domingo, 9 de setembro de 2012

ESCRITÓRIO VIRTUAL EM MANAUS - JMS ASSESSORIA EM COMÉRCIO EXTERIOR

Ativação e Renovação no RADAR da Receita Federal - Cadastros, Vistorias, Liberações junto a SUFRAMA - Cadastros e Certidões junto aos Órgãos Públicos Municipal, Estadual e Federal - Certificações no INMETRO - Confecção e Anuências de Licenças de Importação no Decex/Inmetro/MAPA - Liberações de Notas Fiscais na SEFAZ/AM e SUFRAMA - Serviços Contábeis  e Representações Comerciais - Fotografias recentes e antigas, buscas em arquivos de Manaus, etc. // Contato: 92 9153-7448 e-mail: jmsblogdorocha@gmail.com contato: J Martins.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DESFILE MILITAR DE 7 DE SETEMBRO EM MANAUS


A minha ideia inicial era dar uma olhada no “Grito dos Excluídos” e, depois, passar no “Centro de Convenções do Shopping Plaza Manaus”, para visitar a “1º. Feira Internacional do Artesanato (FAM)”, mas, ao passar pela Avenida Constantino Nery, tirei fotografia de três jovens estudantes do “Colégio da Polícia Militar”, montadas em cavalos puro sangue – comecei a seguir para o lado oposto para onde tinha programado, fui parar no “Centro de Convenções (Sambódromo)”, por lá acabei ficando, até o encerramento do “Desfile Militar de 7 de Setembro”.

Nos anos anteriores, os desfiles aconteciam sempre pela parte da manhã, mas, no ano passado houve um grande atraso no desfile, com o povo sofrendo muito com o sol causticante do verão amazônico, o que ocasionou muitas vaias para os militares.

Em decorrência desse fato, o Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia, o General de Brigada José Luís Jaborandy, resolver mudar o desfile para a parte da tarde, além de incluir na programação algumas novidades.

O inicio foi exatamente às 17 horas, com a apresentação de “Bandas de Músicas”, uma delas tocou toadas dos bois Garantido e Caprichoso, levando a galera ao delírio. Depois, teve o desfile de aeronaves, com destaque para um caça supersônico.

Antes do desfile das tropas a pé e motorizadas, houve uma simulação de resgate de uma pessoa pressa em ferragens, por parte do “Corpo de Bombeiros”.

Nunca tinha visto tanta gente no “Centro de Convenções”, pois ele ficou literalmente lotado, acho que passaram das cem mil pessoas – todos estavam alegres e satisfeitos com o evento, houve aplausos para tudo – foi totalmente diferente, um verdadeiro show, com direito a toadas e musicas atual de novela.

Os búfalos e a onça “pintada” do Centro de Instrução Guerra na Selva (CIGS) fez muito sucesso com a petizada – para finalizar, houve um show pirotécnico. Parabéns aos organizadores do desfile militar de 07 de Setembro! Selva! É isso ai.

Fotografias: J Martins Rocha (mais fotografias no FaceBook http://www.facebook.com/jose.rocha.55

OS CLASSIFICADOS DO BLOGDOROCHA



  1. Hoje, 07 de Setembro, dia da Independência do nosso querido e amado Brasil – tenho motivos de sobra para comemorar, pois é o aniversário da minha filha-neta Maria Eduarda, a Duda, uma caboquinha da “pátria d’água e farinha”, fruto de uma produção independente da minha filha Adriana Costa. Parabéns ao Brasil e a Duda!
  2. Por falar na Semana da Pátria, desejo homenagear aos bravos militares brasileiros, principalmente, aqueles que servem nos pelotões de fronteiras da Amazônia e, em particular a minha filha, a Tenente Amanda Costa, ela é odontóloga, com especialidade em ortodontia – mora em Tabatinga (Amazonas), na tríplice fronteira entre Brasil-Peru-Colômbia. Ainda muito jovem, deixou a família e os amigos, para trabalhar e defender a nossa Amazônia. Tenente Amanda, Selva!  
  3. No dia 02 deste mês foi também o aniversário do meu dileto amigo Jokka Loureiro, o proprietário da Peixaria do Jokka, no bairro de São Raimundo. O niver foi comemorado no dia 03, no “Bar Caaaanta Cooorno”, um local onde os cornos gostam de cantar as suas mágoas todas as segundas-feiras. Fui convidado, aliás, fui intimado a comparecer ao avento, pois o Jokka gosta muito de mim. Bateram o ponto: o Carlinhos (morador do Conjunto dos Jornalistas), o Alcemir (IBGE), os irmãos do Jokka, a sua esposa Mara, o Carlinhos (o neto preferido do Jokka), o cantor Abílio Farias, o Hélio (dono do Bar do Hélio) e outros amigos e vizinhos do bairro de São Raimundo. No rega-bofe teve de tudo: Bacalhau com Arroz, Feijoada, Bichos de Casco e Bolo de Aniversário. As fotografias estão disponíveis na minha página do Facebook (http://www.facebook.com/jose.rocha.55).
  4.  Meus parabéns ao candidato a vereador, o Joaquim Alencar (23.451) pelos seus projetos, aliás, são poucos os aspirantes a vereança que possuem planos. Para quem não sabe, o Joaquim realizou o jogo Fast Clube X Cosmos, em Março de 1980, proporcionando o maior público que o Estádio Vivaldo Lima já recebeu, 80 mil torcedores. Promoveu também o jogo Fast Clube X Seleção da Polônia, em 1980, além do torneio Pacto Amazônico, em 1981. Criou o Vale do Lazer, nos anos 2001/2002, com a triplicação da arrecadação do Estado do Amazonas, bem como, criou o Torneio Intermunicipal na década de 70. Acabou de lançar o Free Soccer, que será outra revolução para o nosso futebol. Abraços ao Joaquim, sucesso na sua empreitada!
  5. Falando em aniversário, no próximo dia 12 de Setembro (quarta-feira) estarei completando os meus 5.6 – não haverá comemorações, pois estou “mais liso do que sabão na tábua”. No ano passado, fiz o seguinte agradecimento Depois que você passa da casa dos cinquenta, a tendência é ir ficando poupo a pouco sendo esquecido por todos, mesmo assim, desejo agradecer aos que carinhosamente gastaram um tempinho do seu dia para me desejar pessoalmente um feliz aniversário, deu certo, pois está sendo um dia feliz mesmo. Agradeço também aos que ligaram, aos amigos do FaceBook que deixaram as suas mensagens no mural, aos que esqueceram, aos que fingiram que esqueceram e aos que não puderam ficar on-line. Deus dê em dobro tudo o que me desejaram. Tenho muito amigos, uns bem perto, uns de longe, outros de bem longe. Não importa a distância, e sim, o carinho. Quero agradecer aos meus familiares, aos colegas da Mirai Panasonic pelo Cartão de Aniversário e pelo tradicional “Parabéns a Você”. Finalmente, quero agradecer de coração a Deus. Como muitos amigos sabem, sai da Mirai, estou me preparando para uma nova empreitada, espero ter muito sucesso profissional. É isso ai.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

HOMENAGENS AO PRESIDENTE FIGUEIREDO TENREIRA ARANHA


Hoje é o dia maior do Estado do Amazonas, quando se comemora a saída do jugo do Grão-Pará, para tornarmos uma Província, um termo utilizado no segundo Império, para designar uma unidade administrativa, mudado o nome para Estado com o advento da Proclamação da República – a pessoa que mais lutou para que isso acontecesse, foi exatamente um paraense, o João Batista de FigueiredoTenreira Aranha, sendo o seu primeiro Presidente.

Ele ficou pouco tempo no poder, apenas seis meses, pois adoeceu e foi exonerado, dizem que ele enlouqueceu, sendo vítima de um incêndio que ocorreu em seu quarto de dormir.

Algumas pessoas acham que o nome do “Município de Presidente Figueiredo”, como sendo uma homenagem ao militar que governou  nosso país no final da ditadura, puro engano, pois Presidente era o nome que se dava ao chefe do executivo e, Figueiredo,  o mandatário maior da nossa Província. Na realidade, a ideia inicial era homenagear o então Presidente da República, mas, ele não aceitou que o seu nome fosse utilizado para tal, quando se optou pelo Figueiredo Tenreiro Aranha.

O governador Eduardo Ribeiro e o Presidente Figueiredo Tenreiro Aranha, constituem-se nos dois governadores mais lembrados pelos amazonenses, sendo o primeiro, o construtor e embelezador da cidade de Manaus e, o segundo, o que lutou na Assembleia Geral do Pará, pela transformação da Comarca do Alto Amazonas para a categoria de Província.


O Presidente Tenreiro Aranha foi homenageado também com o nome de uma rua, no centro antigo de Manaus e, com uma bela escultura, na Praça da Saudade – onde constam as seguintes inscrições: “Tenreiro Aranha (1798-1861) fundador da Província do Amazonas. Inaugurado em 05/09/1907. Oferta da municipalidade de Manaós por iniciativa do Superintendente Coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa. Erigido no governo do Tenente Coronel Dr. Antônio Constantino Nery”.

No dia de hoje, feriado estadual, na Praça da Saudade, foi feita uma homenagem póstuma ao Tenreiro Aranha, onde colocaram muitos buquês de flores, o evento contou com a presença do Dr. Rossieli Soares da Silva, o novo Secretário Estadual de Educação.

Pelo o que o Presidente Figueiredo Tenreiro Aranha fez pelo Estado do Amazonas, todas as homenagens serão poucas! É isso ai.  


domingo, 2 de setembro de 2012

PARA REFLEXÃO


Esta fotografia é para os jovens refletirem: neste local, muitos anos atrás, era um balneário, onde os manauaras se refrescavam nas tardes quentes de verão. Hoje, com o "progresso" onde as pessoas acham mais cômodo jogarem as águas servidas e parte do lixo doméstico para os igarapés - deu no que deu - a poluição total, virando a "a água fonte da vida"  em esgoto a céu aberto! Meus queridos jovens, vocês não são responsáveis pelos erros dos seus pais e avôs, mas, serão, doravante, responsáveis pela qualidade de vida dos seus filhos e netos! A fotografia foi tirada por mim, da Ponte dos Bilhares, onde mostra parte do Igarapé do Mindú, ao lado do Parque dos Bilhares.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

TV AMAZONAS - 40 ANOS


Fotografia retirada do Jornal "A Crítica", mostra o momento exato da inauguração da TV Amazonas (Canal 5), era o ano de  1972, foi a primeira do gênero na Região Norte e a quinta no país. Aparece o Sr. Felipe Daou (presidente), quando fez o seu discurso "A Amazonas antes de ser mais uma estação de televisão é um ideal, de quem luta pelo desenvolvimento da região, em todos os seus sentidos" -  o cônego Walter Nogueira aparece dando as bençãos ao  empreendimento e, o Prefeito Paulo Pinto Nery prestigiando ao evento.  O escritor e historiador Abrahim Baze publicou um belo livro versando sobre esses 40 anos. Meus parabéns ao 40 anos da TV Amazonas! 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

OBRAS PARALISADAS POR FALTA DE PAGAMENTOS


Uma leitora do nosso blog, mandou o seguinte e-mail para divulgação:


"Bom dia Rocha,
gostaria que você divulgasse a paralisação das obras de restauro do Mercado Adolpho Lisboa, por falta de pa
gamento por parte da Prefeitura de Manaus. O dono da empresa Biapó, responsável pela obra, demitiu todos os funcionários, até um engenheiro que veio de Goiás foi mandado embora. O Paço Municipal deve ser entregue até o final deste mês, assim comentam, existem poucos funcionários trabalhando e, a obra também é da Biapó, mas, a PMM tem pagamentos pendentes. Como pode um Museu da Cidade não ter objetos para expor, pois os míseros móveis 
(escrivaninhas, mesas, etc.)  ainda não foram restaurados?"



Fica ai o recado da nossa leitora, realmente, é muito triste o descaso das nossas autoridades para com o nosso patrimônio cultural. Será que vão deixar tudo para os últimos dias antes da Copa de 2014? Acho que sim, pois somente investem dinheiro em grandes obras, onde envolvem grandes somas de dinheiro público. Para ser ter uma ideia, a primeira casa de Manaus, situada na Rua Bernardo Ramos, está com mais de cinco anos em processo de revitalização e, nunca tem fim! Isto é um absurdo!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

BLOGDOROCHA: A BANDEIRA DO ESTADO DO AMAZONAS

BLOGDOROCHA: A BANDEIRA DO ESTADO DO AMAZONAS: No próximo dia 5 de Setembro será "O Dia do Estado do Amazonas", nada mais justo do que publicar fotos da nossa bandeira. Para fal...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A EXPLOSÃO DA CALDEIRA DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MANAUS.



Passados quarenta anos, ainda hoje é comentado este trágico acontecimento na cidade de Manaus, com os mais jovens desejosos de saber o motivo da mudança do nome do “Bar Nossa Senhora dos Milagres” para “Bar Caldeira” e, a pedido do novo proprietário desse tradicional estabelecimento, o Senhor Carbajal, efetuei pesquisas em diversos jornais antigos, demandando três semanas de intensas buscas, pois as datas relatadas pelos antigos donos, frequentadores  do bar e moradores do entorno, todas eram controversas.

No dia 14 de Janeiro de 1970, numa quarta-feira fatídica, batiam os sinos da Igreja de São Sebastião, eram exatamente 10 horas de manhã, quando houve a primeira explosão, com um barulho ensurdecedor, todos os moradores das Ruas José Clemente e Lobo D’Amada correram para as janelas de suas casas, viram voando pedras e destroços por todos os lados e, achavam que era um terremoto.

Dois minutos depois, houve a segunda explosão, jogando pelos ares fragmentos de corpos e uma enxurrada de pedras, abrindo fendas na parede onde estava a caldeira, por uma delas, foram jogadas duas pessoas, uma estava sem a cabeça e, a outra, sem os braços e as pernas.

A terceira explosão foi mais forte, chegando a tremer o Tribunal de Justiça, o Quartel do Comando Militar da Amazônia, a Gráfica Rex e dezenas de casas da José Clemente, Lobo D’Almada e Dez de Julho.

Uma pedra caiu dentro do pátio do Comando Militar da Amazônia (atual Colégio Militar), uma parte da caldeira, pesando quase oitenta quilos, caiu dentro de casa de numero 451, quebrando a parede e destruído parcialmente o telhado, além de quebrar quase todas as vidraças das casas do entorno.

Os primeiros a prestar socorros foram os militares que faziam exercícios no Campo do General Osório – com as ordens do Capitão Costa, tiraram as pedras e escombros que estavam em cima do Arsênio Pereira de Matos, porém, não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer na entrada do Pronto Socorro São José.

No total foram três mortos e quinze feridos – além do Arsênio, faleceram Benjamin Silva dos Anjos e Lindalva Ferreira Lima e, entres os feridos, estavam Jovelina da Silva Almeida, Teresa Barbosa de Souza, Lilian Alves do Nascimento, Edvige Alves Saraiva, Raimunda Tavares Santos e Augenira de Souza, o menor Fausto Araújo e outras crianças que brincavam de bola na calçada do hospital pela Rua José Clemente.

O acidente foi tão grave que, estivem no lugar várias autoridades para prestar apoio e solidariedades às vitimas e familiares, ente eles, o governador Danilo Areosa, o Prefeito Paulo Pinto Nery e vários oficiais da Policia Militar.


O Benjamin Silva, era foguista da caldeira e, dias antes da acontecer a explosão, fez a seguinte declaração para a sua esposa, de seus receios “Estou pensando naquela caldeira. Ela está velha demais e só vive furando, não adianta consertar que ela fura de novo. Eu já falei que ela não aguenta mais”.

Segundo os peritos que estiveram no local, a causa do acidente foi a super pressão no interior da caldeira, em decorrência do entupimento da válvula de escape e o excesso de lenhas colocadas pelos foguistas.

Os senhores João Martins da Silva, Newton Aguiar e José Ribeiro Soares, do Conselho Deliberativo da Santa Casa, explicaram que a caldeira estava em boas condições de funcionamento, sendo recondicionada, em 1968, pela firma Souza Pinto, na qual fizeram um teste de pressão de 200 libras – culpando os funcionários por erros ou descuidos na manobra dos controles.

Agora que já sabemos da história, está explicado o porquê do nome “Bar Caldeira”, pois naquele ano, ele se chamava “Bar Nossa Senhora dos Milagres” e, por um milagre, nenhum boêmio foi atingido pelos destroços da explosão da caldeira do Hospital da Santa Casa de Misericórdia.

Passados todos esses anos, será instituído, doravante,  “O Dia do Caldeira’s Bar”, exatamente no dia 14 de Janeiro, por sinal, o mesmo dia dos festejos do bairro da 14 – aliás, o dono do estabelecimento não deseja de forma alguma relembrar aquele dia fatídico, mas, a data em que houve a mudança do nome do bar.

Agradecimentos: Esta postagem não seria feita, caso não houvesse a colaboração dos funcionários do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA); do Raimundo Nonato Braga, do Centro Cultural Povos da Amazônia (CCPA) e, principalmente, do Charles Costa e Wilson Cruz Lira, da Biblioteca Pública do Estado Amazonas (apesar de estar fechada ao público, eles não mediram esforços para encontrar os jornais que continham a matéria).

Fontes: Jornal do Commercio e Jornal A Critica, edição de 15 de Janeiro de 1970.

domingo, 26 de agosto de 2012

MANA, MANA, MANAUS!





Mana mana Manaus
No coração da hiléia
Tu és soberana cidade matriz
O rio Negro teu ciúme, teu costume
Abraça forte teu terraço fluvial
O rio Amazonas viageiro te paquera
Nesse manto florestal
Vila da Barra, tu és monumental
Entalhada pelos teus igarapés
Mana Manaus
Bela arte manauara
Os teus palácios, o teatro, a catedral
A relumear, sob o céu da Amazônia
Os teus poetas, tuas danças e bumbás
Mana manô
Minha fada, meu conto de amor
O orgulho e encanto do amazonense
E do Boi Caprichoso.

Letra e música: Chico da Silva

Fotografias: J Martins Rocha - tiradas hoje (domingo, 26/08/2012) 1.  Beiradão do Bairro de Educandos; 2. Praia do Amarelinho (Educandos); 3. Teatro Chaminé (Manaus Moderna); 4. Beira do Mercado (Manaus Moderna) e 5. Uma rua que fica ao lado do Mercado Adolpho Lisboa.

sábado, 25 de agosto de 2012

“EL CAMINO” É APENAS UM CAMINHO PARA VOCÊ COMPREENDER LOGO



 Acredito que a grande maioria dos nossos leitores não entendeu o título da nossa postagem, mas, para aquelas pessoas que curtiram a juventude da minha época, ao ver a fotografia do automóvel, sabem perfeitamente que ela possui sentido, na realidade, trata-se de um automóvel utilitário, que fez muito sucesso na cidade de Manaus, nas décadas de setenta e oitenta.


A empresa Braga Veículos & Companhia, pertencia aos irmãos João, Carlos e Ernesto Braga, eles foram os pioneiros na revenda de automóveis da fábrica General Motors, uma empresa norte-americana fabricante dos veículos da marca Chevrolet.






Alguns brasileiros ainda lembram muito bem da declaração do Color de Mello, presidente do Brasil de 1990 a 1992, ao afirmar que, os carros fabricados no Brasil não passavam de uma carroça (comparando-os a um carro com tração animal, para o transporte de cargas e passageiros), pois, desejoso de abrir o mercado para o exterior, batia de frente com a indústria automobilística brasileira, atrasada “no balde” tecnologicamente (o Chevette passou vinte anos no mercado, praticamente, sem nada a agregar).

Com o advento da Zona Franca de Manaus, a nossa cidade começou a gozar de alguns benefícios fiscais que, nenhuma cidade brasileira tinha, tanto que era possível importar automóveis utilitários com a suspensão do recolhimento dos tributos federais, deixando o resto dos brasileiros babando de raiva das nossas regalias e, ainda babam até hoje, com certeza.

A firma Braga Veículos resolveu importar diversas marcas (Malibu, Monte Carlos e El Camino), diretamente da fábrica nos Estados Unidos, mas, o que mais fez sucesso e marcou toda uma geração, foi o famoso “El Camino” – para quem não sabe, ele era um automóvel utilizado pelos ianques em suas fazendas, para o transporte de diversos produtos da área rural, enquanto, em Manaus, dava status para os bacanas da alta sociedade, pois, os carros brasileiros de passageiros não chegavam nem aos pés dos utilitários americanos.

O “El Camino” tinha as seguintes características: Produção: 1959-1960 – 1964-1987 / Carroceria: Picape / Motor: 3.9 6cc, 4.6 V8, 5.7 V8 / Caixa de velocidades: 2, 3 ou 4.

Existiam várias versões, do mais simples ao luxuoso, porém, o mais bonito e charmoso existente em Manaus, o considerado “top”, o numero um das paradas de sucesso, era um modelo que ficava estacionado, nos finais de semana, bem em frente ao “Ideal Clube”, um clube da elite manauara, situado na Avenida Eduardo Ribeiro – acho que o referido carrão pertencia a algum diretor ou ao presidente do clube – deve estar guardado, como relíquia, na garagem de algum empresário.

Para quem não sabe, os irmãos Braga foram e, ainda são, grandes empreendedores, com o João na liderança, ele foi um político atuante, chegando a ser Senador da República, enquanto o do meio, o Carlos, foi um grande administrador e estrategista das empresas do grupo, ele é o pai do Senador Eduardo Braga – o Ernesto era pau para todas as obras nas empresas, comandava a parte de serviços e venda de peças de tratores da marca Komatsu, ele é o pai do Rodolpho Braga, dono das Pizzarias Splash. – foram os meus patrões nas “Lojas Populares” (atual Supermercado DB, da Avenida Eduardo Ribeiro) e “Máquinas Pesadas” (atual Parintins Veículos, da Avenida Djalma Batista), 

Certa vez, chegou à nossa loja, um jovem empresário paulista, ele tinha acabado de comprar um “El Camino”  usado e, foi conversar com o Senhor Ernesto Braga, para conseguir a documentação de importação do veículo (Guia de Importação, Invoice e Declaração de Importação), para poder liberar na Alfândega de Manaus, pois a legislação permitia, naquele tempo, a internação (saída para outras unidades da federação), sem recolhimento dos tributos (Imposto de Importação e IPI), dos produtos importados com mais de cinco anos.

Fui incumbido de procurar no “arquivo morto” tais documentos, passei três dias “desenterrando defunto” – o paulista ficou na minha cola, prometendo uma gorda gorjeta para eu encontrar com rapidez os documentos. Levei a documentação para o meu chefe, ele pediu para ir até a Braga Veículos, na Avenida Ramos Ferreira, mandou o paulista levar o carro para conferir se batia a série do carro com os documentos – deu tudo certo.

Na volta para a loja do centro, o paulista me deu uma carona, recebi a gorjeta prometida e, ainda me prometeu dar mais ou menos uns mil reais (no valor atual), caso eu descobrisse onde ficava a antena do carro – passei mais de vinte minutos procurando e, nada! Por incrível que pareça, isso já faz mais de trinta anos e, a antena já vinha instalada dentro do vidro para-brisas, como é que eu iria saber, pois as nossas “carroças”, digo veículos, tinham a antena externa e ainda não eram automáticas.

No caminho, com a baba no bolso, estava mais alegre do que pinto no merdeiro, quando sem ao menos esperar, o paulista disparou: - Rocha, toma mais duzentas pilas, mas, me faz uma favor, aquele teu chefe escroto, ele me deu a maior canseira da vida, fala que eu o mandei para a PQP!  Respondi: - Tu és doido, o cara é brabo, se eu falar isto, ele vai te caçar até na balsa da transportadora e o teu carro vai ficar preso eternamente, além do mais, ele vai dar a minha conta, eu posso ser leso, mas, não sou doido! Ele fez a réplica: - Então, dá um “cotoco” pelas costas dele! Claro que eu não fiz isso e, jamais faria uma coisa dessas! Eu hein!

Brincadeiras a parte, o “El Camino” parecia uma balsa e era beberão de gasosa, uma pura refinaria, mas, tinha tecnologia de montão e transbordava charme, sendo desejado por muitos neguinhos da minha cidade e do meu Brasil varonil – ele era apenas “um caminho para você compreender logo” (esta era a frase constante nos comerciais do veículo)! É isso ai.


Fotografias em preto em branco: reprodução de jornais antigos, sendo a terceira, do fotografo Amaranto (aparecem da esquerda para a direita, o João Braga Junior, a Maria de Lourdes Archer Pinto e o Ernesto Braga, na data do seu aniversário) 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ROUPAS USADAS DA FANTEX


Com a regulamentação da Zona Franca de Manaus, no ano de 1967, pipocaram em todos os lados, pequenas lojas de importação de produtos do exterior, começaram a surgir por estas bandas todos os tipos de mercadorias, tais como: relógios, aparelhos de som, brinquedos, roupas, tênis e todo o tipo de quinquilharias que se possa imaginar – ao pesquisar um jornal de 1968, passei a vista sobre um comercial de uma loja de roupas usadas, a famosa FANTEX, voltei ao tempo do final da minha adolescência.

Na nossa juventude, utilizávamos muito o termo “Fanta”, uma gíria para determinar que uma coisa possuísse um valor inferior, sem graça, fraco ou que não prestava e, quando começou a ser vinculado nos jornais o nome da loja “Fantex”, com preços das roupas até setenta por cento inferiores ao mercado, os jovens começaram a ficar um pouco desconfiados, mesmo assim, foi uma correria total para comprar aqueles produtos.

Os meus pais compraram para mim, uma calça de veludo e outra de jeans, da marca Lee, era uma novidade para os pobres mortais, mas, já eram muito utilizados pelos jovens grã-finos de época, pois somente eram comprados quando alguém viajava para o exterior ou em lojas de grife (de marca) do eixo Rio-São Paulo.

Apesar de eu andar todo metido a besta com aquelas roupas, ficava um pouco desconfiado, pois  elas estavam um pouco desgastadas, nem desconfiava que eram roupas usadas, e, o pior, de um morto - , aliás, os hippies adoravam roupas desbotadas, virando moda entre os jovens manauaras.

Tempo depois, surgiram vários boatos pela cidade, dando conta que a Fantex importava roupas usadas dos norte-americanos, doadas pelas famílias de jovens militares mortos na guerra do Vietnã (1959-1575) – foi um Deus nos acuda! A minha turma não queria mais de forma alguma andar com aquelas calças. As minhas viraram rapidinho pano de chão, nem pensar em usar indumentária de um falecido!

A partir de então, virou chacota quando alguém aparecia com uma roupa de veludo ou uma “sambada” da marca Lee: - Essa cara acha que está abafando, com esta calça de defunto! – O defunto era maior que a calça! – Essa calça é Fantex, com certeza! Todos esses comentários eram motivos para brigas entre os jovens.

A Fantex tinha lojas na Rua dos Barés (próximo ao Mercado Municipal), na Rua Lobo D’Almada (em frente ao jornal A Critica) e na Avenida Leopoldo Peres (ao lado de Fitejuta, no bairro de Educandos) – eles possuíam grandes estoques de calças de Veludo/Far-West/tipo Lee, uniformes brancos para enfermeiras, vestidos de Jersey/Seda/Algodão, camisas Nycron/Algodão/Volta ao Mundo. Após os boatos (confirmado, tempo depois), todas as lojas fecharam.

Hoje em dia é muito comum vender roupas usadas, são os famosos brechós, onde é oferecido desde a simples calça tipo Lee, ao vestido de noivas – virou até moda os jovens usarem roupas surradas e até rasgadas, mas, no meu tempo, usar roupas de defunto da ”Fantex”, nem pensar! Eu, hein!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

TARDE QUENTE EM MANAUS



Tarde muito quente em Manaus, mesmo com o Sol desaparecendo por detrás do Teatro Amazonas e da Igreja de São Sebastião, mas, que se dane o calor, a imagem vale mais do que mil palavras. Foto: J Martins Rocha

MANAUS ATUAL


Na estatística do contador de acessos do nosso blog, um dos maiores download é de fotografias da Manaus antiga e atual. Para matar a saudade daquelas pessoas que nasceram neste torrão ou por aqui passaram parte de suas vidas, mas, encontram-se, atualmente, longe da nossa cidade, fiz esta foto-colagem, onde aparecem parte das Avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, o Parque dos Bilhares,  Bairro Vieiralves, Igarapé do Mindu (poluído), centenas de prédios e ao fundo, o nosso Rio Negro - as fotografias foram tiradas por mim, no 17o. andar da torre empresarial do Millennium Shopping. Quem desejar mais fotos da Manaus atual, pode pedir, que publicarei.

UM DIA DE CAMINHADA COM UM POLÍTICO


Muito tempo atrás eu tinha uma caída pelo PMDB, depois, PPS, PV, PSDB e, finalmente, o PT, nunca cheguei a me filiar a nenhum deles, por isso, nunca fui alguém de partido, sempre votando em candidato, sem me preocupar com a sigla da agremiação ou das coligações, tanto que este ano, o meu candidato a prefeito é do PSDB e a vereadora é do PT – no primeiro, ajudei a montar um grupo de apoio no “Facebook” e, no segundo, estou colaborando na divulgação do seu nome - conheço muitas pessoas que são candidatas, o que eu puder fazer para ajudá-los no meu blog, eu farei, com certeza. 

Recebi um convite da minha amiga Socorro Papoula (militante e pedagoga) resolvi acompanhar a Rosi Matos (PT/13013), na sua caminhada em comunidades rurais e bairros da cidade. Ela é metalúrgica, de chão de fábrica, faz parte do movimento das mulheres metalúrgicas, dirige a CUT-AM e é diretora da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, faz politica o ano inteiro, sempre ao lado dos trabalhadores.

Exatamente às seis da manhã de domingo, o telefone toca, era o Edgar Sarazin (militante e radialista), marcando o encontro em frente ao SEBRAE (Avenida Leonardo Malcher), estava por lá o Domicius (militante, ele é um índio da etnia Tucano), seguimos de carro até o bairro da Compensa, fomos pegar a Socorro Papoula, depois, a mãe e dois sobrinhos do Domicius (no bairro Lírio do Vale).


Seguimos até a Marina do David (por detrás do Tropical Hotel), por lá estavam a Rosi Matos, o Aniceto (militante e filósofo) e outros seis militantes do Partido dos Trabalhadores – pegamos um barco a jato, passamos pela Praia do Tupé, Comunidade Nossa Senhora de Fátima, Comunidade do Livramento e, paramos na Comunidade São Sebastião do Uatumã – todas são áreas rurais de Manaus.

Por ser um domingo, geralmente as pessoas acordam mais tarde, tivemos de esperar até às dez da manhã para reunir parte dos comunitários no Clube Social – calhou de terem marcado para o mesmo horário um jogo de futebol feminino, o que acabou prejudicando um pouco a reunião.

As principais reinvindicações dos moradores são as seguintes: 1o. Recuperação da estrada que dar acesso a Comunidade do Pau Rosa, permitindo escoar a produção agrícola pela BR-174, pois ali é um assentamento do INCRA, no entanto, eles se acham abandonados pela Prefeitura de Manaus e pelo citado órgão federal – 2o. Reforma do prédio da Escola Municipal (de ensino fundamental) e, a mudança na diretoria, escolhendo para o cargo uma professora que more na comunidade, pois somente assim, será possível uma melhor interação entre os professores, alunos, pais e lideranças locais. 


Fiz uma caminhada rápida pela comunidade, visitei a Igreja Católica de São Sebastião de Uatumã (um santo guerreiro e padroeiro do lugar), bati um bom pago com um velho pescador, conheci o campo de futebol e danei-me a saborear uma gostosa melancia – peguei duas sementes da Andirobeira (onde se extrai um óleo amargo utilizado na medicina popular), com a intenção de plantar em algum quintal de Manaus.

A volta foi muito gostosa, pois a maioria dos passageiros era formada pela nossa turma – com um vento gostoso na testa, fiquei olhando sem parar a imensidão do Rio Negro e a mata amazônica – pura natureza, valeu a pena!

Pensei que já tinha terminado as atividades - qual nada, a caminhada continuou companheiro! Ainda fomos para uma comunidade do bairro do Manoa (zona norte), onde foi possível almoçar em pé, embaixo de uma imensa árvore, depois, seguimos para o bairro Jorge Teixeira (zona leste) e no centro (por detrás do Colégio Dom Bosco) – já eram quatro da tarde e, parte da equipe, incluindo eu, parou no Bar Caldeira, pois ninguém é de ferro!   

Ainda tinham mais duas atividades na parte da noite, não deu eu para acompanhar, mas, o dia fora muito proveitoso para mim, pois nunca tinha tido uma experiência dessas - visitei muitos lugares, conheci muitas pessoas e, pude ver “in loco” as dificuldades e os problemas do nosso povo – isto somente foi possível, caminhando com a minha amiga Rosi Matos e os simpáticos militantes do PT. É isso ai.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VIAGEM A MANACAPURÚ, A TERRA DAS CIRANDAS.



Fui convidado por um amigo para irmos até a cidade de Manacapuru, ele foi a serviço e, aproveitei para fazer turismo, fomos na sexta-feira, pela manhã, um dia calmo e tranquilo, pois com a inauguração da ponte Manaus-Iranduba, o movimento cresce enormemente nos sábados e domingos, – a viagem foi muito legal, apesar da grande buraqueira da Estrada Manoel Urbano (AM-070), mas é muito bom voltar novamente a “Terra das Cirandas”, a nossa queridinha “Princesinha do Solimões”.

A cidade de Manacapuru fica a 84 km de Manaus, na margem esquerda do Rio Solimões - o acesso por via fluvial chega aos 157 km, pode-se também ir por via aérea - possui uma área territorial de 7.270 km2, com a uma população estimada em 82.309 (segundo o IBGE) – ela é conhecida no mundo inteiro em decorrência do maior e melhor Festival de Cirandas do Brasil.

Ao chegar, fomos direto a um restaurante, o prato foi “Peixe Frito & Baião de Dois”, estava uma delícia, com um preço bem camarada, depois, aproveitamos para fazer um tour pela cidade, pois ela para ao meio-dia e, o meu amigo tinha que fechar um negócio somente à tarde.

Tentamos comprar laranja, mamão, açaí, pupunha e queijo, mas, os preços estavam salgados – tudo em decorrência da grande cheia deste ano, a qual provocou alagamentos e destruição da maioria das plantações dos ribeirinhos.




Tirei várias fotografias das casas antigas da cidade e, fomos até a “Orla do Miriti”, um paraíso que fica dentro da cidade, apesar do abandono por parte da Prefeitura.




Aproveitamos para obter informações e conhecer o “Hotel Evanstour”, localizado as margens do Rio Miriti, são 50.000m2 de área, com piscinas, balneário, salão de eventos, auditório, área de lazer etc. - o gerente é um paulista da melhor qualidade - eles estão fazendo reformas no hotel, pois ficou um bom tempo fechado, em decorrência da grande cheia dos rios – quem quiser fazer reservas, basta ligar para o telefone 92 9252-2745, o preço da diária é de R$ 98,00 e R$ 128,00 (capacidade para cinco pessoas, com TV a cabo e frigobar).

A cidade está se preparando para o “XVI Festival de Cirandas de Manacapuru”, um evento que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de Agosto – serão três dias para “lavar a burrinha”, pois haverá um fluxo enorme de turistas na cidade, com muito trabalho e renda para aquele povo bom e hospitaleiro.

Este grande evento será transmitido para todo o mundo, pelo canal de TV “Amazon Sat” – segundo um folheto que recebi no restaurante, as três agremiações terão os seguintes temas:

  • Ciranda Guerreiros Mura – através da história, lendas e mitos a Guerreiros Mura celebra o amor – o amor físico, amor platônico, amor materno, amor à vida e o amor a Deus. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol). A ciranda através dos mitos e lendas da Amazônia fala desse amor sentido e retratado em todos os lugares por mais recônditos que sejam e também, de amores que atravessaram barreiras intransponíveis. Amor apaixonado, espiritual, brincalhão, afetuoso, pragmático, emocional e, outros tantos que nos farão apaixonar na arena do Parque do Ingá (o Cirandródomo).  
  • Ciranda Tradicional – Arquimedes o filósofo popular contador de estórias das terras de Manacá – Arquimedes de Siracusa (grego), um homem sábio dotado de conhecimentos, foi matemático, físico, engenheiro, inventor e astrônomo. O Arquimedes de Manacá é um nome fictício nascido na comunidade da Ilha do Paratari, a 6 horas de barco da sede do município, um homem sábio dotado de conhecimentos populares, a partir de suas estórias, passou a ser o maior contador de causos e contos das terras de Manacá, foi também agricultor, seringueiro e pescador. A cultura popular vai ser cantada e bailada, com a lenda do corta água, o chute certeiro na porta do céu, duelo das águas (a iara, o bacurau e a sucuri), o Sarapó e a canoa voadora.
  • Ciranda Flor Matizada - O elo do Rio Negro e os encantos de um novo El Dorado – Em 24 de Outubro de 2011 foi inaugurado a Ponte Rio Negro. Um cenário mágico se delineou no imaginário coletivo e impôs a inevitável viagem dos sonhos para muitos e a ponte se torna um fabuloso elo entre o mundo da capital e o mundo do interior, mas a realidade encontrada frustrou as aspirações coletivas. A Flor Matizada se propõe ao desafio de revelar ao grande público o verdadeiro sentido do novo “Eldorado”: a singeleza da tipicidade interiorana, local que ainda não foi vista, em uma viagem pitoresca pelos mais significativos aspectos da cultura concreta, fervilhante e característica de Iranduba, Caapiranga, Novo Airão, Anamã, Beruri, Anori, Codajás e Manacapuru.
Hora de voltar, paramos numa fazenda de gado, para comprar queijo coalho, coalhada, doce de leite, goiaba e cheiro verde, depois, entramos num ramal do Laranjal, numa longa estrada toda asfaltada, indo até a beira do majestoso Rio Solimões, tentamos comprar laranjas, mas, não foi possível, pois o Sol estava a pino, forçando a todos os trabalhadores a ficarem intocados em suas casas.

Muito boa a viagem, já estou com saudades – quem sabe, posso voltar e, assistir ao Festival de Cirandas de Manacapuru. É isso ai. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

BLOGDOROCHA: BOIUNA, A COBRA GRANDE DA AMAZÔNIA.

BLOGDOROCHA: BOIUNA, A COBRA GRANDE DA AMAZÔNIA.: A palavra “boiuna” vem do tupi (boídeos = família de grandes ofídios escamados, que matam as presas por constrição / una = preto), si...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O ERRO DE CÁLCULO DE UM PILOTO DA FAB



Quem passa pelo largo da Igreja dos Remédios, nem de longe pode imaginar que, exatamente quarenta e quatro anos atrás, um piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) cometeu um grave erro e, tocou parte do avião que pilotava, na cruz no alto da torre daquele templo católico.

É isso mesmo, mano velho! Muito amazonenses ainda guardam na memória, daquele dia em que quase acontece um acidente de grandes proporções – a marca do acidente, ou seja, parte da cruz quebrada serviu para olhar curioso durante muitos anos.

Para quem não conhece a história da igreja e do seu entorno, vou comentar um pouco:

Segundo os historiadores, esta igreja foi construída em 1868, erguida sobre um cemitério indígena, foi tombada em 1988, como patrimônio histórico do Amazonas. Ela é rodeada por escadarias de pedras portuguesas de Lioz; na parte detrás, ainda aparecem os trilhos dos bondes (deixaram de circular em Manaus na década de 50).

Ao seu lado fica a primeira Faculdade de Direito do Brasil, onde por lá passaram os estrelas Jefferson Péres, Plínio Coelho e Samuel Benchimol -, bem em frente  da "Velha Jaqueira”, ficava a banca da Dona Pátria, a melhor tacacazeira do Amazonas, tia amada do médico Rogélio Casado – nos seus arredores moraram a comunidade sírio-libanesa, além dos famosos: Milton Hatoum, o autor do livro “Dois Irmãos”, a Deputada Federal Beth Azize, os senadores Arthur Virgílio Filho e Arthur Virgílio Neto. A sua frente tem uma praça, outrora esplendorosa, com um Cristo Redentor, abençoando os ribeirinhos e a Baía do Rio Negro. Antigamente tinha uma famosa escadaria, dava acesso a “Cidade Flutuante”.


Na lateral direita da igreja, morava um sujeito chamado Adalelmo Nascimento, era um mendigo rabugento, certo dia, o meu saudoso pai pediu para irmos visitá-lo, os dois conversaram muito, ele lembrou que o papai foi quem o levava para o Colégio Dom Bosco, pois ele era filho do patrão, o senhor Nascimento, da fábrica de violões “Bandolim Manauense”, ficava nos porões da Casa Alba.



Pois bem, voltando aquele dia fatídico – era um sábado de manhã na nossa cidade, exatamente no dia 22 de Julho de 1968, quando o Major-Piloto Leal Soares, cometeu um erro de cálculo, no Mini Jato de FAB de Prefixo TF, improvisando uma rasante nas imediações do Largo da Igreja dos Remédios.


Na descida, bateu na cruz da igreja, com parte da asa indo cair na Rua Leovegildo Coelho, bem em cima de um automóvel da marca Simca – o Major e o Tenente Cavalcante, com muita habilidade, conseguiram levar o Mini Jato até o Aeroporto de Ponta Pelada, fazendo uma aterrissagem quase forçada, pois o avião pendia para o lado da assa quebrada. É isso ai. 

Fonte e fotografia em preto em branco: Jornal A Crítica;

Fotografia colorida: J Martins Rocha.