso historiador Mário Ypiranga “o início da grande mescla de sangue, entre
brancos e índios, deu-se através de um português, o Tenente Bernardo Toscano de
Vasconcelos (Comandante do Forte da Barra do Rio Negro e antepassado do cantor
e compositor Afonso
Toscano ), que estabeleceu amizade com os terríveis Manáu (atuais
manauaras), desposando a bela filha de um principal chefe daquela soberana e
aguerrida nação”. Depois disso, nasceu toda essa cabocaba de manauaras!
OUTONO – Os manauaras não sabem o
que é Outono, muito menos, a Primavera, em decorrência de estarmos próximos a
linha do Equador. Possuímos somente o Verão (muito sol) e Inverno (muita
chuva). Um privilegio para o resto das regiões brasileiras, que começa hoje e
vai até junho. É uma estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É
caracterizado pela queda da temperatura e pelo amarelar das folhas das árvores.
Além de estarmos próximo a linha do Equador, a nossa cidade fica muito distante
das outras regiões e, a grande maioria, passa a vida toda pela região
Amazônica, poucos viajam e conhecem as estações que acontecem nas outras
plagas. É o meu caso, é claro! Neve, Outono e Primavera, nunca vi e não sei o
que é!
TUDO PARA A ÚLTIMA HORA - Uma das
características do brasileiro é de deixar tudo para o último dia! Pois é, hoje,
foi o último dia para quem quisesse participar do “Prêmio Literário Cidade de
Manaus”, da Prefeitura de Manaus (ManausCult). O expediente da PMM estava
terminado. Fui com o meu filho, enfrentamos um trânsito infernal, paramos no
meio fio e, sai correndo feito um maluco, ao chegar, fui gentilmente recebido
por uma linda recepcionista. Ela falou: - Calma, o prazo foi prorrogado para o
dia 17 de Abril! Vai dar tempo para o senhor escrever até outro livro! Respondi:
- Pois é, caso soubesse que tinha havido a prorrogação, com certeza, eu somente
iria entregar na última hora do dia 17 de abril, afinal, sou brasileiro! A gata
me olhou sorrindo! Gostei!
sexta-feira, 28 de março de 2014
FOTOGRAFIAS DE MANAUS
PORTO DE MANAUS
CASA DO INÍCIO DO SÉCULO PASSADO NO BAIRRO DE EDUCANDOS
RIO NEGRO AO FUNDO A CIDADE DE MANAUS.
FOTOS: ROCHA
terça-feira, 25 de março de 2014
O MOTIM DOS GYMNASIANANOS
A
Revolução Gymnasiana de 1930, também chamada de “Motim
Gymnasiano” e “Agostada Gymnasiana”, teve como figura principal o jovem Mário
Ypiranga Monteiro, considerado como “o líder espiritual da Revolução
Estudantil”.
O colégio onde ocorreu essa marcante e histórica atuação, recebeu diversas denominações ao longo dos anos: Lyceu Provincial, Gymnasio Amazonense, Gymnasio
Amazonense Dom Pedro II (1925, em homenagem ao último Imperador do Brasil),
Gymnasio Amazonense (1938), Colégio Estadual do Amazonas (1943), Unidade Educacional Colégio Estadual do
Amazonas (1971),Colégio Estadual Dom
Pedro II (1975), Escola de 1º. e 2º.
Grau Dom Pedro II (1980) e Colégio
Amazonense Dom Pedro II (1982).
Inicialmente, o Mário Ypiranga entrou na
qualidade de Piolho ou Carrapato de Bicho
(Ouvinte), em 1925, depois, passou por todos os anos, assim apelidado pelos
gymnasianos: Bicho – 1º. Ano; Bicho Pipoca
– 2º. Ano; Merda de Veterano – 3º.
Ano; Veterano de Merda – 4º. Ano e Veterano – 5º. ano – concluindo o curso
em 1930.
Era um aspirante a
intelectual do seu tempo, reunindo as qualidades para ingressar no campo
político, no entanto, ao fazer parte ativa nesse movimento político-estudantil demonstrou revolta ou incompreensão sobre o campo político – começou a
depositar em sua alma a odiosidade contra os ladrões do erário público, o que o
levou a optar mais tarde, definitivamente, pela carreira intelectual.
No dia 11 de agosto de 1930, foi
realizada uma passeata de repúdio contra o assassinato, ocorrido em 26 de julho,
do presidente da Paraíba, João Pessoa,
candidato a vice-presidência da República, na chapa de Getúlio Vargas, pela Aliança
Liberal.O movimento tinha fins políticos e, por trás dos gymnasianos
estavam os dirigentes da AL, o Dr. Souza Brasil e Hemetério Cabrinha, que iriam discursar no comício.
O evento foi autorizado pela
Chefatura de Polícia, o Dr. Martins Palhano, para ser realizado na Praça da
Saudade e, momentos antes do início, foram impedidos, cercados pelo “piquete da
cavalaria” de guardas e agentes da Policia Civil, tendo sido presos alguns
estudantes por “distúrbios e resistência”, pelo Delegado João Cruz Camarão,
autoridade policial da época.
No dia seguinte, 12 de
agosto, os gymnasianos intencionaram realizar mais uma manifestação, com o
objetivo de fazer um “enterro simbólico” do chefe da polícia – apesar do
sigilo, um delator avisou a polícia sobre a pretensão dos estudantes – o
“point” deles era “A Sereia”, um estabelecimento que vendia chocolate com creme, doces, sanduíches, sorvetes, caldo de cana, refrescos, bebidas
nacionais e estrangeiras, leite, cigarros e charutos - ficava na esquina da Rua
Rui Barbosa com a Avenida Sete de Setembro.
O local foi cercado por
alguns policiais, onde foi encontrado um caixão e dentro dele um urubu,
simbolizando a “alma do delegado” - a manifestação acabou não se realizando, entrando
novamente os estudantes em choque com a polícia, sendo presos e recolhidos ao
xadrez os jovens Mário Ypiranga Monteiro,
Francisco Paes Barreto da Silva e Francisco Benfica, onde permaneceram até
às 21 horas, sendo soltos graças a um ultimatum
enviado pelo Exército à Polícia.
Os outros correram e
conseguiram se abrigar dentro do Gymnasio Amazonense, fechando os portões da
frente - ao verem os guardas de revolveres em punho e tentando invadir o
colégio, os alunos que estavam amotinados arrebentaram a “Arrecadação”, uma
dependência que ficava atrás da Portaria, onde havia oito cabides para fuzis,
modelo brasileiro 1908, alguns descalibrados, dez caixotes de balas de aço pontiagudas
nos respectivos pentes e alguns cunhetes de festim.
Trocaram tiros, mas, segundo
relatos do Gymnasianos, eles utilizaram apenas as balas de festim, por outro
lado, os guardas civis mandaram balas de verdade, inclusive, ficou a porta
principal cheia de marcas dos projéteis – houve apenas uma morte, foi de uma professora
da Escola Normal (ficava no andar de cima do Colégio), ela veio a falecer em
decorrência de uma queda.
O Gymnasio Amazonense era
regido por um estatuto aos moldes do Colégio Militar D. Pedro II, do Rio de
Janeiro. Os estudantes-reservistas recebiam treinamento militar, com rigoroso
exame de tiro real, aprendia a manejar o fuzil e a metralhadora, treinavam para
saberem montar e desmontar de forma rápida as armas automáticas, possuindo
obrigações tão importantes como as de um soldado regular.
Apesar da rigidez do
colégio, os estudantes usavam a farda praticamente em todos os lugares e
ocasiões - onde eram respeitados pelos homens e admirados pelas mulheres -
aproveitavam para fazerem “arruaças” em bares, praças, ruas e até em barcos que
ficavam ancorados no Rodoway. Batiam forte contra aqueles que contrariavam em
seus desejos e objetivos. Andavam de bondes na linha Flores, para tomarem
banhos no Bosque Municipal e, se recusavam a pagar a passagem e ainda
insultavam os cobradores - quando foram impedidos pela empresa Manáos Tramways,
começaram a colocar pedras, sebos e vidros nos trilhos, com o propósito de descarrilar os
carros. Os Gymnasianos eram “Phoda”!
Esse movimento de 12 de
agosto de 1930 foi um símbolo de resistência e do protesto de estudantes e
professores contra a arbitrariedade e o abuso de poder, culminando com o
envolvimento do Exército e a rendição da Polícia e a deposição do governador
Dorval Porto. Esses mesmos jovens escoltaram o governador do Palácio até as
dependências do Grande Hotel, onde ficaram hospedados – foi um momento de
glória para os estudantes Gymnasianos.
Passados mais de meio século
do ocorrido, o Mário Ypiranga escreveu o livro “Mocidade Viril 1930: O Motim Ginasiano”, buscando em suas memórias
e registrando para a posterioridade detalhes daquele movimento em que foi parte
ativa.
Fonte: trabalho de Dissertação da Elissandra Chaves Lima,
apresentado ao Programa de Pós-Graduação em História da UFAM
quarta-feira, 19 de março de 2014
DIA DE SÃO JOSÉ
Existem duas datas em que são comemoradas o
dia de São José, uma no dia de hoje, 19 de Março, quando o Papa Pio IX o
proclamou “O Patrono da Igreja Universal” e, em 1955, o Papa Pio XII fixou o dia
em 1º. de Maio para “São José Operário, o trabalhador".
São José era descendente
de Davi, exercia o ofício de carpinteiro na Galileia e era comprometido com
Maria – quando elearecebeu a anunciação do anjo Gabriel de que daria luz ao
Menino Jesus, José ficou bastante confuso e resolveu acabar com o noivado.
Um anjo apareceu e contou
que o Menino era Filho de Deus e que deveria manter o casamento. José esteve ao
lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que
aconteceu em um estábulo, em Belém, criou como fosse seu próprio filho.
Ele é considerado o
Patrono da Igreja Católica e Protetor da Sagrada Família. No nordeste ele é
muito cultuado, principalmente no Ceará, onde é o padroeiro (protetor) da cidade de Fortaleza - os agricultores acreditam que se chover hoje, haverá fartura o ano todo.
A minha avó era uma cearense
de Uruburetama - uma católica fervorosa, elegeu o São José para ser o santo da
nossa família, o meu pai e o meu tio tinham o prenome de José, sob a influência dela
todos os filhos homens do papai foram registrados com o nome do santo: José Rui (falecido), José Rocha, José Henrique e José Martins, inclusive, a única
mulher seria chamada Maria José.
Oração a S. José
A vós, São José,
recorremos na nossa tribulação,
cheios de confiança
solicitamos a vossa proteção
no dia de hoje para todos os pais de família.
Vós fostes o pai adotivo de Jesus,
soubestes amá-lo, respeitá-lo e educá-lo
com amor e dedicação,
como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo
e especialmente os da nossa comunidade,
para que, com amor e dedicação,
eduquem os seus filhos
na fé cristã e para a vida.
Protegei todos os pais doentes
que sofrem por não poderem dar saúde,
educação e casa decente para seus filhos.
Protegei todos os pais
que trabalham arduamente no dia-a-dia
para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei todos os pais
que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai todos os pais
que não querem assumir sua paternidade.
Iluminai todos os pais
que desprezam seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais,
para que assumam
e vivam com alegria sua vocação paterna.
A vós, São José,
recorremos na nossa tribulação,
cheios de confiança
solicitamos a vossa proteção
no dia de hoje para todos os pais de família.
Vós fostes o pai adotivo de Jesus,
soubestes amá-lo, respeitá-lo e educá-lo
com amor e dedicação,
como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo
e especialmente os da nossa comunidade,
para que, com amor e dedicação,
eduquem os seus filhos
na fé cristã e para a vida.
Protegei todos os pais doentes
que sofrem por não poderem dar saúde,
educação e casa decente para seus filhos.
Protegei todos os pais
que trabalham arduamente no dia-a-dia
para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei todos os pais
que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai todos os pais
que não querem assumir sua paternidade.
Iluminai todos os pais
que desprezam seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais,
para que assumam
e vivam com alegria sua vocação paterna.
Amém.
terça-feira, 18 de março de 2014
BLOGDOROCHA: BLOGDOROCHA: A INFLUÊNCIA DA LUA CHEIA
BLOGDOROCHA: BLOGDOROCHA: A INFLUÊNCIA DA LUA CHEIA: BLOGDOROCHA: A INFLUÊNCIA DA LUA CHEIA : Uma das fases mais exuberantes do nosso satélite natural é a Lua Cheia, quando a sua face aparece t...
domingo, 16 de março de 2014
PAVILHÃO UNIVERSAL
Ao passar pela “Feira do
índio”, na Praça Tenreiro Aranha, aquela que fica ao lado do antigo “Hotel
Amazonas”, deparei-me com o Pavilhão Universal, em estado terminal – uma obra
prima que já serviu como cartão postal, quando estava localizado na Praça Oswaldo
Cruz, em frente à agência do Banco do Brasil, na atual “Estação” (parada final)
dos ônibus do Largo da Matriz – fiquei amargurado com o que fizeram com ele:
desprezo total ao nosso patrimônio histórico!
O Pavilhão Universal é um
dos belos exemplares da arquitetura neoclássica, era um “Chalé de Ferro”,
modular, em ferro fundido e desmontável – foi concebido pelo Superintendente (Prefeito) Agnello Bittencourt, através da Lei Municipal no. 588, de 27 de novembro de 1909,
onde foi feita a concessão por vinte anos de uma parte do terreno da antiga Praça
do Commercio, para o empresário José Avelino Meneses Cardoso, que se
comprometeu em construir o quiosque com oito metros quadrados, para fins
comerciais.
A inauguração deu-se em 12
de outubro de 1912 – a Prefeitura refez o jardim, com gramas inglesas, buganvílias,
roseiras, papoulas, begônias e outras, contando também com Palmeiras Imperais –
ao seu lado passavam os bondes, o que dava todo um charme ao lugar.
O Pavilhão Universal possuía
três ambientes, sendo o térreo servindo de bar, com mesas de mármore e cadeiras
de palhinha – o subsolo e o andar de cima eram utilizados para jogos de salão.
Nesse mesmo jardim, foi construído,
em 1945, outro estabelecimento, o Pavilhão Ajuricaba (confeitaria), que serviu
anos mais tarde para a Associação dos Ex-Combatentes do Brasil (1960). Em 1948,
foi feita uma concessão ao empresário Lúcio de Souza, para construir um posto
de gasolina.
Em nome do Plano de
Desenvolvimento Integrado (atual Plano Diretor), em 1975, o então prefeito
Coronel Jorge Teixeira, mandou destruir o Pavilhão Ajuricaba e o Posto de
Gasolina, acabando com quase toda a praça para dar lugar a atual Estação de
ônibus - sobrando apenas um pedaço do jardim que faz parte, hoje, da Praça da
Matriz.
O Pavilhão Universal foi
desmontado e montado na antiga Praça Ribeiro da Cunha, na Rua Silva Ramos,
depois, foi transferido para o lugar atual, na Praça Tenreiro Aranha, servindo
para comercialização de artesanatos indígenas. Pelas fotografias antigas é
possível verificar que, o atual foi modificado a estrutura do andar superior.
Com o passar do tempo, o
Pavilhão Universal ficou fechado e abandonado pela Prefeitura de Manaus, servindo
apenas de abrigo para mendigos e viciados em drogas.
Existe uma luz no fim do
túnel, com um Projeto de Restauração do Pavilhão Universal, pela atual gestão
da Prefeitura de Manaus, estando em fase de Ação Preparatória junto ao
Ministério da Cultura, inclusive, já teve o aval do IPHAN. É isso ai.
Fonte: parte retirada do
livro "Manaus entre o passado e o presente", Durango DuarteFotos:
1. Cartão Postal;
2. Jornal A Crítica;
3. Rocha
4. PMM
quinta-feira, 13 de março de 2014
BLOGDOROCHA: CASTELINHO DA VILA MUNICIPAL DE MANAUS
BLOGDOROCHA: CASTELINHO DA VILA MUNICIPAL DE MANAUS: A "Série Memória" do sitio http://www.culturamazonas.am.gov.br/ o autor Roberto Mendonça fala sobre a Vila Municipal, ret...
terça-feira, 11 de março de 2014
GRANDE CORRIDA DE CANOAS NA PONTA NEGRA
A canoa é uma pequena
embarcação, feita geralmente da madeira Itaúba ou Tauari, movimentada, em sua
grande maioria, por remos – por serem muito comuns na nossa região amazônica,
os nossos caboclos do interior gostam de fazer corrida de canoas, com a
finalidade de recreio e diversão – nos anos setenta, era muito comum as
autoridades promoverem esse esporte na Praia da Ponta Negra.
É isso mesmo! A fotografia
acima mostra cinco atletas disputando essa corrida na nossa Ponta Negra, exatamente
no dia 7 de Setembro de 1974, portanto, vai fazer quarenta anos!
O jornal A Crítica
noticiava assim: “Amanhã na Ponta Negra
será iniciada mais uma grande corrida de canoas, com o patrocínio e apoio das
Forças Armadas e vários órgãos empresarias, bem como do Governo do Estado.
Centenas de remadores e muitas beldades já estão inscritos para participarem da
maior movimentação do Norte brasileiro. Vai ser uma festa para quem participar
de mais essa prova do “esporte dos fortes” e também uma alegria para quem não
teve tempo para se escrever, mas certamente irá amanhã a Ponta Negra prestigiar
ao espetáculo, que também faz parte dos festejos da Semana da Pátria em nossa
capital”.
A corrida daquele tempo
foi em evento sério, com o apoio da Marinha de Guerra brasileira (Almirante Márcio
Lira), organizada pela Federação Amazonense de Remo (FAR), através do
presidente Ícaro Matter Cerqueira.
O Sindicato dos
Estivadores participaram com três equipes, com o lema “Turma da Pesada”. O
Municipio de Novo Airão (Rubeimar Azevedo Cruz) entrou também na competição,
além das equipes do Fast Clube (João Sena), Rio Negro (Enédio), Olímpico,
América e Nacional.
As atrações femininas
foram as norte-americanas Cryle Evans e Cherry. A dupla paulista Carlos Fernandez
e Teru Ioshi chegaram contando vitória.
O bairro de Educandos
entrou com uma grande equipe “Os Vaqueiros”, disponibilizou um barco com 200
expectadores da “Cidade Alta”.
Esta postagem foi para
mostrar aos nossos leitores o quanto o esporte do remo possui tradição em nossa
cidade. Está um pouco esquecido, precisamos urgentemente voltar a praticá-lo na
nossa Ponta Negra. É isso ai.
Fonte e fotografia: Jornal A Crítica, de 07/09/1974.
domingo, 9 de março de 2014
RÉQUIEM PARA A MINHA AMIGA MÁRCINHA LESSA
Nascemos e nos orgulhamos de sermos do Igarapé de Manaus. Você era da família Lessa, era vizinha da minha, a Rocha. Lembro muito bem da sua avó, a Dona Diquinha, dos seus pais, a Amaziles e o Chico, dos seus tios maternos, o Papi e a, dos seus irmãos, a Monica, o Dão e o Berg. Junto com a molecada de rua, curtimos as brincadeiras infantis, os banhos de rio e dos cines Guarany e Polytheama. Você tornou-se uma jovem bonita e bela, sempre com um sorriso estampado no rosto, tinha muitos pretendentes, mas, se apaixonou, noivou e casou com o Augusto, com quem conviveu até que a morte. Lembro-me dos dois jovens, a bordo de uma motocicleta de oitocentas cilindradas, curtindo em alta velocidade a Estrada do Tarumá e da Ponta Negra, pegando vento e curtindo o Sol nas tardes de domingo em Manaus. Você adorava dançar e curtia muito as músicas de discoteca das décadas de 70 e 80, principalmente, da Dona Summer. Após o teu casamento, passamos um bom tempo sem se ver – num belo dia, houve um encontro de uma turma do Igarapé de Manaus, no Bar Janela, na esquina da Rua Huascar de Fiqueiredo e da Avenida Joaquim Nabuco, a partir de então, sempre nos encontrávamos nos bares de Manaus, principalmente, no Bar do Armando e Caldeira Bar - enquanto eu batia papo com o Augusto, você gostava de colocar no som, sempre as aquelas musicas que você mais amou na sua juventude. Você tinha uma mania juvenil de pedir aos amigos escrevem no teu relicário, quantas vocês pediu para eu escrever e, sempre recusava – me perdoe! Uma das coisas que você mais gostava era de fazer era festa surpresa para o aniversário de amigos de bar – pedia a cota dos amigos, arrumava a mesa, fazia o bolo, comprava a vela e incentivava a todos a cantarem os “parabéns a você”. Você também era solidária com os mais necessitados, promovia bingos e feijoadas, tudo para arrecadar fundos para suprir de alguma forma os problemas materiais das pessoas que estavam passando por problemas difíceis. Você era tão querida por todos que, fazíamos questão em chamá-la carinhosamente de Marcinha. Você e o Augusto deixaram uma sementinha de vida, a filha Melissa e uma netinha. Você não merecia, mas a doença se instalou no seu corpo, foram anos lutando contra ela – lembro que após sessões de radioterapia e quimioterapia, mesmo sem os cabelos originais, colocava uma peruca e ia se encontrar com amigos, levando solidariedade, sorrisos e alegria a todos. O teu marido também adoeceu e, partiu recentemente, isso o abalou muito e veio contribuir ainda mais para agravar o teu estado de saúde. Após o Dia Internacional da Mulher, você resolve deixar esse Plano e, ir para o lado de Deus, Todo Poderoso, onde os justos e bons terão abrigo. Sei que você não gostava de choro nem tristeza - juro que não irei chorar, mas, tristeza por ter perdido a minha querida amiga Marcinha, isso terei para sempre! Amém!
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