BLOGDOROCHA: MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS: "O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas..."
terça-feira, 9 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS
Na minha infância, tinha uma missão diária, era sempre escalado para comprar o pão nosso de cada dia, na Padaria Modelo, situada na Avenida Joaquim Nabuco, esquina com a Rua José Paranaguá, cento antigo de Manaus; numa dessas idas e vindas, deparei com uma loja que estava vendendo moedas antigas, foi uma paixão a primeira vista, comprei de imediato a minha primeira pataca de 40 réis, uma moeda de bronze cunhada no século dezoito.
O meu dever diário de comprar pão passou a ser prazeroso, pois todo dia passava em frente da loja para admirar as moedas antigas, não tinha condições financeiras para adquiri-las, ficava apenas babando.
Tive que vender muitos picolés, bombons, bolhinhas de gude e gibis para sustentar os meus hobbys: assistir aos filmes no Guarany e colecionar moedas.
Consegui ter uma boa coleção, as minhas preferidas eram as moedas brasileiras da época do império, com carinho especial para a moeda de 40 réis e uma de prata de mil réis.
Dizem os historiadores que colecionar moedas é um costume da humanidade, pois contam a história dos povos e nações com culturas religiosas diferentes.
Os colecionadores atuais utilizam a internet para fazerem leilão de moedas, o preço será de acordo com o valor histórico e a raridade da peça.
Colecionar moedas envolve o afeto e a paixão, sentimentos que vão além da compreensão de muitos. Lembram do primeiro centavo de dólar do Tio Patinhas? Pois é, ele acreditava ser a sua fonte de riqueza e sorte.
Para matar a saudade, visito o Museu de Numismática, no Palacete Provincial, na antiga Praça da Polícia, no centro antigo de Manaus. Este museu foi criado em 30 de novembro de 1900, foi organizado pelo comerciante amazonense Bernardo D´Azevedo da Silva Ramos; contém um imenso acervo, inclusive, despertou o interesse do presidente Campos Salles em levá-lo para o Museu Nacional, felizmente recusado pelos amazonenses.
Segundo o sitio da Wikipédia, a história das moedas no Brasil é a seguinte:
Moedas propriamente brasileiras só vieram a surgir no final do século XVII. Salvador era então a principal cidade da Colônia, sua capital e o mais importante centro de negócios. Por isso foi lá que, em 1694, os portugueses instalaram a primeira Casa da Moeda do Brasil durante o reinado de D. Pedro II. As moedas eram cunhadas em ouro e prata, sendo que as de ouro valiam 1, 2, e 4 mil réis. As de prata observavam uma progressão aritmética de valores mais original: 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. O povo logo lhes deu o nome de patacas, que tinha certo sentido depreciativo, pois ninguém acreditava muito no valor das moedas cunhadas no Brasil. De 1695 a 1702, foram postas em circulação peças de cobre (10 e 20 reis), cunhadas na Casa do Porto e destinadas a Angola, mas aqui introduzidas por determinação régia. Logo deixou de ser vantagem para a Coroa manter a Casa da Moeda em Salvador. Com a descoberta de jazidas de ouro pelos bandeirantes e a intensa exploração das "Minas Gerais", a fabricação do dinheiro foi transferida para o Rio de Janeiro, em 1698, aí se cunhando ouro e prata nos valores já mencionados. Em 1700, a Casa da Moeda mudou para Pernambuco, voltando, porém ao Rio de Janeiro dois anos depois. Em 1714, já no reinado de D. João V, havia duas Casas da Moeda: no Rio de Janeiro e novamente na Bahia. Em 1724 criou-se a terceira, em Vila Rica, que foi extinta dez anos mais tarde. A falta de troco era tanta que o Maranhão chegou até a ter sua própria moeda, fabricada em Portugal. Era feita em ouro e prata, nos valores usuais, e em cobre, valendo 5, 10 e 20 réis. O uso do dinheiro se restringia à faixa litorânea, onde se situavam quase todas as cidades e se realizavam as grandes transações. Nos distritos mineiros, que só produziam ouro e importavam tudo o que consumiam, o próprio ouro, cuidadosamente pesado, funcionava prevalecendo em todo o imenso interior brasileiro. Já as regiões agrícolas apresentavam um sistema econômico peculiar. As fazendas, com suas legiões de escravos, eram praticamente auto-suficientes, produzindo quase tudo que necessitavam. Nelas, o dinheiro mesmo tinha pouca importância. A riqueza era avaliada com base na propriedade imobiliária e o gado era visto como um meio de intercâmbio tão bom como qualquer outro. Até a vinda da Corte portuguesa para o Brasil, com D. João, em 1808, o valor total das moedas que aqui circulavam não ultrapassava a irrisória cifra de 10.000 contos (ou 10 milhões de réis). O sistema monetário, irracional, complicava-se cada vez mais: chegaram a circular, ao mesmo tempo, seis diferentes relações legais de moedas intercambiáveis. Além disso, ouro em barra e em pó passava livremente de mão em mão, e moedas estrangeiras, algumas falsas, eram encontradas com a maior facilidade.
Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, a Corte acelerou consideravelmente o processo econômico. Crescendo a produção e o comércio, tornou-se imprescindível colocar mais dinheiro em circulação. Fundou-se então o Banco do Brasil, que iniciou a emissão de Papel-Moeda, cujo valor era garantido pelo seu lastro, ou seja, por reservas correspondentes em ouro. Entretanto, quando D. João VI retornou a Portugal, levou não só a Corte, mas também o tesouro nacional. Golpe grave: as reservas bancárias da Colônia reduziram-se a 20 contos de réis. No dia 28 de julho de 1821, todos os pagamentos foram suspensos. Passou-se a emitir papel-moeda sem lastro metálico suficiente, ocasionando a progressiva desvalorização do dinheiro. Assim, quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme dívida pública. A independência brasileira começava praticamente sem fundos. Sob D. Pedro II a situação melhorou um pouco, devido ao aumento da produção industrial, ao café, e à construção de ferrovias e estradas, que permitiam um escoamento mais eficiente das riquezas. A desvalorização, porém, já era um mal crônico e as crises financeiras se sucediam. Só em 1911 – em plena República – é que o dinheiro brasileiro registrou sua primeira alta no mercado internacional. De lá para cá, muita coisa mudou na economia brasileira, inclusive a moeda, que trocou de nome: ao real sucedeu, em 1942, o cruzeiro (e as subdivisões em centavos), que em 1967 se transformou em cruzeiro novo, valendo mil vezes o antigo. Três anos depois, voltou a ser apenas cruzeiro. Em 1986 surge o cruzado, em 1989 o cruzado novo, em 1990, no plano Collor, volta o cruzeiro, em 1993 o cruzeiro real e finalmente em 1994 o real.
Infelizmente, tive que vender toda a minha coleção, uma parte de mim foi embora, por mais que eu consiga adquirir novas moedas, não será mais a mesma coisa, a minha pataca de 40 réis não voltará mais para as minhas mãos. É isso aí.
Comentários dos nossos leitores:
Mauricio disse...
Por gentileza, me ajude a vender minhas moedas, preciso do dinheiro, são bem antigas mesmo. São moedas de prata, bronze ouro, de 1924 e 1927, têm estrangeiras, tenho cédulas, email, mnalmeida23@hotmail.com Obrigado.
Israel disse...
Tenho moedas antigas de ouro e prata e alguma são pedras preciosas, moeda de ouro 1927moeda de prata 1921 e outras mais antigas. Entre em contato israel_oliveirakecher@hotmail.com
Anônimo disse...
Tenho várias moedas antigas para venda, desde 1800. Estrangeiras e brasileiras. interessados mandar e-mail moedasantigas@hotmail.com
Anônimo disse...
Tenho varias moedas antigas, desde o ano de 1800. Brasileiras e estrangeiras. Interessados: moedasantigas@hotmail.com
Clayton Pereira de Melo Pinheiro disse...
Meu amigo, desculpa quero te corrigir, mas, esta moeda da foto é do século 19 e não século 18 como está inscrito.
Anônimo disse...
Tenho 124 modas antigas brasileiras e desejo doá-las para um museu ou mesmo instituto cultura para preservação e conservação das mesmas e, para acesso ao público. Como deve proceder? Lucimar.
Leonardo disse...
Tenho um saco de supermercado cheio de moedas antigas, tem desde centavos a réis, o saco é muito pesado pretendo vende-las, me ajude, foi encontrado recentemente enterrado, preciso de informações sobre como limpar se são caras ou baratas.
Juliana disse...
Suellen disse...
Oi pessoal me ajudem a vender minhas moedas antigas tenho varias moedas antigas e tenho também cédulas antigas
Anônimo disse...
Oi! Gostaria de saber se tens a moeda do movimento integralista brasileiro, aquela que tem o sigma. Fico no aguardo.
Anônimo disse...
Vendo moedas antigas brasileiras, desde 1893 a 1955, de todos os valores (Réis, Cruzeiro e Centavos). Os interessados entrar em contato: su.zy_017@hotmail.com
Érika disse...
Meu pai tem muitas cédulas antigas e quer vende-las, você poderia ajudar?
Anônimo disse...
Tenho moedas antigas de 1822 e cédulas antigas, se alguém se interessar entre em contato com Renato: gato.12@hotmail.com . Obrigado!
OLÁ! TENHO UMA LINDA COLEÇÃO DE MOEDAS E SELOS, TODAS EM PRATA, COM A HISTÓRIA DE BISKAI DA ESPANHA, ACABEI DE CHEGAR DA ESPANHA, TROUXE E, PRETENDO VENDÊ-LAS - VOCÊ PODERIA ME AJUDA?
sábado, 6 de agosto de 2011
BENÉ, O CABOCLO DE MAUÉS
Ele nasceu no município brasileiro de Maués, no interior do Estado do Amazonas, um local conhecido nacionalmente como a “Terra do Guaraná”, a grande maioria da população é descendeste dos índios Saterê Mauê; o nosso Bené é um legítimo “Papagaio Falante”, Mauê na língua tupi.
Ainda muito novo veio para Manaus, constituiu família, formou-se em Economia, foi professor e bancário, trabalhou durantes muitos anos no Banco do Estado do Amazonas - BEA.
Apesar de ter os traços de um típico cabocão do interior, foi apelidado de “SonSon”, um macaco que fez muito sucesso nos videogames da década de oitenta, pois, tinha as características do personagem, com uma personalidade engraçada e infantil.
Ele foi colega de trabalho do meu irmão Rocha Filho; fizemos amizade no BEASA, o clube social do BEA, foi caixa da agência do “BIG BEA”, no Boulevard Amazonas – o funcionalismo público recebia por lá, o movimento era uma loucura nos finais de mês. Na época, o governador criou o cartão “Direito à Vida” – a fila dobrava o quarteirão para receber a “babita” – não sei como o Bené não ficou doido de tanto trabalhar!
Certa vez, estava na fila um sujeito muito chato, passou o tempo todo berrando e perturbando o trabalho do Bené:- O Mazoca é que é o cara! Foi o único governador que olhou para os pobres! Viva o negão!
Depois de receber a “bolada”, foi tomar umas geladas no Bar da Castanholeira, na Rua Tapajós, quando já estava na décima ampola e, vendo a grana do “Direito à Vida” sumindo pelo ralo do miquitório, largou o verbo: - Mazoca, ladrão, safado, rouba um milhão e só dá trinta reais para os pobres! Negão escroto de merda!
O nosso Bené sempre foi chegado a uma boêmia, gosta de fazer a “via crucis” pelos botecos do centro de Manaus, iniciando no Jangadeiro, depois, o São Marcos, o Katequero e, finalizando no Bar do Armando, no Largo de São Sebastião.
Quando está prá lá de Bagdá revela o seu lado de “papagaio falante”, fala quem nem a “preta do leite”, enchendo o saco de todo mundo, não tem sacristão que aguente! Ele tem umas pérolas mais ou menos assim: - Será que ele (a) f...? Cabrito que é bom, não berra! Professor, professor! Nós é nós, conosco ninguém podemos, já dizia Nicodemus! Respeite o caboco de Maués!
Certa vez, ele torrou os bagos de toda a galera que estava no Bar Janela, na Rua Huascar de Figueiredo; o meu irmão mais velho se prontificou em levá-lo a sua residência, depois de trinta minutos, o Rocha voltou aliviado: - Deixei o Bené na porta da casa dele, somente fui embora quando ele abriu o portão - menos um chato no bar! Mal acabou de falar, para um taxi, sai um cara gritando: - Voltei, rapaziada! Era o Bené de volta! Dá pra acreditar?
Ele pode ser até biriteiro e chato, mas, demonstra ser muito pegado à sua família, tanto que passa uma temporada sem tomar uma cervejinha e, volta a frequentar a Igreja Batista, da Praça 14 de Janeiro. Santo Deus, o Bené é evangélico! Aleluia irmão! Imagine ele bem na foto: na maior seriedade, de paletó e gravata em pleno meio-dia, suando mais do que tampa de chaleira, com a Bíblia debaixo do braço, de mãos dadas com a esposa e filhos.
Depois de um tempo sóbrio, o Satanás começa a rondar a cabeça do Bené, o assédio é pesado do Demo, ele não suporta mais aquela secura na garganta, quando a turma da "loura gelada" menos espera, aparece o “papagaio falante”:
- Galera! Cheguei! Cabrito que é bom não berra! Professor, professor! Será que ela f...?
- Garçom traz uma cerveja bem gelada, de águas profundas, do fundo da mala, tipo canela de pedreiro, não importa a marca, basta ser cerveja, coloca numa camisinha, pois a noite está tão quente que urubu está voando com uma asa e se abanando com a outra, aproveita e faz um tira-gosto de pernil com queijo bola e bota para tocar o vinil do Roberto Carlos, hoje estou a fim de afagar as mágoas e encher a cara, deixa mais seis em standbay e fala para o Armando anotar tudo na minha conta, amanhã pagarei sem falta!
Esse é o nosso SonSon, o professor, o biriteiro, o evangélico - Bené, o caboclo de Maués! Eu, hein!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
POVO DO AMAZONAS REAGE CONTRA IPAAM e MEMBRO DA JUSTIÇA FEDERAL QUE VERGONHOSAMENTE PRIVILEGIAM DEGRADAÇÃO E USO PRIVADO DO PATRIMONIO PÚBLICO EM DETRIMENTO DO COLETIVO
MATÉRIA DO MOVIMENTO "SOS ENCONTRO DAS ÁGUAS"
Movimentos sociais, ambientalistas e estudantes realizaram nesta sexta feira, às 14h em frente à Justiça Federal no Amazonas manifestação pacífica contra a anulação indevida do Tombamento do Encontro das Águas decidida pelo Juiz Dimas Braga e contra o Licenciamento indevido concedido pelo IPAAM ao Porto das Lajes para construir o terminal Portuário Porto das Lajes no Encontro das Águas.
Os manifestantes irão mostrar aos representantes públicos:
- a importância socioambiental do Encontro das Águas;
- os impactos ambientais de grande porte que o Porto das Lages irá provocar no Encontro das Águas;
- que nossos representantes políticos, órgãos ambientais e juristas não devem favorecer o interesse político e econômico de alguns poucos em detrimento do patrimônio socioambiental coletivo e da sociedade;
- que ao contrário do que o Exmo. Juiz Dimas afirma, o tombamento do Encontro das Águas já é definitivo e não provisório e só cabe ao Presidente da republica anular este ato constitucional e democrático pleiteado ardentemente pelo povo do Amazonas;
- que o Poeta Thiago de Mello e Tenório Telles estão em Brasília para reunir com a Ministra Ana Holanda, do Ministério da cultura e exigir a homologação do Encontro das Águas já.
05/08/2011 (sexta-feira) – 14:00 h – Manifestação em Frente a Justiça Federal (ao lado da SEFAZ)
06/08/2011 (sábado) – 10:00 h – Reunião de Planejamento com todos os movimentos socioambientais - Livraria Valer
Movimentos socioambientais de Manaus e Movimento SOS Encontro das Águas
Leia e comente matéria sobre a anulação indevida do Tombamento do Encontro das Águas decidida pelo juiz Dimis da Costa Braga, a pedido do Governo do Estado do Amazonas:
Leia e comente matéria sobre o licenciamento ambiental indevido concedido pelo órgão ambiental do Amazonas (IPAAM) para a construção do Porto das Lajes no Encontro das Águas:
Nota do Blog:
É por essa e outras mais que, a sociedade brasileira está cada mais descrente dos poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário). Esta decisão equivocada, por parte da justiça federal, coloca em cheque a confiança dos brasileiros nas instituições. É inconcebível a decisão de um juiz em anular o tombamento do Encontro das Águas, um patrimônio da humanidade que corre perigo ante a ganância de empresários ligados ao Porto das Lajes (Login Logística, Vale do Rio Doce e Juma/Coca-Cola Manaus), com o apoio irrestrito do governador Omar Aziz, do Senador Eduardo Braga e da SUFRAMA. Para eles, não interessa o valor paisagístico do Encontro das Águas, a importância socioambienteal e os impactos ambientais de grande porte que a construção do porto trará, o que eles querem mesmo é obter lucros astronômicos, mesmo que isso vá destruir esse patrimônio maravilhoso. Chega! Temos de reagir contra isso!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
ASILO DOUTOR THOMAS
Esta importante instituição filantrópica está localizada em Manaus, na Rua Dr. Thomas, 798, no bairro Nossa Senhora das Graças, com acesso pela Rua Maceió, bem atrás do Hospital 28 de Agosto.
De acordo com o seu Regimento Interno, a fundação tem como finalidade acolher o idoso, prestando-lhe assistência e promovendo a sua inclusão social, assim como, atender às necessidades dos segmentos carentes da sociedade.
A sua fundação foi em 1909, com nome de “Sociedade Asilo de Mendicidade de Manaus", passando, em 1932, para “Asilo de Mendicidade Doutor Thomas”, uma justa homenagem ao médico canadense Harold Howard Shearme Wolferstan Thomas.
Em 30 de novembro de 1967 a Câmara Municipal de Manaus, por meio da Lei nº 995, autorizou o Prefeito Municipal a criar a FUNDAÇÃO “DOUTOR THOMAS”, como uma Instituição filantrópica da administração indireta e mantida pela Prefeitura de Manaus.
Os nossos idosos estão protegidos pela Lei no. 10.741, de 1/10/2003, conhecido como “Estatuto do Idoso”, diz nos seus primeiros artigos que as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos possuem os seus direitos assegurados, preservando a sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade – uma obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público.
Por que homenagear um médico estrangeiro? Segundo site a instituição a história foi a seguinte: “Dr. Thomas pertencia à Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra, instituição dedicada à medicina e saúde pública nos trópicos. Ele foi enviado a Manaus, em 1905, para estudar a febre amarela na região amazônica. Chegando aqui, ele trabalhou no laboratório do médico Dr. Figueiredo Rodrigues. Depois montou seu próprio laboratório de análises clínicas, chamado de The Yellow Fever Research Laboratory e posteriormente de Manáos Research Laboratory. Situava-se no prédio onde hoje funciona a Biblioteca Pública Municipal, na Praça do Congresso. O médico canadense sempre demonstrou seu comprometimento pela cidade, seja na pesquisa das doenças tropicais e no atendimento de doentes. Ele trabalhava gratuitamente na Santa Casa de Misericórdia, de onde foi sócio benemérito. Médico humanitário, Dr. Thomas residia em Adrianópolis, onde hoje funciona a Escola de Enfermagem. Parte da casa foi transformada em enfermaria para o tratamento de cidadãos ingleses da Companhia de Transporte e trabalhadores do porto. Dr. Thomas faleceu em 1931, com 56 anos. O mausoléu está localizado na quadra 08, sepultura nº 698, do cemitério São João Batista. Durante todo o tempo que viveu em Manaus, o médico canadense se dedicou a ajudar pessoas carentes. Abrigava pessoas de várias idades em estado de mendicância e moradores de rua, sendo a maioria idosa. Por identificar essa demanda, passou a desenvolver o trabalho de assistência direcionando o atendimento a população idosa da cidade”.
Justa homenagem! O homem tinha um bom coração, ajudou muito os nossos velinhos e as pessoas carentes da nossa antiga Manaus.
Durante longos anos a instituição recebeu apoio do Lions Club, na pessoa do Sr. Antônio José Tuma, da sociedade manauense e da maçonaria.
Tenho uma grande ligação com esta instituição, pois, foi o local onde os meus avós paternos, meu pai e tio foram morar quando chegaram do Ceará no final da década de 30, contaram com a ajuda do patrão do meu avô, um seringalista ligada à maçonaria. Na velhice do meu genitor, ele contou com o apoio do “Programa de Atendimento Domiciliar”, com visitas em sua residência de uma equipe multiprofissional do “Dr. Thomas”.
A população idosa brasileira está crescendo num ritmo acelerado, chegando à casa dos 22% da população, segundo o censo do IBGE de 2010.
Estou caminhando para a velhice, muitos dos meus amigos já estão aposentados, alguns não gostam nem um pouco do termo “melhor idade”, pois, a grande maioria dos velhos sofre de doenças crônicas, recebem uma aposentadoria fajuta, gastam grande parte do seu dinheiro com remédios e com empréstimos consignados (para ajudar os filhos e netos), além de saberem que terão no máximo mais quinze anos pela frente, para eles, a melhor idade é quando é jovem!
Sei não, mas, se os meus filhos não cuidarem de mim, na minha velhice, vou querer curtir os últimos anos da minha vida com a velharada, no Parque Municipal do Idoso e, morar na casa dos meus antepassados, no Asilo Doutor Thomas. É isso ai.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
COLETIVO GENS DA SELVA
*SIMÃO PESSOA
Envolvidos com o movimento de poesia alternativa (também chamada de “poesia marginal”) desde o final dos anos 70, eu, Arnaldo Garcez, com a colaboração de Aníbal Beça, Narciso Lobo, Antonio Paulo Graça, Mário Adolfo, Manuel Galvão, Rui Sá Chaves, João Bosco Ladislau e Almir Graça, elaboramos os estatutos e fundamos, em 1987, o coletivo Gens da Selva, uma entidade cultural sem fins lucrativos, com sede provisória no Bar do Armando.
O nome do coletivo fazia uma brincadeira eufônica com o famoso Jim das Selvas, herói dos quadrinhos desenhado pelo badalado Alexandre (Alex) Raymond, o mesmo que lançou Flash Gordon. Ao mesmo tempo, trazia como pedra de toque o substantivo gens (“pessoas”, em francês), reafirmando nossas raízes caboclas e nosso cosmopolitismo cultural.
O Coletivo Gens da Selva foi a primeira entidade cultural do Amazonas a receber do Ministério da Cultura o registro definitivo, que a habilitava a fazer captação de recursos junto à iniciativa privada com os benefícios da Lei Sarney (a segunda foi o Movimento Alma Negra – MOAN – do Nastor Nascimento).
Foi dessa forma que editamos o jornal Miratinga e vários livros de poesia, em 1988, e produzimos o primeiro disco do cantor Roberto Dibbo, em 1989.
Nos anos 90, o Coletivo Gens da Selva ficou mais focado na edição de livros de poesia, jornais, fanzines e recitais poéticos, deixando de lado a parte musical, mas sempre tendo como base logística o Bar do Armando.
Os shows musicais rolavam apenas durante as sessões de autógrafos de algum escritor que estivesse lançado um novo livro no pedaço.
A partir de 1999, por insistência dos biqueiros, o Coletivo Gens da Selva assumiu, definitivamente, as atividades musicais do Bar do Armando fora do período carnavalesco.
No início, as noitadas etílico-musicais foram batizadas de “Sextarmando”, porque sexta-feira era o dial mundial da “armação”.
Mais tarde ,quando os shows passaram a rolar na quinta-feira, o frege foi rebatizado de “ArmandoBrega” e, finalmente, a partir de 2001, quando a Secretaria Estadual de Cultura, por meio do secretário Robério Braga, passou a pagar um cachê simbólico para os músicos, se transformou no “Chorando na BICA”. Leia mais no seguinte endereço eletrônico: http://amordebica.blogspot.com/2011/02/o-coletivo-gens-da-selva-entra-na-bica.html
Nota do BlogdoRocha:
Tudo um dia tem o seu fim, toda essa movimentação cultural no Bar do Armando está se acabando, os sócios de carteirinha não aparecem mais por lá, outros tantos, já foram para o andar de cima. Poucos são os lançamentos de livros, praticamente não existem mais shows musicais com o cachê pago pela Secretaria de Cultural. Somente os cantores Lúcio Bahia e Anne Rocha se arriscam em cantar passando o chapéu. A coisa somente funciona quando o poeta Marco Gomes entra na Bica! O Carnaval da Bica ainda é o maior e melhor carnaval de Rua de Manaus. Quanto ao “Coletivo Gens da Selva”, continua de vento em popa, apenas a sede que mudou de lugar, com a batuta do incansável poeta Simão Pessoa. Uma das criações do Gens foi a Antologia Poética POETATU, com o numero reunindo poemas inéditos de 17 poetas que vão desde nomes consagrados e imortais da Academia Amazonense de Letras (Anísio Mello, Tenório Telles e Zemaria Pinto), como novíssimos e novos poetas como Felipe Wanderley, Castro e Costa e Henrique Mesquita, passando pela prata da casa como Simão Pessoa, Almir Graça, Celestino Neto, Jersey Nazareno, Carlos Araújo e Marco Gomes, e músicos/poetas Célio Cruz, Cleber Cruz e Eliberto Barroncas. É isso ai.
* Simão Pessoa
Manaus, Amazonas, Brazil
Canalha exemplar, pai extremado, filho pródigo, irmão zeloso, amigo fiel, amante de quem ama, consumidor de quelônios, colecionador de discos (só samba do bom e blues tocado por negro, além de clássicos do rock, do reggae e do funk), ex-quarto zagueiro dos imbatíveis Murrinhas do Egito e Setembro Negro, hoje obeso, colecionador de gibis do Asterix, vascaíno em tempo integral.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
PASSEIO A VILA DE PARICATUBA
Depois de uma semana estressante, cheia de cobranças por todos os lados, resolvi me isolar numa comunidade chamada “Vila de Paricatuba”, no município de Iranduba, na margem direita do Rio Negro.
Não deu para ir no sábado, pois, ainda tive batalha no trabalho e, algumas pendências para resolver junto aos filhos/casa, além de ter a missão de levar a caboquinha Maria Eduarda (neta) para passear no Amazonas Shopping.
O meu filho mais velho, o Alexandre Soares, quase me faz perder o ônibus do outro lado do rio, sabe como são as coisas: depender da carona dos outros, é muito difícil, mesmo sendo da família! Pois bem, ele me deixou no Terminal Hidroviário de São Raimundo faltando quinze minutos para as nove horas.
A sorte foi que eu entrei numa “voadeira” que saiu em poucos minutos; a travessia foi rápida, deu para curtir a beleza do nosso majestoso Rio Negro. Chegando ao Porto do Cacau Pirêra, pulei do barco e corri até onde o ônibus costuma ficar estacionado. Dancei, cheguei atrasado, já era a minha viagem!
Não me dei por vencido, resolvi perguntar de um taxista o preço para levar até a comunidade, ele cobrou cinquenta reais, fiquei aguardando mais um retardatário para rachar, esperei, esperei e, nada! Ainda tinha outras opções, pegar um ônibus para a sede do Iranduba e, em seguida um moto taxi; resolvi dar um rolé pelas ruas empoeiradas do lugar e, decidir o que fazer.
Para minha surpresa, encontrei o ônibus de Paricatuba dando a partida, ele estava na Estada Manoel Urbano, os responsáveis tinham mudado a parada dos ônibus, sem colocar nenhum aviso para a população, mas, para a minha sorte, ele estava atrasado na saída (isso não é novidade!).
Surpresa maior foi em encontrar dentro do ônibus o filósofo Paulo Mamulengo, o proprietário da casa onde eu iria passar o domingo. Ele falou que fazia um tempão que ele não aparecia por lá, em decorrência de vários trabalhos que está executando em Manaus, aproveitamos para colocar o papo em dia, afinal, somos dois grandes amigos.
O Paulão é um grande gozador, a primeira coisa que ele notou foi o motorista e a cobradora utilizando máscaras protetoras médicas e, foi logo perguntando de supetão: - Vocês estão com tuberculose ou estão com medo de pegar alguma doença dos comunitários de Paricatuba? O motora respondeu: - Não é isso o que o senhor está pensando, utilizamos máscaras por causa da poeira insuportável das estradas de barro que dão acesso as comunidades de Iranduba!
O Paulão pulou da cadeira: - Quer dizer que o EFEDEPÊ do Alfredo, comeu todo o dinheiro do Ministério dos Transportes, deixou todas as estradas bem escrotas, no barro, não vai devolver nenhum centavo para o erário público e, ainda por cima de tudo, terei que cheirar poeira a viagem toda? Sacanagem desse fuleiro!
Para quem não sabe, o Paulão é um grande ambientalista, lutou durante anos para a preservação de Paricatuba, um santuário ecológico que pode desaparecer com a construção da Ponte Manaus-Iranduba.
Ele foi dono de um barco chamado “Consciência”, morou durante anos dentro dele, inclusive, o seu filho mais velho, o Raul Perigo, ao nascer foi morar dentro da embarcação. Optou por esse tipo de moradia como forma de mostrar para a sociedade que ele e a sua família tinham uma “consciência ecológica” e que era possível morar dentro de um barco sem agredir ao meio ambiente.
Fiquei curioso sobre o destino do barco Consciência, ouvi atentamente o filósofo Paulão: - Olha aqui, meu amigo Rochinha, a consciência é um atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo, no entanto, a mãe da consciência chama-se paciência, sem essa, já era a consciência. Durante muitos anos, tive paciência com o “Consciência”, na enchente e na vazante, pintava, fazia remendos, consertava o motor, revés, et cetera e tal; de madrugada mesmo que estivesse dando uma lenhada na nega velha, qualquer sinal de temporal, corria na chuva para amarrar o barco para não afundar – ultimamente, perdi a paciência com o “Consciência” - moral da história: vendi o casco do barco para um pescador, em troca, comprei um “canoão” com um motor de rabeta, o seu nome é “Impaciente”! Cruz, credo, sai prá lá filósofo doido!
Papo vai, papo vem, chegamos à comunidade, paramos numa mercearia para comprar alguns mantimentos para o vigia da casa e, cerveja para os pobres mortais, é claro! Parte das compras foi paga no dinheiro, outra, o Paulão mandou colocar “no prego” (fiado sem juros), um costume das pequenas comunidades, pois, nos grandes centros é utilizado o cartão de crédito (fiado com juros).
A casa estava um pouco abandonada -, o vigia é conhecido como “Arigó”, um fonfom da melhor qualidade, o cara é chegada a uma água-benta (pinga) que não é moleza! Um grande apreciador da “Caninha 51 veludo no gogó”. O outro vigia, o famoso “Cocota”, está de férias em Manaus, com previsão de retorno somente em Outubro. Três cachorros pulguentos e famintos faziam companhia ao Arigó, fiquei com pena dos animais, comprei algumas latas de carne de desfiar e amenizei um pouco a fome dos cães.
Visitamos os comunitários, fiquei triste ao saber do falecimento do “Todinho”, o dono do único restaurante do lugar. Visitamos o atalier do Paulão, ele faz bonecos para o carnaval da Bica (Bar do Armando) e para a Secretaria de Cultura do Amazonas, depois, fomos tomar banho no Lago de Paricatuba, um lugar exuberante que está com os dias contados, pois o progresso está chegando e com ele vem a destruição.
Fomos “matar a broca” no “Restaurante do Todinho”, a sua filha mais nova está tomando conta do negócio – a pedida foi “Tambaqui Frito”, uma delícia, pois o peixe é comprado diretamente dos pescadores (“na baba”, como diz o caboclo), pedimos para embalar todas as sobras, levamos para os três cães e dois gatos que moram por hora na casa do Paulão.
O ônibus atrasou novamente (não é mais novidade!), pegamos a estrada de poeira, são dez quilômetros de sofrimento, mesmo assim, o Paulão deu alguns cochilos – chegamos ao porto e pegamos um barco “a jato” até o Porto de Manaus (Rodoway).
Cada um foi para o seu lado, o Paulão pegou um ônibus para a sua casa, no bairro do Aleixo e, eu fui direto para o Bar Caldeira, bebericar, ouvir uma boa música e conversar potoca com os amigos até ser expulso pela Dona Maria (a proprietária).
O Rio Negro está em plena vazante, daqui a uns quarenta e cinco dias teremos praia a vontade, vale a pena visitar e curtir um passeio a Vila de Paricatuba! É isso ai.
Fotos: J. Martins Rocha
Fotos: J. Martins Rocha
sábado, 30 de julho de 2011
PROGRAMA NOSSO ENCONTRO - BABY RIZZATO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nosso Encontro é um programa de televisão brasileiro apresentado desde 13 de agosto de 1972 por Baby Rizzato, que vai ao ar todas os sábados às 10h30 depois do Hoje em Dia na Record / Manaus.
O nome do programa originou-se do primeiro encontro entre Baby Rizzato e Heron Rizzato, o primeiro produtor do programa, e ex-marido de Baby Rizzato. O Nosso Encontro mereceu a atenção especial de homens ilustres como José Airton Pinheiro e Umberto Calderaro Filho, principais idealizadores apoiadores para o crescimento do programa.
O programa foi tão concebido que ao longo de três décadas e meia resistiu a três expressivas mudanças na televisão amazonense. A primeira foi dos “Diários Associados” para “TV Baré”; a segunda da “TV Baré” para “TV A Crítica/SBT” e a terceira da “TV A Crítica/SBT” para “TV A Crítica/Record”.
Música, moda, culinária, entrevistas sem censura e cartas marcadas, praticando um jornalismo sem mordaça, e discussões sobre assuntos polêmicos da semana continuam sendo os principais atrativos do programa.
Há 38 anos no ar, o programa é apresentado ao vivo nas manhãs de sábado, comunicando-se com um público que foi conquistado através do tempo. É assistido pelos que gostam e também pelos que não gostam. Sempre foi assim.
O Nosso Encontro foi o primeiro programa local em formato de revista eletrônica, assim como o primeiro a ser exibido em cores. É também o que mais tempo permanece no ar, ou seja o mais antigo da televisão amazonense. Com duração de uma hora e meia, ele é transmitido pela TV A Crítica, um dos braços do império da Rede Calderaro de Comunicação , que possui ainda o jornal de maior circulação do Estado, e algumas emissoras de rádio.
Apresentadora
Baby Rizzato iniciou na televisão após um convite de Sadie Hauche para apresentar na TV Ajuricaba o Baile das Debutantes, em outubro de 1969. O sucesso da apresentação televisiva das debutantes foi tão grande que o jornalista Phelippe Daou (atual dono da TV Amazonas, afiliada da Rede Globo) resolveu “vendê-la” como apresentadora de um programa à TV Ajuricaba.
Em 1970, Baby passou a apresentar um, programa na televisão Ajuricaba. O nome era o mesmo da coluna que tivera em O Jornal: Sempre às Quintas. Em forma de revista, o programa durava apenas 15 minutos no horário comprado pela Amazonas Publicidade, do jornalista Phelippe Daou.
Ao vivo, Baby apresentava moda, desfiles de manequins e algumas notas de sociedade. Imagens, só o que se podia fazer dentro do estúdio, pois não havia condições de cenas externas. Com imaginação e criatividade, sempre inovava e lançava modas, como certo dia em que se apresentou com um enorme anel no dedão do pé. Túnicas indianas coloridas e calças justas o tempero jovem ao estilo famosa Carnaby Street de Londres, a meca dos hippies de butique.
Quadros
• A Velha Surda – interpretada pelo ator Mário Jorge Bittencourt, fazia as criticas que a apresentadora preferia não assumir diretamente.
• Prêmio a Chave do Sucesso – o prêmio era dado às personalidades da cidade. Os homenageados eram escolhidos pelos Radialistas.
• O Círculo das Luminosas - O quadro foi introdizido no Nosso Encontro em 1974, criado pelo produtor da época, Mário Jorge Bittencourt, que acrescentava a sua veia humorística de ator caricato a um outro quadro do programa, encarnado a personagem “Velha Surda”, que fazia críticas que a apresentadora preferia não assumir diretamente.
A produção do programa tinha nomes escolhidos para o quadro que contava com as luminosas fixas (que nunca recusavam um convite para participar do programa), e as avulsas, que eram convidadas em ocasioes em que tivessem mais familiariedadecom o tema entrevista. Dele participaram, em vários momentos, mulheres que ainda hoje estão em evidência, como Lourdes Buzaglo, Rosaline Pinheiro Muelas, Cacilda Barbosa e a juíza Lúcia Tereza Assayag. Participaram como luminosas, além das citadas, Justina Lebre da Silva, Inês Maria Lyra Benzecry, Myrza Theodoro, Henriette Cordeiro Oliveira, Ana Maria Silva e Giese Cardoso.
• Prêmio Nosso Encontro – Em 2002, na comemoração do aniversário do programa de 30 anos do programa, a TV A Crítica instituiu o “Prêmio Nosso Encontro”, com o qual foram agraciadas pessoas ilustres da sociedade, políticos e gente do ramo das comunicações, em uma grande apresentação no palco do Teatro Amazonas.
• Abrindo o Armário - A apresentadora descobri o que a as socialites guardam dentro dos seus guarda-roupas e closets
• Saindo do Estúdio - Baby visita pontos da cidade, eventos e entrevista cidadãos comuns da sociedade.
• Etiqueta Social - Espaço onde o comportamento das pessoas é avaliado por um especialista no estúdio para ajudar com as dicas de etiqueta.
Moda, culinária, atrações artísticas, entrevistas, agenda, realize o seu sonho, sorteio de brindes – são alguns quadros que compõem no programa atual.
Os produtores
Heron Rizzato, Álvaro Braga, Mário Adolfo, Fábio Marques, Herman Marinho, Alberto Jorge, Cauby Cerquinho, Alexandre Prata, Kid Mahall.
O programa “Nosso Encontro”, não se trata apenas de mais um programa da TV Amazonense e sim o retrato de um povo. Os idealizadores e incentivadores iniciais deram uma grande contribuição, os produtores e diretores do programa que se seguiram, não são menos importantes. Cada um deles, com as suas vertentes de comunicação explícitas e o desempenho de Baby, conseguiram dar ao “Nosso Encontro” as condições de acompanhar a evolução da televisão ao longo dos anos.
No início, o publicitário Heron Rizzato acumulava a função de apresentador, em parceria com Baby e a de produtor. Nesse período surge Mário Jorge Bittencourt, ator e estilista, para compor a primeira equipe de produção do programa. Com a saída de Mário Jorge surge o teatrólogo Álvaro Braga, que se dispôs a ser o produtor, trazendo o consigo o assistente e também ator Fábio Marques.
Com a morte Álvaro Braga, Mário Adolfo (jornalista), assume a produção do programa a convite de Baby Rizzato. O programa continuava com um trio de produtores; entre tantas modificações feitas por Mário, a primeira delas foi substituir o prefixo musical de abertura do programa que era “BABY”, de Arthuzinho, gravada pelo cantor Marcus Piter, por “BABY” de Caetano Veloso; uma outra de tamanha repercussão foi acabar como quadro “Circulo das Luminosas”. Mário atuou como produtor até 1987.
O jornalista Herman Marinho substituiu o Mário Adolfo, na produção do Nosso Encontro, e que ainda mantinha-se o trio de produção. Depois vieram Alberto Jorge e Caubi Cerquinho como produtores e Alexandre Prata como assistente de produção.
Atual Produtor
Jornalista Kid Mahall trabalha na direção do “Nosso Encontro” da TV A Crítica desde 1992
No final da década de 80 havia na TV A Crítica um programa de enorme audiência chamado ‘Alô Manaus’. Era um jornalístico da pesada mesmo, onde os debates, as denúncias e as mazelas da cidade rolavam com enorme seriedade, entre jornalistas brilhantes, como Paulo França, Fernando Collyer, Humberto Gomes e outros. O ‘Alô’ tinha a direção do carioca Ozéas Monteiro e produção do Alberto Jorge. Um dia, Baby Rizzato assistindo ao desenrolar do programa, ao vivo, ficou observando o trabalho do assistente de produção, um cara de teatro, estranhamente chamado Kid Mahall. Rizzato ficou ligada na movimentação e na esperteza de Kid, e imediatamente desejou levá-lo para o Nosso Encontro. Na época os produtores do programa eram Cauby Cerquinho e Alexandre Prata, o que significava ausência de verba para contrartação de mais alguém.
“Coincidentemente”, semanas depois, o Cerquinho assumiu o jornalismo da TV A Crítica, deixando o cargo de produtor em aberto. Era chegada a hora do Kid Mahall. Baby ao conversar com o Kid, notou a indecisão e o medo foi então obrigada a cutucar os brios do artista sacudindo no tranco o seu ego super. Foi batata! Mahall topou, e dias depois fazia a sua estréia no Nosso Encontro, começando ali a história, que já dura uma década. A dupla havia sido formada, Kid Mahall (produtor) e Alexandre Prata (assistente de produção) até 1995. Foi quando Alexandre saiu da equipe para se dedicar ao colunismo social. kid Mahall assumiu em 1992, a produção e direção do programa.
Kid foi o mais organizado e burocrático dos produtores, sempre com arquivos, agendas e fichas em dias. Dirige o programa com mãos de ferro, sem sorrisos e proibições a granel. O que tinha o Herman Marinho de doce e tranquilo, tinha o Mahall de marrudo e arrepiado.
Com Kid na direção do programa, tudo tem que ser para ontem, sem garagalhadas nem gracejos, da maneira mais profissional possível. O produtor e apresentadora Baby trombaram de frente no primeiro round, e em muitos outros, até atingirem o estágio em que estão hoje, chegando até se entenderem pelo olhar. Baby Rizzato define o produtor Kid Mahall dessa forma: para amá-lo há de entendê-lo. E para entendê-lo há de exercitar o lado paciente que possuímos lá no fundo, sempre escondido...”
Homenganens
Câmara Municipal de Manaus – Em comemoração aos 30 anos de TV
Tema da Escola de Samba A Grande Família, que contou a história da apresentadora na passarela do sambódromo no carnaval de 2003.
Pesquisa de audiência: áreas de atuação
O programa está entre os dez programas locais mais assistidos pelos telespectadores de Manaus; 86% dos telespectadores de Manaus assistem freqüentemente a programação da TV A Crítica; Durante a semana, 24% dos televisores ligados estão sintonizados na TV A Crítica. Aos domingos, são 33%; O sinal da TV A Crítica cobre Manaus e os quarenta principais municípios do interior do Amazonas. São três milhões de pessoas, ou mais... O sinal da TV A Crítica também pode ser sintonizado em qualquer parte do Brasil e da América do Sul por antenas parabólicas com receptor digital.
Referências
LEONG, Leyla. Baby Rizzato - 30 anos de TV. 1. ed. Manaus: Valer, 2003. 110 p.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
BLOGDOROCHA: PALACETE DOS NERY
BLOGDOROCHA: PALACETE DOS NERY: "O jornal “A Crítica”, publicou uma matéria denominada “PALACETE HISTÓRICO DA FAMÍLIA NERY ESTÁ À VENDA”, um trabalho da jornalista Ana Céli..."
quinta-feira, 28 de julho de 2011
PASSEIO A ILHA DE CURARI.
Os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus, na sua grande maioria, passam duas horas dentro de ônibus especiais, para ir e vir ao trabalho; batalham oito horas diárias sem contar as extras e, são obrigados a fazerem as suas refeições dentro da própria fábrica, ou seja, passam no mínimo doze horas à disposição do patrão; depois de uma semana cansativa de trabalho, não tem sacristão que não goste de passar um belo final de semana no interior, foi o que fizeram, certa vez, uma turma da fábrica Orient Relógios da Amazônia.
O convite partiu do Raimundinho, conhecido por alguns como “Borrachinha”, uma figura de office-boy, sempre solícito e sorridente, muito querido por todos, ele era amigo de um amigo que conhecia o filho de um dono de uma fazenda no Curari, uma região pertencente ao município do Careiro da Várzea, no Rio Solimões, distante cerca de 22 km de Manaus.
A turma ficou logo assanhada, partiram para fazer uma quota para a compra do rancho, material para caldeirada de peixes, gelo, refrigerantes, cachaça e, bastante cerveja em lata; a contribuição foi proporcional ao posto de “caboco” na fábrica, pois, tinha de gerente ao peão.
Ficou acertado pegarem um “motor de linha”, um tipo de barco regional que faz longas viagens na base do “pinga-pinga”, parando em diversas comunidades ribeirinhas da Amazônia, com o valor da passagem sendo cobrada, de acordo com a localidade em que o passageiro vai ficar e com o tipo de comodidade (rede ou camarote).
Este tipo de viagem é diferente dos “barcos de recreios”, um tipo de embarcação que faz um pacote fechado, levando grupos de pessoas para um determinado lugar, com horário previsto para sair e voltar, os manauenses gostam muito de ir para as praias do Tupé e Paricatuba e, para participar de torneios de futebol e festas nas comunidades mais próximas de Manaus.
A partida foi bem cedo da manhã de um sábado ensolarado, o barco saiu do porto da “Manaus Moderna”. O comandante do navio foi logo avisando: - Vou deixar vocês no Curari, mas, o barco somente passará na volta às quatro da manhã de sábado para domingo, portanto, estejam todos acordados, caso vocês perderem, somente passaremos por lá na segunda-feira. Combinado?
O líder era o “Paulão”, um gordo cheio de graça, o cara organizou tudo aos mínimos detalhes, tudo passava pelo crivo dele. Ele foi logo detonando: - Olha aqui, gente fina, o negócio é o seguinte: não vou deixar ninguém dormir, todos estarão acordados esperando pelo barco às quatro da manhã, por favor, passe no horário previsto e nada de furo com a gente! Combinado?
O barco aportou às onze e meia da manhã, o dono da fazenda, o Sr. Jacinto, ficou assustado com dez pessoas vindo em direção a sua fazenda. O Borrachinha iniciou o diálogo: - Bom dia Sr. Jacinto! Ele respondeu meio cabreiro: - Bom dia! Pois é, fui convidado pelo amigo de um amigo que é amigo do seu filho, aproveitei e convidei o pessoal da fábrica para conhecer a sua fazenda! Não deixou nem o velho falar e foi logo detonando: - Nós trabalhamos numa fábrica de relógios, aproveitamos e trouxemos um relógio de presente para o senhor, ele é à prova de água, caso caia dentro do rio na cheia, pode procurar na vazante que o senhor vai encontrá-lo funcionando perfeitamente, pois é um legitimo Orient!
O velho ficou mais alegre do que pinto na merda! Cumprimentou um a um, deu as boas vindas, mostrou a casa e, mandou a sua esposa, a Dona Joana, colocar mais água no feijão e fritar mais um quilo de jabá, todos foram convidados a almoçar, demonstrando ser um caboclo muito hospitaleiro.
Depois da broca, uma parte resolveu dar uma soneca na varanda da fazenda, outra, partiu para o ataque nas latas de cerveja. Lá pela quatro da tarde, resolveram pescar, conseguiram pegar algumas Sardinhas e Carás, o fogo foi feito no quintal e botaram para assar os peixes, no início da noite não tinha sobrado nem as espinhas e a cerveja foi para o beleléu.
Hora depois, eles ficaram sabendo que nos fundos da fazenda tinha um viveiro de peixes, com uma quantidade enorme de Tambaqui e Matrixã, o Paulão ficou puto da vida, pois perdeu um tempo danado pescando, sem saber que no local tinha peixe fazendo “lama”!
O Senhor Jacinto mandou ver: - Olha aqui, meu filho, esse negócio de pescar em viveiro não tem gosto nenhum, pois é muito fácil pegar um peixe, o bom é ficar horas e horas olhando para a boia, sentir a briga, lutar com o bicho, além do mais, o peixe acostumado a comer tudo o que vem pela frente tem um gosto especial, por isso que eu não falei do viveiro!
Com relação à cerveja, a turma foi obrigada a beber num bar-flutuante, com a dita cuja cara e quente. Outro detalhe: a grana acabou! A solução foi pedir o aval do Senhor Jacinto, com o qual o dono do bar aceitou receber um cheque “borrachudo”.
A negada bebeu até “secar o boteco” e ouviram de montão discos de vinil, numa vitrola “Nivico Hi Fi”; resolveram dormir lá pela meia noite. Imaginem dez bêbedos roncando e soltando pum para todos os lados, o dono da fazenda deve ter passado uma noite nada tranquila!
Conforme o combinado, o comandante do barco passou às quatro da madrugada, o Senhor Jacinto se acordou e, foram chamar o Paulão, ele simplesmente pulou da rede e mandou bala: - Vá acordar ó caralho, ninguém vai embarcar nessa merda! Deu as costas para o comandante, voltou para a sua rede e, continuou a roncar, falar alto e soltar bomba de hidrogênio.
Lá pelas oito da manhã, foram ver a merda que fizeram. Todos estavam com a cara de enterro, não conseguiam tomar o café da manhã, era somente lamentação. O Sr. Jacinto ainda colocou mais pau na fogueira: - Não tem jeito, por aqui não passa uma viva alma, motor de popa nem pensar, vocês terão que esperar até segunda-feira para voltarem para Manaus!
Já tinha até neguinho chorando, quando o Sr. Jacinto falou que ele ia quebrar o galho da rapaziada: - Tenho um motorzinho de centro, ele está na casa de um compadre, quero dois caboclos bom de remo, serão duas horas de braçadas até chegar lá! Os dois felizardos foram o Paulão e o Borrachinha, os lideres do grupo.
Quando o barco chegou, a negada entrou em peso, estavam todos aliviados; chegaram ao porto do Careiro de Várzea por volta das treze horas. Quem pensou que eles iam pegar a balsa para retornar para Manaus se enganou, aproveitaram a presença do Sr. Jacinto, conhecido e respeitado pelos moradores daquela área – pediram novamente o aval do fazendeiro, foram mais quatros cheques borrachudos nos bares do beiradão!
Lá pela onze da noite de domingo, pegaram a última balsa e voltaram para Manaus, fizeram contato com a segurança da fábrica, foi enviado um micro-ônibus para o resgate da turma, todos foram deixados em suas casas.
Na manhã seguinte, estavam todos a postos nos seus lugares de trabalho, correu uma vaquinha com os colegas, conseguiram depositar a tempo a grana dos cheques espalhados pelo Curari e adjacências. Gostaram tanto do passeio que, resolveram voltar por várias vezes a Ilha de Curari! Eu, hein!
BLOGDOROCHA: PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS
BLOGDOROCHA: PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS: "Esta Praça foi projetada no período áureo da borracha, chamava-se Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao homem que governou o Estado d..."
terça-feira, 26 de julho de 2011
BLOGDOROCHA: MUSEU/CASA DE EDUARDO RIBEIRO
BLOGDOROCHA: MUSEU/CASA DE EDUARDO RIBEIRO: "O casarão onde morou o governador Eduardo Ribeiro voltou ao esplendor de outrora, será mais um espaço cultural para os moradores de Manaus,..."
domingo, 24 de julho de 2011
NONATTO, O CABOCLO-GAÚCHO (MANAUCHO).
O nosso país é de dimensão continental, com uma diversidade cultural enorme, num extremo faz um calor de derreter a moleira, por estar próximo a linha do Equador, enquanto, no outro, faz frio de doer os ossos, chegando até a nevar, são opostos em tudo, mas, dizem que eles se atraem.
Imaginem uma pessoa que nasce na parte de cima, passando toda a sua infância e adolescência comendo Jaraqui com farinha, tomando banhos nos igarapés e, saboreando de montão o Tacacá na cuia. Pai d’égua, mano!
Porém, na sua fase adulta, resolve morar na parte de baixo, tendo de se acostumar a usar roupas de frio, comer churrasco de costela e, tomar Chimarrão na cuia. Más que barbaridade tchê!
Pois bem, o meu amigo Nonatto Silva, é um bom exemplo dessa situação. A sua irmã Graça Silva fez o seguinte depoimento: "Ele é o meu irmão mais novo, aprendeu a tocar violão assistindo outros músicos, ou seja, é autodidata. Trabalhou na Mavel e depois no Banco Itaú. Como todos os domingos participava de um passeio turístico num barco da Amazon Explorers, a pedido do saudoso Bebeh, proprietário e fundador da empresa, e, num dos passeios conheceu LISETE, uma gaúcha que gosta de cantar, e dai começou a mudança na vida do caboclo. Três meses depois foi conhecer Porto Alegre e de lá voltou noivo, para 3 meses depois casar com LISETE CHESLAK. Isso há 32 anos. Em Porto Alegre, ao ser dispensado pelo banco, foi trabalhar na noite, fazendo o que mais gosta - cantar e tocar violão - , e já se vão mais de 10 anos nessa vida de notívago. Como a Lisete também canta, o acompanha fazendo shows. Quando vem a Manaus, gosta de comer Jaraqui frito, mas com um detalhe, não come mais a nossa farinha, acho que adquiriu o costume sulista e esqueceu a nossa farinha do Uarini! Lá no sul o chamam de manaucho (mistura de manauense com gaúcho), o casal tem uma filha Deborah, que é arquiteta e atualmente mora no Rio de Janeiro, onde faz pós-graduação".
Por ter nascido no Amazonas, conhece o “Amazonês” de cor e salteado, no entanto, teve de aprender na marra um novo idioma, o “gauchês” dos pampas!
O grau de dificuldade é muito grande para entender o linguajar dos gaúchos, somente para ter uma pequena ideia, eis algumas palavras e o seu significado:
Alemoa: loura/Baita: grande/Crêendios pai: exclamação quando algo dá errado/De revesgueio: de um tal jeito/Fincá: cravar/Garrão: calcanhar/Incebando: enrolando, fazendo cera/Jóssa: coisa/Kakedo: pessoas que não valem nada/Malinducado: mal educado/Paiêro: fumo de palha/Resbalão: escorregar/Sinalêra: semáforo/Tchuco: bêbado/Vortiada: passeio/Ximia: doce de passar no pão.
Ele nunca se esquece da sua cultura amazônica, não consegue passar muito tempo longe da sua terra e da sua gente, sempre que possível, ele pega um avião (asa dura, para os amazonenses), quando surgem aquelas promoções relâmpagos, vem bater por estas bandas, curtir o amor da sua mãezinha, a Dona Lili e a da irmã Graça Silva. Adora o Bar Caldeira, centro antigo, onde aos domigos, se reúne com os amigos, para bebericar, jogar conversa fora, cantar e tocar violão.
Não pode ficar muito tempo na sua cidade natal, pois a sua esposa é gaúcha, ela não está acostumada com o calor de 40 graus de Manaus, além do mais, ele tem de trabalhar e sua vida está lá em Porto Alegre.
Vocês lembram daquela música do Martinho da Vila, chamada “Daqui Prá Lá”? A letra é mais ou menos assim:
Não sei se vou, não sei se fico
Se eu fico aqui, se eu fico lá
Se estou lá tenho que vir
Se estou aqui eu tenho que voltar.
Pois é, o Nonatto passa por essas mesmas inquietações, quando está em Porto Alegre, sente uma saudade danada de Manaus, quando chega aqui, tem de voltar!
Não sei se vou, não sei se fico
Se eu fico aqui, se eu fico lá
Se estou lá tenho que vir
Se estou aqui eu tenho que voltar.
Pois é, o Nonatto passa por essas mesmas inquietações, quando está em Porto Alegre, sente uma saudade danada de Manaus, quando chega aqui, tem de voltar!
Quando está em Porto Alegre, vem à lembrança o hino da sua cidade, do poeta amazonense Áureo Nonato:
Quem viu você
não pode mais esquecer
Quem vê você,
logo começa a querer.
Manaus, Manaus, Manaus,
minha cidade querida.
Manaus, Manaus, Manaus,
és a cidade sorriso,
esperança da nossa Amazônia.
Manaus, Manaus, Manaus,
Minha cidade querida.
Manaus, Manaus, Manaus
Quando está em Manaus, na hora de voltar, começa a cantarolar a música dos gaúchos Kleiton e Kledir:
Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau!
Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30
Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri afim
Garopaba ou Bar João
Bela dona e chimarrão
O nosso caboclo-gaúcho, vai ter que conviver para o resto da vida com os dois extremos: Manaus/Porto Alegre, Quente/Frio, Tacacá/Chimarrão, Camiseta-sandália/Casaco-bota, Amazonês/Gauchês, Música Popular Amazonense/Música Nativista, Rio Negro/Rio Guaíba, Tambaqui na brasa/Churrasco, Comedor de Jaraqui/Papa-areias e Nacional/Grêmio.
Um gaúcho chega com o Nonatto Silva e, faz a pergunta: - De onde tu és cria, vivente? Ele responde: - Eu sou dos pagos de Manaus, mas estou aquerenciado em Porto Alegre! É mole ou quer mais, tchê!
Um abraço do tamanho da Amazônia para o Nonatto Silva, o nosso caboclo-gaúcho (manaucho)! É isso ai.
Foto: Graça & Nonato - facebook da Dra. Graça Silva
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