sábado, 13 de junho de 2020

FASCISTAS VERSUS ANTIFAS


Nos tempos atuais, algumas palavras ou movimentos antigos ressurgem das cinzas para ficarem em evidência, novamente, no campo político, forçando-nos a pesquisar para entender o seu real significado e qual o seu objetivo maior. Dentre muitos deles, dois estão em destaque: Fascistas e Antifas.
Na realidade, são movimentos antagônicos, procurando, cada um ao meu modo, buscar o melhor para sociedade, o bem-estar geral, a melhor forma de governar com justiça social, paz interna e concórdia entre as pessoas de boa vontade.
O problema maior é que os dois são radicais, buscando a todo modo alcançar os seus objetivos, usando de um componente muito perturbador para a sociedade em geral: Violência.
Quem estuda os acontecimentos do passado sabe muito bem que, desde a época dos homens da caverna, da formação das sociedades até os dias atuais, o emprego da força física, da intimidação moral, dos recursos armamentistas e de tecnologias de guerra sempre foram utilizados para sobrepor uns contra os outros para chegar a dominação entre pessoas e povos.
Historicamente essas duas organizações nasceram praticamente ao mesmo tempo. Enquanto o Fascismo imperava na Europa, surgiu o outro, o Anti/Fascismo. Um se opondo ao outro.
“O regime autoritário começou a se desenvolver na Itália, no começo da década de 1920. Após o fim da Primeira Guerra, o país enfrentava uma forte instabilidade econômica, política e social e os partidos de esquerda ganhavam força”, diz o professor de Ciência Política Álvaro Bianchi, da Universidade de Campinas (Unicamp).
Segundo ele, as principais características do fascismo são: a concentração do poder nas mãos de um líder; o culto a esse líder; o nacionalismo; a defesa de valores considerados tradicionais e a punição de pessoas contrárias ao regime.
O Fascismo é movimento político e filosófico ou regime estabelecido por Benito Mussolini na Itália, em 1922, que faz prevalecer os conceitos de nação e raça sobre os valores individuais e que é representado por um governo autocrático, centralizado na figura de um ditador.
O Antifascismo surgiu como reação a esse conjunto.
Em entrevista a CNN os Antifas declararam: "O antifascismo busca a superação do capitalismo, do machismo, do sexismo, da lgbtfobia e do racismo. A gente entende que essas estruturas de opressão que existem na nossa sociedade elas são estruturas de opressões fundamentadas na lógica capitalista. A gente entende que para superar essas opressões precisamos superar o capitalismo, utilizando a violência como tática”.
Como vimos os dois são conceitos antigos que estão em voga. São radicais e existem muitas pessoas e grupos que se identificam com essas ideias e voltam às ruas para defendê-las usando para tanto da violência, caso seja necessário.
Eu declararei muitas vezes que não sou extremista e muito menos do centro ou centrão (vixe, vixe!), isto me permite navegar pelos diversos rios e mares sem me identificar por nenhum deles. Evidente que tenho que me posicionar. Sempre faço e farei isto, pois independentemente de quem está no poder, das cores partidárias e dos movimentos fascistas ou antifascistas, sou e sempre serei contra a VIOLÊNCIA e a favor do BEM ESTAR DO POVO BRASILEIRO

sexta-feira, 12 de junho de 2020

VÍRUS ESPERTO


Circulava em Manaus dois vírus, um altamente agressivo, levando a óbito a maioria das pessoas e, outro menos letal, deixando os infectados sem sintomas.
O mais agressivo (parasita) mata e morre também junto com o hospedeiro (o ser humano).
Por outro lado, o menos letal foi infectando em grande escala e sobrevivendo no corpo humano, pois não mata quem o acolhe.
Com o passar do tempo, o de menor poder letal foi tornando-se a maioria, enquanto o outro foi desaparecendo.
O vírus é esperto, pois para sobreviver também e não acabar com a sua própria espécie , lançou uma nova versão mais branda.
Vai continuar infectando muitas pessoas e não a levando a óbitos.
A cidade de Manaus está passando por isto. Será a primeira a passar de epicentro para erradicação do vírus.
Este estudo é dos pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, os quais estão em evidência no cenário nacional, graças a competência e seriedade dos nossos estudantes, professores e doutores.
Segundo eles, no dia 17 de julho do corrente ano o numero de obtidos será zerado. Tudo graças ao isolamento social, a higiene corporal, a resistência (anticorpos) e, principalmente a mudança de estratégia do vírus.
Com o surgimento da vacina e aplicação em massa, o vírus será de fato apenas “uma gripezinha”. No entanto ele é esperto, poderá voltar no futuro com outra versão: mais letal ou não!

quinta-feira, 11 de junho de 2020

BLOGDOROCHA: VILA CARPINTEIRO PÉRES

BLOGDOROCHA: VILA CARPINTEIRO PÉRES: by Dra. Graça Silva A Vila Carpinteiro Péres, localizada na Avenida Sete de setembro, centro, ao lado da Cadeia Pública, mais p...

BLOGDOROCHA: VILA CARPINTEIRO PÉRES

BLOGDOROCHA: VILA CARPINTEIRO PÉRES: by Dra. Graça Silva A Vila Carpinteiro Péres, localizada na Avenida Sete de setembro, centro, ao lado da Cadeia Pública, mais p...

O OBELISCO DE MANAUS



Como todos sabem um Obelisco significa em grego "espeto". Um monumento comemorativo, típico do antigo Egito, constituído de um pilar de pedra em forma quadrangular alongada e sutil, que se afunila ligeiramente em direção a sua parte mais alta. Normalmente é decorado com inscrições hieroglíficas gravadas nos quatro lados, terminado com uma ponta piramidal (homenagem ao Deus Sol). Ao meio-dia é o momento mágico em que o Sol passa bem em cima do Obelisco, ligando o astro maior e a terra, em perfeita sintonia e respeito, pois este depende daquele para viver.
Vamos entender um pouco sobre o significado do nosso Obelisco. Segundo os historiados, a fundação de Manaus deu-se em 1669, com a construção do Forte de São José do Rio Negro. Em 1832 foi elevada a qualidade de vila, com o nome de Vila de Manaós (mãe dos deuses). Em 1848 passou a categoria de cidade (24/10/1848), com o nome Cidade da Barra do Rio Negro, ficou até 1856, quando voltou a denominar-se Cidade de Manaus (04/09/1856).
Em 1948 o Obelisco foi erguido exatamente para homenagear o centenário da elevação de Manaus a categoria de cidade. Segundo o Jornal do Commercio, o vereador Walter Rayol solicitou na tribuna da Câmara Municipal que fosse inscrito no Obelisco o nome do governador Eduardo Ribeiro, por ter sido o verdadeiro construtor da cidade. O prefeito Raimundo Chaves Ribeiro não atendeu ao pedido, configurando uma grande injustiça.
Todos os alunos das escolas de Manaus concentraram-se na Praça do Congresso, para uma missa campal, depois desfilaram pela Avenida Eduardo Ribeiro em direção ao Obelisco, onde foi inaugurado exatamente às oito e trinta da manhã de um belo domingo, era o dia 24 de outubro de 1948, contando com a presença de autoridades e o povo em geral, pois fora um momento histórico, festivo e cívico, com toda a cidade em festa para festejar momento tão sublime da centúria da passagem de vila para cidade de Manaus.
Hoje, passei por lá. Fiquei a admirá-lo, acho que muitas pessoas ficaram surpresas em ver alguém olhar com tanto interesse "em coisas sem valor" (para essas pessoas, é claro!). Acho que elas não têm culpa, pois nada ou ninguém fala sobre o seu significado para os transeuntes. Eu não serei louco em querer falar alto para todos sobre a sua história. Reservo-me em escrever neste espaço e contar com mais detalhes no MANA MANAUS. 

sábado, 6 de junho de 2020

AÇÃO ENTRE AMIGOS PARA A VIÚVA DO MARCO GOMES

Os amigos do saudoso poeta Marco Gomee stão se mobilizando para ajudar a viúva Maria Cleide Rodrigues para superar esses momentos difíceis. Ela terá de sair do apartamento onde moravam, na Rua Maués, até o dia 20 do corrente. A ajuda será para ela reformar uma Quitinete cedida por sua irmã no bairro da Cachoeirinha. Ela dedicou cem por cento de seu tempo para o Marco superar a sua doença. Não foi fácil, não! Foi uma guerreira! Agora terá de seguir a sua vida, tomar um rumo, para tanto, precisa da nossa ajuda! Qualquer valor será bem vindo. A sua conta é a seguinte:
BANCO: BRADESCO
AGÊNCIA: 3715
CONTA: 45694-2
WHATSAPP: +55 92 99466-1527

quinta-feira, 4 de junho de 2020

HISTÓRIA DE MANAUS - COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO DE MANAUS



Assim como ninguém esquece a primeira namorada, o primeiro beijo e o seu primeiro amor, também não esquece o seu primeiro colégio. O meu educandário foi o Colégio Barão do Rio Branco, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no. 1152, centro, em Manaus.
Inicialmente foi a residência de um rico comerciante conhecido como Tancredo Porto. Era conhecido como Vila Milagres de Santo Antônio. No portão principal de entrada existiam duas esculturas em forma de leões, por isso ficou conhecida como “A Casa dos Leões”. Segundo Ituassu (1927), neste local funcionava um hospital de cavalaria. Na parte térrea quem observar muito bem verá que as portas arredondadas parecem uma baia (estábulos para cavalos). Depois serviu para um Consulado de Portugal. O governo do Amazonas adquiriu o imóvel para instalar, em 1943, o Colégio Barão do Rio Branco. Em 1988 foi tombado como Monumento Histórico do Estado. Possui, atualmente dois pavimentos, quatorze salas de aula e oferece o Ensino Fundamental. O nome do colégio deu-se em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco. Nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Abril de 1845. Foi diplomata, Ministro de Estado, geógrafo e historiador brasileiro. Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras: Amapá, Palmas e Acre.
Na infância, a minha avó Lídia Pires era a encarregada dos assuntos educacionais dos netos. Fez a minha matrícula no “A Forte”, apesar de ainda não saber ler e nem escrever. Lembro-me da professora Genoveva, uma portuguesa dos olhos azuis marcantes. Ela mandou a turma fazer uma cópia do que estava escrito na lousa, como não sabia ler, pedi ajuda ao colega Nascimento. Ele era canhoto. Pegou o meu caderno virou de ponta cabeça e mandou a copiar. Fiquei feliz da vida, levei a professora. Olhou o caderno e gritou: – Faz outra cópia! Esta não serve! Você fez de cabeça para baixo! O choro foi inevitável. Fui transferido para a “Alfabetização”. Achei uma moleza cobrir o abecedário e fazer exercícios fáceis! Seis meses depois a Diretora mandou-me de volta para o “A Forte” por está muito adiantando da turma do Alfa. Voltei para a sala da Genoveva, a minha carrasca. Ela arregalou os olhos azuis e disparou: - Não quero você aqui soletrando, nem pedindo para nenhum colega fazer sua cópia! Tem que copiar e ler corretamente agora e ponto final! Meu Deus! Pense num sufoco! Respirei fundo para não chorar, me concentrei e perdi o medo. Hoje, dou graças a minha professora Genoveva que me incentivou a desvendar as primeiras letras! Fui da época da palmatória, do castigo, da alfabetização e do A e B fraco e forte, além da prova de admissão para o ensino médio. Naqueles tempos idos a merenda era o famoso “leite de posto” feito de soja, não entrava de jeito nenhum. Era uma contribuição dos Estados Unidos para o Brasil no programa “União Para O Progresso”. O jeito era levar uma lancheira, com sanduíche de pão com pão ou bolacha da Padaria Modelo e Kisuque. Um dos alunos mais ilustre do colégio foi o saudoso Senador Jefferson Péres, morava com os tios e avós na Rua Huascar de Figueiredo.
Segundo os historiadores, a Avenida Joaquim Nabuco era um dos lugares mais bonitos de Manaus. Infelizmente os governantes e o próprio povo manauara não tiverem a sensibilidade para conservar o seu patrimônio histórico. Para os senhores terem uma ideia da destruição, somente uma faculdade particular, para fazer as suas faculdades, derrubou dezenas de prédios antigos, no trecho entre as Ruas Huascar de Figueiredo e a Ramos Ferreira, todos com autorização do poder público municipal, estadual e federal. Ainda bem que o nosso querido e amado Colégio Barão do Rio Branco sobreviveu à loucura do progresso e continua formando jovens e fazendo história em Manaus.

Foto Colagem: Atual (acervo autor) e Antiga (IBGE)

segunda-feira, 1 de junho de 2020

UFOLOGIA – DANILO DU SILVAN, O PRIMEIRO UFÓLOGO DE MANAUS

DU SILVAN COM 50 ANOS
Nasceu em Manaus no dia 20 de novembro de 1930 e faleceu em 15 de novembro de 1985. Era considerado um “Poliedro”, uma pessoa que atuava ao mesmo tempo em várias faces do conhecimento e profissões. Foi Jornalista, Radialista, Escritor, Poeta, Historiador, Compositor, Promotor de Justiça e Ufólogo. Esta última o marcou na história da nossa cidade, pois foi o primeiro estudioso de Manaus a dedicar-se aos assuntos e atividades com interesse em objetos voadores não identificados.
Um artigo escrito pelo Deivison Nobre (disponível no Google) descreve toda a trajetória do ilustre amazonense Du Silvan, como era conhecido por todos os amigos e intelectuais de Manaus. Em língua francesa, o “du” remete aos membros da nobreza e “Silvin” (pronuncia-se silvan) ou “Silvan” provém de um radical latino que significa “da floresta”, termo muito apropriado para um legítimo representante da maior floresta tropical do mundo.
Casou com a Dona Clélia Bezerra de Menezes, com quem teve quatro filhos: Danilo Júnior, Emerson, Iria Helena e Denison Silvan. Segundo o meu irmão Rocha Filho, a família do Du Silvan morava na Rua Monsenhor Coutinho e o seu filho Danilo Júnior foi seu contemporâneo no Colégio Estadual do Amazonas na década de sessenta.
Tempos depois, o Danilo Júnior foi meu professor de História no Colégio Dinâmico, um preparativo que existia na Avenida Getúlio Vargas, pertencia ao saudoso Nestor Nascimento. Ele mora no Conjunto Tocantins.
Fundou em 1967 o “Clube de Estudos dos Objetos Aéreos Não-Identificados (CEOANI)”, uma instituição que se dedicava com seriedade e objetividade aos estudos ufológicos, sendo reconhecida por suas congêneres tanto no Brasil como no exterior.
Pelos seus estudos pioneiros foi considerado o primeiro ufólogo da Amazônia e um dos pioneiros no Brasil. Promoveu eventos e estudos sobre essa temática. Em 1968 realizou na Associação Comercial do Amazonas (ACA) um encontro de estudiosos do fenômeno, sendo considerada a primeira reunião do gênero no Brasil.
O seu livro mais famoso foi “Mistificadores da Ufologia”, lançado em 1981 em Petrópolis, no Rio de Janeiro, durante um congresso de ufologia. Em 1985 estava escrevendo o livro “Dicionário de Discos Voadores”, mas o deixou inconcluso por ter falecido naquele ano.
Segundo o historiado Coronel Roberto Mendonça “Du Silvan foi um dos pioneiros na pesquisa ufológica na Amazônia. Escreveu Mistificadores da Ufologia, onde relatou uma das primeiras observações de naves extraterrestres na Amazônia, fenômeno registrado em Manaus, ao final dos anos 1950”.
Neste livro ele escreveu que uma das primeiras observações de naves extraterrestres na região foi registrada na cidade de Manaus, em 1957, quando várias pessoas avistaram num fim de tarde, na Ponte Cabral, um objeto voador não identificado.
Eu já tive uma experiência muito estranha na década de oitenta. Estava com um grupo de amigos no Lago do Careiro pronto para pescar à noite quando desisti no meio do caminho. Voltei para a casa de um pescador conhecido como Zé, onde achei melhor passear de canoa com os seus dois filhos mais velhos. Era uma noite de lua cheia, com boa visibilidade. De repente apareceu no céu um objeto estranho. Achei que era um balão gigante, mas os garotos falaram que era o “Chupa-Chupa”! Achei esquisito aquele objeto voador, pois não fazia barulho, deveria estar a uns cento e cinquenta metros de altura. Era redondo, com luzes que refletiam no rio. Fui aconselhado pelos meninos a ficar calado, pois se fossemos descobertos, eles nos levariam para a nave. Passou lentamente e sumiu da nossa vista. Isto me intrigou por longos anos.
O meu irmão Rocha Filho gosta de estudar sobre este assunto de Ufologia, tanto que muito ano atrás deixou comigo o livro “O Mundo dos Discos Voadores”, no qual assinou o seu nome e datou: 14.06.1990.
Neste livro contém um capitulo inteiro dedicado aos “Homens de Preto”. Homens que usam terno, chapéu, gravata, sapatos pretos e camisa branca. Eram desajeitados, sinistros e ameaçadores. Andavam sempre num imponente velho carro Cadillac 1953, mas novo e imaculado em aparência. A sua visita sempre acabava em advertências para a pessoa não falar a ninguém que avistou um ÓVNIS ou para abandonar a investigação.
Em 1997 foi lançado o primeiro filme “Men in Black” (Homens de Preto) onde membros de uma organização ultrassecreta criada para monitorar e policiar atividades alienígenas na Terra. O filme foi lançado com críticas positivas e arrecadou mais de US $ 589 milhões em todo o mundo.
Du Silvan sofreu um enfarto do miocárdio em 15 de novembro de 1985, com 54 anos, sendo seu sepultamento realizado em Manaus, ocasião em que compareceu número expressivo de intelectuais, amigos e familiares. Ficou para a história da nossa cidade e jamais será esquecido como o primeiro ufólogo de Manaus.
É isso ai.
Fonte:
https://medium.com/@deivisonsilvan/danilo-du-silvan-b64c6d7720f6
BLOG DO CORONEL ROBERTO MENDONÇA

BLOGDOROCHA: PESCARIA NO LAGO DO CAREIRO

BLOGDOROCHA: PESCARIA NO LAGO DO CAREIRO: Na minha juventude, gostava muito de pescar, principalmente, nos logos e rios próximos a cidade de Manaus – na realidade, não curtia muit...

domingo, 31 de maio de 2020

SALIM GONÇALVES E AS ONDAS DO RÁDIO

Fui buscar no fundo do baú da minha memória para relembrar o que ainda estava bem guardado, sobre o que vivenciei e curtir das interpretações musicais, nos sábados à noite, do grande cantor e compositor Salim Gonçalves, conhecido por alguns como o "Seresteiro Romântico do Rádio”.
Na minha infância, quando ainda não existia a internet, intranet, TV a cabo, smartphone, notebook, games e todo o resto do lixo tecnológico atual, as emissoras de rádio detinham toda uma supremacia nos meios de comunicações, com apenas nas ondas médias e tropicais, conhecidas nas décadas de 60 e 70 como Rádio Difusora (Eu, Você e a Música/Chegou a Hora do Rock), Baré (Caleidoscópio Baré/Programa Em Bossa Nova) e Rádio Tropical (Night And Day). As emissora realizavam muitas atividades culturais dentro e fora dos estúdios: Maloca dos Barés, Os Melhores do Rádio, A Festa da Mocidade e Festival de Dublagem
Naquela época os castying das emissoras locais eram Salim Gonçalves, Kátia Maria, Lili Andrade, Adelson Santos, Lucinha Cabral, Guimar Cunha, Domingos Lima, The Rocks (Adelson, Celito, Péricles e Noval Benayon), The Rights (Zé Maria, Magalhães, Orlando, Manuel e Wandler Cunha), Os Embaixadores e outros.
O Salim cantava na Rádio Difusora, sempre após a tradicional “Oração das Seis Horas”, do eterno e saudoso guerreiro Josué Pai. Detonava a voz, acompanhado do Moisés do Violino e do Simões do Violão (famoso pelas as suas unhas de gavião).
O meu velho pai tinha um rádio à válvulas, demorava uma eternidade para esquentar e sintonizar a Rádio Difusora! Toda a nossa família ficava reunida na sala de estar, para ouvir o seresteiro celebrar em poesia os clássicos Granada, Mujer, Noche de Ronda, Solamente uma Vez, Farolito, El Reloj, La Barca, Besame Mucho e Vereda Tropical.
Lembro-me do Salim, andando pela Rua Henrique Martins, no Canto do Fuxico, vestido com aquela calça de linho, camisa a La Falcão e bolsa de prestamista.
Chegou a gravar um Long Play (vinil) e vários CD’s. Fez muitos sucessos na nossa terra de Ajuricaba. Não sei se ainda está vivo. Não tive mais notícias do Seresteiro do Amazonas, mas a sua voz continua nas ondas do rádio da minha memória!

sexta-feira, 29 de maio de 2020

VISITA DO LUTHIER ROCHINHA A OELA

O luthier Rubens Gomes veio para Manaus com a missão de fazer oficinas de lutheria no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (CAUA). Certa vez, fez uma visita ao meu pai, o luthier Rochinha, os dois tornaram-se grandes amigos, afinal, militavam na mesma profissão de confecção de instrumentos de cordas. No entanto, quando se conheceram, o Rochinha já estava doente e não podia mais trabalhar. O Rubens fez questão de fazer uma reforma no último violão do grande mestre e este fez uma visita a Escola de Lutheria do Amazonas (OELA), poucos anos antes de falecer.
No meu velho automóvel da marca Santana/VW acomodei o meu pai e a sua cadeira de rodas (ele teve um AVC e estava com sequelas), fomos até o bairro do Japiim, onde já estava nos esperando o repórter fotográfico Robervaldo Zezinho Rocha e rumamos para o bairro Zumbi II.
Era um sábado de manhã, o Rubens convocou todos os estudantes da sua OELA para receberem a visita do respeitado luthier Rochinha. Foi uma troca valiosa de informações, com o mestre sendo reverenciado pelos jovens iniciantes na arte da luteria.
Segundo o sitio da OELA www.oela.org.br “Desde 1998, a OELA promove aos adolescentes, jovens e a comunidade da zona leste de Manaus, bairro Zumbi II, o sonho de transformar vidas, incentivando a cidadania e construindo ideias sustentáveis. Nos seus 15 anos de existência, a OELA desenvolve ações voltadas para a educação profissionalizante, respeitando os princípios da utilização racional e sustentável dos recursos naturais da região, contribuindo para a formulação de políticas públicas que atendam aos direitos e necessidades dos povos da Amazônia”.

Depois do encontro na OELA, fomos almoçar um “galeto assado” e tomar algumas geladas. Dias depois, o Rochinha passou mal, teve que operar da próstata, vinda a faleceu alguns anos depois.
Esta postagem é dedicada a luthier Rubens Gomes, aos jovens estudantes da OELA e ao mestre Rochinha. É isso ai.
O mestre
Rubens Gomes
faleceu hoje. Meus sentimentos a família.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal é uma instituição que sempre foi vista por sua atuação firme, isenta e imparcial.
O terror das pessoas e empresas que lapidam o patrimônio público federal. Quando os homens de preto chegam às seis da manhã na portaria dos luxuosos condomínios o alvoroço é geral, com muita gente fina desmaiando, contratando às pressas os advogados para safa-los da prisão e dos processos contra eles.
A grande maioria do povo brasileiro sabe que quando a PF coloca em campo as suas operações estão calcados de todas as informações possíveis, escutas, provas documentais e testemunhais, além de autorizações judiciais.
Ultimamente acompanhamos pela televisão, jornais e mídias sociais um lado que desconhecíamos: a interferência das autoridades superiores em suas atuações e linha de comando.
Um empresário declarou que um fulano foi avisado (por um informante interno) antes da deflagração de uma operação e que ela foi postergada para não prejudicar um candidato em plena campanha.
As instituições são mais fortes do que os políticos, pois estes são passageiros.
Existem projetos para tornar a PF autônoma e não subordinada aos três poderes, porém os políticos engavetam, pois a grande maioria possui culpa no cartório e são os principais investigados

domingo, 24 de maio de 2020

LANÇAMENTO DO LIVRO "TIA TETÊ", DA MARIA LUIZA DAMASCENO E LUCINHA CABRAL

Era uma quarta-feira, estava tudo preparado para o lançamento de vários livros no hall da Biblioteca Pública do Amazonas. Eu era um dos convidados da Maria Luíza (minha vizinha do Conjunto dos Jornalistas) para o lançamento do seu livro em parceria com a Lucinha Cabral.
Acertei com o jornalista Jersey Nazareno para irmos juntos ao evento, mas o capeta nos orientou para passarmos primeiro no Bar Caldeira para entornarmos umas bramitas.
O Naza estava todo engomado, na beca, de blazer e camisa manga comprida e tal. Eu todo relaxado. Resolvi ficar no boteco, pois não sou muito chegado a formalidades e compromissos.
Fiquei sabendo que a Maria Luíza sentiu a minha falta, mesmo assim fez uma dedicatória do seu livro.
O Naza teve que desembolsar dez reais pelo exemplar. Ainda estou devendo, um dia o pagarei!
O tempo passou e todas as vezes em que comparecia a casa do meu amigo ele falava do livro, porém não sabia onde se encontrava. Estava em algum lugar misturado na montanha de livros de sua vasta biblioteca.
Ontem, um sábado resolvi sair da toca e caminhar pelo centro da cidade. No retorno passei pela Rua Saldanha Marinho para encontrar o meu velho amigo Nazareno.
Foi um reencontro agradável, parecia que fazia anos em que não nos via. A primeira coisa que ele falou foi que tinha encontrado o livro da Maria Luíza. Ele correu para dentro de sua casa e demorou demais para voltar.
Pensei "Esse Naza já perdeu novamente o meu livro!". Depois retornou suando frio, não sei se a sua pressão estava baixa ou tinha ido "jogar um barro na louça" ou coisa parecida.
Abri o livro e fui direto a dedicação "Para o Rochinha, com amizade. Em 04/04/2013. Maria Luíza".
É isso mesmo! Depois de sete anos recebi o meu livo! Pense numa demora! Mas, não existe hora nem tempo para receber um livro. Um livro é um livro, tem de respeitar qualquer exemplar!
É um pequeno livro, mas grande em ensinamentos da Tia Tetê.
"A Manaus de nossa infância era uma cidade pobre e distante dos centros mais desenvolvidos do país. Uma de nossas distrações era de nos reunir, logo depois do jantar, para ouvir as histórias da Tia Tetê. Aos quarenta anos ficou completamente cega e, esse fato, aos invés de abatê-la , fez com que desenvolvesse os seus outros sentidos. . Tia Tetê gostava de estar rodeada de crianças e de contar histórias. Maria Luíza".
Ela nos conta da Criação do Rio Amazonas, A Lenda da Vitória-Régia, Lenda do Guaraná, O Jabuti e o Urubu: Uma Festa no Céu, A Mãe da Seringueira, A Lenda do Fogo, O Jacaré e a Onça e a Lenda do Uirapuru. Que bom!
Um livro nunca perde a sua essência! Todo livro e o seu escritor são imortais! Ficam para o todo sempre.
Valeu, Naza! Valeu, Maria Luíza! Valeu, Tia Tetê! Mesmo passados sete anos o livro serviu para a minha postagem de hoje para o BLOGDOROCHA.
É isso ai

CORONEL JORGE TEIXEIRA DE OLIVEIRA

O Coronel Jorge Teixeira, conhecido por "Teixeirão", figura como o primeiro da lista dos prefeitos de Manaus (top of mind). Pode perguntar em qualquer esquina, principalmente dos que já passaram dos sessenta anos, será com certeza o mais lembrado!
Foi nomeado Prefeito de Manaus em 15 de Abril de 1975, pelo então governador Henock da Silva Reis, recebendo a PMM pelas mãos do presidente da Câmara Municipal e Prefeito interino, Ruy Adriano de Araújo Jorge. Um dos marcos da sua administração foi a implantação do Plano de Desenvolvimento Local Integrado (PDLI), que foi logo transformando em lei e posto em execução.
O coronel Jorge Teixeira foi também o último governador do antigo Território Federal de Rondônia e o primeiro governador do novo Estado. Ele foi nomeado pelo Presidente da República João Baptista de Oliveira Figueiredo, assumindo o cargo em 10 de abril de 1979. Sua principal tarefa era transformar o Território Federal de Rondônia em Estado.
Jorge Teixeira de Oliveira nasceu em 03 de junho de 1921, na cidade de General Câmara, Rio Grande do Sul. Filho de Adamastor Teixeira de Oliveira e Durvalina Estibem de Oliveira. Tinha curso superior, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), na turma de 1947. Fez mestrado em Educação Física, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1963. Casou-se com dona Aida Fibiger de Oliveira, teve dois filhos, Rui Guilherme Fibiger Teixeira de Oliveira e Tsuyoshi Myamoto (criação). Enquanto esteve no exército, foi o criador e primeiro comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e primeiro comandante do Colégio Militar de Manaus (CMM).
A Avenida Djalma Batista, uma das principais vias de ligação dos bairros ao centro, foi umas das importantes obras do prefeito. Uma justa homenagem ao Teixeirão foi a criação do bairro Jorge Teixeira, pelo então prefeito Arthur Virgílio Neto, em 14 de março de 1989, com a distribuição de lotes para pessoas carentes, principalmente do bairro do São José.
SELVA! Este famoso brado é também devido a ele; ecoa por toda a Amazônia. Grande guerreiro, cumpriu a sua missão na terra, com bravura, honradez e amor para com o povo brasileiro e a sua pátria. Selva!
Foto: CIGS

sábado, 23 de maio de 2020

NAMORADINHA X ODIADINHA DO BRASIL


A atriz Regina Duarte participou de dezenas de novelas, filmes e peças teatrais, ficou conhecida como a Namoradinha do Brasil" em decorrência da sua participação na telenovela "Minha Doce Namorada", em 1971.
Realmente, naquela época considerávamos a nossa namorada. Era uma típica mulher brasileira, bonita, com um olhar angelical e vencedora das agruras da vida.
Teve uma participação marcante nas novelas Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Roque Santeiro, Sétimo Sentido, Vale Tudo, O Astro, Rainha da Sucata e muitas outras.
Algumas pessoas achavam que ela era filha do consagrado ator Lima Duarte, nada a ver, pois o seu pai era uma militar cearense e a sua mãe uma gaucha. O seu nome completo é Regina Blois Duarte.
Na altura dos seus 73 anos já estava esquecida do seu grande público quando entrou em cena mais uma vez. Foi chamada para comandar a Secretária da Cultura do governo Bolsonaro.
Deixou para trás um salário de 120 mil reais na Globo, seus amigos e o teatro, para entrar num covil de cobras em Brasília. Esse papel foi o seu grande erro.
Foi curta a sua participação, apenas dois meses e meio, o suficiente para surtar, minimizar a tortura e ser fritada e queimada dentro do próprio governo.
Por sua declarações foi mal interpretada pelos próprios colegas artistas. Entrou numa novela de quinta categoria, numa barca furada, onde quase joga por terra toda a sua trajetória artística conseguida ao longo de décadas.
Após sair do governo voltou a cidade de São Paulo, para comandar a Cinemateca, um órgão que guarda a memória cinematográfica nacional. Um prêmio de consolo do governo federal.
Foi até bom ter pulado fora do barco, pois em pouco tempo iria mudar de namoradinha para odiadinha do Brasil.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

POLÍTICA - O CENTRÃO NÃO TEM JEITO NÃO, MEU IRMÃO!


Na Constituinte de 1987 surgiu a figura do Centrão, formado por um grupo de partidos políticos para bater de frente com o Ulisses Guimarães e apoiar o José Sarney. Eles não se orientam por ideologias, ficam no meio do campo, pendendo mais para a direita, aproximando-se do executivo (o dono da chave do cofre) para apoia-lo desde que lhes garanta vantagens, como distribuição de cargos, ministérios, liberação de emendas parlamentares, verbas e projetos de lei e demais benesses. Ficou conhecido como “A velha política do toma lá dá cá”, ou seja, apoiamos você desde que pague muito bem por isso.
Qualquer governo democrático não consegue administrar com tranquilidade caso não possua maioria no legislativo. Isto é obvio: conforme a CF/88 o administrador público somente poderá agir com base na lei. Caso se afaste, o seu ato será invalido, é o principio da legalidade. Dessa forma, o executivo fica preso a aprovação de leis orçamentárias, projetos de leis e aprovação das medidas provisórias por parte do legislativo. É ai que entra o pessoal do Centrão para decidir a questão.
Caso o Executivo começar a brigar com o Judiciário, ameaçando-o, ai vai ter problema maior ainda.
O Sarney apoiou o Centrão e foi beneficiado. A Dilma não gostava de apoiar os pedidos deles, em consequência foi impedida. O Temer é uma raposa velha, mantinha um apoio irrestrito e não foi afastado, somente foi preso depois que saiu do governo.
O Bolsonaro falou que não iria fazer essa velha política, no entanto quando começaram a ventilar o seu impeachment ele mudou logo de estratégia e está se juntando a eles, pois representam mais da metade dos políticos que influenciam sobremaneira numa decisão.
Os políticos do Centrão formados pelos partidos PL, PTB, PSD, REPUBLICANOS, SOLIDARIEDADE, além do PSD e DEM que alinham também quando o interesse pessoal for grande.
A maioria desses caras possuem poucos seguidores nas mídias sociais, pois são muito criticados por suas posições contrarias ao bem estar do povo. Não estão nem ai, pois quando se aproximam do governo federal, eles conseguem entupir de verbas as prefeituras dos seus Estados e estes irão trabalhar dia e noite com o dinheiro da União para a reeleição do pessoal do Centrão.
Em 2019, a Câmara dos Deputados proibiu o uso do nome "Centrão" na rádio e TV da Câmara, por considerar o termo pejorativo! É mole ou quer mais?
O Bolsonaro não tem para onde correr. Parece-me que o Procurador Geral da Republica, o Aras está em suas mãos (o indicou mesmo não fazendo parte da lista tríplice) agora será a vez dele retribuir. E se o Aras dê uma de traíra? O Centrão entrará em campo para blinda-lo. Caso não o apoie, podem ter certeza que alguém prometeu muito mais para eles com o presidente impedido
É o Centrão. Não tem jeito, não, meu irmão

sábado, 16 de maio de 2020

SERINGAL MIRIM DE MANAUS

Foto: Escola de Seringueiros José Cláudio Mesquita
Quem passar pelo início da Avenida Djalma Batista, antiga João Alfredo e olhar para o lado esquerdo, no sentido centro/bairro, verá uma subestação da Amazonas Energia, uma estrutura de redistribuição de energia elétrica para aquela parte de Manaus. Muitos, com certeza, não imaginarão que aquele lugar já fora uma belíssima praça, onde existiam cento e vinte seringueiras, a famosa “Hevea brasiliensis” fornecedora do “ouro branco” para servir como escola e contribuir para o esforço de guerra na Segunda Guerra Mundial. O lugar era conhecido como “Seringal Mirim” (pequeno seringal). Segundo os historiadores, em 1913, o Sr. José Claudio de Mesquita, antigo proprietário daquela área (emprestou o nome a uma rua do bairro), encontrou no local oito seringueiras, ao qual deu os nomes de A a H. Depois fez outras 112 plantações com sementes vindas do Rio Jamari. Em 1944, foram encontradas as 120 seringueiras (todas preservadas). Segundos os estudos realizados pelos pesquisadores da época, as nativas eram mais produtivas, sendo que a planta “E” morreu, restando as sete, com idade desconhecida e as outras 112 com idade de trinta anos.
Na década de 40 o local pertencia ao governo do Estado do Amazonas, sob a administração do Dr. Admar Thury, Diretor do Serviço de Fomento Agrícola, na foto acima se pode vê-lo dando uma aula racional de extração do “Látex da Hevea” às professoras estagiárias. Também é possível ver como era o local, com as seringueiras todas enfileirada.
Fomos à bancarrota (falência e ruína) no início do século passado, em decorrência de explorarmos somente as seringueiras nativas, enquanto os malásios plantaram racionalmente as sementes pirateadas pelos ingleses na Amazônia. O Sr. Cláudio Mesquita teve a brilhante ideia de fazer o mesmo, depois de trinta anos, o local estava servindo de laboratório para os pesquisadores, onde os soldados da guarnição militar de Manaus faziam aprendizagem da extração do leite das seringueiras. Veja como foi importante aquele local, serviu de escola para os “soldados da borracha”, nome dado a milhares de brasileiros que foram alistados e enviados para a Amazônia entre 1943 e 1944 na Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de extrair borracha para os Estados Unidos da América nos Acordos de Washington.
Como tudo que é bom tem logo o seu fim! O local ficou esquecido. Serviu por muito tempo de uma Praça e aos poucos foram fazendo a derrubada das seringueiras e o governo do Amazonas cedeu o local para a antiga Eletronorte, ao qual derrubou as últimas seringueiras sobreviventes, para virar uma subestação de energia.
E agora? Como é que fica? Reclamar para quem? Imagine os senhores, um Estado que teve o seu primeiro ciclo de desenvolvimento econômico creditados ao látex extraído das Seringueiras, com o qual conseguiu com o dinheiro ganho construir o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, as Pontes da Sete de Setembro, embelezar a cidade de Manaus, fazer muita gente enriquecer do dia para a noite e não tem uma única praça que a homenageie, pois esta árvore foi a responsável por tudo isto. Os insensatos derrubaram o “Seringal Mirim”. Uma Seringueira vive mais de cem anos, caso tivessem preservado o Seringal Mirim, muitas delas ainda estariam de pé!
Para a construção do "Novo Seringal Mirim" e resgatar parte da nossa memória, tenho as seguintes sugestões para os nossos governantes:
1. Conseguir outro local para a atual Amazonas Energia construir a sua subestação de energia. Eles estão construindo uma próxima ao Shopping Manaus Plaza, porém não sabemos se irão desativar a do Seringal Mirim;
2. Caso positivo, revitalizar o local. Fazer convênios com os pesquisadores do INPA e UFAM, para coleta, análise e plantio de 120 pés de Seringueiras;
3. Fazer uma ampla divulgação junto aos estudantes do ensino médio e fundamental para que conheçam um pouco mais da nossa história e valorize sobremaneira o “NOVO SERINGAL MIRIM DE MANAUS”;
4. O local deverá ser permanentemente cuidado. Contando com um administrador e auxiliares. Poderá ser transformado em um parque, com a administração a cargo da Prefeitura Municipal de Manaus.
Acredito que se tomarmos esta decisão ainda hoje, daqui a trinta anos, a futura geração poderá retomar o processo de pesquisas, além de servir de local de respeito aquela árvore que tanto contribuiu para o nosso Estado e quem sabe, um dia ainda irá contribuir muito mais

sexta-feira, 15 de maio de 2020

ASILO DOUTOR THOMAS



        Esta importante instituição filantrópica está localizada em Manaus, na Rua Dr. Thomas, 798, no bairro Nossa Senhora das Graças, com acesso pela Rua Maceió, bem atrás do Hospital 28 de Agosto. De acordo com o seu Regimento Interno, a fundação tem como finalidade acolher o idoso, prestando-lhe assistência e promovendo a sua inclusão social, assim como atender às necessidades dos segmentos carentes da sociedade. A sua fundação foi em 1909, com nome de “Sociedade Asilo de Mendicidade de Manaus", passando, em 1932, para “Asilo de Mendicidade Doutor Thomas”, uma justa       homenagem       ao           médico canadense      Harold     Howard    Shearme  Wolferstan       Thomas.
        Em 30 de novembro de 1967 a Câmara Municipal de Manaus, por meio da Lei nº 995, autorizou o Prefeito Municipal a criar a FUNDAÇÃO “DOUTOR THOMAS”, como uma Instituição filantrópica da administração      indireta       e    mantida pela Prefeitura de Manaus.
        Os nossos idosos estão protegidos pela Lei no. 10.741, de 1/10/2003, conhecido como “Estatuto do Idoso”, diz nos seus primeiros artigos que as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos possuem os seus direitos assegurados, preservando a sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. Uma obrigação da família, da comunidade,   da      sociedade    e    do      Poder Público.
        Por que homenagear um médico estrangeiro? Segundo o site da instituição a história foi a seguinte: “Dr. Thomas pertencia à Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra, instituição dedicada à medicina e saúde pública nos trópicos. Ele foi enviado a Manaus, em 1905, para estudar a febre amarela na região amazônica. Chegando aqui, ele trabalhou no laboratório do médico Dr. Figueiredo Rodrigues. Depois montou seu próprio laboratório de análises clínicas, chamado de The Yellow Fever Research Laboratory e posteriormente de Manáos Research Laboratory. Situava-se no prédio onde hoje funciona a Biblioteca Pública Municipal, na Praça do Congresso. O médico canadense sempre demonstrou seu comprometimento pela cidade, seja na pesquisa das doenças tropicais e no atendimento de doentes. Ele trabalhava gratuitamente na Santa Casa de Misericórdia, de onde foi sócio benemérito. Médico humanitário, Dr. Thomas residia em Adrianópolis, onde hoje funciona a Escola de Enfermagem. Parte da casa foi transformada em enfermaria para o tratamento de cidadãos ingleses da Companhia de Transporte e trabalhadores do porto. Dr. Thomas faleceu em 1931, com 56 anos. O mausoléu está localizado na quadra 08, sepultura nº 698, do cemitério São João Batista. Durante todo o tempo que viveu em Manaus, o médico canadense se dedicou a ajudar pessoas carentes. Abrigava pessoas de várias idades em estado de mendicância e moradores de rua, sendo a maioria idosa. Por identificar essa demanda, passou a desenvolver o trabalho          de                      assistência direcionando       o    atendimento     a população     idosa da cidade”.
        Justa homenagem! O homem tinha um bom coração, ajudou muito os nossos velhinhos e as pessoas carentes da nossa antiga Manaus. Durante longos anos a instituição recebeu apoio do Lions Club, na pessoa do Sr. Antônio José Tuma, da sociedade manauense e da maçonaria. Tenho uma grande ligação com esta instituição, pois, foi o local onde os meus avós paternos, meu pai e um tio foram morar quando chegaram do Ceará no final da década de 30, contaram com a ajuda do patrão do meu avô, um seringalista ligada à maçonaria. Na velhice do meu genitor, ele contou com o apoio do “Programa de Atendimento Domiciliar”,        com           visitas em sua residência de uma equipe        multiprofissional do “Dr. Thomas”.
        A população idosa brasileira está crescendo num ritmo acelerado, chegando à casa dos 30% da população, segundo o censo do IBGE de 2017. Estou caminhando para a velhice plena. Muitos dos meus amigos já estão aposentados, alguns não gostam nem um pouco do termo “melhor idade”, pois, a grande maioria dos velhos sofre de doenças crônicas, recebem uma aposentadoria fajuta, gastam grande parte do seu dinheiro com remédios e com empréstimos consignados (para ajudar os filhos e netos), além de saberem que terão no máximo mais quinze anos pela frente, para eles, a melhor idade é quando é jovem! Sei não, mas, se os meus filhos não cuidarem de mim, na minha velhice, vou querer curtir os últimos anos da minha vida com a velharada, no Parque Municipal do Idoso e morar na casa dos meus antepassados no Asilo Doutor Thomas.

terça-feira, 12 de maio de 2020

CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA



Foi inaugurado oficialmente em 1903 pelo então prefeito Adolpho Lisboa, porém existem registros de sepultamentos desde 1891. Localizando-se na Avenida Álvaro Maia com a Praça Chile. Possui vinte e cinco quadras e com 10 mil metros quadrados, com enterros somente para jazigos perpétuos.

Foi tombado como Patrimônio Histórico do Estado do Amazonas em 1988, pelos seguintes motivos: suas edificações históricas como a capela gótica e pórticos, além das sepulturas de valor religioso, histórico, cultural e arquitetônico, como os inúmeros modelos que apresentam técnicas variadas de construção, alguns com materiais valiosos antigos como cerâmica inglesa, esculturas artísticas e pintura marmorizada.

Depois de mais de um século sem uma intervenção séria, recebeu em 2008 uma restauração e revitalização, pois estava sem manutenção fazia décadas, com a situação alarmante.

Foram restaurados os dois portões de ferro, as grades que servem de muro e a reforma da capela, além dos espaços do entorno do cemitério.

Em 1983 por está completamente lotado, com quase vinte mil sepulturas, todos os enterros foram direcionados ao Cemitério Parque Tarumã, ficando apenas para os jazigos perpétuos.

Parte dele abriga o Cemitério Israelita, bem diferente dos católicos, pois os judeus não aceitam velas, flores ou qualquer tipo de suntuosidade nas sepulturas. Tudo é simples e respeitoso.

Esse campo santo é pura história da nossa cidade. Sempre no Dia dos Finados faço uma visita para tirar fotos e acender velas para os meus antepassados.